sábado, 8 de setembro de 2018

Festival Internacional de Cinema de Veneza 2018: os vencedores

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Terminou hoje a mais recente edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza anunciando Roma, de Alfonso Cuarón como o grande vencedor da noite ao arrecadar o Leão de Ouro de Melhor Filme em competição.
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Selecção Oficial
Leão de Ouro:
Roma, Alfonso Cuarón
Prémio Especial do Jurado: The Nightingale, de Jennifer Kent
Leão de Prata - Realização: Jacques Audiard, The Sisters Brothers
Coppa Volpi - Actor: Willem Dafoe, At Eternity's Gate
Coppa Volpi - Actriz:
Olivia Colman, The Favourite
Argumento: Joel Coen e Ethan Coen, The Ballad of Buster Scruggs
Prémio Marcello Mastroianni - Jovem Intérprete: Baykali Ganambarr, The Nightingale
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Orizzonti
Filme: Manta Ray, de Phuttiphong Aroonpheng
Prémio Especial do Jurado: Anons, de Mahmut Fazil Coskun
Realização: Emir Baigazin, The River
Curta-Metragem: Kado, de Aditya Ahmad
Actor: Kais Nashif, Tel Aviv on Fire
Actriz: Natalia Kudryashova, A Man Who Surprised Everyone
Argumento: Pema Tseden, Jinpa
Leão do Futuro: The Day I Lost My Shadow, de Soudade Kaadan
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Leão de Ouro - Carreira: Vanessa Redgrave e David Cronenberg
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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Mac Miller

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1992 - 2018
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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Burt Reynolds

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1936 - 2018
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Calipso (2018)

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Calipso de Paulo A. M. Oliveira e Pedro Martins (Portugal) é uma das curtas-metragens candidatas ao Prémio MOTELx de Melhor Curta-Metragem de Terror Portuguesa no decorrer desta que é a décima-segunda edição do MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa a decorrer no Cinema São Jorge até ao próximo dia 9 de Setembro.
Lisboa num tempo incerto. Um epidemia que transforma as pessoas em zombies caiu sobre a cidade obrigando-as a ficarem isoladas em casa num período de quarentena. Bruno (Pedro Laginha) e Sandra (Adriana Moniz) são duas delas. Um casal abatido com a pressão do momento e sobretudo pelo isolamento em conjunto numa altura em que a tensão se faz sentir também dentro do próprio casal.
O argumento de Pedro Martins não poderia ser mais fiel ao género proposto. Temos um vírus... duas personagens a viverem em isolamento do mundo exterior e claro, a consequente degradação da sua relação. Mas, é esta degradação marital que se expõe aqui com maior dinâmica. Imaginemos por instantes um casal que, no fundo, já não se suporta. Imaginemos como consequência que tudo estava preparado para que cada um seguisse a sua vida. Com este imaginário em mente, imaginemos então que um deles não estava assim tão certo ou seguro do que pretendia da sua vida e, como tal, do desfecho desta relação. Agora, coloquemos toda esta dinâmica marital num momento em que o mundo colapsa, em que a ordem desaparece e onde ambos não possam abandonar o mesmo espaço e seguir com aquilo que a vida lhes reservava. Nesta perspectiva... são capazes de imaginar o terror?!
Se o mundo como o imaginamos se desfaz quando uma relação que em tempos julgámos sólida já não o é... o que resta quando o próprio mundo nos obriga a viver diariamente sem qualquer fuga possível, junto do ambiente que tínhamos como degradado? Os pequenos gestos transformam-se em expoentes de um ódio não manifestado e todos os pequenos actos, acções e até mesmo reacções do "outro" são, para esta nova concepção do "eu", uma ameaça à própria segurança. Assim, aquilo que "Bruno" e "Sandra" revelam para o espectador é um conjunto de dinâmicas que oscilam entre a suspeita, o medo, o desdém e a breve memória de que em tempos foi, tudo aquilo, o que sempre haviam desejado.
O mundo, aquele que conhecemos como social e agora aquele que nos foi pessoal, já não é o que em tempos se apresentara. Agora, tudo é uma questão de sobrevivência... mesmo dentro de quatro paredes. É com esta dinâmica que Calipso se apresenta como uma curta-metragem inteligentemente elaborada expondo a dinâmica do (ex-)casal quando num cativeiro forçado e onde o vírus (a real ameaça...) se encontra lá fora prestes a manifestar-se... ou já se terá manifestado? Assim, aquilo que esta curta-metragem apresenta sobre a dinâmica do casal é o que se impõe numa história que leva o espectador a ignorar esse "lá fora", expondo o casal como o último reduto de uma civilização perdida... desta forma, como poderão eles ser os exemplares da nova sociedade quando... ali dentro... a própria pode já não existir?
Com voz-off de Adolfo Luxúria Caníbal e algumas surpresas que podem desmistificar as noções já conhecidas sobre o género, Calipso levanta a fasquia para com as curtas-metragens apresentadas nesta edição do MOTELx e os seus instantes finais conseguem superar, em boa medida, toda a dinâmica que a restante obra consegue apresentar. Surpresas surpresas... só mesmo no final.
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7 / 10
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Mandy (2018)

