sábado, 25 de dezembro de 2010

The Holiday (2006)

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O Amor Não Tira Férias de Nancy Meyers é daquelas comédias que são simplesmente irresistíveis. É impossível e inimaginável não gostar deste filme. Já deu para perceber o quanto me tornei fã? Pois é... gostei MESMO.
Motivos não faltam, aliás, para que seja um filme que desperte pelo menos a curiosidade a qualquer um. Kate Winslet, Cameron Diaz, Jack Black e Jude Law são os actores principais desta comédia dramática que conta ainda com a participação de Eli Wallach como um secundário merecedor de um grande destaque.
Temos então duas mulheres... Amanda (Diaz) e Iris (Winslet) que fartas das suas complicadas a tribuladas vidas amorosas decidem isolar-se e passar a época de Natal num local onde ninguém as conheça.
Amanda decide assim procurar através da internet alguém que esteja disposto a trocar de casa. Encontra assim Iris que, tal como ela, se encontra na mesma situação. Enquanto Iris parte para o sol da California, Amanda instala-se na gelada Inglaterra.
Enquanto Amanda conhece Graham (Law), o irmão de Iris, e vive com ele uma tórrida e momentânea relação, Iris conhece Miles (Black) por quem acidentalmente se apaixona e também Arthur (Wallach), o homem que iria literalmente modificar a sua vida e ensiná-la a auto-valorizar-se.
Aquela que ambas pensavam ser apenas uma viagem de sossego e reflexão tornou-se sim na viagem que iria literalmente modificar as suas vidas para sempre.
Escusado será de dizer, e muitos irão concordar comigo, que um filme em que a Kate Winslet entre é logo um sinal muito claro de que deve ser um filme a ver e a ter em consideração mesmo que, como é o presente caso, seja um filme mais ligeiro com muitos momentos de comédia e grandes doses dramáticas.
Sendo dela a interpretação principal, em parceria com Cameron Diaz, nada mais me resta dizer a não ser que como sempre Winslet está absolutamente fenomenal. Gostamos das suas imensas gargalhadas e da cara de "miúda" simpática que consegue conquistar o coração de qualquer um de nós. Sentimos a sua alegria e a sua tristeza... alias... a sua melancolia, perfeitamente. Sabemos que é genuíno todo o conteúdo pelo qual a sua personagem passa e conseguimos em inúmeras ocasiões transpôr esses mesmos sentimentos e emoções para a nossa realidade. O que fazer com uma traição ou com um objectivo não correspondido? Necessitamos de nos mudar para outro local sem resolver os nossos problemas? Conseguiremos alguma vez dar o passo em frente? Kate, a tudo o que perguntamos dá-nos uma resposta... mais lá para o final...
Aquilo que ainda me colocava algumas dúvidas era a prestação de Cameron Diaz e a relação com Winslet. Diaz, que percebo ser uma actriz ainda pouco valorizada naquilo que sabe fazer bem, tem tido na sua grande maioria, prestações razoáveis em filmes dito fracos, salvo raras excepções. Por isso, estes eram os aspectos que mais me preocupavam neste filme.
No entanto devo confessar que Diaz consegue ter um dos momentos mais fortes de todo o filme e aquele que consegue emocionar qualquer um de nós (e que atire a primeira pedra quem não se emocionou no momento em que ela juntamente com Law e as duas jovens actrizes se encontram na "tenda interior"). São momentos francamente enternecedores e humanos por excelência. Existe uma verdadeira química.
Química esta que, a bem da verdade, é sentida entre todos os actores do filme. As dinâmicas construídas entr eles são sinceras e autênticas. Sentimos isso entre Diaz e Law. Entre Winslet e Wallach e entre Winslet e Black. Este pequeno elenco não poderia ter sido escolhido de outra forma. Está simplesmente perfeito e muito convincente.
Gostei também da banda-sonora composta por Hans Zimmer que recria aqui um ambiente não só divertido como terno e cúmplice demonstrando assim na perfeição a interacção que esperamos ver entre as diversas personagens.
Não há nada que veja no filme e que possa dizer "menos bom". Tudo está no sítio certo e acontece a um ritmo bem planeado e que nos faz assistir a uma excelente comédia dramática que suplanta qualquer uma das do mesmo estilo feitas nos últimos anos.
É um filme simplesmente agradável com boas interpretações e uma história credível. Aliás... além de credível... Tem uma história que nos faz gostar de ver filmes. Muito bom.
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"Iris: I have found almost everything ever written about love to be true. Shakespeare said, "Journeys end in lovers meeting." What an extraordinary thought."
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8 / 10
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