terça-feira, 17 de abril de 2012

Ruggine (2011)

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Ferrugem de Daniele Gaglianone foi a segunda longa-metragem que vi no âmbito da Festa do Cinema Italiano, e possivelmente o filme-choque que a mostra deste ano tem para exibir.
Baseado na história de Stefano Massaron, este filme conta-nos a história de um pequeno grupo de crianças de um bairro social que costumam passar o seu tempo e as suas brincadeiras junto de um complexo abandonado semelhante às torres de um castelo no meio de muita ferrugem (que dá o título ao filme).
Os acontecimentos que mostram uma população jovem, simples e sem grandes recursos onde o dia-a-dia das crianças preenche quase na totalidade a agitação a que o bairro assiste, são ensombrados com a chegada de misterioso Dr. Boldrini (Filippo Timi). Se inicialmente parece estar pronto a resolver todos os problemas de tão carenciada população, rapidamente o Dr. Boldrini mostra uma faceta que todos desconheciam.
Os acontecimentos daqueles meses irão para sempre reflectir-se nas vidas adultas de Sandro (Stefano Accorsi), de Cinzia (Valeria Solarino) e de Carmine (Valerio Mastandrea), que não só mostrarão ser pessoas isoladas dos relacionamentos como também profundamente afectados com as graves consequências que dali surgiram.
Este filme que me era desconhecido até fazer parte da programação da 5ª Festa do Cinema Italiano tem um conjunto muito grande de factores positivos que o destacam não só como um dos melhores desta festa como também um dos melhores a ter estreado este ano em Portugal.
O conjunto de interpretações dos quatros actores já referidos é assombroso. Todos eles, sem qualquer excepção, mostram personagens marcadas, e marcantes, nas suas personalidades. Filippo Timi mostra-se com a presença regular e definitiva como o vilão disfarçado de quem ninguém inicialmente suspeita. Aqui chegado ao bairro como o médico, figura que todos respeitam pela sua profissão bem como pela sua palavra, mas que no seu íntimo refugiado de tudo e todos mostra realmente os seus verdadeiros demónios ao ponto de ser uma verdadeiramente assombrosa personificação do mal. Não basta meter medo pelos seus comportamentos pouco ortodoxos perante os outros, como ainda lhes alia o facto de quando sózinho mostrar o quão longe vai toda a sua paranóia, e maldade, capaz de dominar pelo medo e pela força as tão vulneráveis crianças. Este filme consegue revelar, sem nada mostrar em concreto, o quão perigoso pode ser um "Homem" em quem todos confiam os seus filhos e que deles abusa (e mata) sem que ninguém sequer desconfie.
É este homem, esta personificação do mal, que marca para sempre as vidas de Sandro, Cinzia e Carmine. De tal forma que já em adultos continuarão a mostrar as graves sequelas de que são vítimas. Vidas isoladas, marginais, solitárias e com os seus próprios demónios criados durante aqueles meses da sua juventude.
Sandro (Accorsi), é um pai que tem uma incómoda relação com o seu filho. Incómoda por revelar ao mesmo tempo tantas distâncias e proximidades que são por vezes estranhas. Um homem que não se sente capaz de proteger o seu filho dos "demónios que espreitam" em todos os locais.
Cinzia (num brilhante registo de Solarino), uma professora de artes solitária e sem qualquer contacto ou sensibilidade que a possa comprometer com as outras pessoas, mas com a suficiente para perceber onde se encontram os comportamentos desviantes dos demais para no exacto momento os confrontar. Brilhantemente assustador a reunião de professores em que participa (dos poucos momentos em que nos brinda com a sua presença no ecrã), mas que conseguem ser dos mais determinantes para que qualquer um de nós, enquanto espectador e humanos participantes activos em socidade, consigamos perceber onde está "algo" que merece ser visto com olhos de quem quer ver.
Finalmente de todos aquele que é talvez o mais atormentado. Carmine (um Mastandrea que aqui poderia receber todo e mais algum prémio de interpretação), é um homem que em rapaz assistiu ao desfecho do Dr. Boldrini. Ele juntamente com Sandro e Cinzia sabe o que realmente se passou naqueles dias. É ele que viu a sua irmã momentaneamente desaparecer às mãos de Boldrini, e é ele que agora em adulto sente uma ruptura total para com o seu próprio bem-estar. Afinal foi ele que anos antes havia posto um termo àquele monstro que, uma vez desaparecido, o continuou a ensombrar. Mastandrea, que não precisa de nos dar mais nenhuma prova da sua magnitude enquanto actor, aqui ultrapassa todos os registos interpretativos com que já nos havia surpreendido. Se os filmes viverem de interpretações, de boas interpretações claro, Timi e Mastandrea cumprem mais do que aquilo que deles se espera. E Solarino consegue nos seus breves momentos de ecrã ser aquela que consegue desarmar o mais indiferente (se fôr sequer possível) dos espectadores.
Daniele Gaglianone, que não só realiza como assina o argumento em colaboração com Giaime Alonge e Alessandro Scippa, não só consegue recriar um ambiente de bairro onde as crianças brincam somente a pensar naquilo que deve preocupar uma criança (nada), como ao mesmo tempo consegue recriar neste mesmo espaço um local de onde todos acabam por ter medo de sair das suas casas. Sente-se em diversos momentos que está literalmente um predador à espera da sua próxima presa. A tensão está presente em todos os momentos do filme, tanto na juventude como na idade adulta dos três principais intervenientes. Quer nas suas jovens vidas quer no decorrer da sua vida adulta. Eles estão para sempre marcados nos rostos e nos comportamentos deste trio.
Esta tensão em muito é também sentida graças a uma montagem que nos transporta quer ao passado quer à actualidade, através dos segmentos onde nos está a ser relatado um determinado acontecimento mas que não é finalizado levando-nos ao seu oposto. Quando algo parece estar prestes a ser explicado do ponto de vista das crianças, rapidamente as temos já em adultos. Quando parece que vamos finalmente ver o que aconteceu a uma ou outra criança pelos olhos das crianças, rapidamente somos transportados para os olhos do vilão. Em vez de sentirmos um crescendo no final de todo o filme, aquilo que vamos tendo é esse crescendo multiplicado pelos vários flashbacks que temos sempre vistos pelos olhos quer de um quer de outro dos intervenientes, estando em todo o "fantasma" do Dr. Boldrini.
Tanto a banda-sonora de Evandro Fornasier, Walter Magri e Massimo Miride que mantém um clima de suspense e tensão agudizados pelos filmagens bem próximas das expressões destes actores que mostram todo o seu sentimento de presas, que também eles o foram e são de alguma forma, fazem com que nós enquanto espectadores sintamos estar quase sempre num ambiente prestes a explodir... sem que nunca aconteça. No entanto a sensação incómoda está sempre, sem excepção, presente. Aconteça ou não nós sabemos que algo está mal... A todo o instante.
Talvez não apreciado pela sua temática sensível e infelizmente presente na realidade que acompanhamos através de tantos noticiários, como é concretamente o caso da pedófilia, este filme consegue ser um retrato de que ela pode acontecer no mais insuspeito dos meios. Com as pessoas mais insuspeitas e que é normalmente um crime silencioso. É feito sem que alguém se aperceba... e como nos retratam os momentos de Cinzia enquanto professora, sem que muitos o queiram perceber.
Bruto, tão ou mais corrosivo que a própria ferrugem que dá título ao filme, é incomodativo mas brilhante. Tanto na sua execução como nas suas interpretações magistrais e um dos melhores filmes dos últimos anos que esse já por si excelente cinema italiano, fez estrear.
Uma palavra não chega por isso utilizarei duas... simplesmente brilhante.
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10 / 10
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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Pickpocket (1959)

