domingo, 22 de abril de 2018

Another Lisbon Story (2017)

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Another Lisbon Story de Claudio Carbone é um documentário luso-italiano exibido no âmbito do Festival Política a decorrer no Cinema São Jorge, em Lisboa.
Numa Lisboa cada vez mais cosmopolita é impensável a existência de bairros-favela nos arredores da capital. O Bairro da Torre, perto do aeroporto, é disso exemplo. Sessenta e duas famílias resistem num bairro sem quaisquer condições de saneamento básico ou infraestruturas reclamando-as em nome de uma vida melhor e digna.
Num mundo em constante transformação, a centralidade das cidades e da sua área metropolitana deslocou-se em relação ao passado. Aquilo que anteriormente eram bairros periféricos erguidos em locais que se distanciavam do centro são agora os espaços que a cidade reclama em nome de um crescimento frenético que os aproxima desse referido "centro". Assim, e numa análise próxima das realidades de uma comunidade que foi esquecida ao longo dos anos, Another Lisbon Story - num claro piscar de olhos à obra Lisbon Story (1994), de Wim Wenders e da sua Lisboa romântica, histórica e melancólica - primeiro faz com que o espectador conheça esta população perdida num tempo incerto às portas de uma cidade que, finalmente, chegou até às suas portas para, de seguida, revelar todo um conjunto de vontades e iniciativas que visam a recuperação destes bairros e das realidades de quem neles vivem tomando como exemplo outros já bem sucedidos - como é o caso da Quinta do Mocho e, por exemplo, os seus murais artísticos como ponto de referência artística e urbana - tentando exportar para o Bairro da Torre não só esta recuperação e iniciativa como também fazer-lhe chegar todo um conjunto de elementos básicos como, por exemplo, o saneamento básico, a canalização e mesmo a própria limpeza do espaço que parece ausente do mesmo há décadas.
Dos interesses da Faculdade de Arquitectura aos poderes políticos da cidade sem esquecer, claro, as vontades e necessidades da população que começam com a simples comparência da mesma nas diversas reuniões efectuadas onde não só se conhecem rostos como principalmente vontades, Another Lisbon Story termina com um conjunto de sentidas vontades e esperanças que culminam com a "construção" de um pequeno espaço para que as crianças brinquem e se possam fazer cumprir nestas pequenas gerações os sonhos que até então foram perdidos.
Embebido num espírito de registo-denúncia (sem apontar directamente o dedo ao acontecimento mas sim à necessidade de transformação que é notória), e com apontamentos musicais de André David, este documentário luso-italiano expõe ainda de forma francamente interessante a mescla pacífica de etnias numa comunidade onde tudo escasseia - menos a dignidade - como um interessante elemento da vida da própria cidade da Lisboa multicultural e a necessidade da integração de todos os espaços da mesma como centros de realidades diversas que não podem - ou devem - ser esquecidas. Desta forma, e sem esquecer que Lisboa não é apenas a Baixa Pombalina ou os bairros históricos como, por exemplo, Belém ou tão pouco toda uma nova área recuperada no Parque das Nações, Another Lisbon Story insiste na vontade de fazer ver - e principalmente crer - que Lisboa é uma cidade em franco crescimento que tem, no entanto, uma franja populacional em franca necessidade de fazer cumprir o fundamental... a concretização da sua própria dignidade e reconhecimento como uma parte integrante da mesma.
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7 / 10
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Festival de Málaga - Cine Español 2018: os vencedores