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Mandy de Panos Cosmatos (EUA/Bélgica) foi uma das longas-metragens da secção Serviço de Quarto ontem exibidas no decorrer da décima-segunda edição do MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa que decorre actualmente no Cinema São Jorge.
1983. Red (Nicolas Cage) e Mandy (Andrea Riseborough) vivem uma pacata existência nas profundezas de uma floresta. Ele é lenhador e ela uma artista gráfica que passa os dias a desenhar e a ler um dos muitos contos de fantasia que lhe dão inspiração. Um dia, durante um passeio pela floresta, Mandy é observada por Jeremiah (Linus Roache), líder de um culto extremista que a deseja ter como uma das suas seguidoras. Depois de planear raptá-la e sodomizá-la, Mandy ridiculariza as pretensões de Jeremiah que a assassina e faz despertar os desejos de uma brutal e sangrenta vingança às mãos de Red.
O realizador e Aaron Stewart-Ahn colaboraram neste argumento repleto de elementos religiosos, místicos e por vezes profanos que, numa América profunda, dão corpo a uma história de vandalismo e vingança onde o néon e uma potente caracterização do espaço e da época fazem relembrar muitas histórias à la The Punisher (1989) no qual se perseguem não os esgotos de uma qualquer cidade mas sim uma floresta onde as almas não adormecidas do passado esperam por reclamar as almas dos desprotegidos inocentes.
Dividido em três distintos momentos, Mandy inicia a sua dinâmica dando corpo àquela que será, provavelmente, a sua principal personagem; a floresta. É através de um extenso vislumbre que ocupa todos os créditos iniciais que o espectador entra, de facto, no seu primeiro segmento que, curiosamente, o situa geograficamente... The Shadow Mountains, local em que ambos vivem e onde se compreende a dinâmica de "Mandy", uma mulher despreocupada e com uma vida relativamente mundana perdida no seu próprio imaginário de fantasia. Com um trabalho de poucas preocupações, "Mandy" passeia pela floresta ao seu redor descobrindo pequenos elementos inspiracionais e que a fascinam, por vezes até de forma mórbida, e que a fazem auto-excluir-se dessa sociedade "lá fora" da qual não parece ter pretensões a pertencer.
Num segundo momento o espectador é transportado para Children of the New Dawn onde se cruza com os elementos deste culto liderado por "Jeremiah" (brilhante interpretação de Linus Roache), centrados no poder supremo de um Deus de vingança e de uma justiça ultra-conservadora - um honesto retrato dessa já referida América profunda centrada em valores que são (para si) impossíveis de questionar -, que usa as suas vítimas (e seguidores) para a satisfação dos seus prazeres carnais não sem antes pedir auxílio da versão gore dos Cavaleiros do Apocalipse aqui intitulados Black Skulls, um grupo de demónios motards com força sobre-humana e capazes de arrasar tudo por onde passam.
Se nestes dois segmentos a presença de Cage é meramente simbólica apenas despertando nos instantes finais deste último, é no desfecho Mandy - segmento homónimo - que o actor ganha todo o seu esplendor, recuperando muita da energia que o espectador lhe conhecera de outras entregas... já bem distantes que o "Red" de Cage se revla primeiro como um homem marcado pela perda, pela revolta, pela compreensão da sua impotência mas, sobretudo, pelo assumido desejo de uma vingança sem limites como um anjo exterminador que terá de pôr fim as intenções finais dos Cavaleiros do Apocalipse. No meio de uma trip de rock psicadélico - se a floresta é uma personagem, a música original de Jóhann Jóhannsson juntamente com a direcção de fotografia de Benjamin Loeb também o são -, com todo um conjunto de referências bíblicas - novamente, a América ultra-conservadora em voga - o cinema que também se poderia intitular de ultra-gore de Panos Cosmatos ganha vida graças a esta inspirada interpretação de Cage que pega naquilo que o seu Ghost Rider (2007) deveria ter sido e o transforma num homem, que poderia ser real e capaz de ter enfrentado uma provação em tudo menos divina, e lhe entrega uma alma perdida e em conflito pelas devidas provações que demónios bem humanos lhe colocaram, envergando toda uma postura de homem disposto a tudo para reclamar justiça para aqueles que (já) não podem e até mesmo para si... demonstrando que a sua então impotência agora será inexistente.
Mas, se esta longa-metragem que se assume sem dificuldade como uma das melhores - até ao momento - desta edição do MOTELx vive muito desta explosão de vigor de Cage no último segmento, não se pode esquecer o empenho que Andrea Riseborough entregou ao primeiro, revelando-se como uma improvável donzela - também marcada - que paira no espaço não deixando nele qualquer tipo de prova da sua existência - afinal a sua vida é quase reclusiva e limitada ao local em que vive e trabalha - mas especialmente a um intenso Linus Roache como o não tão improvável fanático que percorre as ruas desprotegidas dessa América em busca da próxima vítima - ou seguidor - do seu culto que pretende espalhar uma justiça moral (mente corrupta) em nome de Deus (pelo seu olhar cruel e lascivo), e claramente a personagem mais intensa, medonha e provavelmente real - não proliferam estes falsos profetas nas nossas sociedades ainda nos dias de hoje?! -, que domina todo o segmento dedicado ao seu culto e boa parte do último onde o vemos na sua igreja e no seu altar para adoração de algo que compreendemos - já o tínhamos compreendido - não só ser corrupto, imoral, hediondo e francamente perigoso que tudo apregoa menos qualquer tipo de moral... pelo menos moralmente justa.
Com uma atmosfera fantasmagórica que emerge o espectador num espaço que tanto é de fantasia como de terror, de sobrenatural como de espectáculo repleto de néon e brilho onde, no entanto, as sombras ganham uma dimensão muito própria e particular, Mandy é de longe uma das melhores e mais bem sucedidas apostas dos últimos anos do percurso cinematográfico de Nicolas Cage que aqui sim... volta a figurar como um dos mais importantes nomes dessa Hollywood onde, por vezes, os sonhos parecem não querer sair da mente daqueles que os ousam ter.
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9 / 10
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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Insanium (2018)