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Pickpocket - O Carteirista de Robert Bresson é um interessante filme, nomeado para o Urso de Ouro do Festival Internacional de Cinema de Berlim, que nos relata a história de Michel (Martin LaSalle), um homem detido por furto num hipódromo e libertado da prisão por falta de provas.
Michel não quer privar com uma mãe gravemente doente, com os poucos amigos que ainda lhe restam e, de certa forma, com toda uma sociedade em seu redor. A única motivação de Michel é o impulso que o leva a assaltar os transeuntes e aperfeiçoar a sua "arte" a cada dia que passa.
Para lá de qualquer interpretação que Pickpocket, aquilo que se torna mais fascinante nesta longa-metragem de Bresson é a capacidade com que o mesmo elaborou um argumento pleno de reflexões e análises a um "eu" interpretado por Martin LaSalle. Quase sempre em narração onde o espectador escuta os pensamentos de um jovem "Michel" que aparenta ter tudo para levar uma vida normal face aos olhos da sociedade, aquilo que o mesmo nos apresenta é a sua constante impulsividade para se manter o tal marginal que de todos se distancia e (sobre)vive num espaço que em nada abona para a sua evolução enquanto ser humano.
"Michel" vive num quarto de um prédio semi-abandonado destinado a todos os eventuais párias que chegam à cidade. A porta do seu quarto mal se consegue fechar e os seus pertences estão, portanto, ao dispôr de todos aqueles que se aventuram para lá da mesma. O que furta esconde. O que possui é - para quem chega - nada. "Michel" aparenta estar despojado de todos os pertences terrenos e apenas entregue a uma constante reflexão - eventualmente a mão divina - que o aproxima da perfeição. Mas esta perfeição (inatingível) não é para um bem comum ou social mas sim para satisfazer um ego e um impulso os quais não consegue controlar. "Michel", à luz dos dias que hoje temos, seria facilmente diagnosticado com uma qualquer doença, (clepto)mania ou desordem e seriam analisados os motivos pelos quais não consegue distanciar-se de uma vida marginal aproveitando as oportunidades proporcionadas por aqueles que ainda insistem em trazê-lo para o lado "bom" da vida.
O furto é, para "Michel", o último desafio. Numa época ainda repleta de incertezas e em que toda uma geração lutava por encontrar o seu próprio espaço - não esqueça o espectador que ainda se encontra na década seguinte à Segunda Guerra Mundial onde não só estava tudo por fazer como também muito por esquecer -, a grande questão aqui levantada poderia ser como não desafiar o proibido depois de se ter visto e sobrevivido à ainda recente década de 40?! Porque não desafiar a lei e ultrapassar os limites do legal? Será (in)consciente ou apenas o tal já referido impulso que toma conta das vontades? Será uma necessidade.... um prazer... ou até mesmo um vício? O que o compele a procurar o impossível e o proibido?
A clareza, ou falta dela, com que "Michel" embarca dia após dia num ritual que o aproxima do seu próprio abismo é inversamente proporcional à daqueles que insistem que ele já se encontra junto do mesmo. As suspeitas recaem sobre ele e muito em breve não conseguirá fugir daquilo que tanto procura. Mas "Michel" tenta. Fora da sua cidade e rumo a tantas outras capitais europeias, "Michel" vive longe daquilo que o provocava a testar o seu limite mas, ainda assim, sempre com o tal impulso que o levava a provar o proibido. Tal como uma dependência ou uma droga, ele procura os furtos, escolhe as suas vítimas, testas os seus próprios limites e aqueles que a lei lhe confere, consciente de que pratica o mal mas involuntariamente dependente da tal adrenalina - como hoje diríamos - que sistematicamente o aproximam do risco. Droga.. dependência... distúrbio.... ou simplesmente uma necessidade psicologicamente incontrolada (ou incontrolável) que o domina e o obriga a manter-se na sociedade mas fora dela, instigando a praticar aquilo que sabe não dever fazer como se de um silencioso pedido de ajuda se tratasse?
Ainda que os seus furtos prejudiquem de uma ou outra forma aqueles a quem priva do seu dinheiro, o espectador sente nos actos de "Michel" uma certa inocência quase infantil. Afinal testemunhamos os seus actos mas, ao mesmo tempo não o vemos a tomar grande proveito dos seus ganhos. Vive uma vida que qualquer um poderia considerar miserável, livre de qualquer posse material ou de grandes responsabilidades... será viver ou sobreviver refém de um impulso que não consegue controlar? O espectador acompanha-o, observa-o e percebe o quão perto do limite se encontra ao ponto de por breves instantes desejar que ele escape - uma vez mais - ao perigo em que se coloca, desconhecemos então, se por vontade própria ou se para responder à tal desordem que parece estar sempre do seu lado.
"Michel" não cultiva qualquer tipo de ligação... Nem com a sua mãe gravemente doente, nem com um amigo dedicado ou tão pouco com a vizinha que parece por ele nutrir uma paixão secreta e jamais por ele compreendida. A sua única preocupação (ou dedicação) reside nos pequenos esquemas e tramas que aprende e que partilha com aqueles que com ele partilham "profissão" e que vivem numa estranha e silenciosa comunidade que divide abertamente - para se livrarem de suspeitas - os espólios do seu dia-a-dia.
Pickpocket é assim um interessante e silenciosamente inquietante filme pela reflexão feita sobre um estilo e modo de vida que apenas cria ligação pelas breves palavras ditas, pelos fugazes olhares tidos ou até mesmo pelos instantâneos gestos de proximidade que unem algumas das personagens formando, dessa forma, o único meio pelo qual se conseguem expressar. Quer pelo impulso - aqui sempre importante e origem de uma dependência -, quer pelo vício (que desconhecemos ser) ou até mesmo por ser a única forma de subsistência que aquele homem sente ou compreende ter, este Pickpocket é, essencialmente, a sua reflexão sobre a o seu modo de vida. Sobre o seu dia-a-dia. Pickpocket é, no fundo, a forma como ele compreende a sua dependência e as nefastas consequências que esta pode ter sem que, no entanto, dela se consiga libertar até encontrar na prisão a sua única e possível forma de expiação.
Pickpocket pode não ser aquela obra que o espectador guarde eternamente na memória mas, no entanto, assume-se como aquela que (datada) exerce uma forte e emblemática reflexão sobre o conceito de dependência e a forma como a mesma prende as suas vítimas impossibilitando a sua libertação psicológica e, ao mesmo tempo, uma não tão óbvia e extremamente controversa reflexão sobre a Humanidade - de então e de agora - e daquilo que muitos dos seus membros fazem para que possam (em última análise) dizer que fizeram (ou fazem) para se sentirem vivos numa sociedade que aparenta estar indiferente e numa comunidade que se assume como extinta.
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6 / 10
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18º Festival Ibérico de Cinema de Badajoz

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Foi revelada a Selecção Oficial do 18º Festival Ibérico de Cinema de Badajoz a realizar nos próximos dias 16 a 19 de Maio de 2012 no Teatro López de Ayala, e que inclui duas curtas-metragens portuguesas. Aqui fica a lista completa dos filmes seleccionados:
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5ºB ESCALERA DCHA, María Adánez
ABSTENERSE AGENCIA, Gaizka Urresti
EL ABRIGO ROJO, Avelina Prat
EL CHOLA, Guillermo Ríos
ENTREVISTA, Angela Armero
HOURGLASS, Pedro Collantes
LA BODA, Marina Szerezevsky
LA CALMA, David González Rudiez
LA COSA EN LA ESQUINA, Zoe Berriatúa
LA MANADA, Mario Fernández Alonso
LA ÚLTIMA SECUENCIA, Arturo Ruiz Serrano
LAGUN MINA, Jose Mari Goenaga
LIBRE DIRECTO, Bernabé Rico
MAQUILLAJE, Alejandro Montoya
NADIE TIENE LA CULPA, Esteban Crespo
NUVEM, Basil Da Cunha
O SAPATEIRO, David Doutel, Vasco Sá
VOICE OVER, Martín Rosete
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domingo, 15 de abril de 2012

4º Festival de Curtas-Metragem da EB 2,3 do Viso - Viseu: Dia 2

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Agora que chegou ao fim o fim-de-semana do 4º Festival de Curtas-Metragens da EB 2,3 do Viso - Viseu, falta ver as curtas que saíram da residência no Museu Grão Vasco. No dia 12 de Maio serão projectadas na FNAC Viseu, onde serão entregues os prémios e onde será escolhida a melhor curta para o Prémio do Público.
Não faltem a este importante evento cinematográfico.
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1 Rosa e 4 Espinhos (2012)

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1 Rosa e 4 Espinhos de João Garcia, João Rodrigues, André Antunes e David Ferreira é uma curta-metragem de ficção que funciona bem em termos técnicos (fotografia/imagem e som), mas que em termos de conteúdo e de argumento não tem uma continuidade para os recursos que aparenta querer mostrar.
Poderia ter sido uma história mais desenvolvida mas, depois de a vermos, não cumpre com o aparato a que se propõe, ao contrário dos outros trabalhos deste conjunto de realizadores que já foram aqui comentados onde, além de algum aparato e recursos que prometem uma história interessante, conseguem cumprir o desejado.
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2 / 10
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Arrependimento no Tempo (2011)

