sábado, 13 de janeiro de 2018

CinEuphoria Prémios 2018 - Prémios Honorários: Liberdade de Expressão

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Escape from ISIS, de Edward Watts
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The Fourth Kingdom, de Àlex Lora e Adan Aliaga
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La Mano Invisible, de David Macián
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Parivara, de Àlex Lora e Alex Kruz
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The Ressurection Club, de Guillermo Abril e Álvaro Corcuera
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Sea Sorrow, de Vanessa Redgrave
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Oprah Winfrey pelo seu pertinente e actual discurso aquando da entrega do troféu Cecil B. DeMille sobre a importância do fim do silêncio face a qualquer forma de opressão, perseguição e assédio.
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CinEuphoria Prémios 2018 - Prémios Honorários: Carreira

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Márcia Breia
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Irene Cruz
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Carmen Dolores
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Kirk Douglas
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Robert Duvall
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Jane Fonda
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Harrison Ford
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Whoopi Goldberg
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James Earl Jones
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Eddie Murphy
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Terele Pávez (póstumo)
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Joan Plowright
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Florbela Queiróz
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Vangelis
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CinEuphoria Prémios 2018 - Prémios Honorários: Someone to Watch

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Luís Campos (Portugal)
Timothée Chalamet (EUA)
José Pimentão (Portugal)
Paméla Ramos (França/Portugal)
Ashton Sanders (EUA)
Mauro Soares (Portugal)
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CinEuphoria Prémios 2018 - Prémios Honorários: Mérito

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A24
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Cameo
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El Deseo
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Focus Features
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Fox Searchlight Pictures
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Medusa
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The Orchard
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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

BFCA - Broadcast Film Critics Association Awards 2018: os vencedores

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Foram ontem revelados os vencedores dos Critics' Choice Movie Awards entregues pela Broadcast Film Critics Association destacando como o seu grande favorito o filme The Shape of Water, de Guillermo del Toro ao arrecadar quatro das quatorze nomeações que acumulava.
São os vencedores:
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Filme: The Shape of Water, de Guillermo del Toro
Filme de Acção: Wonder Woman, de Patty Jenkins
Comédia: The Big Sick, de Michael Showalter
Filme de Sci-Fi ou Terror: Get Out, de Jordan Peele
Filme de Animação: Coco, de Lee Unkrich e Adrian Molina
Filme Estrangeiro: Aus dem Nichts, de Fatih Akin (Alemanha)
Realizador: Guillermo del Toro, The Shape of Water
Actor: Gary Oldman, Darkest Hour
Actor - Comédia: James Franco, The Disaster Artist
Actriz:
Frances McDormand, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Actriz - Comédia: Margot Robbie, I, Tonya
Actor Secundário: Sam Rockwell, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Actriz Secundária: Allison Janney, I, Tonya
Jovem Intérprete: Brooklynn Prince, The Florida Project
Elenco: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Argumento Original: Get Out, Jordan Peele
Argumento Adaptado: Call Me by Your Name, James Ivory
Montagem: Baby Driver, Paul Machliss e Jonathan Amos e Dunkirk, Lee Smith
Fotografia: Blade Runner 2049, Roger Deakins
Música Original: The Shape of Water, Alexandre Desplat
Canção: "Remember Me", Coco
Design de Produção: The Shape of Water, Paul D. Austerberry, Shane Vieau e Jeffrey A. Melvin
Guarda-Roupa: Phantom Thread, Mark Bridges
Caracterização: Darkest Hour
Efeitos Visuais: War for the Planet of the Apes
#SeeHer Award: Gal Gadot
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

DGA - Directors Guild of America 2018: os nomeados

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A Directors Guild of America anunciou hoje os seus nomeados nas categorias de Cinema e Televisão encontrando, entre eles, alguns dos preferidos ao Oscar, troféu máximo do cinema e Get Out, de Jordan Peele que se destaca em duas categorias.
São os nomeados:
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Longa-Metragem de Ficção
Christopher Nolan, Dunkirk
Jordan Peele, Get Out
Greta Gerwig, Lady Bird
Guillermo del Toro, The Shape of Water
Martin McDonagh, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
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Primeira-Obra
Jordan Peele, Get Out
William Oldroyd, Lady Macbeth
Aaron Sorkin, Molly's Game
Geremy Jasper, Patty Cake$
Taylor Sheridan, Wind River
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Documentário
Steve James, Abacus: Small Enough to Jail
Matthew Heineman, City of Ghosts
Bryan Fogel, Icarus
Ken Burns e Lynn Novick, The Vietnam War
Errol Morris, Caroline Baron, Kamen Velkovsky e Keith Marlin, Wormwood
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Os vencedores serão conhecidos numa cerimónia a realizar no próximo dia 3 de Fevereiro no Beverly Hills Hilton, em Beverly Hills, Los Angeles.
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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Terence Marsh

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1931 - 2018
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Manhattan Nocturne (2016)

