quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

The Ghost Writer (2010)

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O Escritor Fantasma a nova obra do relizador Roman Polanski foi o grande vencedor deste ano dos EFA's cuja cerimónia deste ano teve lugar em Tallinn, capital da Estónia.
O filme, que partia com sete nomeações, saiu vencedor em seis categorias sendo elas Filme, Realizador, Ewan McGregor como Actor, Argumento, Banda-Sonora e Design, tornando-se assim no maior vencedor de EFA's até à data.
Esta história escrita pelo próprio Polanski em parceria com Robert Harris e com um excelente elenco do qual fazem parte Ewan McGregor, Pierce Brosnan, Olivia Williams, Tom Wilkinson, Kim Cattrall e Timothy Hutton, leva-nos até ao mundo das intrigas políticas, das indústrias militares e da CIA.
Tudo começa quando um Escritor Fantasma (McGregor) é contratado para escrever as memórias do ex-primeiro-ministro britâncio Adam Lang após a misteriosa morte do seu escritor oficial.
O Escritor Fantasma, nunca abordado pelo seu verdadeiro nome durante todo o filme, aceita a proposta, relutante de início, e segue ao encontro de Lang na sua residência norte-americana, onde desde cedo perceber que aquele ambiente é estranho e onde as suspeitas e as desconfianças imperam ao ponto do Escritor suspeitar mesmo da participação de Lang como membro da CIA. Mas... será mesmo ele?
Este filme desperta logo a curiosidade de qualquer um se pensarmos no mediatismo que o seu realizador tem tido desde os anos 70 e em particular nos últimos dois ou três anos desde a sua prisão em Zurique. Como tal, é normal que qualquer um de nós queira saber o que é que ele tem andado a fazer e se esta sua última obra merece destaque pela sua qualidade ou se mais não é do que muita publicidade para nada.
Depois de começarmos a ver este filme e de percebermos que ele nos prende a atenção desde o primeiro minuto, entendemos que afinal a publicidade que o filme tem não se deve ao facto do seu realizador ter estado envolvido em tanta polémica nos últimos anos e que estamos realmente perante um filme que é simplesmente BOM.
A sua história, que podemos presumir já ter visto dezenas de vezes em tantos outros filmes, consegue realmente ser interessante e criar um intenso clima de suspense que não nos larga em momento nenhum. Se a este aspecto juntarmos a fenomenal banda-sonora da autoria do compositor do momento Alexandre Desplat, então estamos mesmo perante uma intensidade bem forte que não nos larga de início até ao final. Especialmente nos momentos em que pensamos já ter percebido tudo e que, afinal, estamos ainda longe de ver realmente qual a realidade que assombra os acontecimentos descritos no filme.
Digo com segurança que este filme não é apenas fogo de vista, nem que vive tão pouco de uma publicidade que gira em torno do mediatismo do seu realizador. E digo ainda que este sabe tão bem como há quarenta anos dirigir magníficas histórias que nos prendem do primeiro ao último minuto, e daí se justificam os seis EFA's que ganhou no início deste mês em Tallinn.
Excelente filme que, infelizmente, não irá aos Oscars, pois se fosse antevia aqui umas quantas merecidas nomeações para Filme, Realizador, Argumento, Banda-Sonora, Actor Principal (McGregor) e Actores Secundários (Brosnan e Williams), devido apenas e só ao mediatismo negativo que o realizador tem do outro lado do Atlântico mas que é, seguramente, um dos melhores filmes deste ano e que merece ser visto por todos, em particular por aqueles que apreciam bons thrillers que conseguem deixar-nos inquietos durante todo o tempo em que estamos a ver este filme.
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9 / 10
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