quinta-feira, 15 de março de 2012

CinEuphoria 2012: Actor em Curta-Metragem

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Fernando Ferrão e Fernando Taborda, O Vôo da Papoila
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CinEuphoria 2012: prémio de Fotografia

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Tony Costa, O Teu Sapato
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CinEuphoria 2012: segundo prémio de Actor Secundário

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Hugo Costa Ramos, Faminto
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CinEuphoria 2012: primeiro prémio de Actor Secundário

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Augusto Portela, A Cova
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CinEuphoria 2012: entrega dos prémios ao filme A Cova

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Luís Alves, realizador d' A Cova
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CinEuphoria 2012: Actriz Secundária

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Carmen Santos, Quinze Pontos na Alma
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CinEuphoria 2012: Actriz em Curta-Metragem

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Rita Martins, Sombras
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CinEuphoria 2012: entrega do prémio de Montagem

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Tiago Antunes por O Barão
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CinEuphoria 2012: entrega dos prémios ao Faminto

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Sofia Reis em representação de Hernâni Duarte Maria e Pedro Noel da Luz por Faminto
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CinEuphoria 2012: entrega dos prémios ao Bats in the Belfry

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João Alves, Bats in the Belfry
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CinEuphoria 2012: entrega dos prémios ao Conto do Vento

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Cláudio Jordão e Nelson Martins, Conto do Vento
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CinEuphoria 2012: entrega de prémio de Banda-Sonora

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Ludgero Zorro e João Moura, O Vôo da Papoila
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CinEuphoria: a primeira cerimónia começou assim...

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quarta-feira, 14 de março de 2012

L'Apollonide (Souvenirs de la Maison Close) (2011)

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Apollonide - Memórias de um Bordel de Bertrand Bonello é talvez um dos filmes "incompreendidos" do ano que nos relata o dia-a-dia, ou mais concretamente as noites, de um bordel na Paris do final do século XIX e a sua decadência com a chegada dos 1900's.
Marie-France (Noémie Lvovsky) é a dona de um reputado bordel de Paris que recolhe as simpatias e a frequência de um conjunto considerável das grandes fortunas da cidade. Vários são os homens que depois de dias nos seus negócios e junto das suas famílias acorrem àquela misterioso lugar que ganha uma vida alternativa àquela que a cidade-luz emana durante o dia. Ali todos se reencontram para momentos de prazer, de amizade e de boémia consentidos, mas escondidos, dos olhares de uma sociedade que vive por outras regras de moral.
Mas este bordel esconde mais por detrás de um aparente local de sexo. Aqui conhecemos um conjunto de mulheres que aos poucos revelam os seus porquês... O porquê de se encontrarem ali... O porquê de se terem afastado da sua antiga vida... O porquê de ali se manterem... Os seus sonhos e vãs esperanças de um dia terem a oportunidade de dar um novo rumo à sua vida.
Se por um lado este filme retrata a crescente amizade que um inicialmente estranho conjunto de mulheres consegue estabelecer entre si, não deixa igualmente de ser verdade que ele é também um curioso retrato de uma sociedade que primeiro tenta, depois corrompe e finalmente prende aqueles que nela vão, aos poucos, tentando sobreviver e que naquele bordel conseguiam ter uma vida mais digna do que na rua mas, infelizmente, não com menos riscos. Quer fossem riscos de saúde, ou da exploração de que eram alvo às mãos de Marie-France que não as poupava da percentagem sobre os clientes que as "alugavam", e até aos atentados à sua segurança física, estas mulheres apenas escapavam à vida muito mais dura que a rua lhes poderia reservar.
Ao mesmo tempo, e sem ser excessivamente explícito, Apollonide consegue dar um perfeito retrato da sexualidade, sensualidade e desejo que rodeava a vida não só daquelas mulheres que o faziam apenas para resolver os inúmeros problemas financeiros de que eram vítimas numa época em que poucos direitos ou formas de subsistência tinham, mas principalmente dos homens que as procuravam. Se uns as procuravam para obter algum tipo de companhia, a verdade é que a maioria as desejava carnalmente e como forma de se deixarem levar pela imaginação e concretização de desejos menos próprios ou convencionais que, ocasionalmente, resultavam em atrocidades incompreensíveis e inimagináveis para "pessoas de bem" como se auto-denominavam perante a sociedade.
Cru ao ponto de mostrar a realidade da vida através dos problemas que afectam intemporalmente todas as épocas, nomeadamente o que diz respeito ao dinheiro e à sobrevivência que dele depende, à beleza (ou falta dela), higiene e doenças sexualmente transmissíveis, este filme quase consegue ser um registo documental de uma época que se desenrola em 1900 mas que poderia facilmente ser neste início de século XXI bastando apenas contextualizá-lo através de um guarda-roupa (aqui vencedor de César), aos nossos dias. Exemplo disto estão os momentos finais onde somos imediatamente transportados entre estas duas épocas e onde constatamos que mudando o local e todos os hábitos se mantêm idênticos.
Com poucos momentos explícitos mas suficientemente intensos para nos dar um relato sobre alguns dos dramas mais intensos destas mulheres, este filme pode ser, por momentos, algo difícil de seguir pela seu ritmo mais lento mas que, por ser eficaz e visualmente rico tanto pelo seu já referido guarda-roupa como principalmente pelos intensos relatos que estas mulheres fazem das suas próprias vidas, este Apollonide é um filme que retrata a condição humana e o quão alto, ou baixo, ela pode atingir.
Sentido mas bruto e intenso não deixa de ser um relato descritivo de como uma vida pode ser marcada, e marcante, perante o mundo ou a sociedade que não esquecendo o indivíduo pode ser-lhe, no entanto, bastante cruel e que é interpretado por um conjunto de actrizes que assumem para si as vidas destas mulheres.
Pode não ser um filme apelativo para a maioria das pessoas mas aqueles que se deixem levar pela curiosidade serão seguramente seduzidos pelos seus encantos.
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7 / 10
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terça-feira, 13 de março de 2012