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Manhattan Nocturne de Brian DeCubellis (EUA) baseado no romance de Colin Harrison que conta a história de Porter Wren (Adrian Brody), um repórter de um tablóide de Nova York disposto a tudo pelo próximo escândalo. Quando Caroline Crowley (Yvonne Strahovski) o aborda para descobrir o que está por detrás da morte de Simon (Campbell Scott), o seu marido, Porter não resiste àquilo que pode ser o próximo escândalo mediático da sociedade.
Num misto de chantagem e segredos que todos tentam desesperadamente esconder, Porter irá envolver-se numa história para a qual poderá não estar preparado arriscando a própria estabilidade familiar.
Sexo, escândalo e poder. Qualquer filme poderia desejar ter no seu argumento estes três elementos e transformar-se num esperado êxito de bilheteira mas, no entanto Manhattan Nocturne e a adaptação do romance pelos mãos do próprio realizador que também assina o argumento, exibe-se com muita facilidade como uma réplica menos noir, e francamente menos inspirada, de um qualquer conto de Brian De Palma.
Se cedo Manhattan Nocturne se assume como um conto sobre a desilusão graças aos inúmeros relatos das vidas destas personagens que povoam uma Nova York mais cinzenta e desprovida de vida do que qualquer outra longa-metragem do género que o espectador já tenha visionado, aqui cedo se compreende que estas personagens desencantadas povoam aquele espaço tépido onde nem aspirações profissionais nem sonhos ou tão pouco desejos parecem existir sob uma forma concreta. Sim, é verdade que todos ambicionam vencer e marcar pela diferença mas, ao mesmo tempo, parece que todas vivem de um certo expediente que apenas irá lograr pela via da trapaça, do sexo ou de um qualquer esquema que justifique todas as suas existências mundanas, banais e muito alternativas. Num mundo em que nada corresponde aos sonhos idealistas de uma juventude já ida... só resta poder sobreviver à custa da fragilidade alheia. Mas que fragilidades?!
Comecemos pela óbvia... a tentativa de transformar esta longa-metragem em algo mais sério do que alguma vez poderia ser. Se o espectador analisar esta história a partir do seu final, rapidamente compreenderá que aquilo que observa é um conto sobre pessoas que se apresentam (à sua sociedade) como moralmente intocáveis - valha isto o que valer num mundo de tablóides e escândalos - e capazes de expiar todos os pequenos "delitos" que estão inerentes àqueles pouco aptos para uma sobrevivência na mesma. Mas, é aqui que começam todos os podres... nem todas as famílias são perfeitas, nem todos os casamentos felizes ou tão pouco todas as histórias de inocentes têm, na realidade, inocentes que as contam. Quanto tudo é um conjunto de aparências... onde permanece a realidade?!
É então que o espectador se coloca com uma nova realidade... existe sobriedade nestas personagens ou apenas uma breve miragem da mesma que os leva a vaguear por uma história de amor e traição enganados e enganadores? Nesta perspectiva, pergunta-se o espectador se as mesmas interpretadas por um aparentemente pouco sinspirado Adrien Brody incapaz de reunir a simpatia e a admiração de outros tempos e uma Yvonne Strahovski desesperadamente incapaz de se apresentar ora como vítima ora como predadora com mais por contar do que aquilo que a sua personagem inicialmente revela são, na realidade, credíveis o suficiente para resgatar esta longa-metragem de um qualquer lodo narrativo onde parece ter tentado entrar com um aparente selo de "film noir"...
Incapaz de se afirmar como aquilo que pretende ser, Manhattan Nocturne apenas confere alguma luz do género a que se propôs já nos instantes finais quanto o espectador finalmente compreende todos os pequenos podres que cada personagem revela do seu passado e presente desmistificando assim qualquer ilusão de um futuro mais promissor... de trauma em trauma e de perda em perda, todas estas personagens resvalam num abismo de perdição onde nada daquilo que tinham como garantido consegue finalmente manter-se como o reduto da sua salvação. Perdidos que foram... perdidos que se irão manter...
Interessante pela sua premissa e pela recuperação de um Adrien Brody há muito desaparecido do protagonismo que em tempos teve e merece, Manhattan Nocturne é apenas uma daquelas longas-metragens que qualquer um de nós visiona a altas horas da madrugada sem grandes expectativas sobre aquilo que irá observar e, ao mesmo tempo, com a noção que pouco poderá ter digno de apontamentos mais positivos... Percebe-se a intenção de DeCubellis para criar um noir digno dessa designação mas, ao mesmo tempo, compreende-se as limitações com que se depare bem como a forma pouco inspirada com que, no final, tudo se confirmou resgatando-se, apesar de tudo, uma agradável surpresa de Strahovski quando não se perde nos lugares comuns da típica femme fatale colocando, por sua vez, numa primeira linha os seus momentos enquanto mulher amarga fragilizada por esse passado desconhecido.
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4 / 10
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BAFTA 2018: os nomeados