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Foram ontem revelados os vencedores da vigésima-primeira edição do Festival de Málaga - Cine Español que decorra na cidade andaluza desde o passado dia 13 de Abril.
São os vencedores:
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Selecção Oficial - Ficção
Biznaga de Oro
Filme: Les Distàncies
, de Elena Trapé
Filme Ibero-Americano: Benzinho, de Gustavo Pizzi (Brasil/Uruguai/Alemanha)
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Biznaga de Plata
Prémio Especial do Júri:
Casi 40, de David Trueba e La Reina del Miedo, de Valeria Bertuccelli e Fabiana Tiscornia
Prémio Especial do Júri da Crítica: Benzinho, de Gustavo Pizzi
Prémio do Público: Mi Querida Cofradía, de Marta Díaz de Lope Díaz
Realização: Elena Trapé, Les Distàncies
Actor: Javier Rey, Sin Fin
Actriz: Valeria Bertuccelli, La Reina del Miedo e Alexandra Jiménez, Les Distàncies
Actor Secundário: Vladimir Cruz, Los Buenos Demonios
Actriz Secundária: Carmen Flores, Mi Querida Cofradía
Argumento: Daniel Díaz Torres e Alejandro Hernández, Los Buenos Demonios
Montagem: Pablo Zumárraga, No Dormirás
Fotografia: Guillermo Nieto, No Dormirás
Música: Edesio Alejandro, Los Buenos Demonios
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Zonazine
Biznaga de Plata
Filme Espanhol: Con el Viento
, de Meritxell Colell
Filme Ibero-Americano: Casa Coraggio, de Baltazar Tokman (Argentina)
Prémio do Público: Traigan la Hierba, de Denny Brechner, Alfonso Guerrero e Marcos Hecht
Realização: Baltazar Tokman, Casa Coraggio
Actor: Dani Casellas, Yo la Busco
Actriz: Sofia Urosevich, Casa Coraggio
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Secção Oficial - Documentário
Documentário: Ainhoa, Yo No Soy Esa, de Carolina Astudillo
Prémio do Público: La Flor de la Vida, de Claudia Abend e Adeiana Loeff
Menção Especial: Hayati (Mi Vida), de Sofi Escudé e Liliana Torres
Realização: Juan Manuel Sepúlveda Martínez, La Vida Suspendida de Harley Prosper
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Secção Oficial - Curtas-Metragens
Ficção: La Última Virgen, de Bàrbara Farré
Prémio do Público: Seattle, de Marta Aledo
Actor: Ferrán Vilajosana, Australia
Actriz: Susana Abaitua, Vacío
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Documentário: Improvisaciones de una Ardilla, de Virginia García del Pino
Menção Especial: Você Não me Conhece, de Rodrigo Séllos
Prémio do Público: Kyoko, de Joan Bover e Marcos Cabotá
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Animação: Afterwork, de  Luis Usón e Andrés Aguillar
Prémio do Público: Eusebio80, de Jesús Martínez e Iván Molina
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Curtas-Metragens de Málaga
Ficção: Charlitas de Verano, de Javier Díaz Conde
Documentário, Animação ou Experimental: Conversaciones Ajenas, de Manuel Jiménez Núñez
Prémio do Público: Charlitas de Verano, de Javier Díaz Conde
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Prémios Málaga Cinema
Produção Cinematográfica: José Alba
Oficios del Cine: Nacho Albert
Trajectória Profissional: Juanma Lara
Actor: Pepón Nieto
Actriz: Belén Cuesta
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Outros Prémios
Prémio Júri Jovem - Longa-Metragem da Secção Oficial: Sergio & Serguéi, de Ernesto Daranas
Prémio Escuelas de Cine - Longa-Metragem da Secção Zonazine: Oso Polar, de Marcelo Tovar
Prémio Movistar+ - Longa-Metragem Zonazine: Yo la Busco, de Sara Gutiérrez
Prémio Feroz Puerta Oscura - Longa-Metragem da Secção Oficial: Benzinho, de Gustavo Pizzi
Prémio ASECAN - Primeira Obra: Sin Fin, de César Esteban Alenda e José Esteban Alenda
Prémio SIGNIS: Sergio & Serguéi, de Ernesto Daranas
Menção Especial: Sin Fin, de César Esteban Alenda e José Esteban Alenda
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Prémios "Afirmando los Derechos de la Mujer"
Documentário Longa-Metragem: Organizar lo (Im)posible, de Carme Gomila e Tonina Matamalas
Documentário Curta-Metragem: I Forgot Myself Somewhere, de Iker Elorrieta
Prémio do Público: Negra Soy, de Laura Bermúdez
Prémio Mujeres en Escena - Longa-Metragem: Ala-Kachuu, Grab and Run, de Roser Corella
Prémio Mujeres en Escena - Curta-Metragem: Approaching, de Tereza Pospíšilová
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sábado, 21 de abril de 2018

