sábado, 10 de setembro de 2011

Cliff Robertson

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1923 - 2011
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Jack (2009)

Jack de Kryshan Randel foi uma agradável surpresa do MOTELx 2011 não tanto pelo seu conteúdo de terror mas sim pela comédia que está aqui em força.
A história resume-se essencialmente a um grupo de amigos que se reune no Halloween... a questão que agora toma conta da restante curta é sobre o que aconteceria se as célebres abóboras decidissem elas próprias dar aos humanos um pouco daquilo a que estes as sujeitam ano após ano.
Se todos os momentos desta curta estão hilariantes, aquele que me fez rir com bastante vontade foi quando, quase no final, elas tomam a decisão de capturar uma vítima para o seu maquiavélico plano.
Toda esta curta parece feita de uma forma perfeitamente amadora mas ao mesmo tempo conseguimos perceber que assim é de uma forma intencional e planeada o que dá o ar de sua graça e a tornar muito mais divertida do que assustadora.
Muito bem conseguida e uma pérola do género. Magnífica!
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7 / 10
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Fase 7 (2011)

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Fase 7 de Nicolás Goldbart era um dos filmes que mais aguardava ver no MOTELx deste ano e do qual não me arrependi nada de ver.
Esta história cruza uma época em que uma pandemia está prestes a ocorrer num mundo que se prepara para assistir a uma "nova ordem mundial", que desconhecemos qual será, mas que é tão anunciada ao longo do filme.
Logo de início acompanhamos uma normal ida às compras de um casal que aguarda o seu primeiro filho. Coco (Daniel Hendler) e Pipi (Jazmín Stuart) estão com um pequeno arrufo normal num jovem casal que vive os últimos dias de gravidez. Subitamente enquanto estão preparados para pagar as compras assistem a uma invasão, literalmente falando, do supermercado por pessoas que estão prestes a fazer um razia aos mantimentos. Espantados com a situação mas de certa forma indiferentes à mesma continuam com as suas vidas rumo a casa como se nada fosse.
Uma vez em casa, as notícias sobre o alastrar da pandemia são constantes até que para sua surpresa recebem a notícia de que o seu prédio vai ficar isolado do resto do mundo. Afastados do que se passa "lá fora" durante dias e dias sem fim, os seus bens alimentares, a sua paciência e principalmente a sua confiança começam a escassear e o que os espera a partir daqui não é só uma luta contra a pandemia que ameaça dizimar milhões mas especialmente pela sua sobrevivência junto dos seus vizinhos em quem agora não confiam.
Este filme correspondeu a todas as minhas expectativas. Em primeiro lugar por ter fugido ao tradicional filme de terror onde temos toda a história povoada por um conjunto de monstros, transformando o Homem na única criatura que se deve realmente temer. E podemos constatá-lo em diversas ocasiões... A primeira situação prende-se logo com o facto do enquadramento em que a história decorre onde somos induzidos a pensar que a dita pandemia que dizima o planeta é "criada" pela mão do Homem com o objectivo de estabelecer uma nova ordem mundial. A segunda é praticamente óbvia pois prende-se com a mudança de comportamento daquele conjunto de pessoas que apesar de viverem no mesmo edifício rapidamente se tornam hostis entre si e lutam para tomarem o controle sobre os demais, num mundo que está aparentemente a ruir. E finalmente nos momentos finais onde se torna claro que os poucos sobreviventes que existem começam a fazer das pilhagens uma prática dita normal.
A ideia de que não precisamos de monstros, vampiros ou zombies para fazer um filme do género está aqui mais do que provada que é possível e real... afinal o verdadeiro monstro está dentro de cada um de nós e nas acções que podemos tomar para com o nosso semelhante. Dentro de um contexto não apocalíptico este filme fez-me recordar A Comunidade de Álex de la Iglésia que transforma a ideia de viver num edifício com mais pessoas num verdadeiro pesadelo.
Agradou-me igualmente o facto de dentro de uma história que até tem um fundo bem sério, a realização e o argumento terem harmoniosamente aglutino um humor mordaz e corrosivo que por um lado mostra a transformação de Coco um jovem homem que ainda não assumiu as responsabilidades de um marido e futuro pai, numa personagem sólida, madura e com a experiência de vida suficiente (nem sabe ele como) para conseguir sobreviver a um tão trágico fim da sociedade tal como a conhecemos.
O humor aqui consegue ser quase constante e certeiro nos momentos certos para nos descomprimir com tantos que são os momentos bem tensos deste filme. Sorrimos é certo, mas facilmente percebemos o quão séria seria uma situação como estas onde não só deveríamos recear o contágio de uma pandemia a nível global como deveríamos recear aqueles que vivem na porta ao lado.
O argumento também a cargo de Nicolás Goldbart é bom. Aliás, muito bom. Consegue fazer uma mescla perfeita dos géneros de terror e comédia sem esquecer o pano de fundo "real" e dramático que originou toda a situação a que assistimos. Mas este filme não poderia ter sido tão bom se não tivesse a dar-lhe rosto um conjunto tão forte e coeso de actores como aqueles que aqui estão presentes.
Apesar do par se querer protagonista, o que é certo é que a dupla Daniel Hendler e Jazmín Stuart rapidamente se dissipam para dar total protagonismo a Hendler naquela que é a interpretação fundamental e central de todo o filme. Como já referi mais atrás, a transformação de Coco (Hendler) é francamente notória. Inicialmente conhecemos um tipo despreocupado e com pouca vontade de assumir qualquer tipo de responsabilidades quer como marido quer como pai. Mas também é certo que a sua personagem sofre uma reviravolta por força das circunstâncias que faz dele um protagonista assumido que de "menino" passa a "homem". Um perfeito anti-herói... Aquele que sem querer se transforma no salvador de um conjunto de pessoas que sem ele estariam perdidas e que não reune qualquer característica que o identifique como tal.
Pipi (Jazmín Stuart) que inicialmente aparece como uma protagonista cedo se desvanece à medida que o desenvolvimento da história prossegue. A sua importância é sempre constante pois ela é, afinal, a mãe daquela criança que irá nascer num mundo totalmente diferente daquele que conhecemos até então. No entanto, a relação que teve até então com Coco é substituída por aquele que este mantém com Horacio (Yayo Guridi) como os defensores das suas próprias vidas dentro daquele prédio numa história que se tornou de literal sobrevivência.
Finalmente a completar o leque de protagonistas temos um Zanutto (Federico Luppi) que graças à sua idade, experiência de vida e no contexto em si desenvolve uma personalidade bem desconfiada de tudo e todos que acabará por lançar o terror nas vidas daqueles indivíduos. Muito bom desempenho deste veterano actor que mostra como se faz um bom vilão. O homem que está disposto a tudo para defender o que é seu e ainda assim mostrar aos outros que é preciso lutar para justificar que se merece estar vivo naquele mundo enlouquecido.
Igualmente boa é a banda-sonora de Guillermo Guareschi que transmite na perfeição a tensão e o clima que se sentem com todas aquelas transformações constantes ao mesmo tempo que são notórios os momentos em que para aliviar toda aquela tensão nos são entregues acordes ligeiros e muito subtis que ilustram a quase sempre presente trapalhada provocada por "Coco".
Finalmente a última coisa que tenho a dizer deste grande filme é a capacidade de interligar uma história que se quer em contornos de ficção científica nos dias e numa sociedade moderna com factos que todos nós temos bem presentes (pandemia da Gripe A), e ficcionar uma trama política internacional numa só história e a funcionar de uma forma harmoniosa sem que nenhum item se perca pelo meio. Como disse, para isso muito ajudou o facto de existir um argumento coerente e interpretações de grande nível com as quais todos nós nos deliciamos.
Um grande filme não só do género fantástico mas sim do cinema em geral e em particular de uma filmografia argentina que com passos bem fortes e firmes começa a afirmar-se como de ter em grande consideração. Este é daqueles filmes que ninguém deve perder e do qual todos, sem excepção, irão gostar. Um dos melhores do ano... e que o diga a sala do São Jorge que estava cheia.
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9 / 10
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Outcast (2010)