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Foram hoje anunciados os nomeados aos BAFTA - British Academy of Film and Television Arts destacando The Shape of Water, de Guillermo del Toro com doze nomeações incluindo Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Actriz para Sally Hawkins.
São os nomeados:
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Melhor Filme
Call Me by Your Name, Emilie Georges, Luca Guadagnino, Marco Morabito e Peter Spears (prods.)
Darkest Hour, Tim Bevan, Lisa Bruce, Eric Fellner, Anthony McCarten e Douglas Urbanski (prods.)
Dunkirk, Christopher Nolan e Emma Thomas (prods.)
The Shape of Water, Guillermo del Toro e J. Miles Dale (prods.)
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Graham Broadbent, Pete Czernin e Martin McDonagh (prods.)
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Melhor Filme Britânico
Darkest Hour, Joe Wright, Tim Bevan, Lisa Bruce, Eric Fellner, Anthony McCarten e Douglas Urbanski (prods.)
The Death of Stalin, Armando Iannucci, Kevin Loader, Laurent Zeitoun, Yann Zenou, Ian Martin e David Schneider (prods.)
God’s Own Country, Francis Lee, Manon Ardisson e Jack Tarling (prods.)
Lady Macbeth, William Oldroyd, Fodhla Cronin O’Reilly e Alice Birch (prods.)
Paddington 2, Paul King, David Heyman e Simon Farnaby (prods.)
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Martin McDonagh, Graham Broadbent e Pete Czernin (prods.)
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Melhor Documentário
City of Ghosts, de Matthew Heineman
I Am Not Your Negro, de Raoul Peck
Icarus, de Bryan Fogel e Dan Cogan
An Inconvenient Sequel, de Bonni Cohen e Jon Shenk
Jane, de Brett Morgen
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Melhor Filme de Animação
Coco, Lee Unkrich e Darla K. Anderson (prods.)
Loving Vincent, Dorota Kobiela, Hugh Welchman e Ivan Mactaggart (prods.)
Ma Vie de Courgette, Claude Barras e Max Karli (prods.)
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Melhor Filme Estrangeiro
Ah-ga-ssi, Park Chan-wook e Syd Lim (Coreia do Sul)
Elle, Paul Verhoeven e Saïd Ben Saïd (França)
First They Killed My Father, Angelina Jolie e Rithy Panh (Cambodja)
Forushande, Asghar Farhadi e Alexandre Mallet-Guy (Irão)
Nelyubov, Andrey Zvyagintsev e Alexander Rodnyansky (Rússia)
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Melhor Curta-Metragem Britânica
Aamir, Vika Evdokimenko, Emma Stone e Oliver Shuster (prods.)
Cowboy Dave, Colin O’Toole e Jonas Mortensen (prods.)
A Drowning Man, Mahdi Fleifel, Signe Byrge Sørensen e Patrick Campbell (prods.)
Work, Aneil Karia e Scott O’Donnell (prods.)
Wren Boys, Harry Lighton, Sorcha Bacon e John Fitzpatrick (prods.)
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Melhor Curta-Metragem de Animação
Have Heart, Will Anderson (prod.)
Mamoon, Ben Steer (prod.)
Poles Apart, Paloma Baeza e Ser En Low (prods.)
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Revelação Britânica (Argumentista, Realizador ou Produtor Britânico)
The Ghoul, Gareth Tunley (arg./real./prod.), Jack Healy Guttman e Tom Meeten (prods.)
I Am Not a Witch, Rungano Nyoni (arg./real.) e Emily Morgan (prod.)
Jawbone, Johnny Harris (arg/prod.) e Thomas Napper (real.)
Kingdom of Us, Lucy Cohen (real.)
Lady Macbeth, Alice Birch (arg.), William Oldroyd (real.), Fodhla Cronin O’Reilly (prod.)
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EE Rising Star Award
Timothée Chalamet
Daniel Kaluuya
Josh O'Connor
Florence Pugh
Tessa Thompson
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Melhor Realizador
Denis Villeneuve, Blade Runner 2049
Luca Guadagnino, Call Me by Your Name
Christopher Nolan, Dunkirk
Guillermo del Toro, The Shape of Water
Martin McDonagh, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
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Melhor Actor Protagonista
Jamie Bell, Film Stars Don't Die in Liverpool
Timothée Chalamet, Call Me by Your Name
Daniel Day-Lewis, Phantom Thread
Daniel Kaluuya, Get Out
Gary Oldman, Darkest Hour
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Melhor Actriz Protagonista
Annette Bening, Film Stars Don’t Die in Liverpool
Sally Hawkins, The Shape of Water
Frances McDormand, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Margot Robbie, I, Tonya
Saoirse Ronan, Lady Bird
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Melhor Actor Secundário
Willem Dafoe, The Florida Project
Hugh Grant, Paddington 2
Woody Harrelson, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Christopher Plummer, All the Money in the World
Sam Rockwell, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
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Melhor Actriz Secundária
Allison Janney, I, Tonya
Lesley Manville, Phantom Thread
Laurie Metcalf, Lady Bird
Kristin Scott-Thomas, Darkest Hour
Octavia Spencer, The Shape of Water
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Melhor Argumento Original

Get Out, Jordan Peele
I, Tonya, Steven Rogers
Lady Bird, Greta Gerwig
The Shape of Water, Guillermo del Toro e Vanessa Taylor
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Martin McDonagh
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Melhor Argumento Adaptado
Call Me by Your Name, James Ivory
The Death of Stalin, Armando Iannucci, Ian Martin e David Schneider
Film Stars Don’t Die in Liverpool, Matt Greenhalgh
Molly’s Game, Aaron Sorkin
Paddington 2, Simon Farnaby e Paul King
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Melhor Montagem
Baby Driver, Jonathan Amos e Paul Machliss
Blade Runner 2049, Joe Walker
Dunkirk, Lee Smith
The Shape of Water, Sidney Wolinsky
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Jon Gregory
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Melhor Fotografia
Blade Runner 2049, Roger Deakins
Darkest Hour, Bruno Delbonnel
Dunkirk, Hoyte van Hoytema
The Shape of Water, Dan Laustsen
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Ben Davis
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Melhor Música Original
Blade Runner 2049, Benjamin Wallfisch e Hans Zimmer
Darkest Hour, Dario Marianelli
Dunkirk, Hans Zimmer
Phantom Thread, Jonny Greenwood
The Shape of Water, Alexandre Desplat
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Melhor Som
Baby Driver, Tim Cavagin, Mary H. Ellis e Julian Slater
Blade Runner 2049, Ron Bartlett, Doug Hemphill, Mark Mangini e Mac Ruth
Dunkirk, Richard King, Gregg Landaker, Gary A. Rizzo e Mark Weingarten
The Shape of Water, Christian Cooke, Glen Gauthier, Nathan Robitaille e Brad Zoern
Star Wars: The Last Jedi, Ren Klyce, David Parker, Michael Semanick, Stuart Wilson e Matthew Wood
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Melhor Design de Produção
Beauty and the Beast, Sarah Greenwood e Katie Spencer
Blade Runner 2049, Dennis Gassner e Alessandra Querzola
Darkest Hour, Sarah Greenwood e Katie Spencer
Dunkirk, Nathan Crowley e Gary Fettis
The Shape of Water, Paul Austerberry, Jeff Melvin e Shane Vieau
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Melhor Guarda-Roupa
Beauty and the Beast, Jacqueline Durran
Darkest Hour, Jacqueline Durran
I, Tonya, Jennifer Johnson
Phantom Thread, Mark Bridges
The Shape of Water, Luis Sequeira
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Melhor Caracterização
Blade Runner 2049, Donald Mowat e Kerry Warn
Darkest Hour, David Malinowski, Ivana Primorac, Lucy Sibbick e Kazuhiro Tsuji
I, Tonya, Deborah La Mia Denaver e Adruitha Lee
Victoria & Abdul, Daniel Phillips
Wonder, Naomi Bakstad, Robert A. Pandini e Arjen Tuiten
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Melhores Efeitos Especiais Visuais
Blade Runner 2049, Gerd Nefzer e John Nelson
Dunkirk, Scott Fisher e Andrew Jackson
The Shape of Water, Dennis Berardi, Trey Harrell e Kevin Scott
Star Wars: The Last Jedi
War for the Planet of the Apes
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Os vencedores dos BAFTA serão conhecidos numa cerimónia a realizar no próximo dia 18 de Fevereiro no Royal Albert Hall, em Londres.
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Shortcutz Amsterdam 2018: os nomeados