Nelson Pereira dos Santos

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1928 - 2018
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Verne Troyer

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1969 - 2018
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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Premios Fugaz 2018: os nomeados

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Foram hoje divulgados os nomeados à segunda edição dos Prémios Fugaz entregues à curta-metragem espanhola numa iniciativa CortoEspaña.
São os nomeados:
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Melhor Curta-Metragem
El Escarabajo al Final de la Calle, de Joan Vives
Madre, de Rodrigo Sorogoyen
Ni Una Sola Línea, de Víctor E. D. Somoza
Nuestro Viejo (Y el Mar), de Lander Camarero
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Melhor Documentário Curta-Metragem
5105 História de Una Fuga de Mauthausen, de Diego González
The Mauritania Railway: Backbone of the Sahara, de MacGregor
La Pureza, de Pedro Vikingo
El Tesoro, de Nestor del Castillo e Marisa Lafuente Esteso
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Melhor Curta-Metragem de Animação
Alley Cats, de Alejandro Jiménez e Bernardo González
Mars Love, de Mario Serrano Hervás
Un Día en el Parque, de Diego Porral
Woody and Woody, de Jaume Carrió
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Melhor Longa-Metragem
Estiu 1993, de Carla Simón
Handía, de Aitor Arregi e on Garaño
Muchos Hijos, Un Mono y un Castillo, de Gustavo Salmerón
Verónica, de Paco Plaza
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Melhor Realização
Luis Tinoco, Caronte
Rodrigo Sorogoyen, Madre
Alicia Albares, Madres de Luna
Lander Camarero, Nuestro Viejo (Y el Mar)
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Melhor Actor
Ramón Barea, Miss Wamba
Luis Callejo, Enemigos
Carlos Kaniowsky, Adivina
Alfred Picó, El Escarabajo al Final de la Calle
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Melhor Actriz
Itziar Castro, RIP
Marta Nieto, Madre
Mabel Rivera, Alto San Nen
Selica Torcal, Ni Una Sola Línea
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Melhor Argumento
Alto San Nen, Pedro Collantes
El Escarabajo al Final de la Calle, Joan Vives Lozano
Madre, Rodrigo Sorogoyen
Ni Una Sola Línea, Chema Cardosa, Nadia Matia e Víctor E. D. Somoza
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Melhor Direcção de Produção
Caronte, Irene Camposo
La Dama de Sal, Mario Venegas
Madres de Luna, Iván Calderón e Teresa Gago
Nuestro Viejo (Y el Mar), Gorka Zalacaín
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Melhor Montagem
Caronte, Frank Gutiérrez
El Escarabajo al Final de la Calle, Guiu Vallvé
Ni Una Sola Línea, Verónica Callón
Nuestro Viejo (Y el Mar), Lander Camarero
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Melhor Fotografia
Adivina, Juan Santacruz
Caronte, Pablo Burmann
Exhalación, Miguel Ángel Viñas
The Mauritania Railway: Backbone of the Sahara, MacGregor
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Melhor Música Original
Adivina, Rafael Arnau Bataller
Caronte, Rafael Arnau Bataller
Exhalación, Luis Hernaiz
Nuestro Viejo (Y el Mar), David Alonso
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Melhor Som
Caronte, Daniel Jiménez
La Dama de Sal, José Tomé
Madre, Roberto Fernández
Nuestro Viejo (Y el Mar), David Cuesta e Ernesto Santana
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Melhor Direcção Artística
Adivina, Eduardo Parrilla
Caronte, Eva Morales
La Dama de Sal, Gigia Pellegrini
RIP, Cristina Borobia
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Melhor Guarda-Roupa
Adivina, Víctor Vilas
La Dama de Sal, Pepe Vázquez
Madres de Luna, Sol Curiel
Miss Wamba, Alex Green
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Melhor Caracterização
La Dama de Sal, Yolanda Piña
Miss Wamba, Maribel Garrido
Nuestro Viejo (Y el Mar), Berta Lasheras
RIP, Alba Setó
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Melhores Efeitos Visuais
Adivina, Iván Martín Ruedas
Caronte, Luis Tinoco
La Dama de Sal, Bernardo González e Alejandro Jiménez
Nuestro Viejo (Y el Mar), Unai Guerra e Matías Matteri
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Os vencedores serão conhecidos numa cerimónia a realizar no próximo dia 24 de Maio no Cine Palacio de la Prensa, em Madrid.
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Avicii