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Insanium de Rui Pedro Sousa (Portugal) é uma das doze curtas-metragens candidatas ao Prémio MOTELx de Melhor Curta-Metragem Portuguesa de Terror da décima-segunda edição do festival.
Ao passearem pela floresta, as inocentes conversas dos irmãos Adam (Sonny Chatters) e Eric (Daniel Stewart) são bruscamente interrompidas quando encontram um corpo e as suas vidas a partir desse momento modificam radicalmente.
Dividido em três distintos segmentos (ou volumes), Insanium dá os primeiros passos através da história escrita por Joey Fidler, Vol 01 - Zombie a qual dá o mote de saída a toda a trama. "Eric" tenta provar os seus conhecimentos e a sua destreza face a "Adam", o irmão mais velho aparentemente pouco crente da sua capacidade enquanto exterminador de zombies. Mas, é no seu breve passeio que o inesperado acontece e que o jovem rapaz se vê confrontado com as suas habilidades. Será ele capaz de responder?
Com a provação final consumada - e a qual só será do conhecimento do espectador após visionar esta belíssima trilogia -, Insanium dá corpo ao seu segundo momento através de Vol 02 - Whispers onde já na casa dos jovens, pequenos murmúrios parecem encher uma casa semi-abandonada onde não conhecemos qualquer poder parental até já bem perto do final e onde os dois jovens parecem fazer aquilo que o seu isolamento lhes permite na ausência de pais por perto. É, no entanto, quando a mãe chega, que o espectador fica a conhecer um pouco mais da realidade desta família privada de um pai, e dos tormentos e receios que parecem ecoar não só nas paredes das casas como principalmente nas suas jovens mentes ainda em formação.
Finalmente, é no seu último segmento intitulado Vol 03 - Awoken (estes dois últimos com argumento da autoria do próprio realizador), que o espectador fica finalmente a conhecer a realidade por detrás dos receios e temores destes dois jovens e daquilo que se esconde por detrás das sombras que invadem lentamente a sua casa.
Funcionando com um crescendo em potência de segmento para segmento, estas três curtas-metragens conseguiriam, em boa medida, funcionar como filmes curtos independentes e isolados mostrando cada um deles os seus aspectos mais positivos e contribuindo para o imaginário mais ou menos perturbado de cada um de nós. Numa arte como a cinematográfica que, tal como a literatura, permite deixar voara imaginação para caminhos desconhecidos onde os respectivos universos são construídos lentamente através daquilo que os contos nos fornecem e como a nossa mente os recebe, Insanium - como um todo - transforma-se no culminar de uma história que funciona não só pelo que é revelado como principalmente graças a todos os pequenos detalhes que são ocultados do espectador mas que, já no final, são subentendidos pelo menos de forma a compôr as ausências dos respectivos segmentos.
Assim, Vol 01 - Zombie é o momento em que se conhecem os medos e a dinâmica cúmplice, mas não assumida, de dois irmãos capazes de tudo para a sua própria protecção. Vol 02 - Whispers assume-se como o momento em que o espectador compreende finalmente que algo de errado se esconde na sua residência e finalmente Vol 03 - Awoken como o segmento em que a "besta" por detrás das sombras e dos murmúrios se revela finalmente. Se Vol 01 - Zombie é técnica e apenas inicialmente o momento mais pueril na medida em que tudo parece uma inocente e por vezes incoerente conversa entre duas crianças revelando o seu clímax no exacto momento final, são os Vol 02 e 03 aqueles que realmente constroem toda uma dinâmica de suspense e terror capaz de figurar entre os melhores exemplares do género. Uma casa assombrada... uma família desfeita... dois jovens atormentados não só pelo passado como por um presente violento... uma mãe semi-ausente... um monstro "debaixo da cama" e tudo isto... com os tradicionais pesadelos que as crianças sentem, fruto de uma qualquer sombra mais duvidosa que a noite