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Foram divulgados os nomeados aos Mr. Zee, os prémios anuais entregues pelo Shortcutz Amsterdam, referentes ao seu ano transacto. E os nomeados são:
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Melhor Curta-Metragem
I Was Only 14, de Froukje van Wengerden
Che!, de Elsbeth Fraanje
Tabook, de Dario Van Vree
Bridge, de Niels Bourgonje
Routine, de Fokke Mars
A Man Falls from the Sky, de Jan Verdijk e Kurt Platvoet
Skogafoss, de Niels Bourgonje
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Prémio do Público
I Was Only 14, de Froukje van Wengerden
Che!, de Elsbeth Fraanje
Tabook, de Dario Van Vree
Bridge, de Niels Bourgonje
Routine, de Fokke Mars
A Man Falls from the Sky, de Jan Verdijk e Kurt Platvoet
Skogafoss, de Niels Bourgonje
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Melhor Documentário
Che!, de Elsbeth Fraanje
I Am Famous, de Ismaël Lotz
I Was Only 14, de Froukje van Wengerden
What Time Is It?, de Karine Versluis
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Melhor Filme Experimental
Amuse, de Jonne Covers e Ivo van Aart
Ein Prost, de Noel Loozen
Retina, de Justin Heyl
Unseen, de Justin Krul
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Melhor Filme de Animação
Parade, de Digna van der Put
Routine, de Fokke Mars
Scrambled, de Bastiaan Schravendeel
Short but Sweet, de Junaid Chundrigar
Tabook, de Dario Van Vree
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Melhor Realizador
Elsbeth Fraanje, Che!
Jan Verdijk e Kurt Platvoet, A Man Falls from the Sky
Niels Bourgonje, Skogafoss
Nils Vleugels, Labor
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Melhor Actor
Bart Slegers, Pensionado
Hans Dagelet, Salvatore
Raymond Thiry, A Man Falls from the Sky
Yannick Jozefzoon, Netflix & Chill
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Melhor Actriz
Amélie Bernard, Two Dollars
Ilke Paddenburg, Sweet Tooth
Jacqueline Blom, A Man Falls from the Sky
Jun Jun Liang, Ghost
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Melhor Argumento
#Tagged, Martijn Winkler
A Man Falls from the Sky, Jan Verdijk e Kurt Platvoet
Labor, Nils Vleugels
Skogafoss, Bastiaan Tichler
Sweet Tooth, Nico van den Brink
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Melhor Edição
Amuse, Ivo van Aart
Labor, Ruben Labree
Osu, Sjoerd Dekker
Sweet Tooth, Xander Nijsten
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Melhor Fotografia
Aerts, Erik Journée
Everything is Endlessly (Complex), Florens de Graaf
Labor, Myrthe Mosterman
Osu, Noel Schoolderman
Vigor, Joris Bulstra
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Os vencedores serão conhecidos numa cerimónia a realizar em Amsterdão, no próximo dia 21 de Janeiro.
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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Donnelly Rhodes

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1937 - 2018
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HFPA - Golden Globe Awards 2018: os vencedores

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Foi há instantes anunciado o último Globo de Ouro da noite coroando na área de Cinema Three Billboards Outside Ebbing, Missouri como o grande vencedor da noite arrecadando não só o troféu de Melhor Filme - Drama como o de Melhor Actriz - Drama, Melhor Actor Secundário e Melhor Argumento e na área de Televisão a Mini-Série Big Little Lies, também com quatro troféus.
São os vencedores:
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Cinema
Filme - Drama: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, de Martin McDonagh
Filme - Comédia/Musical: Lady Bird, de Greta Gerwig
Filme de Animação: Coco, de Lee Unkrich e Adrian Molina
Filme Estrangeiro: Aus dem Nichts, de Fatih Akin (Alemanha/França)
Realizador: Guillermo del Toro, The Shape of Water
Actor - Drama: Gary Oldman, Darkest Hour
Actor - Comédia/Musical: James Franco, The Disaster Artist
Actriz - Drama: Frances McDormand, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Actriz - Comédia/Musical: Saoirse Ronan, Lady Bird
Actor Secundário: Sam Rockwell, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Actriz Secundária: Allison Janney, I, Tonya
Argumento: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Martin McDonagh
Música Original: The Shape of Water, Alexandre Desplat
Canção: "This Is Me", Benj Pasek e Justin Paul, The Greatest Showman
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Televisão
Série - Drama: The Handmaid's Tale
Série - Comédia/Musical: The Marvelous Mrs. Maisel
Mini-Série ou Telefilme: Big Little Lies
Actor - Drama: Sterling K. Brown, This Is Us
Actor - Comédia/Musical: Aziz Ansari, Master of None
Actor - Mini-Série ou Telefilme: Ewan McGregor, Fargo
Actriz - Drama: Elisabeth Moss, The Handmaid's Tale
Actriz - Comédia/Musical: Rachel Brosnahan, The Marvelous Mrs. Maisel
Actriz - Mini-Série ou Telefilme: Nicole Kidman, Big Little Lies
Actor Secundário - Série, Mini-Série ou Telefilme: Alexander Skarsgard, Big Little Lies
Actriz Secundária - Série, Mini-Série ou Telefilme: Laura Dern, Big Little Lies
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Cecil B. DeMille Award: Oprah Winfrey
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domingo, 7 de janeiro de 2018

France Gall

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1947 - 2018
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Insidious: The Last Key (2018)

