quinta-feira, 8 de março de 2012

Terror Trap (2010)

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Armadilha de Terror de Dan Garcia tinha aquilo que normalmente se antevê como um argumento que pode provocar alguns momentos de tensão mas tinha também dois elementos que deixam qualquer um ficar de pé atrás... Jeff Fahey e Michael Madsen no seu elenco.
Começando pelo filme propriamente dito... tudo se desenrola quando o casal Don (David James Elliott) e Nancy (Heather Marsden) após sofrerem um violento acidente numa estrada deserta, são encaminhados para um pequeno motel de estrada pelo polícia lá do sítio (Fahey).
É neste motel que o conflituoso casal a viver os seus problemas matrimoniais, deparam com alguns problemas com a vizinhança quando descobrem que o mesmo motel serve de local de diversão macabra onde todos os seus hóspedes são vítimas de violência por um grupo de mascarados. Será que alguém consegue sobreviver a esta difícil provação?
Depois de ver o filme posso facilmente responder a esta questão... Eu esperava muito honestamente que ninguém sobrevivesse. Não porque gosto de ver sangue a jorros por filmes, mas o que é certo é que quando as interpretações são más, mas tão más, que nada de bom delas se retira, o que é certo e eu admito, é que gosto de ver ser tudo limpo quase como se fosse uma razia.
Posso começar de imediato por falar do quão irritante foi a prestação da principal actriz Heather Marsden, que vive mais preocupada em ser irritante e proferir gritos estridentes através daqueles seus lábios carregadinhos de bótox do que propriamente no seu desempenho dramático (?) para bem do filme que se quer de suspense e tenso. Tensos só mesmo os nossos ouvidos que se fartam muito rapidamente de vê-la no ecrã e esperamos que algum dos mafiosos lá do sítio acabe com ela de vez.
E o mesmo serve para Jeff Fahey... ter o seu nome associado a um filme é motivo suficiente para dele suspeitar... Sim, há excepções como o caso de Silverado mas, regra geral, o seu nome é sinal de desastre garantido num filme. Aqui não foi excepção.
E claro seria impossível esquecer Michael Madsen na sua fase pós-decadente onde não só confirma ser uma presença perfeitamente dispensável no filme como (sobre)vive de clichés ultra-utilizados que nem só não lhe dão graça como comprovam ser um "has been" do cinema.
Se alguém já viu este filme (poupem-se), não acharam tão absurdo e dispensável o grupo de mânfios que se encontravam por detrás do espelho constantemente a lamber os lábios e em suaves gemidos à medida que viam o sofrimento das vítimas... pobre, muito pobre e não chega nem de perto ao mais fraco da saga Saw.
Tudo o resto além de ser completamente previsível, sem "sal" ou qualquer graça, não provoca qualquer tipo de tensão ou suspense e acaba da forma mais absurda, descontextualizada e sem nexo de que poderia haver memória.
Além dos poucos momentos "cómicos" que o filme consegue (?) provocar, o absurdo é tanto que não há qualquer possível salvação para o filme mas, ainda assim, aos corajosos recomendo... pode ser que se divirtam tão pouco como eu. Se existe um filme dispensável... este é um desses.
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2 / 10
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