Love Sick (2011)

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Love Sick de Kevin Lacy é uma divertida curta-metragem romântica que não se deve perder. Com uma história simples também da autoria de Lacy, e com uma interpretação muito bem conseguida de Joshua Cameron, ela funciona na perfeição e consegue rapidamente conquistar a nossa atenção.
O amor, ou mais concretamente a falta dele, conseguem realmente tornar alguns "doentes". E é esta "doença" que, quando forte demais, consegue levar qualquer um a um conjunto de aventuras que normalmente nem sonhá-las. Imperdível.
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7 / 10
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segunda-feira, 12 de março de 2012

Florbela... banner de um magnífico filme

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É com bastante emoção que vejo um banner de Florbela, um filme brilhante e simplesmente arrebatador com uma referência ao CinEuphoria.
São estas grandes surpresas que me deixam muito contente com este trabalho apaixonante pelo cinema, e nada melhor do que o considerar o presente pelo terceiro ano de existência.
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CORRAM aos cinemas para ver Florbela de Vicente Alves do Ó.
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Warriors of Terra (2006)

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Mutação Assassina de Robert Wilson que dentro do género fantástico tem poucos elementos que o conseguem destacar, centra a sua história num grupo de activistas pelos direitos dos animais que invade umas instalações secretas onde supostamente são feitas experiências aos mesmos.
Mas como nem tudo o que parece é, longe estavam de imaginar qual a verdadeira natureza das experiências que naqueles subterrâneos eram efectuadas e claro, o perigo que iriam correr por se meterem em locais que são controlados pelo governo.
Esta pequena e simples sinopse já antevê praticamente todo o filme bem como o seu desfecho. Todas as premissas estão lá, desde o enredo já conhecido até às personagens completamente estereotipadas que tantos filmes do género já nos habituaram vezes sem conta. As experiências governamentais ultra-secretas em subterrâneos escondidos através de fachadas de empresas mais ou menos "credíveis" (que na prática nunca o são) bem como os militantes pelos direitos ou defesa de uma qualquer causa que escondem sempre uma ovelha que não é nem branca nem negra e que defende nada mais do que os seus próprios interesses, sem referir claro, a pseudo-vítima (normalmente feminina) que acaba por dar conta de todos os militares preparados nos mais perigosos cenários de guerra e de onde poucos, se é que algum, consegue escapar mais ou menos ileso.
Tudo neste filme está, de facto, visto. Até mesmo as suas personagens que, mudando os cenários e algumas situações, poderiam ser as mesmas de tantos outros filmes do género e que quase repetem ao detalhe os mesmos movimentos de filme em filme. Realmente tudo já visto sem nada de novo.
Dito isto, e à excepção de um ou outro momento mais conseguido e de alguma qualidade(zinha) no que diz respeito à caracterização de alguns dos actores, este filme mais não é do que um entretenimento momentâneo que facilmente esquecemos alguns minutos depois dos créditos finais. Distrai, sem provocar sustos ou tensão de maior e, sem nunca chegar a aquecer, estamos no seu final.
Filme de "sextas de terror" e que não deixa marca nenhuma que possamos considerar nem nova nem consistente, limitando-se a ser mais um entre tantos. Para os interessados em ver o trailer... aqui fica ele.
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3 / 10
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domingo, 11 de março de 2012