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Insidious: A Última Chave de Adam Robitel (Canadá/EUA) é o último título da saga iniciada em 2010 por James Wan dando aqui protagonismo a Elise Rainier (Lin Shaye) uma das secundárias da saga.
Elise tem vários pesadelos sobre a sua infância no Novo México e da sua relação com a família numa altura em que os seus dotes de comunicação com o "outro lado" não eram compreendidos por Gerald (Josh Stewart), o seu pai. É neste presente imediato que Elise recebe uma chamada de Ted Garza (Kirk Acevedo) que reside na sua antiga casa e, também ele, revela a existência de uma presença que o intimida. De regresso ao passado que abandonara, Elise tem agora de enfrentar tudo aquilo que deixou para trás... até receber um novo telefonema.
Depois das entregas de 2013 e 2015, fica claro que a saga Insidious está (talvez) para terminar. Não só pela clara referência final que leva o espectador a regressar ao local onde tudo começou como principalmente pela óbvia simbologia que parece pairar no ar neste Insidious: The Last Key... Com esta longa-metragem regressamos à terra natal da protagonista... Five Keys... o próximo capítulo - o quinto - chega com a apresentação das personagens interpretadas por Patrick Wilson e Rose Byrne e, portanto, o ciclo parece estar a encerrar com a chegada ainda não anunciada dessa longa-metragem. Mas, até lá, estamos com a "Elise" de Lin Shaye e a sua viagem à terra que a viu nascer onde poderá finalmente enfrentar os seus próprios demónios.
Insidious: The Last Key fecha um próprio capítulo que o espectador desejava - de certa forma - ter na medida em que apresenta a perspectiva e a história de uma actriz que tem sido constante na história. Lin Shaye dá corpo a uma cada vez mais atormentada "Elise" com imagens de um passado que não foi devidamente encerrado. "Elise" vive atormentada com a certeza de ter liberto um mal que a sua inocência não soube identificar - mais um exuberante registo de Javier Botet cada vez mais ligado ao género em questão -, e sentir uma firme necessidade de encerrar definitivamente uma história que a tem condicionado durante toda a sua vida. É esta dinâmica que invade a mente do espectador e o deixa curioso sobre o que está para lá de uma sempre presente porta vermelha que atormenta os seus pesadelos. Qual o mal que espera no silêncio e espreita pelas sombras? Quem condicionou à sua volta? Quem conseguiu dominar? Quem dele se escapou?
A curiosidade desta história fica, no entanto, com estas perguntas que... respondida uma... respondidas todas, deixando no ar pouco mais por responder. O mal vive, essencialmente, naqueles pequenos lugares sombrios da mente de cada um, desenvolvendo-se como um nocivo fungo para a saúde mental dos mais fragilizados e, dessa forma, ganhando terreno nos seus involuntários hospedeiros que correspondem às suas vontades como meras marionetas. O mal apenas vive porque encontra quem dele tem medo.
Assim, Insidious: The Last Key não é necessariamente uma daquelas longas-metragens intermédias que o espectador necessitava urgentemente ter para poder justificar qualquer fio condutor mais solto das entregas anteriores mas sim uma história que se dedica exclusivamente a uma das suas protagonistas que tendo ajudado tantas vítimas indefesas se esqueceu, durante décadas, de responder às suas próprias necessidades e "fungos" escondidos que nunca fora capaz de resolver. Incerta sobre o seu passado, não só as suas convicções como a força de combater o mal poderiam ter sido comprometidas deixando a uma qualquer fé a capacidade de libertar do mesmo aqueles que a ela recorriam.
Dito isto, Insidious: The Last Key começa a fragilizar-se pela necessidade quase insustentável de justificar as diversas linhas narrativas que as entregas anteriores foram fazendo notar, não deixando margem de manobra para a incerteza, para o acaso ou mesmo para os pequenos detalhes que a própria vida não consegue explicar... porque se seguiu pela esquerda quando tudo indicava ser pela direita? Nunca o saberemos. Mas esta fragilidade não se deve apenas a esta necessidade de tudo explicar mas também pelos pequenos apontamentos cómicos que surgem de alguns dos seus actores nomeadamente dos "sidekicks" de "Elise" que se transformam em meras paródias e aos quais todos nós nos habituámos de ver em inúmeras histórias do género e que, em boa medida, levam à descrença das ditas "ciências ocultas" quando e se elas tiverem alguma veracidade e isto já para não falar no último momento "à la emplastro" que o realizador achou necessário inserir no último instante desta longa-metragem.
No final, o que temos de positivo? Para começar, os instantes iniciais que são, eventualmente, os únicos capazes de manter algum dinamismo de terror/suspense em todo o filme, bem como a reconstituição artística de época deste segmento e, finalmente, a própria presença do actor espanhol como "KeyFace", a encarnação do mal não na Terra... mas nas mentes fragilizadas daqueles que escolhe como as suas vítimas. Ainda que Botet se repita na encarnação de uma personagem que parece ser uma réplica da "Menina de Medeiros" da saga [REC], de Jaume Balagueró e Paco Plaza, não deixa de ser um intenso prazer ver uma personagem do género de terror que consegue, de facto, amedrontar o espectador. Fora isto, encontramos aqui algo que já não tenhamos visto em inúmeras outras obras do género?! Não, nem por isso... o espectador desloca-se a estas histórias pela curiosidade e habituação ao género que o obriga ou impele a esperar sempre algo mais... ainda que essa necessidade não seja sempre correspondida da melhor forma.
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5 / 10
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sábado, 6 de janeiro de 2018

Greta Thyssen

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1933 - 2018
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NSFC - National Society of Film Critics 2018: os vencedores

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Foram hoje divulgados os vencedores dos prémios anuais da National Society of Film Critics destacando Lady Bird, de Greta Gerwig como o grande favorito do ano.
São os vencedores:
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Filme: Lady Bird, de Greta Gerwig
Documentário: Visages, Villages, de JR e Agnès Varda
Filme Experimental: Good Luck, de Ben Russell
Filme Estrangeiro: Bacalaureat, de Cristian Mungiu (Roménia)
Realizador: Greta Gerwig, Lady Bird
Actor: Daniel Kaluuya, Get Out
Actriz: Sally Hawkins, The Shape of Water
Actor Secundário: Willem Dafoe, The Florida Project
Actriz Secundária: Laurie Metcalf, Lady Bird
Argumento: Greta Gerwig, Lady Bird
Fotografia: Roger Deakins, Blade Runner 2049
Menção Honrosa - Filme sem Distribuição nos EUA: Pokot, de Agnieszka Holland
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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Jerry Van Dyke

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1931 - 2018
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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Beeba Boys (2015)