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Outcast de Colm McCarthy foi o primeiro filme que vi no MOTELx 2011 e para a primeira experiência gostei do que vi.
Este filme conta-nos a história de Fergal (Niall Bruton) que está em fuga na companhia de Mary (Kate Dickie), a sua mãe, de Cathal (James Nesbitt) por motivos que inicialmente desconhecemos mas percebemos estarem relacionados com algo oculto.
Chegados a uma nova localidade Fergal conhece Petronella (Hanna Stanbridge) e sente por ela uma paixão, algo que até então nunca tinha vivenciado. No entanto para Mary este amor é proibido e percebemos que algo de errado está prestes a acontecer.
Este filme junta um conjunto de conceitos francamente interessante e de vários estilos. Começando pelo suposto drama familiar que põe esta mãe e filho em fuga obrigando-os a esconder nos locais que acham mais seguros.
Temos igualmente a componente de romance e do amor proibido versus a curiosidade pelo sexo oposto que o colocam num patamar mais sentimental quase a roçar a fábula.
E finalmente temos o elo que liga tudo e lhe dá bastante coerência que é, como é óbvio, a componente mais negra e mística. Começamos logo por ter várias invocações de magia negra e de espiritismo/bruxaria que por várias ocasiões tornam o filme sinistro demais. De seguida temos as práticas per si que roçam o grotesco e o macabro com a mutilação deliberada de animais e finalmente temos, a óbvia ligação quase sempre presente em filmes deste género entre o sexo e o despertar do verdadeiro mal.
E é por falar em verdadeiro mal que destaco a personagem interpretada por Kate Dickie. "Mary" é acima de tudo uma bruxa. É certo que protege a sua cria de todos os potenciais males que se avizinham mas certo é também que ao fazê-lo desenvolve para com ele uma estranha ligação que quase roça a incestuosa tão subtilmente filmada em várias ocasiões deste filme. Se a este aspecto conseguirmos ainda juntar as inúmeras práticas de feitiçaria que esta pratica em várias ocasiões, e qual delas a mais explícita, então temos aqui a verdadeira encarnação do mal... maior ainda do que aquele que haveria de despertar lá mais para o final do filme.
O argumento do próprio Colm McCarthy e de Tom K. McCarthy prima pela diferença em adaptar uma história de antigas tradições e mitos aos tempos modernos e de adaptá-lo a muitas situações com que facilmente nos poderemos cruzar, exemplo flagrante disso é a presença de uma assistente social que pretende resolver alguns problemas do bairo e que tem um trágico final... tão trágico que só um mal maior poderia pôr-lhe termo. No entanto nem só de elogios este argumento pode "viver", pois se por um lado prima por alguma interessante originalidade, também peca pelo desfecho previsível e de certa forma aguardado que tem e que a dado momento qualquer um de nós percebe ir suceder.
Não deixa de ser um filme bem conseguido e dar uma nova dinâmica à ideia de fábula urbana ou de fábula moderna, com uma excelente caracterização e um ambiente negro muito intenso durante todo o filme. Consegue dar um certo estilo próprio ao cinema de terror e de suspense e gostei da história de uma forma geral apesar dos momentos mais esperados estarem lá, especialmente o final. Mas sem dúvida terá o seu lugar próprio dentro da filmografia do género.
Bastante interessante e provoca uns quantos sustos (que o diga o senhor que na mesma fila que eu dava saltos no banco) e é uma aposta interessante para aqueles que apreciam este género cinematográfico.
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7 / 10
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Nocturna (2010)