Sex and the Matrix (2000)

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Sexo e o Matrix de Joel Gallen é uma pequena curta-metragem de comédia feita para os prémio MTV do ano 2000, altura em que tanto a série Sexo e a Cidade como a saga Matrix estava no auge da sua popularidade.
Numa divertida junção de elementos tanto de um como de outro esta curta resulta pelos momentos de paródia e bom humor que consegue criar e divertir qualquer um, principalmente aos fãs tanto da série como da trilogia.
Simples, divertida e bem pensada vale a pena ser vista.
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10 / 10
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CinEuphoria... terceiro aniversário!

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Terceiro aniversário... muitos filmes passados... muitos mais virão.
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Obrigado a todos os que têm contribuído para esta bonita viagem.
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sábado, 10 de março de 2012

Solaris (2002)

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Solaris de Steven Soderbergh que conta com a participação de George Clooney, Natasha McElhone, Viola Davis, Jeremy Davies e Ulrich Tukur.
Quando Gibarian (Tukur) envia uma mensagem para Chris (Clooney) a partir da estação orbital onde se encontra sobre os estranhos acontecimentos que ali se desenrolam, este estaria longe de imaginar o que ali iria encontrar.
Quando chega à estação orbital junto do planeta Solaris, Chris já sabe do suicídio de Gibarian e que ali só se encontram dois passageiros... ou talvez alguns mais! De onde terão surgido os novas habitantes daquela estação e o que estarão eles ali a fazer?
Para além das interpretações do conjunto de actores que achei coerentes mas pouco expressivas dado o contexto em que as suas personagens "viviam", aquilo que mais apreciei neste filme foi o seu argumento que pressupõe a hipótese de uma certa redenção com um passado mal resolvido. A hipótese de esclareer certos assuntos com aqueles que já não se encontram junto de nós.
No entanto, ao mesmo tempo não nos é dado nenhum feedback sobre se este aspecto se deve realmente à presença junto daquele estranho planeta ou se é uma qualquer paranóia, inicialmente individual mas que depois se torna colectiva, devido ao isolamento sentido por aqueles tripulantes. Talvez mesmo a vontade sentida por alguns de voltar atrás no tempo e reencontrar aqueles que perdeu e resolver todos os assuntos que ficaram por resolver com a sua súbita partida.
Independentemente dos misticismos que também equacionam a hipótese das energias e dos espíritos, o principal para mim sobre este filme é mesmo o facto de no nosso subconsciente sentirmos a necessidade e, mais que isso, a vontade de reencontrar aqueles que perdemos e com quem sentimos a necessidade de ter algumas últimas breves palavras e saber os "porquês" do passado.
É neste sentido que as próprias personagens, e por sua vez as interpretações dos actores, se regulam. Quanto maior a necessidade de fechar feridas do passado, mais a vontade, e por sua vez também a presença daqueles que partiram, se afirma no seguimento do filme. Daí que a personagem interpretada por Clooney seja aquela que mais desesperadamente repudia e reclama a presença da sua falecida mulher, enquanto que a interpretada por Viola Davis seja uma acérrima defensora da extinção daquelas mesmas aparições. A ciência (Davis) em oposição à fé (Clooney).
Este filme consegue atingir aspectos interessantes, se bem que breves, e não sendo a obra maior de Soderberg, não deixa de ser uma abordagem interessante ao tema da vida para além da morte e da materialização, ou não, da energia que se afirma ser perdida pelo corpo no momento da sua morte. Para onde irá... existirá na realidade...? Existirá Deus? Será o Amor a força mais poderosa de todas? Tantas questões que, a certo ponto, acabam por surgir na nossa mente.
Interessante sem ser brilhante é daqueles filmes que ou se ama ou se odeia. Eu fiquei-me a meio caminho entre ambos... não o consigo definir como uma obra excelente mas, ao mesmo tempo, também não me consigo distanciar dele e achá-lo fraco, acabando por achar que em certos tópicos foi um precedente, menos bem conseguido, do magnífico Árvore da Vida em muitos aspectos.
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5 / 10
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