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1989 - 2018
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European Film Awards - Young Audience Award 2018: os nomeados

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A Academia Europeia de Cinema divulgou recentemente os três filmes nomeados à terceira edição do Young Audience Award. Numa iniciativa que ocorre em Portugal com o patrocínio da Academia Portuguesa de Cinema e do ICA - Instituto de Cinema e Audiovisual, a edição deste ano decorre no próximo dia 6 de Maio na Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema sendo os nomeados exibidos em vários cidades europeias em simultâneo.
Os filmes nomeados versam sobre questões temáticas e sociais e terão como jurados um conjunto de adolescentes entre os 12 e os 14 anos de idade. São os filmes nomeados:
  • La Fuga: Girl in Flight, de Sandra Vannucchi (Itália/Suíça)
  • Hobbyhorse Revolution, de Selma Vilhunen (Finlândia)
  • Wallay, de Berni Goldblat (França/Burkina Faso)
O vencedor será conhecido no próprio dia e divulgado em directo através de Erfurt, na Alemanha.
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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira 2018: os vencedores

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Terminou a vigésima-primeira edição do Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira que decorria desde o passado dia 8 de Abril no Auditório da Biblioteca Municipal tendo anunciado Benzinho - Filme, de Gustavo Pizzi como o Melhor Filme do Ano.
São os vencedores:
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Competição de Longas-Metragens
Filme: Benzinho - Filme, de Gustavo Pizzi
Actor: André Guerreiro Lopes, A Moça do Calendário
Actriz: Martha Nowill, Vermelho Russo
Prémio Especial do Júri: Unicórnio, de Eduardo Nunes
Prémio Revelação: Los Leones, de André Lage
Menção Honrosa do Júri: Vermelho Russo, de Charly Braun
Prémio da Crítica: Pendular, de Júlia Murat
Prémio dos Cineclubes: Unicórnio, de Eduardo Nunes
Prémio do Público: A Moça do Calendário, de Helena Ignez
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Competição de Curtas-Metragens
Filme: Vou-me Despedir do Rio, de David Gomes e Pedro Cruz
Prémio Revelação: Travessia, de Safira Moreira
Prémio Especial do Júri: Tudo o que Imagino, de Leonor Noivo
Menção Honrosa do Júri: Laura, de Tânia Dinis e Habitado, de Daniela Fortuna
Prémio da Crítica: Superpina, de Jean Santos
Prémio dos Cineclubes: Torre, de Nádia Mangolini
Prémio do Público: Água Mole, de Laura Gonçalves e Alexandra Ramires (Xá)
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Dona Ivone Lara

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1921 - 2018
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Harry Anderson

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1952 - 2018
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Tempo Comum (2018)