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Nocturna de Francisco Carvalho é uma curta-metragem de ficção onde uma mãe (Custódia Gallego) procura na noite a sua desaparecida filha.
Um homem que vagueia pela noite encontra-a primeiro e é surpreendido por um trágico fim que podemos apenas imaginar.
Quando mãe e filha se reencontram a raiva inicial que assola uma mãe desesperada dá lugar a um incondicional amor e aceitação.
Esta curta-metragem portuguesa que recebeu uma Menção Honrosa no MOTELx 2010 termina com um curioso segmento onde depois dos pecados cometidos a chuva que cai parece estranhamente limpar qualquer tipo de vestigio que tenha permanecido.
Curta demasiado curta que convictamente afirmo poder ter dado uma longa de terror muito interessante e sugestiva. Mais uma prova mais do que certeira de que o panorama do cinema de terror nacional tem muitas e bem longas pernas para poder andar.
E ao realizador Francisco Carvalho... aguardo pelo próximo trabalho!
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7 / 10
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Spirale (2009)

Espiral de Michael Guerraz que passou hoje no MOTELx e foi mais uma agradável surpresa no que ao cinema de terror diz respeito.
Esta curta com um cenário quase idílico vai ao encontro de dois apaixonados que se encontram no meio de um belo campo.
De forma a terem mais privacidade encontram-se num moínho abandonado no meio do campo que, de repente, parece ganhar uma misteriosa vida através de um moleiro que pretende ceifar as vidas alheias...
Esta curta que adianto já ter achado genial e que julgo teria dado uma muito forte longa-metragem do género, vence logo pelo ambiente criado. Primeiro através de um cenário perfeitamente idílico que a todos consegue seduzir e de seguida pelo ambiente completamente claustrofóbico que surge após a primeira aparição do moleiro.
Tenho também de fazer uma menção ao magnífico trabalho de fotografia de Nathalie Lao que confirma exactamente o que comentei anteriormente. A passagem entre o idílico e o assombroso são feitas de uma forma tão harmoniosa que sentimos a tensão criada pela passagem entre os dois momentos.
E o mesmo se passa com a fabulosa banda-sonora da autoria de Clémence Fabbricotti e Louis Rouah que aumentam este mesmo terror.
Destaco ainda a caracterização de Claire Arnou que dá um aspecto perfeitamente medonho ao tão terrível moleiro e consequentemente a... bom, não digo mais senão é revelar muito da sua história.
A quem tiver oportunidade de ver esta curta que não a perca. É perfeita demais para se perder e consegue em tão poucos minutos criar um perfeito clima de terror e de tensão que são, normalmente, difíceis de conseguir neste género respectivo.
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8 / 10
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Ella (2010)

Ella de Dan Gitsham foi a primeira curta-metragem que vi no MOTELx 2011 no cinema São Jorge em Lisboa e, para começar, foi uma agradável surpresa.
As primeiras imagens desta curta transportam-nos para um cenário algo macabro onde vemos uma mulher morta na cozinha da sua casa enquanto o homem está coberto de sangue.
Este ao sair para a rua persegue Ella, a filha, e pensamos por momentos que a quer matar como à sua mulher. A questão modifica-se rapidamente quando assistimos ao primeiro encontro entre pai e filha... para nossa surpresa.
Esta curta que sem diálogos e aparentemente calma centrada num cenário campestre consegue criar um perfeito ambiente de tensão e medo foi perfeita para a minha primeira experiência no MOTELx.
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7 / 10
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Life in Bubbles (2009)

