domingo, 4 de janeiro de 2026

War of the Worlds: Extinction (2024)


Guerra dos Mundos: Extinção de Christopher Ray (EUA) surge como a sequela - mais ou menos coordenada - de War of the Worlds: Annihilation, de Maximilian Elfeldt onde o General Skuller (William Baldwin) do planeta Emios ataca o planeta Terra após uma invasão da população deste último ao seu planeta. Nesta dinâmica, um grupo de arqueólogos tenta descobrir três chaves para um artefacto que tem o poder de lançar vagas de destruição à Terra eliminado assim toda a sua população ocultando-as do General determinado em terminar pela força todo o conflito gerado.
Como todos as longas-metragens produzidas pela Asylum, altamente carregadas de efeitos CGI, com argumentos por demais simplistas e elementos artísticos que se resumem quase sempre a salas sem luz natural, repletas de apetrechos electrónicos que se repetem de filme para filme e um conjunto de actores outrora mediáticos e agora caídos no esquecimento, este War of the Worlds: Extinction perpetua o legado da produtora entregando aqui mais uma história que é, dando cor à expressão bem portuguesa, "mais do mesmo".
Desde os instantes iniciais desta história que o espectador compreende que aquilo a que se propôs assistir não o irá, em abono da verdade, satisfaze enquanto uma obra cinematográfica per si, remetendo-se única e exclusivamente para um bom momento em que o cérebro se pode desligar dos problemas diários e assistir a uma sucessão de imagens quase sempre sem nexo, sem credibilidade e que são na sua maioria expectáveis e fundamentalmente básicas. Das actuações aos efeitos, do argumento à decoração sem esquecer todo e mais algum lugar comum que estas obras - esta em particular - entregam são assumidamente mais e, o mais curioso, é que não existe qualquer pudor em assumir que aquilo que se faz é apenas para levantar o cheque ao final do mês e entregar (mais( um filme que cairá no esquecimento no exacto momento em que o espectador mais paciente aguentar vê-la até ao início dos créditos finais. E é válido. É válido assumir-se como má e descomprometer-se com a vontade de criar uma obra cinematográfica aceitável e razoável que pudesse ser um bom elemento de distração cinematográfica querendo, apenas e só, preencher uma estante de obras criadas geralmente com os mesmos actores - o já mencionado Baldwin, Dominique Swain, Michael Paré, entre outros - que em tempos granjearam o ecrã com obras memoráveis e que os colocaram nos olhares do grande público mas que por uma sucessão de más escolhas ficaram agora remetidos a estas obras que lhe vão dando um salário mas que na prática nada de benéfico podem trazer para as suas carreiras e percursos enquanto intérpretes.
Repleto de efeitos especiais CGI nada credíveis e que em nada contribuem para a dramatização de uma história que se pressupõe ser sobre um potencial fim, War of the Worlds: Extinction envergonha até o espectador mais desatento que com um olhar destreinado compreende que aquilo que ali está é uma obra amadora sem qualquer empenho ou brio apenas manobradas para criar o pretenso ambiente da história mas que qualquer criança com um computador em mãos teria feito igual... ou até melhor.
Com uma sucessão quase drástica de momentos mal conseguidos, interpretações fúteis, desinteressantes e essencialmente amadoras, um argumento instável, inseguro e descoordenado e uma dinâmica que  mais parece ser uma manta de retalhos mais unidos esta longa-metragem, se algo de bom pode ser dito sobre ela, é que é essencialmente um bom momento para se poder desligar o cérebro, deixar passar o tempo e, de olhos abertos, não pensar no mundo que nos rodeia.



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