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Tempo Comum de Susana Nobre é uma longa-metragem portuguesa presente na Competição Nacional da décima-quinta edição do IndieLisboa - Festival Internacional de Cinema Independente que irá decorrer entre os dias 26 de Abril e 6 de Maio, em Lisboa.
Num apartamento em Lisboa, Marta (Marta Lança) toma conta da filha recém nascida enquanto recupera do parto. Por entre visitas de familiares e amigos onde se expõem ideias sobre o casamento, o parto, os primeiros empregos bem como os planos e expectativas para com o futuro, observamos o ciclo da vida por vozes de várias gerações enquanto Marta tenta encontrar o seu caminho.
Depois de Lisboa-Província (2010), Vida Activa (2014) e Provas, Exorcismos (2015), Susana Nobre regressa com esta longa-metragem que não só mescla o documentário e a ficção como assume muito das vertentes exploradas nas suas obras anteriores. Da casa em que se encontram e de onde esperam partir para uma mais permanente, Susana Nobre confere a este casal - e sobretudo à perspectiva da mãe - os dramas e dilemas de uma família que tenta encontrar o seu lugar após as constantes transformações que a sua vida acaba de encontrar. A dinâmica do casal é então explorada sobre a perspectiva de alguém que tenta primeiramente encontrar o seu lugar enquanto pais recentes e, dessa forma, lidar com uma nova vida que agora ocupa os poucos ou nenhuns espaços livres que têm como também o seu próprio lugar como membros de um casal que agora tem toda a sua convivência alterada pela presença de uma filha recém nascida. Ao mesmo tempo, Tempo Comum explora, ainda que livre e levemente, o regresso a uma vida profissional activa que parece não querer esperar por ninguém enquanto se debate - o casal - com a dicotomia entre campo e cidade e as (des)vantagens que ambos os espaços parecem querer trazer para a sua dinâmica enquanto família em crescimento. Se na cidade tudo parece estar ao alcance de breves passos, é no campo que aparentam estar as suas raízes e a aparência de uma vida menos complicada à qual, no entanto, faltam tantos outros recursos que apenas a cidade pode satisfazer.
Ao mesmo tempo, Tempo Comum insiste em não esquecer a dinâmica da família extensa ao colocar os problemas do casal "Marta" e "Pedro" em directo confronto com as vivências dos seus pais e sogros como exemplos que se esperam alcançar ou, pelo menos, tomar como ponto de partida para aquilo que esperam construir. No entanto, e neste tal mundo em constante movimento e transformação, como alcançar feitos que agora podem ser não só efémeros como um mero trânsito para realidades que poderão não ter - para eles - o mesmo impacto que outrora fora conquistado?
Quase como um filme registo ou relato, Susana Nobre conquista com Tempo Comum a capacidade de espelhar esta sociedade moderna onde o "eu", o "nós", a família, a vida profissional e a paternidade se confundem e imiscuem dificultando a percepção do que representam cada um deles e, sobretudo, o que representam para a formação dessa consciência sobre o individual e o colectivo. Até que ponto está hoje definida a noção de família? De casal? De progenitores? Do trabalho? Quais as prioridades? Quais as barreiras? Quais os entraves ou, principalmente, quais os sentidos proibidos que se devem ter sempre presentes e consciencializados enquanto tal.
Diferente, afastando-se de breves catalogações que o opõem a documentário ou a ficção - à vez -, Tempo Comum une-se a outras obras recentes como, por exemplo, Uma Rapariga da Sua Idade (2015), de Márcio Laranjeira ou Verão Danado (2017), de Pedro Cabeleira na vontade de fazer assumir - e se assumir - os dilemas de uma geração à deriva incapaz de se enquadrar em diferentes patamares de um normal desenvolvimento psicológico, pessoal, familiar e profissional lançando os seus intervenientes num campo por explorar, desconhecido e incerto... Tanto quanto a incerteza com que o espectador retém no final sobre os destinos destas não tão improváveis "personagens" reais. Bravo Susana Nobre. Bravo!
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7 / 10
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domingo, 15 de abril de 2018

R. Lee Ermey

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1944 - 2018
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Philip D'Antoni

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1929 - 2018
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Vittorio Taviani

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1929 - 2018
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Córtex - Festival de Curtas-Metragens de Sintra 2018: os vencedores