A Vida numa Bolha de Nadine Lüchinger retrata-nos uma sociedade argentina que era, para mim, completamente desconhecida.
Este interessante documentários dá-nos uma visão da actual Argentina onde uma classe endinheirada vive em exclusivos country-clubs onde apenas os moradores podem entrar e disfrutar de um estilo e nível de vida bem elevados e afastados da realidade do país.
Conscientes de que o mundo "lá fora" está de facto complicado e difícil para muitos desde a grave crise financeira que abalou o país no início do novo século, o que é certo é que esta classe rica não pensa em abdicar da sua tranquilidade, segurança e boa qualidade de vida em nome de uma sociedade mais igualitária.
Este documentário que assisti no âmbito do curso "América Latina Hoje" foi um pequeno grande achado que ilustra uma interessante faceta e realidade de um país e que, como documentário que é, cumpre na perfeição a sua missão.
Como observação pessoal apenas tenho a relatar um aspecto em particular que fixei como mais representativo deste elevado "estilo" de vida... Não discordo de uma possibilidade de se viver com conforto e segurança mas, no entanto, espantou-me pela negativa ao verificar as primeiras imagens de Highlands, o country-club referido, em que a mesma entrada estava dividida em dois muito específicos portões... o primeiro para os moradores e o segundo para todo o pessoal "externo" que passa desde os simples jardineiros até às empregadas domésticas. Esta imagem muito caracteristica e que guardo na memória faz-me lembrar um certo movimento, pensava eu já extinto, chamado de apartheid.
Muito interessante e revelador aconselho-o a todos aqueles que têm curiosidade sobre outras formas e estilos de vida em países dos quais temos, infelizmente, poucos conhecimentos.
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7 / 10
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

MOTELx 2011

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7 a 11 de Setembro de 2011
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e o CinEuphoria estará por lá...
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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Presunto Culpable (2008)

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Presumível Culpado de Roberto Hernández e Geoffrey Smith é um filme documentário mexicano que nos mostra as enormes falhas nomeadamente aquela apresentada aqui.
Toño é acusado de ter morto um homem, detido, julgado e sentenciado a vinte anos de prisão sem que fossem apresentadas provas concretas da sua culpa. Habitualmente todos somos considerados inocentes até prova em contrário. O sistema judicial mexicano aqui abordado considera todos culpados até uma prova em que a inocência de um indivíduo seja considerada.
O mundo em que vivemos e as transformações que os últimos dez anos nos têm apresentado poderiam justificar este sistema que considera todos culpados. No entanto há que refletir sobre um aspecto demasiadamente importante para nos passar "ao lado". Pensemos então na facilidade com que um determinado indivíduo pode ficar com o seu nome manchado tão facilmente e mesmo "um dia" provada a sua inocência terá ele o seu nome reabilitado ou, em continuidade, será sempre o tal "homem que foi suspeito de...".
A incerteza gerada por uma acusação débil e sem provas pode ser bem mais penalizadora do que uma certeza inegável. Afinal a dúvida pode estabelecer laços bem mais fortes do que uma simples confirmação. A dúvida é, em última análise, aquela que determinará para sempre aquilo que cada um de nós quiser pensar, e também julgar, sobre aquilo que nos foi apresentado.
Este documentário feito por dois advogados que tomaram conhecimento deste caso e o investigaram, feito de uma forma simples mas bem abrangente e esclarecedora, especialmente os momentos da repetição do julgamento de Toño bem como a forma como ele é feito praticamente em sala "aberta" são reveladores de um sistema judicial e penal com muitas falhas que dificilmente, apesar das boas intenções, será resolvido e modificado.
Digno de ser visto por todos os que se preocupam com Direitos Humanos bem como por aqueles que pretendem obter sempre maior conhecimento este documentário não sendo uma obra-prima do género é, no entanto, uma obra que não deve ser perdida.
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8 / 10
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Para Lá da Linha (2009)