aparenta querer esconder. Mas, no final, e se tudo fosse mais do que aquilo que aparenta ser? E se tudo tivesse um fundamento mais violento do que aquele que é revelado ao longo dos três segmentos? E se, no final, se descobrisse que o monstro pode viver dentro de cada um de nós pura e simplesmente porque... "é possível". É possível quebrar barreiras, limites, consciências e, finalmente, libertar de todas as amarras que supostamente nos ligam a uma sociedade de valores. Valores esses que se desprezam e que se menosprezam dando corpo a toda uma onda de violência que, no fundo, caracterizam cada um de "nós". Afinal, poderão as sombras realmente esconder algo de tenebroso ou, por sua vez, essas trevas vivem dentro de cada um de nós disfarçando-se com as máscaras que a sociedade nos impõe desde o momento em que nascemos?!
Mas, se é verdade que estes três volumes podem funcionar como pequenos filmes independentes contando, cada um deles, um momento específico na vida destes jovens e que apesar de interligados não têm uma linha temporal exacta, é também real que é nesta harmoniosa junção das três que funciona um filme curto capaz de criar toda uma muito própria atmosfera de suspense e terror que deixa o espectador naquele limbo, suspenso de encontrar soluções ou explicações imediatas para o que observa mas, ao mesmo tempo, construindo a sua empatia com as personagens que parecem rendidas a um qualquer mal que os espreita à noite. É este ambiente que funciona, que se instala e que é construído desde os primeiros instantes mesmo com as inesperadas surpresas que entregam informação sem que, no entanto, revelem o seu final e que primeiro transformam as suas personagens em vítimas, depois uma casa num labirinto assombrado e onde algo - que o espectador desconhece - parece ganhar forma para um final inesperado mas bem construído.
Da direcção de fotografia de Vittorio Sala que tira partido da luz exterior nos primeiros dois segmentos e que entrega o espectador à escuridão no último, passando pela direcção de arte da Carina Gaspar que transforma uma acolhedora casa britânica num espaço confinado que parece encolher à medida que os minutos passam, sem esquecer a mais uma vez brilhante direcção musical de Alexander Arntzen, Insanium comprova o rigor técnico e narrativo do realizador de Limbo (2016) que já então havia criado uma história de género fantástico aqui repetido esquecendo agora os pequenos detalhes que podem conduzir uma história, apresentando os momentos necessários para que o espectador se mantenha interessado na conclusão da dinâmica entre os dois irmãos, deles com a sua família e de todos numa casa notoriamente marcada por um passado (presente) e talvez futuro violento que transformará para sempre as suas vidas. É, no entanto, já bem perto do final que esta tensão é menorizada quando os dois jovens se riem descontroladamente do seu presente quando... um breve e irónico sorriso teria feito tremer mais todos aqueles que assistem a esta história e lançando na incerteza as convicções que, até então, o público tinha firmado.
Não sendo uma história absolutamente inovadora - pois o espectador consegue (no final e apenas no final) relacioná-la com outros filmes nos quais este género facilmente se insere -, Insanium é um filme curto inteligente do ponto de vista da sua narrativa e da sua composição técnica capaz de sobreviver enquanto filme uno ou como três pequenos filmes independentes - à la trilogia - que deixam o espectador com expectativa sobre o capítulo seguinte, mas também convincente do ponto de vista das suas interpretações apenas "fragilizadas" por aquele breve momento final e por toda uma atmosfera ligeira que, no entanto, se afirma pela qualidade com que constrói todo um espaço de terror numa casa onde, afinal, o espectador pouco vê sobre o terror que se "esconde".
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8 / 10
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Fake Blood (2017)