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Arrependimento no Tempo de João Garcia, João Rodrigues, David Ferreira e Ruben Frutuoso é uma interessante curta-metragem sobre dois irmãos distantes devido à dependência de drogas de um deles.
Esta distância, que mais tarde dá origem a um arrependimento e ao recordar do que foi e poderia ter sido a relação de ambos, fica mais curta mas irremediavelmente perdida no tempo quando um deles é baleado e morre devido ao ferimento.
Àparte de ser uma curta sem diálogos mas onde os actos representam muito bem a história e a mensagem pretendida, esta curta conseguiria também funcionar como campanha contra a droga feita por um conjunto de jovens.
Interessante, bem pensada e eficaz.
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6 / 10
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Fogo Cruzado (2011)

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Fogo Cruzado de João Garcia, João Rodrigues e David Ferreira é uma curta-metragem de alguma acção e com alguns momentos de registo mais cómico que se situa no futuro durante uma guerra de proporções mundiais.
Quando um militar é encarregado de ir buscar um hacker, longe estaria de pensar que a sua missão não iria ser tão fácil como inicialmente julgava.
Feita por um conjunto de alunos de cinema, esta curta-metragem tem alguns pontos positivos que são de referir. É bom perceber que para um trabalho amador, não cai em certos erros a que normalmente assistimos como nas filmagens interiores ser quase imperceptível o que se está a passar. Aqui, felizmente, tudo o que é filmado "dentro de portas" é compreensível para o espectador.
Por sua vez algo que se deteriora um pouco com o decorrer da curta é o seu som. Se de início existem alguns momentos difíceis de perceber é também certo que há medida que a curta avança este aspecto não melhora chegando mesmo perto do final com alguns segmentos em que não se percebe o diálogo entre os dois actores.
Quanto ao argumento, que contém alguns clichés típicos destes filmes de acção mas que funcionam melhor quando se trata de uma longa-metragem, não deixa de ter a sua graça pois são os mesmos que contribuem para os momentos mais ligeiros.
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5 / 10
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sábado, 14 de abril de 2012

This Must Be the Place (2011)

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Este é o Meu Lugar de Paolo Sorrentino foi o filme de abertura da 5ª Festa do Cinema Italiano que arrancou dia 12 em Lisboa. Sem a presença mas com uma elevada afluência de espectadores que esgotou a sala, este é mais um brilhante filme do realizador italiano que já conquistou 14 nomeações aos Prémios David da Academia Italiana de Cinema.
Cheyenne (Sean Penn) é uma ex-estrela de rock que vive confortavelmente com os rendimentos adquiridos ao longo da sua carreira. Agora afastado voluntariamente da música depois de um trágico acontecimento que o marcaria para sempre, Cheyenne é notificado que o seu pai, que não vê há trinta anos, está a morrer.
Depois de encontrar o seu pai já sem vida Cheyenne embarca numa viagem pela América profunda para encontrar o homem que havia humilhado o seu pai no campo de concentração de Auschwitz para assim conseguir ajustar contas com este homem. Pelo caminho não só consegue encontrá-lo como, acima de tudo, consegue através dos encontros que estabelece reencontrar-se com o seu próprio passado.
Antes de qualquer outro comentário tenho de começar pela extraordinária capacidade de Paolo Sorrentino em dar vida a personagens masculinas tão complexas e "marginais" (devido à sua marcante "realidade"). Para quem conhece a sua obra, e remetendo-me especificamente para os seus dois maiores sucessos, já o tinha feito com o seu Titta Di Girolamo no Le Conseguenze dell'Amore e no seu Giulio Andreotti de Il Divo, brilhantemente interpretados por Toni Servillo, homens dotados de uma inteligência fora do normal que os auto-isolava de uma convivência normal com o mundo que os rodeava.
Aqui com o Cheyenne de Sean Penn, Paolo Sorrentino volta a apostar na mesma "receita" para a interpretação principal do seu filme. Cheyenne é um homem que cresceu apenas na sua aparência física, mantendo uma jovialidade praticamente infantil no seu intelecto não o privando, no entanto, de uma acutilante e sempre desafiante inteligência. Estas personagens conseguem assim não só serem determinantes para o filme como conseguem em muitos momentos transcender as obras em si e fazer de Sorrentino um verdadeiro "mestre" a compô-las.
Quanto a Sean Penn muito concretamente, se já havia provado há muito a sua qualidade interpretativa que parece não ter limites mas, a tê-los, haviam sido completamente transpostos com esta sua composição enquanto Cheyenne. Se começarmos por falar na sua infantilidade que nos faz lembrar a sua interpretação nomeada para o Oscar em I Am Sam, percebemos facilmente que Penn tem muito mais para dar do que as suas interpretações intensas enquanto o "rufia" ou "mafioso" que tanto o caracterizou. A inteligente inocência que caracteriza esta sua interpretação tanto tem de natural como de auto-imposta devido ao trauma que ensombra o seu próprio passado e que se torna clara no decorrer da primeira metade do filme. E se de um lado temos a sua interpretação dramática, por outro consegue muito espontâneamente mudar para um registo cómico que consegue muito facilmente provocar francas gargalhadas no espectador. É aqui que está bem presente a "infantilidade" da sua personagem. Alguém que a um determinado momento se recusou a crescer mantendo assim uma boa parte da sua inocência.
E isto posso também referir sobre o argumento da autoria de Paolo Sorrentino em colaboração com Umberto Contarello (uma das nomeações aos David), que consegue de uma forma bastante harmoniosa conciliar o drama e a comédia. Se por momentos temos um Cheyenne infantil e cómico com comportamentos como se de uma criança se tratasse temos também o seu oposto onde dá vida a um homem que quer a todo o custo encontrar o homem que havia humilhado o seu pai em Auschwitz. É nesta viagem que Cheyenne faz pela América profunda, muito distante de uma Irlanda gótica e alternativa onde vive, que ele consegue encontrar o Cheyenne que havia esquecido há muitos anos atrás. O seu "eu" que havia enterrado algures no seu passado. É através das experiências que vai vivenciando com as pessoas que encontra enquanto procura aquele homem que Cheyenne percebe o quanto deixou para tráz de si próprio. É acima de tudo este homem, ele próprio, que ele encontra.
Igualmente de destaque é a banda-sonora da autoria de David Byrne que não só obteve uma nomeação ao David como também tem uma interpretação secundária enquanto... ele próprio, como um dos amigos de Cheyenne da altura em que tinha carreira musical.
A caracterização, muito particularmente a de Sean Penn, parece ser também ela uma das personagens do filme. A sua pintura e cabelo têm uma vida e dimensão próprias que contribuem, e muito, para o "boneco" criado.
Não sei se este This Must Be the Place sairá como um dos grandes vencedores dos próximos David mas, no entanto, uma coisa é segura... a continuidade de Sorrentino enquanto criador de um conjunto de personagens masculinas fortes, qb independentes, marginais à sociedade mas que nela têm o seu próprio lugar e que felizmente marcam pela sua diferença.
Muitos serão aqueles que, mais que não seja pela curiosidade que a transfiguração de Sean Penn provoca, se irão sentir atraídos para ir ver este filme. E isso acaba por ser positivo pois é sinal que o vão ver no entanto, longe está a dita "tradicional" interpretação deste actor. Aqui Penn tem uma interpretação muito mais profunda e íntima e que muito justamente o poderia lançar numa nova nomeação a Oscar.
Fiquei fã... desde o conjunto de interpretações onde também se destacam Judd Hirsch, Frances McDormand, Kerry Condon ou Harry Dean Stanton, à própria caracterização dos actores (muito especialmente a já referida de Sean Penn), e não esquecendo claro a espantosa composição musical que tal como a referida caracterização assume também ela um lugar e uma vida própria na continuidade do próprio filme.
Imprescindível para fãs de Sorrentino, para os fãs de Penn e para qualquer cinéfilo que queira assistir não só a uma história dramática como também a agradáveis momentos onde não conseguimos deixar de dar uns quantos sorrisos ou gargalhadas. Um excelente início para a edição deste ano da Festa do Cinema Italiano.
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"Cheyenne: At this particular moment I'm trying to fix up a sad boy and a sad girl, but it's not easy. I suspect that sadness is not compatible with sadness."
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8 / 10
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4º Festival de Curtas-Metragem da EB 2,3 do Viso - Viseu: Dia 1