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Para Lá da Linha de Ana Azinhais e Pedro Horta é uma curta-metragem portuguesa do género de terror que me consegue impressionar pela sua interessante história.
Sandra que procura o seu primeiro trabalho, encontra-o através de um anúncio para ser babysitter. Ao deslocar-se para a entrevista aquilo que a deixa surpresa e impressionada é o aspecto algo estranho da "criança" de quem vai tomar conta... Criança... de 18 anos que é mais do que aquilo que aparenta ser.
Gostei do ambiente e da banda-sonora criados com esta curta-metragem que me fez em diversos momentos recordar o bom suspense de filmes como Halloween e Sexta-Feira 13 e deixa-me principalmente a pensar no quão bom seria ter filmes como esta curta transformados em longas-metragens que explorassem muito mais do potencial que esta história tem. Algo que nos explicasse as origens do problema que esta rapariga tem... o porquê da linha branca... Aspectos que apenas numa longa-metragem seria possível desenvolver.
Ainda assim gostei do que vi e acho que está uma curta consistente e interessante. Gostei do trabalho de caracterização feito e as interpretações para actores que julgo serem amadores estão igualmente consistentes e bem conseguidos.
O único "mal" é, repito, o facto desta curta não ser uma longa pois "para lá dessa linha", tinha potencial apenas com o seu argumento para desenvolver um filme de maior duração.
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6 / 10
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domingo, 4 de setembro de 2011

Dá Cá o CD (2011)

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Dá Cá o Cd de Action Team Productions (na falta do nome do realizador) é uma curta-metragem muito MUITO amadora que pode ter muito boas intenções mas não chega a vencer no que respeita a ter uma história interessante.
Começa pelo simples facto de lhe faltarem todos os créditos iniciais onde acaba por não se saber muito sobre os intervenientes na sua produção passando depois pela história previsível e os desempenhos algo descontextualizados.
Os actores estão lá... mas limitam-se a "passear" e reproduzir uns quantos movimentos e acções previsíveis e que já vimos em tantos e tantos filmes do género de espionagem acabando assim por não surpreender em nada.
O momento que ainda poderia ter uma certa graça, caso tivesse sido explorado com mais uns minutos de duração foi o seu preciso final onde descobrimos que aquele tão mal-fadado cd tinha uma gravação com uns póneis que mais pareciam saídos de um filme de terror...
Com boas intenções está com certeza mas a execução é bastante fraca e, por sua vez, igualmente bastante previsível e antecipada.
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1 / 10
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sábado, 3 de setembro de 2011

Pasajero (2010)

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Pasajero de Miguel Gabaldón com interpretações de Pablo de la Chica e Aitor Lizarribar é uma curta-metragem com temática homossexual que foge às tradicionais histórias de "engate" que costumamos ver neste género dando lugar a uma interessante história de amor não correspondido.
Arturo (Lizarribar) telefona a Manuel (de la Chica) para se voltarem a encontrar. Manuel já tem um companheiro mas cede em ir ao encontro de Arturo em nome do amor que ainda sente por ele. Uma chamada interrompe-os.
Esta curta-metragem com duas perspectivas distintas cruza aquilo que para um dos intervenientes é uma história de amor não correspondido e que para outro não passa de um encontro de ocasião numa Madrid à noite totalmente oposta da movida que tão bem caracteriza a cidade, numa filmagem competente e que consegue capturar muito bem as pré-disposições e intuitos de ambas as personagens.
Tranquila, interessante e com uma fotografia bastante competente não deixa de ser digno de registar que é o primeiro trabalho como realizador de Miguel Gabaldón.
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7 / 10
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Fruity Fighting (2010)


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Fruity Fighting de Luís M. Ferreira é uma curta-metragem de comédia que em boa parte me fez relembrar certos filmes que vi há muitos e muitos anos.
Em primeiro lugar nunca vi bananas a serem utilizadas como arma... bom... tudo é possível é um facto, mas a originalidade começou aí. De seguida, os "violentos" golpes nesta tão assustadora luta fazem-me lembrar os filme do Bruce Lee ou da dupla Spencer/Hill em que se ouviam mais os movimentos dos socos do que propriamente se viam os socos em si...
Finalmente... os pequenos toques de comédia com o casaco estão de facto bem pesados. Divertida e com bom humor teria sido uma boa ideia fazer desta curta... um pouco mais longa.
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7 / 10
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Horse Sense (1999)

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Um Cowboy de Beverly Hills de Greg Beeman é o típico filme da Disney que passa nos nossos canais de televisão num qualquer domingo de tarde.
Michael (Joseph Lawrence) é um tipo mimado e com a vida facilitada que fica encarregado de tomar conta do seu primo Tommy (Andrew Lawrence). No entanto os planos de Michael passam por tudo menos por fazer o seu primo passar umas boas férias.
Como castigo aplicado pelos pais Michael vai ter de passar uma temporada no rancho da tia onde vai ter de ajudar em todas as tarefas da sua manutenção bem como dos animais não sabendo que a sua família está em risco de perder toda a propriedade facto que o fará mudar de opinião e de postura perante a vida.
Típico filme Disney em todas as perspectivas possíveis e imaginárias. A irresponsabilidade inerente a um jovem que de repente vê toda a sua vida mudar por conseguir perceber os verdadeiros valores familiares e passar assim para a maioridade com responsabilidades... basicamente é o tipo que passa da adolescência prolongada para a idade adulta com tudo o que isso trás de "atrelado".
Alguma desta ironia, que até pode parecer exagerada, não significa que não tenha achado piada ao filme pois, na realidade, até achei. O filme é engraçado e consegue distrair e fazer-nos abstrair da realidade... Faz-nos passar bem o tempo e considerando a sua simplicidade consegue ter uma história algo apelativa e com a dose certa de valores (repito... não fosse este um filme da Disney). No entanto não será nenhuma obra máxima mas também não é isso que pretende ou que ambiciona... Acaba por ser um bem-disposto filme de família que resulta e consegue despertar o interesse de todos.
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6 / 10
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Gentleman's Agreement (1947)

