domingo, 5 de fevereiro de 2012

O Pacto (2012)

O Pacto de Telma Meira é o terceiro telefilme que a TVI produziu e que conta com as interpretações de Pedro Lima, Rita Calçada Bastos, Sara Prata, Liliana Santos e Nuno Távora.
Carla (Bastos), Vera (Santos) e Isabel (Prata) são três amigas que não só vivem no mesmo prédio como também têm em comum o facto de terem sido abandonadas pelos seus respectivos namorados. Depois da tentativa de suicídio de Isabel e da encenação de um outro por parte de Vera, Carla sugere que as três deveriam celebrar um pacto no qual não deixariam mais nenhum homem entrar nas suas vidas.
Nenhum, até ao dia em que se muda para o mesmo prédio Nuno (Lima), um engatatão sempre de serviço e que irá conquistar o coração das três mulheres com quem irá manter relações secretas... com as três, ao mesmo tempo que se vai usando da bondade de Jaime (Távora) que vive um amor secreto por Carla.
Apesar da simplicidade desta história e da eterna reticência que qualquer um de nós coloca aos telefilmes da TVI que na generalidade das vezes deixa muito a desejar, a verdade há que ser dita e este telefilme conseguiu ser engraçado. Sim, estão a ler bem... estou a falar bem de um argumento de um telefilme da TVI.
Ao contrário do que seria de esperar as piadas existentes no argumento de Rui Vilhena resultam bem e os momentos em que os actores parodiam com situações sérias, como o suicídio por exemplo, recorrendo para isso a situações absurdas demais para serem verdade, ou até mesmo no facto de transformarem a postura de Pedro Lima num engatatão desmiolado, e o próprio usando isso para benefício da sua personagem são factores que, felizmente, conseguem elevar a qualidade do telefilme.
As interpretações estão igualmente de parabéns. Liliana Santos e Sara Prata como os dois elementos bem "loiros", conseguem reunir os momentos mais bem dispostos do filme. Torna-se impossível não sorrir em quase em todas as cenas que aparecem e, de todas, é certo que o início em que a Isabel de Sara Prata tenta cometer suicídio, é de todos o mais bem conseguido.
De igual forma simpatizamos com a personagem que Pedro Lima interpreta. Aquele "Olá, tudo bem?" que utiliza cada vez que cumprimenta alguém tornam-se comicamente irrestíveis. Arrisco dizer que é, de longe, um dos seus melhores desempenhos dos últimos tempos.
Finalmente Rita Calçada Bastos e Nuno Távora fazem um dos improváveis pares românticos que resultam bem no decurso da história. A grande vontade que as suas personagens revelam em encontrar o amor verdadeiro torna-os naquelas "pessoas" que desejamos ver bem. E a graça com que Nuno Távora encara a sua vida e profissão são quase desarmantes.
Os dois aspectos negativos deste telefilme são em primeiro lugar a sua curta duração. Existe potencial e argumento para poder ser um filme de maior duração, pois daria espaço a que as suas personagens se desenvolvessem, explorando assim muito mais o seu lado cómico.
Finalmente o facto de ser um telefilme e não um filme de sala de cinema acaba por também o prejudicar um pouco. O potencial existe, as personagens foram bem pensadas e encarnadas pelo conjunto dos actores e teria sido bem simpático e agradável vê-lo num ecrã gigante.
Se esquecermos isto e nos deixarmos levar pelas personagens e interpretações, temos aquilo que é seguramente a primeira boa aposta em telefilme que a TVI fez e aquele que finalmente nos deixa esperar que a qualidade se mantenha cada vez maior.
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7 / 10
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