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Fake Blood de Rob Grant (Canadá) é um documentário presente na secção Serviço de Quarto da décima-segunda edição do MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa que ontem começou no Cinema São Jorge.
O realizador Rob Grant e o seu amigo de adolescência Mike Kovac fizeram sucesso no circuito de festivais com os seus filmes violentos. Um dia, Rob recebe um vídeo de fãs que explica como praticariam os seus actos de ficção na vida real. Concentrados em analisar os efeitos da violência no cinema nos espectadores, Rob e Mike acabam por cair numa rede de violência experimentando, na primeira mão, a vivência de verdadeiros criminosos e os efeitos reais nas suas vítimas.
Grant, Kovac e Michael Peterson assinam o argumento deste documentário sobre os efeitos da violência no cinema conseguindo, de forma hábil, inteligente e por vezes emocionalmente cómica embrenhar o espectador na sua história enquanto vítimas daquilo que investigavam. Tudo começa com a simples questão... "estaremos a influenciar pela negativa aqueles que assistem aos nossos filmes?"... Pergunta essa que lentamente acabaria por ser respondida das mais diversas formas sem nunca esquecer, no entanto, que a verdadeira temática desta obra não está naquilo que eles buscam mas sim nos efeitos que essa procura exerceu não só nas suas vidas como principalmente nas suas relações e efeitos de encarar o mundo sob uma perspectiva diferente.
Em Fake Blood, o primeiro momento destina-se a uma exploração sobre o cinema... do grunge ao mais violento, do sangue à consequente morte, levanta-se a questão sobre o que será pior... ter um filme no qual alguém é ferido mortalmente sem nunca exibir sinais de sangue ou, por sua vez, um no qual o espectador compreende que o resultado directo de um acto de violência é o sofrimento de uma vítima? Num mercado cinematográfico rendido às classificações etárias e cauteloso com a violência que exibe, Fake Blood - enquanto documentário - insere uma interessante perspectiva que elucida o espectador mais desatento que está, propositadamente, a assistir a algo que independentemente de ser violento... nunca observa um efeito ou consequência directa da mesma. Há sempre quem sobreviva a tiros, lutas intermináveis das quais ninguém sai, na realidade ileso, ou mesmo mortes que, afinal, não o são.
No entanto, é à medida que Fake Blood leva o espectador a embrenhar-se na dinâmica da violência no cinema que os seus mentores se deixam levar pela própria dinâmica querendo saber mais do que esses ditos efeitos mas sim algo sobre aqueles que voluntariamente são autores de actos de violência de forma a credibilizar o seu trabalho. Da investigação de um crime com o qual deparam durante a sua investigação à dinâmica do medo que daí advém, Rob e Mike transformam-se inesperadamente em vítimas - ou reféns - da sua própria curiosidade. Quando procuram respostas sobre as suas curiosidades como forma de amenizar os supostos efeitos do seu cinema, inesperadamente ambos transformam-se nas mais recentes vítimas de uma violência até então desconhecida que, em boa medida, condena a própria relação até então estabelecida entre ambos.
Com algum humor à mistura, afinal a dinâmica entre os dois amigos é explorada em boa parte da primeira metade deste documentário, é a segunda metade que reflecte sobre a sua deterioração e sobre um inesperado afastamento entre os dois mentores deste projecto. O medo que se instala como consequência de uma qualquer mórbida realidade da qual são desconhecedores mas que voluntariamente procuram, transforma-se na sua alma. Uma alma de e com medo... Medo de um desconhecido que paira sobre os seus actos, medo pela consciencialização de que as suas vidas não voltarão a ser iguais depois dos acontecimentos aqui retratados e, finalmente, medo de uma relação de amizade que termina repentinamente... Diz-se que quem vai a uma guerra e regressa já não é a mesma pessoa... Aqui este ditado aplica-se revelando um Mike Kovac distante de um amigo de longa data e um Rob Grant isolado de um mundo no qual parece estar privado de uma qualquer existência significativa... a não ser dar a conhecer a sua obra...
Não deixando de ter os seus momentos francamente irreais como, por exemplo, o momento em que o realizador entrega a um suspeito e potencial "assassino" o seu cartão de profissional da área ou, numa entrevista telefónica, em que revela conhecer todos os dados do seu passado, Fake Blood é, ainda assim um intrigante documentário pela veracidade que esta história pode - de facto - entregar ao espectador uma perspectiva sobre os limites (inexistentes) do controlo da violência, sobre os efeitos do cinema nos seus espectadores e mesmo das condições de pobreza que delimitam o olhar com que cada um de nós "enfrenta" o meio que nos rodeia, Fake Blood deixa em diversos momentos, no entanto, aquela ligeira sensação de que esta pode(ria) facilmente enquadrar-se no género mockumentary na medida em que tudo parece, em diversos momentos, irreal demais para ser verdade. Mas talvez seja aí que reside a sua essência transformando uma história perturbadora e potencial real num conto de terror moderno recheado de criminosos reais, de perseguições e stalkers que podem co-habitar ao lado de qualquer um de nós - afinal, quem vai imaginar que o vizinho do lado pode ser um criminoso violento?! -, todos enquadrando numa comunidade aparentemente inocente e feliz que esconde, no entanto, todo um conjunto de violentos podres.
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8 / 10
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Beatriz Segall