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Terminou hoje a oitava edição do Córtex - Festival de Curtas-Metragens de Sintra que decorreu no Centro Cultural Olga de Cadaval desde o passado dia 11 de Abril. Para a Competição Nacional o júri foi composto por Beatriz Batarda, Cláudia Chéu e Sérgio Tréfaut enquanto que a Competição Internacional fora decidida por Ana David, João Ferreira e Margarida Leitão tendo decidido o seguinte palmarés:
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Competição Nacional
Grande Prémio do Júri: Os Humores Artificiais, de Gabriel Abrantes
Menção Honrosa: Tudo o que Imagino, de Leonor Noivo
Prémio do Público: Surpresa, de Paulo Patrício
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Competição Internacional
Curta-Metragem: The Wizard of U.S., de Balbina Bruszewska (Polónia)
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Competição Mini-Córtex
Prémio Mini-Córtex: In a Heartbeat, de Esteban Bravo e Beth David
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Descobrindo a Variável Perfeita (2018)

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Descobrindo a Variável Perfeita de Rafael Almeida (Portugal) é a mais recente curta-metragem do realizador de Demência (2014) e Que é Feito dos Dias na Cave (2016) aqui nos conto de contornos Andersonianos onde Pedro (Salvador Nery) sofre um desgosto amoroso depois de Rita (Sara Barros Leitão) decidir terminar a sua relação com ele. Irá ele resistir a reatar a relação eliminar esse vazio sentido? Talvez a argumentista do filme lhe proporcione uma solução!
O momento inicial desta história revela de imediato as intenções do seu argumento - inspirado registo do seu autor Tiago Primitivo -, ao conferir uma dinâmica de folia exterior à linha principal desta história na medida em que é quase impossível o espectador não se perder com tudo o que passa em cena mesmo que directamente nada esteja relacionado com o diálogo entre os dois protagonistas. Assim, os simples mas elaborados detalhes que compõem tudo o que está a acontecer adquirem uma importância extrema pois é essa sua referida simplicidade que assume toda uma componente exacerbada que nos levam a adivinhar que algo de maior está por acontecer.
São esses primeiros instantes de um diálogo mantido com algum sofrimento e que se faz crer que está à beira de uma ruptura que dão o mote para uma história que se desencadeia num espaço temporal muito linear mas que se sente estar devidamente enquadrado em momentos consequentes mas distintos. Da feira a uma casa pitoresca que o nosso protagonista mantém com "Lucas" (Luís Oliveira) e onde tece o mais elaborado de todos os planos, é o requinte de uma comédia ligeira, inteligente e aprumada que seduz para o dilema de "Pedro" face a um amor sentido mas não correspondido. E, se inicialmente é o desinteresse de "Rita" que desperta a curiosidade do espectador, é o nonsense de "Luís" que dinamiza os momentos do "plano" conferindo uma qualquer credibilidade à personagem de Nery - qual "musa" inspiradora do realizador - que acredita (e consegue) encontrar aquela que realmente lhe deu vida.
No entanto, é com a concretização deste encontro proporcionado por uma "Operadora da Central de Guionistas" (brilhante Ana Varela) com a guionista com mais história por contar do que aquele que inicialmente parece ter (igualmente brilhante Ana Baptista) que confere a tal dinâmica humana que esta história precisava para se manter mais do que uma simples história de comédia - com toda a dignidade que o género merece pois é um facto ser mais difícil fazer rir do que chorar -... Em momentos, breves mas concisos e inspirados, Descobrindo a Variável Perfeita transforma-se na inesperada história de um amor impossível onde para viver (e amar), primeiro é preciso libertar e deixar voar para finalmente poder compreender quem sempre esteve ao "nosso" lado e que "nos" deu o tal ímpeto e coragem para viver para lá do tal óbvio que as circunstâncias iniciais alguma vez puderam proporcionar.
Assim, da feira à casa de "Pedro" e desta à esplanada onde finalmente a sua vida poderá modificar-se bastando para isso olhar com atenção, Descobrindo a Variável Perfeita preenche o ecrã com breves instantes de uma ligeira mas excêntrica comédia sentimental na qual se destaca uma vez mais a prestação de Nery que brilha com a colaboração que tem desenvolvido com o realizador Rafael Almeida entregando interpretações sólidas, seguras e inspiradas deixando, no entanto, margem de manobra suficiente para uma igualmente segura Ana Baptista que se revela uma dura argumentista com um coração grande à espera de encontrar quem o possa preencher. Excêntricos, todos eles, como um factor que lhes dá a humanidade desejada, o espectador poderá encontrar, em todos eles, momentos e características com as quais se poderá rever e até mesmo identificar saindo da sala de cinema onde esta curta-metragem seja exibida com a certeza de que viu uma obra que não irá esquecer tão depressa.
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7 / 10
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sábado, 14 de abril de 2018