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O Gangue dos Beeba Boys de Deepa Mehta (Canadá) é uma longa-metragem livremente baseado na história do grupo criminoso Indo-Canadiano que tentou dominar as ruas da cidade de Vancouver. Entre crime, lealdade, violência e um breve conto de amor, Beeba Boys - os Bons Rapazes - relata a liderança de Jeet Johar (Randeep Hooda) sob um grupo de jovens indo-canadianos que se tentavam afirmar numa cidade aparentemente pacífica onde, no entanto, a cultura e a origem ainda eram descriminadas. Quando as portas não estão abertas a todas as cores - aqui usadas pelos protagonistas -, é a exuberância e a violência que se acabam por afirmar numa sociedade ainda pouco tolerante.
Depois da trilogia Fire (1996), Earth (1998) e Water (2005) sobre a condição da mulher numa sociedade indiana tantas vezes associada a uma alegria efusiva mesmo quando as condições sociais não são as melhores ou mais dignas, eis que Deepa Mehta chega com este relato onde a(s) figura(s) centrais e protagonistas são um grupo de jovens indianos que, noutra comunidade que não a sua, decidem impôr-se pela força e pela violência dominando não só as ruas com criando uma ilusória noção de respeito que apenas é amenizada pela excentricidade da cor das suas vestes. Estão criados os elementos principais para que o espectador que já conhece um pouco da sua obra se deixe levar pela curiosidade e permanece atento àquilo que este Beeba Boys tem para oferecer. No entanto, temos muita parra... e muito pouca uva.
Contrariamente às obras anteriormente mencionadas, aqui Deepa Mehta não consegue criar empatia entre as personagens e o espectador através das suas histórias sempre ligadas a toda uma questão social com as quais se podem compreender um conjunto de dramas comunitários ou até mesmo culturais mas que, ao mesmo tempo, faz com que Beeba Boys seja, para o espectador, uma experiência onde apenas se obtém alguns momentos de diversão - não necessariamente aquilo que esta obra procuraria - na medida em que a dinâmica entre personagens seja feito a um ritmo de "conversa entre amigos" mas que naquela tida para com a história em si se resuma apenas a um conjunto de lugares comuns já conhecidos de tantas outras obras do género. Diferenças? Muito poucas. Temos os rituais criminais, as vinganças, o trato da mulher como um adereço bonito para impressionar e se exibir na comunidade, a ideia de que se leva uma vida família exemplar onde a mesma é o supra-sumo de todos os valores e, finalmente, uma pretensa intimidação dos adversários que se querem controlar, minimizar e eliminar da concorrência.
Retirados estes lugares comuns... o que retém o espectador desta história? Pouco... muito pouco. É um facto que temos todo um espectáculo visual através de um elaborado guarda-roupa estridente como manda a lei de todo o filme com um pano de fundo centrado na cultura indiana - e que enriquece qualquer obra do género que se preze -, e um conjunto de momentos onde a adrenalina corre com mais intensidade sem esquecer a já referida irmandade entre criminosos que, na realidade, muitos fazem parte do mesmo grupo desde que se lembram...
No entanto, são esses já referidos lugares comuns que parecem ser os mais presentes. Aliados aos já aqui referidos, o espectador encontra ainda todos aqueles momentos já "vividos" em cinema onde um infiltrado tenta chegar ao líder do grupo, onde a sua influência é crescente mas... afinal... acaba por se descobrir que pertence ao gangue rival naquele momento em que já existe empatia a mais para com o mesmo... a família e a "boazona" de serviço que acabam por ser as vítimas de todas as tramas que mais cedo ou mais tarde acabam por ruir e cobrar as suas dívidas. O braço da lei que chega tarde demais para se conseguir impôr como aquele que realmente decide, dando lugar a um ideal de justiça de dentro para dentro onde apenas o próprio grupo impõe as suas ordens e regras.
Assim, e para lá do assumido espectáculo visual, temos aqui uma tradicional história de crime que apenas se torna mais ligeiro pela jovialidade das personagens e pela exuberância que assumem como ponto de marca desde o primeiro instante. Tudo o demais, por mais inovador que se queira transformar, o espectador reconhece (em todas as suas dimensões) como algo já conhecido, visto e revisto em tantas outras obras cinematográficas.
Exuberante, e com uma ou duas interpretações de destaque como as de Waris Ahluwalia - nomeada como Secundário nos Canadian Screen Awards -, Ali Momen ou mesmo a de Randeep Hooda que acaba por ser o "padrinho" de serviço e aquele em torno do qual tudo gira e acontece e por isso destacando-se entre o grupo, Beeba Boys acaba por ser uma daquelas obras que se esquecem com a passagem do tempo não se marcando como uma original naquilo que pretende retratar nem tão pouco na obra da realizadora indiana que já fez mais... e muito melhor.
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4 / 10
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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Three Billboards Outside Ebbing, Missouri (2017)