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1926 - 2018
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terça-feira, 4 de setembro de 2018

The Nun (2018)

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The Nun - A Freira Maldita de Corin Hardy (EUA) é a prequela mais que anunciada do franchising The Conjuring (2013) iniciado por James Wan e prolongado  no ano seguinte com Annabelle, de John R. Leonetti levando o espectador às origens de "tudo", quando o Padre Burke (Demián Bichir) e a noviça Irene (Taissa Farmiga) são enviadas pelo Vaticano para a Roménia onde, na companhia de Frenchie (Jonas Bloquet), investigam o estranho suicídio de uma freira.
No Mosteiro, todos encontram não só as mais temidas ameaças de um mundo paralelo que tentam emergir e dominar o mundo que pretendem transformar num paraíso para as trevas como principalmente os seus medos de um passado traumático e ainda não encerrado.
Gary Dauberman escreve o argumento de The Nun a partir de uma história também da autoria de James Wan em que os universos de The Conjuring e de Annabelle encontram aqui as suas origens. Assim, The Nun é a eterna vontade de encontra o princípio de todo o mal - neste caso - encontrando uma forma não só de explicar os acontecimentos já futuramente ocorridos - não esquecer que esta história é cronologicamente anterior àquela das outras obras já mencionadas - como também de prolongar uma história ao ponto do espectador se distanciar da ideia de que o mesmo se baseia em acontecimentos verídicos para aqui encontrar uma mescla sobrenatural que, por vezes, mais roça o mundo da fantasia ou dos medos mais básicos do que propriamente a dinâmica de uma história onde o espectador pense que... isto aconteceu.
Aquilo que fora iniciado com The Conjuring inseria-se muito facilmente naquele imaginário já preenchido com Amityville (1979) ou The Entity (1982) dando corpo a factos documentados sobre a presença de entidades paranormais que ocupam e se instalam num espaço que já não lhes pertence atormentado todos aqueles que estão num mundo terreno. The Nun como seu suposto e imediato predecessor, pretende ocupar aquele lugar de "aqui temos o início de tudo", a razão explicativa de todos os fenómenos paranormais que sucessivamente iam pondo um fim à tranquilidade de meros mortais que não sabem o que acontece à sua volta mas que, no entanto, são por esses acontecimentos atormentados condenando a sua vida a um inesperado mas forçado isolamento... afinal, quem irá acreditar que a sua casa está "possuída"? Mas, o que encontramos realmente aqui?
Independentemente de podermos estar perante uma longa-metragem que retrata essas origens, em que medida é que elas realmente se interligam com as demais histórias que não para lá de uma qualquer menção final que cruza personagens das diversas histórias? Existirá alguma ligação entre as mesmas ou uma mera casualidade que não as transforma nessa "origem" mas talvez sim num "cruzamento" macabro de universos? Poderá o espectador encontrar relação entre esta história e a de Annabelle? Conseguirá, para lá do óbvio, estabelecer uma qualquer ligação com The Conjuring? Talvez com The Conjuring 2 (2016) e, ainda assim, não sabemos em que medida está alterada a dinâmica da primeira obra ou mesmo a necessidade de encontrar forçosamente uma forma de tudo juntar e alargar o já referido franchising para fazer com que o espectador se deixe levar uma vez mais para estes meandros.
Assim, para lá dos sustos ocasionais mais ou menos bem conseguidos e que para os mesmos muito contribui toda a atmosfera recriada de um espaço medieval que, só por si, já reúne todo um imaginário sobrenatural - não se esqueça o espectador que nos encontramos na Roménia - recriada pela direcção de arte de Jennifer Spence, Adrian Curelea, Vraciu Eduard Daniel e Gina Calin, a direcção de fotografia de Maxime Alexandre que utiliza de forma hábil e inteligente a escassa luz e as sombras constantes e claro, não esquecer a música de Abel Korzeniowski que sabe criar toda uma muito própria atmosfera, The Nun é um filme que o espectador já conhece. Conhece os sustos, conhece o inesperado, entende que todos os pequenos detalhes dos quais esta história é construída são devidamente fabricados para proporcionar a espera tensão e é apenas o momento final em que esta história se liga às demais que consegue, de alguma forma, suscitar alguma curiosidade sobre como tudo realmente se conjuga não deixando, no entanto, de ser um legado frágil ainda que minimamente coerente, sobre o passado de uma assombração que insiste em atormentar as vítimas mais sensíveis e que espreita... dos locais onde já é esperado que ele (esse mal) se encontre. No final sobram ao espectador Bichir, Farmiga e Bloquet - não muito bom princípio de carreira norte-americana - muito aquém de todo um potencial dramático que já lhes reconhecemos e aqui em interpretações que tocam, de muito perto, o banal e pouco inspirado servindo apenas de aperitivo a uma qualquer noite de cinema fantástico que, no entanto, poderá ser superado com tantas outras histórias melhor concretizadas.
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4 / 10
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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