Isabella Biagini

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1940 - 2018
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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Milos Forman

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1932 - 2018
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A Quiet Place (2018)

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Um Lugar Silencioso de John Krasinski é uma longa-metragem norte-americana centrada na interacção de uma família forçada a viver em silêncio num meio isolado como forma de escapar a uma misteriosa criatura que caça e ataca quando escuta o mais ínfimo dos ruídos.
Krasinski juntamente com Bryan Woods e Scott Beck escreveram o argumento desta inesperada e surpreendente história que leva o espectador para a vivência quase improvável de uma família que não só tem de viver num silêncio sepulcral como principalmente escapar a um perigo invisível que ataca ao mínimo ruído existente. Num mundo onde a presença humana parece ter desaparecido do mapa, como escapar a um perigo que não se observa?
A dinâmica desta longa-metragem é imediatamente cativante não só pela forma como se desenha a vivência desta família encabeçada por Emily Blunt como "Evelyn" e John Krasinski como "Lee" na qual a sobrevivência dos seus três filhos é a prioridade máxima. Não existe vida aparente para além dos cinco nem tão pouco qualquer tipo de notícia do mundo exterior à sua pequena comunidade onde apenas eles resistem. As poucas notícias que chegam ao espectador são aquelas de jornais que guardam no seu bunker improvisado remetentes a tempos não tão distantes onde se percebe que o planeta Terra foi alvo de uma invasão alienígena. Ao 89º dia compreende o espectador que os desaparecidos são às centenas de milhar, que as cidades estão desertas - principalmente as mais pequenas onde a acção de A Quiet Place se desenrola - e que a necessidade de sobreviver é em igual proporção àquela de manter o silêncio como uma constante na própria dinamização desta história e da original forma de comunicação entre as personagens que transformaram uma aparente debilidade de um mundo normal numa técnica de escapar neste nova forma de sociedade que desconhece o dia de amanhã.
Do mundo exterior pouco se sabe. A comunicação é inexistente e apenas as informações dos "primeiros dias" subsiste. Mais de um ano depois da invasão e da destruição inicial, os alimentos escasseiam e já não existe nada para pilhar nas lojas tendo a sobrevivência de ser efectuada por mão própria e com o pouco que a terra ainda pode fornecer. No entanto chega ao espectador a realidade de "Evelyn" que se encontra no final da sua gravidez, que o espectador compreende que é esta nova forma de vida, que poderá dar continuidade àquilo que resta da civilização, que poderá pôr em risco a sobrevivência de uma família que já se deparou com a morte de um dos seus. Sobreviver é assim indispensável mas... a que custo?
Se por um lado o espectador poderá imaginar que o género cinematográfico em questão está mais do que explorado com as inúmeras e por vezes infundadas histórias de invasão alienígena existe, no entanto, a confirmação de que Krasinski - actor, realizador, argumentista e produtor -, deu vida a um conto que prima pela quase total ausência de extraterrestres que apenas brevemente conhecemos nos segmentos finais, pela igualmente ausente existência de uma qualquer batalha que lançasse os sobreviventes nos seus abrigos (aqui apenas percebemos o que aconteceu ao mundo após a sua aparente destruição), mas sobretudo pela habilidade em inovar e transformá-la através da sua forma de comunicação que chega apenas pela interacção entre os diversos actores bem como pelas composições das suas personagens que sofrem, choram, riem e falam através da expressividade de um olhar ou pela língua gestual americana que aqui ganha lugar de língua de destaque revelando que as supostas pequenas debilidades do mundo tal como o conhecemos são, afinal, as formas mais válidas de sobrevivência numa espécie de nova sociedade incerta e insegura.