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Três Cartazes à Beira da Estrada de Martin McDonagh é uma longa-metragem de co-produção britânica e norte-americana na qual Mildred Hayes (Frances McDormand) se lança numa cruzada contra a polícia local incapaz de descobrir o culpado do homicídio da sua filha há largos meses, pintado três grandes cartazes com mensagens directas para as autoridades.
Da reacção do chefe da polícia William Willoughby (Woody Harrelson) que tenta conciliar a dor de uma mãe arrasada e sem nada a perder, ao seu assistente Dixon (Sam Rockwell), Mildred enfrenta tudo e todos em busca de uma resposta que não só tarda como parece quase impossível de chegar.
Nesta que é a sua terceira longa-metragem enquanto realizador e argumentista, Martin McDonagh cria um conto sobre a América mais "profunda" e potencialmente mais tradicional ainda ensombrada com os fantasmas do passado esclavagista e respectivas divisões sociais e sectárias onde a cor da pele ainda define os supostos "valores" dessa mesma época. Aqui, tudo ainda é medido pelos parâmetros de uma sociedade onde o século XXI ainda não aparenta ter chegado.
Tudo começa ao som de uma pacata e tranquila ópera que denota uma estranha e improvável tranquilidade que Three Billboards Outside Ebbing, Missouri não irá revelar e onde encontramos uma mulher igual a tantas outras... o desgaste de "Mildred" (McDormand) - desde os primeiros instantes em que a vemos dentro do carro para o seguinte momento onde a compreendemos como uma mulher com uma missão - é notório. A (sua) situação limite leva-a a encontrar soluções onde tudo já parece ter falhado e a busca por uma responsabilização das autoridades para a investigação sobre o rapto, violação e morte da sua filha é uma necessidade para apaziguar o tormento que sente e para a culpa que, não tendo, é uma presença. É então que entra toda a componente social e comunitária desta história...
Ebbing é uma pequena cidade de interior onde a polícia e a autoridade são ainda símbolo de uma ordem que tantas vezes é ignorada nestas pequenas comunidades, e o abuso de poder transforma-se numa forma de agir sendo que é o tal "blind eye" dessas autoridades para os próprios atropelos da lei uma forma de manter uma paz e ordem podres que apenas preenchem os olhares alheios sobre esta pequena comunidade afogada numa pressão prestes a eclodir. Quando "Mildred" decide desafiar essa ordem como a única forma que encontrou de obter as respostas que pretende, vêm a lume não só esses atropelos à lei como também aqueles pequenos grandes crimes que são diariamente cometidos e vividos no silêncio desde a violência doméstica à xenofobia passando pela homofobia, bullying e crimes para os quais nunca se encontra uma resolução... porque não se pode ou mesmo quer.
Se "Mildred" é este rosto que desafia a autoridade, é o "Capitão Willoughby" de Harrelson que representa a tal ordem moral que impera na cidade em nome de uma paz de não existe e também o "Dixon" de Sam Rockwell - número dois da esquadra - a face de uma comunidade podre, fortemente ameaçada por dentro e onde a ordem, a lei, a regra ou o respeito existem. Assim, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri deixa de ser muito cedo sobre o crime que fora cometido para a jovem filha de "Mildred" mas sim sobre a luta desta contra os silêncios e os abusos que são cometidos não só pelos (não tão) comuns criminosos como também pelo silêncio pactuante de uma autoridade que age pelo medo, pela intimidação e pela pressão em nome de uma paz social ou de uma ordem imposta pelo medo. Afinal, poderão ser apenas responsáveis aqueles que cometem crimes pela sua índole violenta ou, junto a eles, os que não actuam e deixam passar o que acontece apenas para manter a ilusão de que se vive num qualquer paraíso onde os bons costumes e boas maneiras são regra para a existência divina?!
Mas, se o argumento de Three Billboards Outside Ebbing, Missouri da autoria do próprio realizador têm toda esta carga dramática que ganha corpo graças a uma soberba interpretação de Frances McDormand que não só tem "limpo" esta temporada de prémios como será certamente uma forte candidata ao Oscar de Melhor Actriz, está repleto de doses de drama, não é menos certo que o mesmo está coberto de um humor extremamente negro e corrosivo consegue cativar o espectador desde o primeiro instante fruto (talvez) de uma construção de personagem que insere  a actriz principal no drama de uma mulher arrasada pela perda mas também a consegue libertar do espaço em que se encontra ao desrespeitar todos aqueles que ameaçam a sua existência. Aliás, McDormand não tem uma interpretação tão forte desde o seu brilhante Mississippi Burning (1988), de Alan Parker onde, curiosamente, muitas das suas linhas motoras cruzam de muito perto com as de Three Billboards Outside Ebbing, Missouri e no qual foi nomeada ao Oscar enquanto Actriz Secundária lidando - a sua personagem - de muito perto com todos os preconceitos raciais e abuso de pode da dita América profunda.
Dotado de uma extrema sensibilidade visual Three Billboards Outside Ebbing, Missouri é, no entanto, detentor de uma profunda e forte mensagem social sobre os estigmas do preconceito, da prisão da liberdade e da já referida aparente paz social que, no entanto, se refugia nas profundezas do silêncio colhendo aqueles que se deixam pro ele dominar e ostraciza os que contra ele se revoltam. Afinal, em algum momento desta longa-metragem assistimos à revolta da população que vive sob este jugo ou, por sua vez, fixamos as poucas várias vezes que a mesma se insurge mais ou menos silenciosamente contra aqueles que desafiam o status quo?!
McDonagh, à semelhança do que já havia conseguido na sua obra anterior volta, uma vez mais, a dirigir um daqueles filmes que os tempos cinematográficos norte-americanos irão registar com uma obra actual e pertinente... para os cinéfilos e apreciadores de bom cinema, esses, irão registar um desempenho notável de uma actriz que não sendo assídua nos grandes ecrãs consegue, por sua vez, conquistá-lo em todas as frentes desejando o espectador que a sua demanda seja bem sucedida. No final, permanece uma última nota... o cruzar de esforços que o equivalente ao bem (McDormand) e o mal (Rockwell) encetam para exterminar um mal ainda maior... mesmo que não seja aquele pelo qual "Mildred" tanto procurou.
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"Mildred Hayes: (...) there ain't no God and the whole world's empty, and it doesn't matter what we do to each other?"
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9 / 10
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Tareka

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1927 - 2018
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Guida Maria

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1950 - 2018
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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Jon Paul Steuer

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1984 - 2018
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Premio José María Forqué 2018: os nomeados