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Inicia hoje o 4º Festival de Curtas-Metragens da EB 2,3 do Viso - Viseu e que irá durar todo o fim-de-semana. Produção e realização de curtas-metragens durante dois dias de jovens talentos que, esperamos, possam continuar a revitalizar o cinema nacional (e não só).
A todos os apaixonados por cinema e que tenham a oportunidade de estar presentes não faltem a esta excelente iniciativa.
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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Setúbal, Uma Galinha que Não Canta (2011)

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Setúbal, Uma Galinha que Não Canta de António Aleixo e Fábio Vicente é uma curta-metragem documental sobre a cidade referida no título.
Muito ao estilo de uma declaração de amor por Setúbal, esta curta retrata um pouco do passado onde ocupava uma posição mais central no mapa de Portugal tanto económica como socialmente, e do presente da mesma onde agora se encontra quase ao abandono, mais desertificada e sem o esplendor que ocupou noutros tempos mesmo quando os poucos acontecimentos culturais que por lá acontecem não são devidamente divulgados.
O que de facto mais me agradou neste pequeno documentário foi a referida declaração de amor feita à cidade, não só pelos dois realizadores como também pelo conjunto de entrevistados que pelas suas palavras revelam a dedicação à sua cidade. Podemos, por diversos momentos e mesmo não sendo ou nunca estado por lá, perceber que tal como tantos outros sítios escondidos por Portugal, ali existe potencial que consegue dignificar a cidade. Infelizmente, e não se percebendo porquê, Setúbal continua a ser uma cidade "desconhecida" que não aproveita os muitos recursos que tem para voltar, uma vez mais, a ter o merecido destaque.
Curioso, interessante e bem pensado, é um curto documentário que vale a pena ver.
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7 / 10
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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Land of Plenty (2004)

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Terra da Abundância de Wim Wenders que esteve presente na selecção oficial do Festival Internacional de Cinema de Veneza conta com as interpretações principais de Michelle Williams e de John Diehl.
Quando Lana (Williams) regressa aos Estados Unidos depois de uma longa ausência em Israel tem como principal objectivo encontrar o seu tio Paul (Diehl), que é basicamente a única família que tem. Paul é um homem frio e distante que não pretende criar laços com ninguém, menos ainda com uma sobrinha que mal conhece. Paul faz da sua existência uma vigilância a tudo e todo os que o rodeiam de forma a proteger as ruas americanas no pós-11 de Setembro de forma a evitar um novo ataque que ponha em causa a integridade do seu país. Tudo é estranho e todos são potenciais inimigos.
O olhar que Wim Wenders tenta incansavelmente ter para com os Estados Unidos e o "american way of life" através deste argumento que também assina em colaboração com Scott Derrickson e Michael Meredith centra-se, na sua totalidade, na vontade de mostrar um país pouco conhecido tanto para outras sociedades como, principalmente, para a americana.
Através deste filme temos um olhar bastante corrosivo para com uma sociedade que se concentra, e talvez sempre tenha concentrado, a sua atenção nos outros e não em si própria. Enquanto se questiona a validade de um governo no outro lado do mundo, não existe a preocupação de questionar as condições daqueles que habitam as ruas das grandes cidades, como no caso concreto Los Angeles, sujeitos à fome, à miséria, à degradação e à violência que aumentou exponencialmente após os ataques terroristas que vitimaram a cidade de Nova York.
A constante perseguição por um novo "terrorista" feita por "Paul" é disso reflexo. Pouco se preocupa em saber como vivem muitos dos seus compatriotas, no entanto passa todos os seus dias a procurar um novo terrorista em qualquer pessoa que tenha uma cor de pele diferente da sua. Porque foram eles (os "outros"), sejam eles quem forem, que prejudicaram o seu país, independentemente de todas as políticas que no próprio país sejam tomadas e que prejudicam cidadãos tão "americanos" como ele. Diehl consegue com esta sua intepretação conter muita da frustração sentida e debatida incansavelmente desde então, sobre o sentimento americano. Vítima de um distúrbio desde os tempos em que serviu o país no Vietname e que agora sente a necessidade de novamente "defender" o país. A questão é, no entanto, perceber contra quem. Quais as provas que incriminam, ou não, o "outro"? A sua religião? A sua cor de pele? A sua proveniência? Os seus hábitos e costume? Serão eles comportamentos ditos "terroristas" ou simplesmente os hábitos culturais que definem cada um de "nós"?
Ao contrário de Diehl que consegue suportar muito do filme com a sua intensa interpretação, já Michelle Williams aparece aqui mais apagada do que nunca. A sua "Lana" acabada de chegar de Israel após uma ausência de anos, torna-a quase uma estrangeira no seu próprio país. Lana tem um olhar diferente para com o que a rodeia, especialmente para com as pessoas com quem priva. Lana funciona quase como a representação de uma consciência americana que se encontra adormecida. Adormecida e praticamente apagada pois quase que se limita a estar (omni)presente. Habituados que estamos a interpretações de Williams que podendo ser contidas são, no entanto, fortes e que emanam uma presença absolutamente determinante, aqui não fosse a sua presença referida ao longo do filme e pouco sentiamos que por ali estava.
Por sua vez, bem presente é a extraordinária banda-sonora que quase poderia assumir o papel de uma das personagens do filme. Emocionante e, ela sim, justificadamente contida, quase sempre funciona como determinante para as emoções e pensamentos que nós espectadores temos enquanto assistimos ao filme. De longe um dos factores mais importantes e bem conseguidos de todo o filme.
Terra da Abundância é, de facto, um filme interessante. Deixa-nos pensar sobre o mundo e sobre aquilo que dele temos recebido neste novo século e milénio. Faz-nos pensar sobre o que desconhecemos e sobre aquilo que nos sequer nos foi apresentado como hipótese... Faz-nos pensar sobre esta terra da abundância e de oportunidades que os próprios Estados Unidos "vendem" ao mundo mas que, na realidade, não permite que todas as tenham.
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6 / 10
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David di Donatello 2012: nomeados