O silêncio, ou a sua ausência nos pequenos actos do dia-a-dia, acabam por transformar-se em A Quiet Place como uma outra forma de comunicação ou até mesmo numa espécie de personagem oculta na medida em que são as alterações a esse existir quotidiano que se assumem como os tais elementos de destaque nesta longa-metragem. Caminhar já não se faz da mesma forma, uma ida a um supermercado é agora feita no mais profundo silêncio e o simples mexer numa prateleira da cozinha lá de casa pode transformar-se num risco de vida constante. Tudo tem de ser feito no mais absoluto silêncio que se afirma e os ruídos existentes apenas são os daqueles elementos naturais que não perturbam a nova força dominante num planeta que o espectador desconhece estar ainda com vida humana ou já desta desprovido.
Krasinski que o espectador mais atento poderá reconhecer de inúmeras obras de comédia ou até mesmo pelo seu ar cool e descontraído, é aqui a força motora de um filme tenso e intenso de um terror que está para lá da simples invasão extraterrestre, e que se afirma pela forma pela incapacidade de expressar dor ou sofrimento correndo o risco de, ao estar exposto, se transformar na próxima vítima desse mal oculto e anónimo. Da comédia ao terror como a mesma ligeireza mas, ao mesmo tempo, firmando-se como um interessante e inteligente contador de histórias, Krasinski faz do seu A Quiet Place o filme sensação do momento que prima pela dinâmica da família em tempos conturbados independentemente do pano de fundo ser aquele que aqui encontramos mas que facilmente poderia centrar-se num qualquer outro contexto mais ou menos denso. No final, a grande questão que permanece para o espectador é apenas uma... até que ponto estaria qualquer um disposto a ir para salvar aquilo que tem de mais sagrado... ninguém lutará por um país, por uma crença ou por um governo... mas sim pela perpetuação daquilo que tem de mais sagrado... uma família que ama. E é em nome desse amor, ou por esse amor, que se sobrevive e vive o mais certo sacrifício...
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"Evelyn: Who are we if we can't protect them?"
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8 / 10
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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Festa do Cinema Italiano 2018: os vencedores

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Termina hoje a décima-primeira edição da Festa do Cinema Italiano que decorreu no Cinema São Jorge, em Lisboa desde o passado dia 4 de Abril.
Os membros do júri composto por Francisco Valente, Paula Brito Medori e Pedro Cabeleira decidiram atribuir o Prémio do Júri ao filme Happy Winter / Buon Inverno, de Giovanni Totaro pela "originalidade da sua proposta e pela liberdade do seu gesto (...) constrói a partir de um mosaico de vidas verdadeiras, um retrato lúdico, social e político complexo no qual reconhecemos não apenas um país mas também um microcosmo da realidade em que vivemos, tanto o seu lado eufórico como incerto".
Happy Winter / Buon Inverno é um documentário que nos leva até à praia de Mondello, em Palermo na ilha mediterrânica da Sicília, onde todos os anos, no Verão, são reconstruídas mais de mil cabanas prontas para receber inúmeros banhistas que ali passam toda a temporada estival.
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Durante a Festa do Cinema Italiano é ainda atribuído através do voto dos espectadores, o Prémio do Público tendo sido Cuori Puri, de Roberto De Paolis - nomeado este ano ao David di Donatello de Realizador Revelação - a longa-metragem premiada.
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