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Foram revelados os nomeados aos Premios José María Forqué, em Espanha, destacando para Melhor Filme, Abracadabra, El Autor, Estiu 1993, Handia e La Librería.
São os nomeados:
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Melhor Longa-Metragem de Ficção ou Animação
Abracadabra, de Pablo Berger
El Autor, de Manuel Martín Cuenca
Estiu 1993, de Carla Simón
Handia, de Aitor Arregi e Jon Garaño
La Librería, de Isabel Coixet
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Melhor Documentário
Alberto García-Alix. La Línea de Sombra, de Nicolás Combarro
Dancing Beethoven, de Arantxa Aguirre
Muchos Hijos, Un Mono y Un Castillo, de Gustavo Salmerón
Sara Baras. Todas las Voces, de José Andreu e Rafael Moles
Saura(s), de Félix Viscarret
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Melhor Filme Latino-Americano
La Cordillera, de Santiago Mitre (Argentina)
Las Hijas de Abril, de Michel Franco (México)
Mi Mundial, de Carlos Andrés Morelli (Uruguai)
Últimos Días en La Habana, de Fernando Pérez (Cuba)
Una Mujer Fantástica, de Sebastián Lelio (Chile)
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Melhor Curta-Metragem
Los Desheredados, de Laura Ferrés
Madre, de Rodrigo Sorogoyen
Tabib, de Carlo D'Ursi
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Prémio Cine y Educación en Valores
Deep, de Julio Soto Gúrpide
Handia, de Aitor Arregi e Jon Garaño
Lo que de Verdad Importa, de Paco Arango
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Melhor Interpretação Masculina
Juan Diego, No Sé Decir Adiós
Andrés Gertrúdix, Morir
Javier Gutiérrez, El Autor
David Verdaguer, Estiu 1993
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Melhor Interpretação Feminina
Marian Álvarez, Morir
Adelfa Calvo, El Autor
Anna Castillo, La Llamada
Bruna Cusí, Estiu 1993
Nathalie Poza, No Sé Decir Adiós
Maribel Verdú, Abracadabra
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Os vencedores serão conhecidos numa cerimónia a realizar no próximo dia 13 de Janeiro no Palacio de Congresos de Zaragoza.
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Aus dem Nichts (2017)

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Uma Mulher não Chora de Fatih Akin é uma longa-metragem alemã com a interpretação protagonista de Diane Kruger que dá corpo a Katja, uma mulher que perde o marido e o filho num atentado e que, pela falência da justiça decide procurar vingança pelas próprias mãos.
Akin e Hark Bohm criam o argumento desta história numa altura em que a Europa vive uma certa crise de identidade e renascimento de movimentos de extrema-direita que defendem uma "limpeza étnica" do continente. Pertinente desde o seu momento inicial, Aus dem Nichts divide-se em três momentos chave tendo iniciado a sua dramatização no repentino mas fulgurante casamento de "Katja" com "Nuri" (Numan Acar), um curdo emigrado na Alemanha que, percebemos mais tarde, não só vive(u) uma vida rebelde que o levara à prisão como também não reúne a aprovação da família alemã da sua mulher. Assim, o primeiro segmento A Família, tem início no momento imediato à explosão que vítima marido e filho de "Katja" e em que surgem as primeiras suspeitas sobre a vida de "Nuri" e as práticas criminais a que poderia estar ligado bem como os elos familiares que lentamente se começam a desfazer.
O segundo segmento apelidado de Justiça está directamente ligado como as práticas judiciais de construção da acusação aos dois suspeitos do acto terrorista - e implicações com movimentos de extrema-direita -, assim como a compreensão de que apesar do caso ter contornos que o tornam claro sobre a culpabilidade dos mesmos, estes são ilibados por meras questões técnicas. Finalmente, o terceiro e último segmento O Mar, no qual se explora a viagem de "Katja" à Grécia, onde se encontram os homicidas da sua família, e onde planeia a sua vingança pessoal longe dos artifícios de uma sociedade democrática e justa mas que se perde ou deixa levar pelas questões técnicas da mesma que nem sempre possibilitam a execução rápida e eficaz da justiça.
Fragmentação do argumento à parte, Fatih Akin e Hark Bohm criam portanto uma história pertinente e actual na medida em que a mesma explora uma dinâmica de insegurança e atrofio da sociedade europeia moderna. Sociedade essa onde os movimentos extremistas de direita exploram e pervertem um dos pilares do continente - a multiculturalidade das sociedades - tentando impôr uma visão muito própria da eugenização e arianização da mesma, expondo e eliminando as famílias mistas, a miscigenação cultural e, finalmente, uma ordem já tentada mas felizmente extinta no continente. Pertinente ainda sobre a abordagem da ineficácia e incapacidade da justiça em responder a estes crimes, e atentados contra a liberdade individual dos seus cidadãos, que proliferam em algumas das sociedades do leste europeu e que levantam questões sobre, em que medida, existe de facto uma capacidade de viver em liberdade quando tantos atentam contra a mesma mas... recorrendo ao seu princípio e ideal.
No entanto, é por detrás de um bom argumento que vive um rosto capaz de expressar todo esse tormento emocional sobre a (in)segurança de um cidadão mas, sobretudo e porque aqui Aus dem Nichts se prende com essa dinâmica, sobre o sofrimento, a dor e a perda de uma mãe que é explorada e central através da fabulosa interpretação de Diane Kruger vencedora do prémio de interpretação no Festival Internacional de Cinema de Cannes. O espectador acompanha-a em três dinâmicas distintas desde a felicidade enquanto matriarca de uma família que espelha (inconscientemente) os valores dessa nova Europa multicultural até à perda e à expressa sensação de que todo o mundo à sua volta terminou e, finalmente, reconhecendo-lhe a perspectiva de uma mulher que compreendeu e se rendeu à sua evidente nova realidade... de que ela é a única capaz não só de fazer vingar a morte da sua família como principalmente fazer aquilo que legalmente ninguém faz... justiça... nem que para tal tenha de sacrificar a sua própria liberdade... e a sua própria vida.
Com um passo muito próprio típico das obras de Fatih Akin que explora em boa medida as margens dessa sociedade europeia já não tão homogénea como alguns ainda tendem a crer, Aus dem Nichts é a homenagem última ao desejo dessa nova realidade onde existe a compreensão de que os tempos finalmente mudaram, em que as sociedades, as famílias, os espaços e até as próprias culturas não estão ameaçadas pela diversidade mas sim enriquecidas pela mesma sendo que, no entanto, é necessário um total e constante estado de alerta - e agilização da justiça - para que esta liberdade, nova realidade e segurança não sejam ameaçadas por aqueles que (vindos de onde vierem) a consideração como a "verdadeira" ameaça a um estado (ou modo) de vida que apenas existe nas suas mentes presas ao passado.
Intenso e dramático Aus dem Nichts é, para lá de uma das mais intensas histórias do realizador Fatih Akim, uma forte revelação do cinema alemão e ainda uma dinâmica história sobre a força e o poder do verdadeiro amor capaz de sobreviver a todas as formas de provação e a prova de que num breve instante... tudo pode mudar perante os nossos olhos.
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8 / 10
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