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FILME
CESARE DEVE MORIRE, Grazia Volpi (prod.), Paolo Taviani e Vittorio Taviani (real.)
HABEMUS PAPAM, Nanni Moretti (prod. e real.) e Domenico Procacci (prod.)
ROMANZO DI UNA STRAGE, Riccardo Tozzi, Giovanni Stabilini, Marco Chimenz (prod.) e Marco Tullio Giordana (real.)
TERRAFERMA, Riccardo Tozzi, Giovanni Stabilini, Marco Chimenz (prod.) e Emanuele Crialese (real.)
THIS MUST BE THE PLACE, Nicola Giuliano, Andrea Occhipinti, Francesca Cima (prod.), e Paolo Sorrentino (real.)
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REALIZADOR
Paolo Taviani e Vittorio Taviani, Cesare Deve Morire
Nanni Moretti, Habemus Papam
Ferzan Ozpetek, Magnifica Presenza
Marco Tullio Giordana, Romanzo di una Strage
Emanuele Crialese, Terraferma
Paolo Sorrentino, This Must Be the Place
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REALIZADOR REVELAÇÃO
Stefano Sollima, ACAB – All Cops Are Bastards
Alice Rohrwacher, Corpo Celeste
Andrea Segre, Io Sono Li
Guido Lombardi, Là-Bas Educazione Criminale
Francesco Bruni, Scialla! (Stai Sereno)
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ARGUMENTO
Paolo Taviani, Vittorio Taviani e Fabio Cavalli, Cesare Deve Morire
Nanni Moretti, Francesco Piccolo e Federica Pontremoli, Habemus Papam
Marco Tullio Giordana, Sandro Petraglia e Stefano Rulli, Romanzo di una Strage
Francesco Bruni, Scialla! (Stai Sereno)
Paolo Sorrentino e Umberto Contarello, This Must Be the Place
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PRODUTOR
Grazia Volpi, Cesare Deve Morire
Nanni Moretti e Domenico Procacci, Habemus Papam
Francesco Bonsembiante, Io Sono Li
Riccardo Tozzi, Giovanni Stabilini e Marco Chimenz, Romanzo di una Strage
Nicola Giuliano, Andrea Occhipinti e Francesca Cima, This Must Be the Place
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ACTOR
Michel Piccoli, Habemus Papam
Elio Germano, Magnifica Presenza
Marco Giallini, Posti in Piedi in Paradiso
Valerio Mastandrea, Romanzo di una Strage
Fabrizio Bentivoglio, Scialla! (Stai Sereno)
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ACTRIZ
Zhao Tao, Io Sono Li
Valeria Golino, La Kryptonite nella Borsa
Claudia Gerini, Il Mio Domani
Micaela Ramazzotti, Posti in Piedi in Paradiso
Donatella Finocchiaro, Terraferma
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ACTOR SECUNDÁRIO
Marco Giallini, ACAB – All Cops Are Bastards
Renato Scarpa, Habemus Papam
Giuseppe Battiston, Io Sono Li
Pierfrancesco Favino, Romanzo di una Strage
Fabrizio Gifuni, Romanzo di una Strage
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ACTRIZ SECUNDÁRIA
Anita Caprioli, Corpo Celeste
Margherita Buy, Habemus Papam
Cristiana Capotondi, La Kryptonite nella Borsa
Michela Cescon, Romanzo di una Strage
Barbora Bobulova, Scialla! (Stai Sereno)
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FOTOGRAFIA
Paolo Carnera, ACAB – All Cops Are Bastards
Simone Zampagni, Cesare Deve Morire
Alessandro Pesci, Habemus Papam
Roberto Forza, Romanzo di una Strage
Luca Bigazzi, This Must Be the Place
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MÚSICA
Umberto Scipione, Benvenuti al Nord
Giuliano Taviani e Carmelo Travia, Cesare Deve Morire
Franco Piersanti, Habemus Papam
Pasquale Catalano, Magnifica Presenza
David Byrne, This Must Be the Place
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CANÇÃO ORIGINAL
"SOMETIMES", Umberto Scipione (música), Alessia Scipione (texto), Benvenuti al Nord
"GITMEM DAHA", Sezen Aksu e Pasquale Catalano(música), Yildirim Turker (texto), Magnifica Presenza
"THERESE", Gaetano Curreri e Andrea Fornili (música), testi di Angelica Caronia, Gaetano Curreri e Andrea Fornili (texto), Posti in Piedi in Paradiso
"SCIALLA!", Amir Issaa & CAESAR PRODUCTIONS (música e texto), Scialla! (Stai Sereno)
"IF IT FALLS, IT FALLS", David Byrne (música), testi di Will Oldham (texto), This Must Be the Place
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DIRECÇÃO ARTÍSTICA
Paola Bizzarri, Habemus Papam
Francesco Frigeri, L'Industriale
Andrea Crisanti, Magnifica Presenza
Giancarlo Basili, Romanzo di una Strage
Stefania Cella, This Must Be the Place
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GUARDA-ROUPA
Lina Nerlu Taviani, Habemus Papam
Rossano Marchi, La Kryptonite nella Borsa
Alessandro Lai, Magnifica Presenza
Francesca Livia Sartori, Romanzo di una Strage
Karen Patch, This Must Be the Place
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CARACTERIZAÇÃO
Manlio Rocchetti, ACAB – All Cops Are Bastards
Maurizio Fazzini, La Kryptonite nella Borsa
Ermanno Spera, Magnifica Presenza
Enrico Iacoponi, Romanzo di una Strage
Luisa Abel, This Must Be the Place
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DESIGN/ESTILO CABELO
Carlo Barucci, Habemus Papam
Mauro Tamagnini, La Kryptonite nella Borsa
Francesca De Simone, Magnifica Presenza
Ferdinando Merolla, Romanzo di una Strage
Kim Santantonio, This Must Be the Place
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MONTAGEM
Patrizio Marone, ACAB – All Cops Are Bastards
Roberto Perpignani, Cesare Deve Morire
Esmeralda Calabria, Habemus Papam
Francesca Calvelli, Romanzo di una Strage
Cristiano Travaglioli, This Must Be the Place
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SOM
Gilberto Martinelli, ACAB – All Cops Are Bastards
Benito Alchimede e Brando Mosca, Cesare Deve Morire
Alessandro Zanon, Habemus Papam
Fulgenzio Ceccon, Romanzo di una Strage
Ray Cross e William Sarokin, This Must Be the Place
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EFEITOS ESPECIAIS VISUAIS
PALANTIR DIGITAL MEDIA, L'Arrivo di Wang
Mario Zanot - STORYTELLER, Habemus Papam
Stefano Marinoni e Paola Trisoglio, Romanzo di una Strage
Stefano Marinoni, Paola Trisoglio e Rodolfo Migliari, This Must Be the Place
RAINBOW CGI, L'Ultimo Terrestre
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FILME DA UNIÃO EUROPEIA
CARNAGE, de Roman Polanski
MELANCHOLIA, de Lars Von Trier
LE HAVRE, de Aki Kaurismaki
TELLEMENT PROCHES, de Olivier Nakache e Eric Toledano
THE ARTIST, de Michel Hazanavicius
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FILME ESTRANGEIRO
DRIVE, de Nicolas Winding Refn
HUGO, de Martin Scorsese
THE IDES OF MARCH, de George Clooney
THE TREE OF LIFE, de Terrence Mallick
JODAEIYE NADER AZ SIMIN, de Asghar Farhadi
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DOCUMENTÁRIO
IL CASTELLO, de Massimo D'Anolfi e Martina Parenti
LASCIANDO LA BAIA DEL RE, de Claudia Cipriani
PASTA NERA, de Alessandro Piva
POLVERE. IL GRANDE PROCESSO DELL'AMIANTO, de Niccolò Bruna e Andrea Prandstraller
TAHRIR LIBERATION SQUARE, de Stefano Savona
ZAVORRA, de Vincenzo Mineo
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CURTA-METRAGEM
CE L'HAI UN MINUTO?, de Alessandro Bardani e Luca Di Prospero
CUSUTU N' CODDU – CUCITO ADDOSSO, de Giovanni La Pàrola
DELL'AMMAZZARE IL MAIALE, de Simone Massi
L'ESTATE CHE NON VIENE, de Pasquale Marino
TIGER BOY, de Gabriele Mainetti
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quarta-feira, 11 de abril de 2012

E Assim.. (2011)

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E Assim.. de António Pinhão Botelho foi a última, e arrisco dizer grande, surpresa que tive na última edição do Shortcutz Lisboa.
Posso dizer que é a história de Fábio, um rapaz que gosta de Aurora. Um certo dia Fábio vê toda a sua vida futura num pequeno instante. O seu amor, a adolescência, o namoro, o casamento, os filhos, os momentos felizes e os menos bons. Tudo, num simples instante. O mesmo instante que decorre toda a curta-metragem.
Uma "simples" história de amor com tudo o que isso implica que naqueles breves instantes consegue de uma forma serena e bem eficaz resumir toda uma vida de alegrias e tristezas, de sonhos... de encontros e desencontros com a felicidade mas sempre partilhados a dois num amor que começa jovem e dura uma vida.
Não conheço qualquer outra obra de jovem realizador mas espero que nos possa ainda dar muitos e bons filmes que continuem esta linha que mistura sensibilidade e realidade de uma forma consistente e muito apelativa para poder ver pequenas grandes histórias contadas em cinema.
Quem diz que as histórias de amor já estão ultrapassadas é porque ainda não viu esta curta que consegue ser além de um trabalho uma história sentida. Francamente positiva.
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8 / 10
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Artur (2011)

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Artur de Flávio Pires foi a segunda agradável surpresa da noite do último Shortcutz Lisboa. Esta curta-metragem "mockumentary" feita como trabalho final de Mestrado da Católica é, no mínimo, irreverante e um desafio.
Irreverente porque este "mockumentary" consegue literalmente desafiar os nossos limites para "não" rir. A história ficcionada sobre o maior vulto do cinema português, Artur Ramadas, uma alma esquecida e desprezada mas que todos elogiam é, de longe, uma verdadeira cura para qualquer alma mais sisuda.
Desde as hilariantes personagens fictícias aos convidados especiais como António-Pedro Vasconcelos, Júlio Machado Vaz e José Luís Peixoto que dão uma credibilidade a um falso realizador, esta curta-metragem que primeiro estranhamos mas que depois nos consegue facilmente cativar é, do princípio ao fim, uma delícia. E isto já para não falar na mulher da limpeza que vira compositora... que consegue ter alguns dos momentos mais hilariantes de todo o trabalho.
Muito bom e altamente recomendado.
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8 / 10
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Undressing My Mother (2004)

