terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Confessions of a Dangerous Mind (2002)

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Confissões de uma Mente Perigosa de George Clooney conta com aquilo que se pode chamar de um elenco de luxo. Entre as interpretações principais temos Sam Rockwell, Drew Barrymore, o próprio George Clooney e Julia Roberts, secundados por Maggie Gyllenhaal e um Rutger Hauer já há muito desaparecido do protagonismo do grande ecrã e, como se tudo isto não bastasse, temos ainda Brad Pitt e Matt Damon em participações especiais.
Todo o filme gira em torno da vida de Chuck Barris (Rockwell) que de dia se assumia como um produtor de televisão de programas que fizeram história e que levava uma vida dupla, segundo o que ele afirma, enquanto assassino a soldo da CIA.
Acompanhamos não só a vida de boémia de Chuck Barris onde sexo e alcoól são o prato forte do dia, mas também os supostos momentos em que era agente duplo e se entretinha a ir até à Alemanha comunista para executar uns quantos "trabalhos", a sua formação enquanto assassino e as tramas entre espiões que contribuíram para a mesma.
A expectativa que tinha para com este filme era assumidamente muita. O conjunto de actores que compunham o elenco deste filme era por si só motivo suficiente para querer ver o que este filme me reservava. A isso, claro que ajudou o facto de ser realizado por George Clooney, e ser publicitado como o primeiro filme que este já bem conhecido actor de Hollywood estava a dirigir.
A história foi outro ponto forte. Quem não gosta de um filme de espionagem que atire a primeira pedra. Mais ou menos bem realizado, deste que tenha um bom argumento, acabamos sempre por dar alguma atenção a este tipo de filmes que, independentemente da época em que sejam feitos, acabam por estar sempre actuais e com um enredo que se pode, à partida, aplicar a qualquer época ou regime em que nos encontremos. Há temáticas de facto universais e esta é uma delas.
Mas, no entanto, a realidade acabou por ser algo diferente. Ao assistirmos a este filme não só achamos que os acontecimentos narrados são um tanto ou quanto "cópia e cola", sem um seguimento que seja lógico em muitos momentos, o que é certo é que por muito boa vontade que possamos ter a respeito do filme ele deixa, em muito, a desejar. Esperamos e aguentamos a sua continuidade porque pensamos que mais tarde ou mais cedo vamos sair satisfeitos do filme... Nada poderia ser mais incorrecto.
Os momentos de sexo, ou de ameaços do mesmo, na maior parte dos momentos totalmente desapropriados e sem qualquer fundamento àparte de percebermos que Chuck Barris era, de certa forma, um devasso, que se entrelaçam com as suas "missões" e o seu desespero por ter protagonismo televisivo que deixe a sua marca no meio são na maior parte das situações desconexos ao ponto de a meio do filme começarmos a evidenciar o nosso próprio aborrecimento.
Assim, e à excepção do argumento de Charlie Kaufman que como disse é apelativo visto que tem potencial para ser uma história que a todos agrada, mas há algo que na sua execução falha e torna todo o filme em algo quase interminável e impossível de aguentar.
Para mim, muito em concreto, estas Confissões... foram algo muito desinteressante e que poderiam ter ido mais longe na forma como são apresentadas mas, há algo na realização de Clooney que, de uma forma geral, não me consegue convencer. Tenta-se uma denúncia de casos específicos da História ou das instituições dos Estados Unidos mas, esta denúncia, é contada neste caso, quase que de uma forma onde a comédia e a ironia se misturam de uma forma pouco harmoniosa.
Desinteressante de uma forma geral e percebemos claramente que poderia ter sido muito mais e muito melhor.
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3 / 10
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