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A Luz é para Todos de Elia Kazan coloca um magnífico Gregory Peck num desempenho que lhe valeu uma nomeação para Oscar de Melhor Actor.
O reporter Schuyler Green (Peck) é contratado para fazer uma reportagem sobre o anti-semitismo nos Estados Unidos no período pós-guerra. A ideia é fazer-se ele próprio passar por judeu e assim saber o que as pessoas e instituições pensam da sua pessoa antes e depois de saberem da "sua" falsa religião.
Aquilo que constata é que por detrás de rostos simpáticos e de sorrisos sinceros, esconde-se um profundo sentimento anti-semita que o começa a pressionar a afastar de todos os seus desejos ou vontades.
Este filme que fora nomeado a oito Oscars tendo saído vencedor nas categorias de Filme, Realizador e Actriz Secundária para Celeste Holm, num desempenho como a única pessoa de opinião mordaz e que parece realmente não se importar com a religião de Schuyler olhando sim para o homem que é.
Elia Kazan realiza este filme que quase se pode dividir em dois momentos significativos. O primeiro deles onde somos apresentados às personagens bem como às suas intenções e incertezas sobre o futuro e aquilo a que podem realmente dedicar as suas vidas. É um segmento ainda largo do filme que pode por momentos desmotivar-nos sobre a sua continuação mas que para os persistentes dará, ao mesmo tempo, uma ideia de que se devem agarrar a este filme e esperar pelo que dali poderá surgir.
E esse momento passa rápido... o nosso interesse pelo filme começa lentamente a crescer e não nos conseguimos libertar dele. Quando chegamos à sua segunda metade e assistimos às crescentes injustiças a que uma tão liberal sociedade sujeita um dos seus apenas por ele se apresentar como judeu. E pior sendo na época em que o próprio país participou na luta pela liberdade da Europa onde tantos e tantos foram mortos por uma das maiores barbaries da História.
Mas acima de tudo é a conclusão que advém deste momento que se torna de facto mais importante. Um dos momentos mais importantes deste filme surge no diálogo entre Kathy (Dorothy McGuire) e Dave (John Garfield) onde este lhe diz claramente que apesar de estar mal a descriminação e o preconceito existente nas pessoas, o pior é mesmo quando aquelas ditas de bem em vez de o repudiarem e claramente condenarem simplesmente se mantêm no silêncio dando origem a que esses comentários aumentem e se propeguem indiscriminadamente.
Ao ver este diálogo entre estas duas personagens lembrei-me imediatamente daquela observação de que para o mal prevalecer basta que os homens bons nada façam... e nada mais real e certeiro do que esta observação. Como pode ficar alguém indiferente quando o mal se propaga mesmo que sorrateiramente pela sociedade? Como não reagir? Como não impedir?
É sobre esta premissa que boa parte do filme acaba por se desenrolar. Sobre a inércia de uma sociedade que aceita no silêncio a descriminação a que sujeitam os seus semelhantes. Que no silêncio acaba por consentir com a segregação. Que no silêncio vive... que no silêncio violenta... e que no silêncio se perpetua pelas gerações vindouras.
Excelente filme que tive o previlégio de encontrar perdido no meio de tantos outros e que seguramente afirmo ter sido um justo vencedor dos prémios que alcançou bem como deveria servir como um bom caso de estudo em tantas escolas por este mundo fora. Afinal estes filmes mais não são do que grandes reflexos da História e da sociedade pela qual passamos e, em muitos casos, na qual ainda estamos.
Magnífico... Imperdível... E com Gregory Peck num dos seus melhores registos em cinema.
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"Mrs. Green: You know something, Phil? I suddenly want to live to be very old. Very. I want to be around to see what happens. The world is stirring in very strange ways. Maybe this is the century for it. Maybe that's why it's so troubled. Other centuries had their driving forces. What will ours have been when men look back? Maybe it won't be the American century after all... or the Russian century or the atomic century. Wouldn't it be wonderful... if it turned out to be everybody's century... when people all over the world - free people - found a way to live together? I'd like to be around to see some of that... even the beginning. I may stick around for quite a while."
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8 / 10
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terça-feira, 30 de agosto de 2011

The Cave (2005)