Desnudando a Minha Mãe de Ken Wardrop é uma curta-metragem documental irlandesa vencedora do European Film Award na sua categoria e que é a análise de uma mulher (mãe do realizador) sobre a sua idade, o seu corpo e o seu sentimento sobre ambos.
Um retrato na primeira pessoa sobre os seus sentimentos passados com o seu marido, a maternidade e a sensação de perda e de solidão que agora sente, anos passados sobre a sua juventude.
Comovente e cómica em doses iguais, é um trabalho bastante interessante que vence não só pela sua história como pela despreocupação e descontracção com que é olhado o próprio passado.
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7 / 10
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terça-feira, 10 de abril de 2012

Ano Natsu, Ichiban Shizukana Umi (1991)

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Um Lugar à Beira-Mar de Takeshi Kitano foi-me apresentado com a obra maior do realizador japonês... aquele filme com o qual não podemos passar se queremos compreender toda a sua obra. A única referência sua que tinha era o filme Brother que não só realiza como também interpreta e que considerei um excelente filme. Dito isto... as minhas expectativas estavam muito altas.
A história deste filme consegue ser inicialmente muito apelativa ao relatar, essencialmente através de um conjunto de imagens enriquecidas com uma banda-sonora excelente, a vida deste jovem surdo e que trabalha na empresa de recolha de lixo que descobre uma paixão pelo surf.
Este simples factor seria o suficiente para tornar este filme belíssimo, não fosse a relação sentimental tipicamente japonesa entre este jovem e a sua namorada, também ela surda-muda, viesse ainda enriquecer mais o filme. O sentimento está presente sem que seja abertamente referenciado, e nós próprios enquantos espectadores percebemos que eles se amam.
Temos assim aquilo que podemos considerar uma belíssima introdução ao filme onde o sentimento, a música e as imagens se complementam de uma forma harmoniosamente deliciosa. Mas, nem tudo são "pérolas".
Aquilo que começa bem rapidamente se vai desvanecendo quando este jovem começa a frequentar aquela praia para se aperfeiçoar no surf e daí para as competições onde estamos praticamente durante mais de uma hora de filme. Assim durante todo este tempo assistimos a um conjunto de pessoas que estão sentadas na praia a ver "algo" e como se isso não bastasse a sua expressividade é, também ela, praticamente nula. Bem sei que não poderemos esperar de um filme japonês o mesmo que temos quando assistimos a um filme italiano onde todas as emoções estão à flor da pele. Aqui tudo é contido e bastante reservado, fruto da própria cultura que o filme representa mas, estou certo, para fazer uma homenagem às origens do cinema e ao "mudo", não precisamos de lhe retirar também o pouco que nos pode fazer perceber o que do outro lado se está a sentir ou vivenciar.
Este filme teria, a meu ver, resultado na perfeição se se limitasse aos primeiros vinte ou trinta minutos onde a harmonia alcançada não só entre os actores mas como também por todo o ambiente recriado, no qual a música tem uma importância avassaladora. Temos ali naqueles minutos iniciais tudo quanto poderíamos desejar de uma belíssima história de amor onde tudo resulta e tudo está presente. Assim, temos por sua vez um conjunto de momentos iniciais muito bons que aos poucos vão desaparecendo da nossa própria memória.
As intenções estão lá e a vontade de mostrar aquilo que pode dar sentido à vida de cada um também. No entanto, o que falha é a continuidade dada ao filme. A falta de expressividade com o que sucede na vida daqueles dois jovens e também naqueles que os rodeiam fazem-no perder o "fogo" que inicialmente tem acabando por, em pouco tempo, fazer-nos também perder a vontade que tinhamos no seu início.
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3 / 10
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segunda-feira, 9 de abril de 2012

A Corrida (2010)

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A Corrida de Catarina Carrola e Rui Madruga é uma curta-metragem de ficção feita pelos alunos da Universidade Lusófona e que conta com a participação de Custódia Gallego e José Neto nas interpretações principais.
Anacleto (Neto) é um sem-abrigo. Sem grandes expectativas, a sua vida parece ganhar significado quando calça os seus ténis laranja e corre. Corre sem qualquer destino ou objectivo, talvez para além do esquecer a sua vida de dificuldades.
No dia em que lhe roubam os ténis, a sua vida parece ser um conjunto de momentos sem qualquer sentido ou significado até que é abordado por Afonso (João Tempera) que tem um proposta que lhe é irrecusável.
Interessante curta-metragem e com uma história apelativa o suficiente para nos desejar ter mais. O que levou Anacleto a estar nas condições em que se encontra? O porquê daquela paixão pela corrida? Alguns detalhes que aqui ficam apenas pela nossa imaginação mas que teria sido positivo se a curta pudesse ser um pouco mais longa conseguindo assim explorar muito do que ficou por "dizer".
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7 / 10
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4º Festival de Curtas-Metragem da EB 2,3 do Viso - Viseu

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Foi um convite que muito honra o CinEuphoria o de ser parceiro do 4º Festival de Curtas-Metragens da Escola Básica 2,3 do Viso - Viseu e, como tal, aguardem por mais notícias nos próximos dias.
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domingo, 8 de abril de 2012

Rebirth (2010)

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Rebirth de Tom Cottam é uma curta-metragem amadora de ficção mas com bastante potencial e que poderia ter ido ainda mais além.
A história desta curta-metragem decorre num mundo claramente pós-apocalíptico onde as cidades estão destruídas e a natureza literalmente morta. É neste mundo desolado que um jovem (interpretado pelo próprio realizador) tenta alcançar um local que mais tarde percebemos ser decisivo para o futuro da Terra.
Esta curta consegue ser bastante interessante e provoca no espectador a vontade de que pudesse ter mais duração para poder explorar todo aquele território pelo qual a personagem de Tom Cottam passa e que vemos pertencer a um mundo "antigo" que tão depressa não se voltará a ver.
Vale a pena ver esta curta que com o seu excelente trabalho de fotografia contribui em muito para este sentido ambiente desesperante e desolador.
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7 / 10
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sábado, 7 de abril de 2012

Dead Meat (2004)

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O Manjar dos Zombies de Conor McMahon é uma longa-metragem de terror proveniente da Irlanda e que segue a já longa tradição - nem sempre conseguida - do género zombie. Habituados que estamos aos filmes deste género, Dead Meat consegue fugir ao habitual interior profundo dos Estados Unidos deslocando a sua acção para uma Irlanda rural onde a epidemia se propaga graças a um acontecimento que, à altura da concretização deste filme, preocupava a Europa... a doença Creutzfeldt-Jakob vulgarmente conhecida como a doença da vacas-loucas.
Aqui a epidemia começa, contrariamente ao que estamos habituados, graças a uma dentada de uma vaca espalhando-se rapidamente pelos agricultores que, perdidos pelo campo, espalham o terror por todas as povoações em redor a Leitrim onde Martin (David Ryan) e Helena (Marián Araújo) chegam para um fim-de-semana de tranquilidade.
Depois do apetite voraz por carne humana de animais infectados, chega a vez deste apetite se disseminar pelos humanos que começam a querer devorar o sangue - e carne - pulsante daqueles que ali chegam. Conseguirá este inocente casal sobreviver ou estarão eles preparados para a maior e mais intensa aventura das suas vidas?
Como fã do género, confesso que as expectativas são sempre demasiadamente elevadas e a originalidade ou pelo menos a acção e factor surpresa são sempre aqueles pelos quais mais anseio. No entanto, Dead Meat não só não surpreende como acaba por cair nos mesmos lugares comuns que tantas outras obras do género desde o cenário campestre às perseguições zombie que não perdoam a mais inocente das vítimas sendo, no entanto, a origem deste vírus uma interessante abordagem que infelizmente não conseguiu prender.
Com um ou outro apontamento simpático pela forma como esses são abordados - referindo concretamente o zombie paralítico, os zombies que se "retiram" durante a noite para descansar naquele que seria certamente o período perfeito para atacarem as suas vítimas inocentes, aqueles que são privados dos seus olhos graças às maravilhas da tecnologia (vulgo aspirador) ou até mesmo a perseguição de uma vaca infectada aos poucos sobreviventes deste apocalipse - Dead Meat cai num ritmo repetitivo que não ajuda à sua dinamização - nem mesmo o segmento final num castelo abandonado - e até mesmo a caracterização dos mortos-vivos, fruto de um orçamento eventualmente bastante reduzido, não consegue tornar esta obra interessante e original dentro do género, facto este que se intensifica (pela negativa) com as personagens pouco empáticas ou dinamizadas... Vítimas à parte... teríamos realmente pena delas?!
Originalidade encontramos sim na premissa inicial de Dead Meat utilizando um acontecimento real para aplicá-lo à ideia de apocalipse e no trágico mas conclusivo final no qual as testemunhas, quando existem, são consideradas para as forças governativas, tão ou mais perigosas do que os acontecimento em si. Existem ainda alguns simpáticos apontamentos de humor nomeadamente no que diz respeito à "luta" pela sobrevivência quando todos os objectos podem ser potenciais armas... desde uma pá a uma porta... de um armário a um salto alto... Tudo vale... Tudo é legítimo... e nessa perspectiva Dead Meat consegue ser apelativo e bem construído - um bem haja à imaginação - mas peca por de seguida ser muito elementar na sua concretização.
Divertido . por momentos - gore (inocentemente) quanto baste, enervante em várias ocasiões e razoavelmente bem disposto, este filme consegue por um lado estar muito associado às dezenas de outras produções do género mas, ao mesmo tempo, repetir alguns aspectos que o distanciam das mesmas por algum amadorismo - novamente refiro que muito provavelmente fruto de um orçamento humilde -, tornando-se assim um filme que o fã incondicional irá querer ver e eventualmente repetir mas que, no entanto, não será aquele que irá ficar na memória do mesmo.
Dentro do género recomendo que seja visto... Afinal qual de nós que sacraliza o género não quererá ver sempre um - e mais um - filme deste estilo... No entanto, há que ter sempre em mente as suas óbvias limitações bem como os objectivos bem intencionados com que foi elaborado. Com um orçamento claramente reduzido e sem perder a sua veia "noite dos mortos vivos", consegue ao mesmo tempo ser um filme diferente e interessante que, dirão os puristas, faz com que nenhum de nós olhe para uma vaca com os mesmos olhos, não esquecendo ainda um apontamento positivo a uma interpretação bastante positiva - para o género - de David Muyllaert como aquele por quem o espectador poderá sentir alguma empatia quando confrontado com o seu destino.
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3 / 10
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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Mole (2001)