European Film Awards - People's Choice Award 2018: os nomeados

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Começa hoje a votação para o People's Choice Award entregue anualmente pela Academia Europeia de Cinema. Entre os nomeados encontram-se não só alguns dos títulos mais emblemáticos do cinema europeu do último ano como também longas-metragens premiadas na última edição dos Oscars.
São os nomeados:
  • Aus dem Nichts, de Fatih Akin
  • Borg, de Janus Metz
  • Call Me by Your Name, de Luca Guadagnino
  • Darkest Hour, de Joe Wright
  • The Death of Stalin, de Armando Ianucci
  • Dunkirk, de Christopher Nolan
  • Le Sens de la Fête, de Olivier Nakache e Éric Toledano
  • Valerian and the City of a Thousand Planets, de Luc Besson
  • Victoria & Abdul, de Stephen Frears
A votação, que decorre no site da Academia Europeia de Cinema, decorre a partir de hoje e até ao próximo dia 31 de Outubro. Os vencedores desta e das demais categorias será conhecido na cerimónia a realizar no próximo dia 15 de Dezembro, em Sevilha.
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domingo, 2 de setembro de 2018

Conway Savage

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1960 - 2018
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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Susan Brown

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1932 - 2018
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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Vanessa Marquez

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1968 - 2018
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terça-feira, 28 de agosto de 2018

Fénix - Premio Iberoamericano de Cine - pré-selecção portuguesa 2018

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Foram hoje anunciados na Cidade do México as longa-metragens e séries da Ibero-América pré-seleccionados para a quinta edição dos Prémios Fénix a decorrer no final do ano na capital mexicana. Entre os pré-seleccionados encontram-se várias longas-metragens representativas de todos os países de língua espanhola e portuguesa entre as quais várias de produção ou co-produção nacional.
São elas:
  • Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza
  • Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt
  • Mariphasa, de Sandro Aguilar
  • Milla, de Valérie Massadian
  • Praça Paris, de Lucía Murat
  • O Termómetro de Galileu, de Teresa Villaverde
  • Zama, de Lucrecia Martel
Os nomeados serão conhecidos no próximo mês de Outubro e os vencedores revelados numa cerimónia a realizar no próximo dia 7 de Novembro, na Cidade do México.
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domingo, 26 de agosto de 2018

Neil Simon

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1927 - 2018
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Shortcutz Viseu - Sessão #108

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A Sessão #108 do Shortcutz Viseu regressa com mais um segmento de Curtas em Competição onde serão apresentados os filmes curtos The Voyager, de João Gonzalez e Snowball, de Tiago Iúri estando ambos presentes na sessão para apresentação dos seus filmes de animação e conversa com o público. 
Ainda na sessão, o segmento Curtas Convidadas apresenta dois filmes curtos do realizador Yuri Alves sendo eles Grind e On the Cusp ambos do género cinema documental de proximidade.
A sessão que voltará a decorrer na Quinta da Cruz - Centro de Arte Contemporânea no próximo dia 31 de Agosto, sexta-feira, a partir das 22 horas.
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sábado, 25 de agosto de 2018

Baltazar "Razat" Gallego

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1986 - 2018
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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Craig Zadan

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1949 - 2018
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Barbara Harris

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1935 - 2018
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European Film Awards - pré-selecção 2018