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A Caverna de Bruce Hunt é um filme que mistura vários géneros em pouco mais de hora e meia, passando um pouco por entre acção, terror e ficção científica.
Depois de um grupo de exploradores desaparecer algures numa caverna, um outro grupo aventura-se para descobrir o que sucedeu com tão misterioso desaparecimento.
Depois de os habituais acidentes que fazem com que todos se encaminhem exactamente para onde não deveriam estar, descobrem que afinal não estão sózinhos na caverna e um por um começa a cair vítimas dos ataques de uma estranha criatura que por ali habita que ou os mata ou, evoluída como é, mescla o seu ADN com o dos humanos de forma a poder abandonar a caverna rumo à desconhecida superfície.
Pontos fortes... Bem, com a excepção da premissa inicial do filme que até antevê um interessante filme de terror, pouco mais temos de interessante e mesmo essa dura durante muito pouco tempo.
Os momentos em que a segunda equipa inicia a sua descida à caverna e os primeiros incidentes na mesma conseguem até ser de bastante interesse e aguardamos que aquilo que irá decorrer seja assustador. No entanto, o aparecimento do "monstro" residente finalmente se revela onde não há uma certeza de se é um morcego ou um crustáceo gigante (ou até mesmo uma mistura de ambos) considerando que tanto nada, como anda como voa (deve ser um híbrido), tudo o resto fica digamos que absurdo demais. A partir daqui, e à excepção de momentos muito pontuais, todo o restante filme é quase ao estilo de tapa buracos e pouco mais.
O pior vem no final quando (sem revelar nada de especial pois é preciso que se veja o filme) percebemos que está tudo feito para que existe uma sequela do mesmo o que considerando que este já não é perfeito, bem podemos aguardar pelo caos total na respectiva continuação.
Pontos positivos são mesmo os cenários que conseguem estar bem efectuados bem como a sensação claustrofóbia que eles conseguem, em certa medida, transmitir. Tudo o resto está praticamente feito para ser mais um daqueles filmes de terror que, na prática, nunca o chegam a ser.
Puro entretenimento de filme pipoca com uma qualidade maioritariamente duvidosa mas que ainda assim nenhum de nós lhe consegue resistir.
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4 / 10
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Decisões (2011)

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Decisões da EvolutionFilms (na falta de nome de realizador da mesma) é uma interessante curta-metragem de ficção que junta novamente os actores da curta Segue-me aqui anteriormente comentada.
A premissa essencial do filme prende-se muito com o facto de o que faríamos se pudessemos alterar o passado como forma de emendar alguns erros. E é com base nela que o actor principal do filme actua... Livrar-se de um compromisso para ir salvar a sua cara metade de morrer numa explosão.
A curta que se repete vezes sem conta muito ao estilo do Retroactive, e que nos deixa naquele suspense para ver se é da próxima que tudo se consegue emendar tem alguns pontos dos quais me é impossível escapar de referir com fraquinhos começando logo pelo mais importante que é o som. Momentos existe em que o que os actores dizem se torna quase imperceptível e em cenas de rua... é flagrante.
O jovem actor protagonista, que está de parabéns pelo seu trabalho, só falha nos momentos em que ao querer dizer o texto todo de repente parecer atrapalhar-se um pouco mas considerando o seu trabalho é algo para o qual até nem nos fixamos muito. Por sua vez, já o seu parceiro com tanta e tanta explicação que lhe dá consegue francamente aborrecer pois debita e debita mas expressividade... nem vê-la.
Gostei dos efeitos especiais em particular dos momentos em que o protagonista está constantemente a voltar ao passado que estão bem executados e adequados ao pretendido. Tal como as perseguições finais onde não fosse a câmara com movimentação a mais e estariam perfeitos.
Interessante e bem planeada na sua estrutura peca apenas por alguns detalhes que melhor trabalhados lhe dariam uma dignidiade ainda maior.
Flagrante... a ausência de créditos... amador ou profissional eles são bastante importantes para toda a equipa e para os espectadores que gostam de saber quem são os técnicos que nela trabalharam.
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5 / 10
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domingo, 28 de agosto de 2011

Diminished Capacity (2008)