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Mole - Presos no Escuro de Richard Mauro e Anthony Savini é algo que facilmente se pode chamar de mau filme. Mau, tão mau que me custa perceber como é que se gasta dinheiro (seja lá a quantidade que fôr), a fazer uma coisa destas. Sim, chamemos-lhe "coisa".
Tudo começa com o estranho desaparecimento e consequente morte de algumas pessoas junto a túneis que vão dar aos subterrâneos de Nova York. A natural curiosidade de uma repórter faz com que queira ter um exclusivo ao descobrir quem terá morto aquelas pessoas.
A sua investigação leva-a a encontrar quem conheça os túneis e pôr em marcha uma igualmente estranha excursão aos subterrâneos, descobrir as estranhas criaturas que por lá habitam, as "toupeiras", que reza a lenda nunca viram a luz do dia, com o doentio fim de alcançar a sua fama e ter o seu sucesso custe o que custar. Conseguirá esta repórter alcançar o que tanto quer?
A premissa até poderia ser interessante se o objectivo deste filme fosse criar algum medo e suspense e tornar os infindáveis túneis em algo de assustador. No entanto, e há excepção de alguns grunhidos que podiam ter sido feitos por alguém com um pesadelo, o que é certo é que já vi condução mais assustadora na estrada do que aquela que aqui é feita com uma câmara.
As filmagens são muito más... reformulo... os actores são muito maus... as filmagens limitam-se a ser más. O efeito de câmara na mão que parece ter ganho de há uns anos para esta parte, um estatuto quase de culto para quando se faz um filme de "terror" (que aqui... não existe), ganham uma dimensão assustadora sim, mas pelo mau que é. Os actores, como referi, são francamente maus pois percebemos claramente que andam por ali a vaguear como se procurassem algo que eles próprios nem sabem o que será. Estão por ali, gritam um bocado, fingem que se assustam, chegam ao ponto de se tornarem um pouco animalescos e tal... e depois tudo acaba sem nem eles nem nós percebermos o que se passou pelo meio. Sim, momentos existem em que parecia que estava a "ver" o Branca de Neve do João César Monteiro.
Banda-sonora... não tem... argumento? Ficou algures que não no filme. Actores? Eh pá... eles devem dizer que são mas eu tenho as minhas SÉRIAS dúvidas... Coerência... bom, deve ter ficado no mesmo local do argumento... Local esse que não sabemos lá muito bem onde se encontra.
Sentido? Sim, esse tem... por incrível que pareça consegue "metê-lo" lá pelo meio e mostrar que as ideias pré-concebidas que temos daqueles que levam uma vida marginal e bem diferente dos modelos socialmente aceites como correctos podem, por vezes, esconder uma certa Humanidade que aqueles que levam vidas certas e aceites conseguem facilmente esquecer em nome dos seus benefícios imediatos.
Não que isto ajude a salvar seja o que fôr deste filme, pois ele não passa de francamente mau, mas lá consegue transmitir essa muito pequena ideia para o espectador que, no final, ainda consiga estar atento e não com uma qualquer paragem cerebral.
Uma opinião final sobre "isto"? Fujam... fujam muito rapidamente se o virem por perto.
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acho que tenho de começar a atribuir 0's <--- 1 / 10
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quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Tenente (2010)

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O Tenente de Rafael A. Martins é uma curta-metragem de ficção portuguesa que nos remete para os conturbados tempos da queda da Monarquia e implantação da República.
É neste contexto que Pedro Mello (Adriano Carvalho) fervoroso defensor da Monarquia decide eliminar o mais provável Presidente da República, o psiquiatra Miguel Bombarda (Rui Mendes), assumindo a identidade de outro homem que era seu paciente.
Aquilo que Pedro não esperava é que fosse pagar pelo seu crime para o resto da sua vida com uma igualmente cruel sentença.
Ainda com as participações de Pedro Efe, Alexandre Ferreira, Rui Luís Brás e João Perry, esta é a típica curta-metragem portuguesa que merecia ser longa devido ao potencial da sua história e do contexto social e político que retrata e que, infelizmente, ainda está pouco explorado pela nossa produção cinematográfica.
Interessante nos aspectos técnicos, principalmente no guarda-roupa de época, a curta só "peca" realmente pela sua escassa duração. Todo o ambiente criado dá-nos vontade de ver e ter muito mais do que aquilo que nos é apresentado.
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7 / 10
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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Claude Miller

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1942 - 2012
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Zomblies (2010)

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Zomblies de David M. Reynolds é uma extraordinária curta-metragem de terror zombie que faz frente (e ganha) a muitas produções do género.
Não há muito para adiantar nesta história que segue a linha já traçada por muitas outras obras do género logo, temos um conjunto de militares que tentam sobreviver no meio de uma floresta completamente infestada por uma nova estirpe de zombies... mais fortes, mais rápidos e mais sedentos de sangue, não desistem perante nada... nem mesmo com os tiros sucessivos de metralhadoras que aos poucos os vão dilacerando.
O desfecho, também ele semelhante a outros trabalhos do género, é o habitual... depois de muito se resistir e combater as adversidades, os sobreviventes são praticamente nulos e traídos pelos seus semelhantes que, à última da hora, resolvem que ninguém pode escapar.
O ambiente claustrofóbico é de tal maneira eficaz que não só nos assustamos, e bem, em diversos momentos como também sentimos o sufoco do espaço onde estes militares se encontram. Tudo, sem excepção, muito bem sucedido neste filme que nos deixa uma constante vontade de que não acabe. Queremos mais, sempre mais um bocado.
Destaque ainda para a extremamente bem conseguida e perfeitamente credível caracterização que tanto pelo grotesco tão característico destas obras como pela própria sugestão que nos é dada em diversas ocasiões consegue criar uma repulsa nem sempre eficaz no género.
Conselho a dar... simples... quem ainda não viu este filme, que aqui disponibilizo na íntegra, não sabe o que está a perder. Simplesmente magnífico.
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9 / 10
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terça-feira, 3 de abril de 2012

Fantastic Mr. Fox (2009)