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A Academia Europeia de Cinema divulgou hoje as 49 longas-metragens de produção europeia pré-seleccionadas à trigésima-primeira edição dos European Film Awards. Entre os pré-seleccionados encontram-se obras oriundas de trinta e cinco países revelando assim a "grande diversidade do cinema europeu".
As longas-metragens foram seleccionadas inicialmente a partir dos vinte países com maior presentação na Academia Europeia de Cinema - uma longa-metragem por país -, sendo os restantes vinte e nove escolhidos a partir de um Comité de Selecção composto pela direcção da Academia e por especialistas convidados sendo eles Giorgio Gosetti (Itália), Elise Jalladeau (Grécia), Christophe Leparc (França), Jacob Neiiendam (Dinamarca), Edvinas Puksta (Lituânia) e Alik  Shpilyuk (Ucrânia).
São as longa-metragens seleccionadas:
  • 3 Tage in Quiberon, de Emily Atef (Alemanha/Áustria/França)
  • Ága, de Milko Lazarov (Bulgária/Alemanha/França)
  • Ahlat Agaci, de Nuri Bilge Ceylan (Turquia/Alemanha/França/Bulgária/Macedónia/Bósnia Herzegovina/Suécia/Qatar)
  • Aritmiya, de Boris Khlebnikov (Rússia/Finlândia/Alemanha)
  • Ayka, de Sergey Dvortsevoy (Rússia/Alemanha/Polónia/Cazaquistão)
  • Beast, de Michael Pearce (Reino Unido)
  • Borg, de Janus Metz (Suécia/Dinamarca/Finlândia)
  • Carmen y Lola, de Arantxa Echevarría (Espanha)
  • Cobain, de Nanouk Leopold (Holanda/Alemanha/Bélgica)
  • Dene Wos Guet Geit, de Cyril Schäublin (Suíça)
  • Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt (Portugal/França/Brasil)
  • Dogman, de Matteo Garrone (Itália/França)
  • Donbass, de Sergei Loznitsa (Ucrânia/Alemanha/França/Roménia/Holanda)
  • Dovlatov, de Alexey German Jr. (Rússia/Polónia/Sérvia)
  • Egy Nap, de Zsofia Szilagyi (Hungria)
  • Foxtrot, de Samuel Maoz (Israel/Alemanha/França)
  • Fuga, de Agnieszka Smoczynska (Polónia/República Checa/Suécia)
  • Gaagua, de Savi Gabizon (Israel)
  • Girl, de Lukas Dhont (Bélgica/Holanda)
  • Gräns, de Ali Abbasi (Suécia/Dinamarca)
  • Handia, de Aitor Arregi e Jon Garaño (Espanha)
  • Der Hauptmann, de Robert Schwentke (Alemanha/Polónia/Portugal/França)
  • The House That Jack Built, de Lars Von Trier (Dinamarca/Suécia/França/Alemanha)
  • Hva Vil Folk Si, de Iram Haq (Noruega/Alemanha/Suécia)
  • Jusqu'à la Garde, de Xavier Legrand (França)
  • Kona Fer í Stríd, de Benedikt Erlingsson (Islândia/França/Ucrânia)
  • Lazzaro Felice, de Alice Rohrwacher (Itália/França/Alemanha/Suíça)
  • Leto, de Kirill Serebrennikov (Rússia/França)
  • Licht, de Barbara Albert (Áustria/Alemanha)
  • Michael Inside, de Frank Berry (Irlanda)
  • Milada, de David Mrnka (República Checa)
  • Muskarci ne Placu, de Alen Drljevic (Bósnia Herzegovina/Alemanha/Eslovénia/Croácia)
  • Nar Bagi, de Ilgar Najaf (Azerbaijão)
  • Oiktos, de Babis Makridis (Grécia/Polónia)
  • Ondes de Choc: Journal de Ma Tête, de Ursula Meier (Suíça)
  • Paddington 2, de Paul King (Reino Unido)
  • Pororoca, de Constantin Popescu (Roménia/França)
  • Petra, de Jaime Rosales (Espanha/França/Dinamarca)
  • Sashishi Deda, de Ana Urushadze (Geórgia/Estónia)
  • Den Skyldige, de Gustav Möller (Dinamarca)
  • Styx, de Wolfgang Fischer (Alemanha/Áustria)
  • Touch Me Not, de Adina Pintilie (Roménia/Alemanha/República Checa/Bulgária/França)
  • Transit, de Christian Petzold (Alemanha/França)
  • Twarz, de Malgorzata Szumowska (Polónia)
  • Undir Trénu, de Hafsteinn Gunnar Sigurosson (Islândia/Dinamarca/Polónia/Alemanha)
  • Utoya 22. Juli, de Erik Poppe (Noruega)
  • La Villa, de Robert Guédiguian (França)
  • Voyna Anny, de Aleksey Fedorchenko (Rússia)
  • Zimna Wojna, de Pawel Pawlikowski (Polónia/Reino Unido/França)
Os mais de 350o membros da Academia Europeia de Cinema irão agora decidir os nomeados nas principais categorias - Filme, Realizador, Actor, Actriz e Argumento - que serão anunciados no próximo dia 10 de Novembro no decorrer do Festival de Cinema Europeu de Sevilha e um júri de oito membros irá decidir os vencedores directos nas categorias de Fotografia, Montagem, Design de Produção, Guarda-Roupa, Maquilhagem e Cabelos, Música, Som e pela primeira vez em Efeitos Especiais Visuais.
A trigésima-primeira edição dos European Film Awards irá decorrer em Sevilha no próximo dia 15 de Dezembro.
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