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Perdidos e Achados de Terry Kinney tem um conjunto de actores francamente interessante para que possamos simpatizar e despertar interesse por parte do espectador para com ele... Nomes como Matthew Broderick, Virginia Madsen, Alan Alda, Dylan Baker e Bobby Cannavale fazem parte deste elenco.
Cooper (Broderick) é um tipo com lapsos de memória desde que sofreu um acidente. Quando recebe um pedido de ajuda para levar o tio Rollie (Alda) para um lar, este pensa que a sua única salvação é um cartão de baseball que poderá valer uma pequena fortuna e assim obter a sua independência financeira. No processo reencontra Charlotte (Madsen) uma antiga paixão com quem irá embarcar juntamente com o seu tio numa viagem até Chicago com a finalidade de vender o tão afamado cartão e, pelo caminho aquilo que vamos ter é um conjunto de situações de muitos secundários que tentam aproveitar-se de um Rollie também ele mentalmente afectado e que, tal como ele, querem enriquecer muito rapidamente.
O filme que mistura um pouco de drama com comédia e uma tentativa de um road-movie relativamente moderno e não com as personagens jovens tipo do género, acaba por não vencer em nenhuma das frentes alternando muito rapidamente entre cada uma delas, não lhes conferindo qualquer tipo de cruzamento e logo, nenhum seguimento minimamente lógico para com a sua acção. Esta continuidade até pode existir mas, para o espectador, ele parece não existir de forma tão óbvia.
No que às interpretações diz respeito, mentiria se dissesse que não esperava algo com maior qualidade e profundidade dramática - afinal falamos de uma história que se centra num conjunto de transformações ou processos de mudança importantes para cada uma dessas personagens. Nem mesmo Virginia Madsen, tradicionalmente aquela que, dentro deste elenco, costuma apresentar um conjunto de personagens que vivem essas mudanças e que se assumem em plena descoberta das mesmas. Dito isto, e à excepção de um Bobby Cannavale aprimorado apesar de aparecer muito apagado no seu todo consegue, ainda assim, ser o único dos intérpretes a mostrar que tem algum conteúdo e muit sangue quente por revelar.
De resto este Diminished Capacity não consegue ser nada de exemplar nem de possuir um argumento cnsistente dotado de sentido ou lógica, onde os actores aparentam estar perdidos dentro de uma qualquer confusão indecifrável e pouco concentrados numa história que revela as suas inúmeras pontas soltas impossíveis de serem emendadas. Todos, de uma forma geral, limitam-se simplesmente a "estar lá".
E fazendo uma certa justiça ao seu título em Portugal... tudo parece mais perdido do que propriamente achado revelando ser algo diminuído e não propriamente dignificante caindo, também ele, naquela grande listagem de filmes que são facilmente esquecidos para todo o sempre.
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2 / 10
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sábado, 27 de agosto de 2011

Eskalofrío (2008)

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Arrepios na Noite de Isidro Ortiz é um filme de terror espanhol que nos conta a história de Santi (Junio Valverde) um rapaz sensível à luz do sul que com Julia (Mar Sodupe) a sua mãe vão viver para as montanhas de forma a que ele esteja menos horas exposto ao sol e poder assim levar uma vida mais tranquila.
Aquilo que nem Santi nem Julia estariam à espera é que a sua potencial pacata vivência nas montanhas fosse atormentada por um mal que iria colocar um maior risco à sua vida do que o próprio sol.
Mas... nem sempre tudo o que parece o é realmente e por vezes esse mal tem uma razão para existir... resta então saber aquilo que o fez realmente despertar e aparecer aos olhos de tão pacata aldeia.
Deste filme, que comprei inicialmente apenas por ter uma referência de ter estado na selecção Panorama do Festival Internacional de Cinema de Berlim, confesso que não tinha qualquer tipo de referência e nem sequer alguma vez tinha visto o seu trailer. No entanto quando as palavras "terror" e "cinema espanhol" se juntam na mesma frase há que ser honesto e admitir que desperta logo o meu interesse.
Aquilo que comecei a ver como sendo um filme de vampiros pois na sua sinopse bem como nas primeiras imagens do filme assim o indicam, terminou como uma agradável surpresa pois sem ser aquele típico filme onde quando a noite cai aparecem uns seres mais ou menos manhosos que vão dar conta da aldeola local, o que é certo é que o factor "noite" aqui consegue despertar um certo ambiente tenebroso e realmente assustador.
Na prática já sabemos o que é que está "lá fora" a atormentar as vítimas inocentes que se aventuram na escuridão. Na prática sabemos também que muitos daqueles que se aventuram não lhe vão escapar com vida.
Temos também um certo cliché recorrente deste género de filmes em que ao chegar alguém novo à aldeola ao mesmo tempo que estranhos e macabros assassinatos se iniciam... sabemos nós bem sobre quem recaem as culpas, no entanto o que aqui é apresentado como novo é o facto de a seu tempo percebermos que o dito mal age com um intuito muito especial e muito direccionado protegendo aqueles que todos querem ver como os culpados da situação.
Mas o que é certo é que quando vemos esse dito "mal"... ele está bem feito o suficiente para talvez não meter medo mas sim algum asco e repulsa, tudo graças ao brilhante e bem executado trabalho de caracterização que este género de filmes pede.
Não é um tradicional filme de terror onde existe de facto uma qualquer entidade que quer apenas vingar e praticar o mal como se de uma necessidade fosse. Aqui temos mais uma situação de vingança e de justiça pelas próprias mãos que tarde no filme revela os seus reais propósitos tornando o filme mais num suspense bem delineado do que propriamente em algo assustador e com "demónios" à solta.
É um filme algo desconhecido (para mim era e julgo que para a maioria também) mas daqueles que não nos arrependemos de ver por muitas que sejam as suspeitas que inicialmente temos a seu respeito.
E verdade seja dita que não há nada melhor do que passar um final de noite a pensar que a qualquer momento damos um salto no sofá enquanto o estamos a ver. Para aqueles que tiverem oportunidade... não o percam.
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7 / 10
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