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O Fantástico Senhor Raposo de Wes Anderson é um extraordinário e bastante divertido filme de animação nomeado para os Oscars de Filme de Animação e para a Banda-Sonora de Alexandre Desplat, que só há pouco tempo tive o prazer de ver.
Depois de uma corrida ao galinheiro que não correu da melhor forma, o Sr. Raposo (George Clooney) promete à Sra. Raposo (Meryl Streep) que vai abandonar aquele estilo de vida e enveredar por outra profissão.
Como os velhos hábitos não se perdem, tempos depois de serem pais de uma raposa algo "diferente", o Sr. Raposo planeia um regresso em grande aos seus velhos, e naturais, hábitos o que não só o irá colocar em perigo a si como a tua a sua família e vizinhos como também em rota de colisão com os grandes proprietários de quintas que os vão perseguir sem dó nem piedade.
Este filme há semelhança de tantos outros de animação, consegue não só ter a sua mensagem positiva sobre o vencer as adversidades como também dignifica as diferenças e a individualidade de cada um, que se encontram tão presentes na personagem do filho do Sr. Raposo que, chamemos as coisas pelo nome, é um verdadeiro freak, como também consegue ao mesmo tempo ser uma divertida história que consegue em várias ocasiões provocar divertidas gargalhadas.
Igualmente bons são os originais e muito elaborados cenários onde toda a história decorre, quer seja dentro da árvore que serve de luxuoso apartamento da família Raposo, quer seja pelos inúmeros subterrâneos por onde se refugiam das investidas dos agricultores que os perseguem. Geniais pela riqueza de conteúdos e detalhes que de uma forma simples conseguem preenchem o ecrã com inúmeros detalhes que parecem não acabar.
E finalmente há que destacar o magnífico conjunto de "estrelas" que povoam este filme e que, com a sua voz, conseguem criar elaboradas personagens... George Clooney, Meryl Streep, Bill Murray, Owen Wilson ou a ratazana de Willem Dafoe que tem uma personagem suficiente exuberante graças, como disse, à voz deste magnífico actor.
Diferente e extraordinário, simples e exuberante, este filme consegue ser uma mais valia para todo o cinema de animação e uma obra que não só não deixará ninguém indiferente como facilmente conquista um largo público para além das crianças para quem é, supostamente, direccionado.
Este é, sem qualquer margem para dúvidas, um daqueles filmes que considero um crime deixar passar sem ser visto. Simplesmente imperdível.
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8 / 10
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Ainda, o Natal (2011)

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Ainda, o Natal de Cláudio Sá é uma "curtíssima" curta-metragem de animação que reflete bem o espirito não só do Natal como de toda esta época ensombrada pela "crise". Aqui nem uma figura tão tradicional como o Pai Natal consegue escapar às amarguras do momento em que vivemos.
Interessante e bem pensada, acaba por ter uma própria ironia trágica e cómica à qual nenhum de nós consegue escapar.
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6 / 10
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segunda-feira, 2 de abril de 2012

E Amanhã... (2011)

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E Amanhã... de Bruno Cativo é a primeira longa-metragem deste realizador, e que também assina o argumento, que a efectuou sem qualquer apoio institucional e que teve a sua estreia no Cineclube de Telheiras.
Miguel (Pedro Barroso) é um jovem para quem os bens materiais pouco significado têm. Maria (Diana Nicolau) é a sua namorada e para quem estas mesmas posses e a vontade de alcançar fama e sucesso muito representam. Considerando os seus diferentes objectivos de vida e os desencontros que a sua relação acaba por ter, Miguel desaparece deixando tudo e todos para trás. Passam três anos em que não se sabe nada dele até ao dia em que resolve finalmente aparecer. Será o seu reencontro bem sucedido?
Confesso que inicialmente saí algo dividido da projecção deste filme. Foi só depois a pensar nele, e muito também à medida que me preparo para escrever este comentário que finalmente reflito sobre alguns aspectos que me levaram a essa divisão.
Primeiramente o facto de uma primeira metade do filme que se debruçava essencialmente sobre a personagem interpretada por Pedro Barroso e sobre a sua descida a um estado mental de total libertação do seu próprio espaço e dos seus bens ser excessivamente longa. No entanto, ao mesmo tempo que a considerei longa não pensei que era com base nesta sua personagem que todo o filme acabaria por se desenvolver. Sendo este "Miguel" a personagem central de toda a história e aquela que tem uma maior transformação quer em si quer em relação aos demais com quem interagia acaba por fazer todo o sentido o maior destaque que lhe é dado.
E bem. Pedro Barroso que estamos normalmente habituados a ver em produções televisivas e maioritariamente telenovelas, tem aqui uma sólida interpretação em cinema e num filme que é quase um "one-man show". É dele que escutamos as maiores reflexões sobre a vida, o amor e quem, quase sem diálogos durante todo o filme, consegue transmitir um profundo vazio de alma que o consome aos poucos. Primeiro pela falta de retribuição no amor de "Maria" que o leva a abandonar tudo e desaparecer, e finalmente quando entra literalmente numa espiral de decadência que o leva a uma vida de sem-abrigo.
Já para com Diana Nicolau tenho uma sensação ambivalente. Se inicialmente tem uma interpretação com quem não se consegue criar qualquer tipo de empatia, é também certo que já perto do final a sua veia mais cómica consegue consquistar qualquer um pelo uso de um diálogo sarcástico e irónico. Aqui, sem dúvida, vence.
Destaco ainda a participação especial de um João Perry que, quase irreconhecível, dá o ar de sua graça como o mendigo com quem "Miguel" consegue finalmente dialogar.
Se por um lado gostei da ideia de transformar o filme como se de um livro se tratasse, onde ouvimos uma narração à medida que as imagens percorrem o ecrã, muito como se fosse a nossa própria mente a ler o que os nossos olhos vêem, por um lado algo que me desconcertou um pouco a atenção foi a constante presença, em praticamente todos os momentos, da banda-sonora. Acabamos por, a certo ponto, não dar a devida importância aos sons que compõem a tela por já a termos relegado para um segundo plano quase "sem importância". Aspecto este que também se salva após a segunda metade do filme onde se torna quase impossível não a reconhecermos novamente devido à sua emotividade entrar num crescendo apenas comparável às vivências das próprias personagens.
Destaco ainda como um factor positivo a caracterização que tanto Pedro Barroso como João Perry têm nos momentos em que retratam dois sem-abrigo. No casso de Perry, como já referi, torna-o quase irreconhecível. Quanto a Pedro Barroso, e como o próprio admitiu numa breve conversa aos espectadores, o trabalho de investigação e preparação para o filme a isso o levou.
Finalmente um aspecto menos positivo, não pelo filme mas sim pelas condições em que a projecção foi feita, foi a impossibilidade de apreciar todo o trabalho de fotografia que, tal como podemos constatar no trailer que aqui também deixo, nos revela. Os tons ora esbatidos ora vivos fruto de uma memória agradável que "Miguel" tinha do seu passado, parecem-me ser elementos positivos, e muito bem conseguidos, neste filme.
Finalmente, e voltando a um aspecto que referi no início, considerando que esta é a primeira longa-metragem do realizador Bruno Cativo, onde consegue criar uma história inicialmente complexa mas que consegue levar a um bom porto, mostram a capacidade e qualidade do seu trabalho que, espero, possa vir a dar ainda maiores e melhores frutos no futuro. Bruno Cativo, tal como muitos dos realizadores de uma nova vaga que parece firmar-se no panorama cinematográfico português, mostra com esta sua longa-metragem ter ainda muito que contar. E assim o espero.
Espero também que esta sua longa-metragem possa vir a ter algum tipo de distribuição em Portugal e que não se limite apenas aos circuitos de festivais de cinema, ficando assim mais perto dos espectadores.
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7 / 10
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domingo, 1 de abril de 2012

Unshaken (2011)

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Unshaken de Mike Overton e Sam Robinson é uma curta-metragem de ficção sobre o universo zombie, que é o mesmo que dizer que já sabemos como tudo isto corre... um grupo de sobreviventes encontra-se num barracão abandonado até que são perseguidos por zombies, alguns deles são mordidos e os outros vão tentando fugir.
Feito no âmbito do programa 50HourFilmProject, esta curta consegue ganhar uma vitalidade interessante quando o grupo de sobreviventes do primeiro ataque zombie foge do barracão e encontram pelo caminho um estranho sobrevivente.
Infelizmente esta curta sofre de um grande problema... o ser "curta" demais, pois este segundo fôlego tinha pernas para andar um pouco mais longe do que aquilo que foi. Ainda assim vale a pena ver e consegue, à excepção do seu som por vezes deficiente, ser interessante e bem pensada.
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5 / 10
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