sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

I Love You Phillip Morris (2009)

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Eu Amo-te Phillip Morris de Glenn Ficarra e John Requa (que também assinam o argumento), é um daqueles filmes que, além de ter o Jim Carrey como actor protagonista, me despertou interesse por o saber "adiado" na estreia nos Estados Unidos devido à sua temática considerada como "inapropriada". O porquê? Simples... Jim Carrey bem como o seu co-protagonista Ewan McGregor interpretam o papel de um casal gay que vive, nada mais nada menos, no Texas. Estes filmes "proibídos" são sempre os mais apetecidos de ver.
Steven Russell (Carrey) é um homem feliz, polícia, casado e pai... Feliz... Aparentemente feliz para todos o que o rodeiam e para a sua comunidade mas que esconde um grande segredo... é gay e tem encontros furtuitos às escondidas para aí sim se sentir completamente realizado.
Dono de uma vida socialmente aceite sente-se, após sofrer um acidente, insatisfeito e como tal irá fazer tudo o que lhe apetecer para viver a sua vida ao máximo.
Além de assumir a sua homossexualidade a todos começa a viver de expedientes e de esquemas que lhe dêem bastante dinheiro para viver uma vida de luxo e de ostentação... até ao dia em que descoberto, é enviado para cumprir pena de prisão de onde continua a efectuar os seus inúmeros esquemas e vigarices sem nunca parar. E é aqui que conhece Phillip Morris (McGregor), o amor da sua vida.
Em primeiro lugar é imprescindível dizer que este é das maiores interpretações que Jim Carrey já teve em toda a sua carreira. É certo que tanto em The Truman Show como no Man on the Moon ele tem trabalhos fenomenais pelos quais chegou a ser falado para Oscar e tendo mesmo chegado a vencer os Globos de Ouro Drama em ambos os papéis mas aqui Carrey tem realmente o papel que o pode(ria) levar ao tanto ambicionado Oscar. Digo poderia pois, não fosse a campanha anti-filme que tem recebido ao longo deste ano, e com alguma campanha ele chegaria lá. Assim tenho as minhas sérias dúvidas sendo que, no entanto, se me enganar recoheço que é um feliz engano.
Jim Carrey que não perde o seu lado cómico, do qual estamos habituados até a ver pelo exagero, mantém aqui o registo mas com uma abordagem do desespero. A sua intepretação, baseada num caso real, mostra-nos um homem com e do qual podemos rir mas que ao mesmo tempo retrata uma completa inadaptação não só aos que o rodeiam como, muito em particular, a si próprio. São os seus comportamentos para se tentar safar de todo o tipo de problemas em que se mete, que mais não são do que reflexos das tentativas de se livrar de si próprio, que carregam essa dimensão mais cómica.
No fundo, todos giram à sua volta. É uma daquelas interpretações que quase não precisa de suporte de ninguém para poder existir. No entanto, há sempre um mas, e o de Carrey é Ewan McGregor (Phillip Morris) por quem Steven se apaixona perdidamente.
McGregor está simplesmente perfeito e altamente credível neste papel que, a haver justiça, seria também nomeado como Actor Secundário. Também para este actor habituado a fazer par romântico com muitas das mais belas actrizes do momento, o seu desempenho aqui é credível ao ponto de percebermos que entre os dois existe uma química real.
Esperemos que agora que finalmente estreia nos Estados Unidos, este filme tenha algum tipo de aceitação e que entre no circuito de prémios da crítica a atribuir até final do mês e que, com alguma sorte, os Globos e os Oscars recompensem o filme de alguma forma.
Para aqueles que ainda não viram o filme e que são apreciadores de Jim Carrey, aqui está uma boa oportunidade de o reverem num BOM desempenho mas num registo totalmente diferente... bom... não totalmente mas com muitas diferenças... daquele a que ele nos habituou.
Carrey está mesmo no seu melhor... Simplesmente imperdível e demasiadamente hilariante. E para quem não acredita, que tome muita atenção ao segmento em que Steven se encontra na clínica a recuperar da sua "doença"... e os minutos seguintes...
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9 / 10
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