domingo, 2 de outubro de 2011

The Men Who Stare at Goats (2009)

.
Homens que Matam Cabras só com o Olhar de Grant Heslov foi um filme muito antecipado pela reunião de um grupo bem forte de actores onde se destacam nas principais interpretações George Glooney, Ewan McGregor, Jeff Bridges e Kevin Spacey.
Bob (McGregor) é um repórter que procura o furo da sua carreira e conseguir assim provar à sua ex-mulher que é com ele que deve ficar. Tudo parece correr bem quando ele conhece Lyn (Clooney), um homem que afirma pertencer a uma facção oculta do exército norte-americano que usa poderes paranormais para completar as suas missões.
Através de uma viagem pelo Iraque estes dois homens começam a estabelecer uma relação que levará Bob a questionar se tudo aquilo será apenas um estranho acaso ou pior, uma estranha realidade.
Confesso que sempre ouvi falar relativamente mal deste filme o que, para o conjunto de actores que dele fazem parte, me deixava por um lado incrédulo e por outro mais curioso por ver e confirmar o que por aqui realmente se passava. Demorou mas finalmente consegui ver e constatar... Este filme é francamente mau.
O argumento de Peter Straughan com base no livro de Jon Ronson, tem potencial suficiente para poder transformar esta história em algo interessante considerando aquilo de que trata, mas no entanto, pelo meio algo falha e a dada altura acabamos a pensar já não tanto no filme em si mas mais naquilo que parece uma verborreia de frases desconexas e interpretações péssimas por parte de um conjunto magnífico de actores.
Quanto a eles não sentimos empatia por nenhum em particular e as suas interpretações não passam do mediano ao muito mau e, se pensarmos bem no assunto, alguns deles já receberam os mais elevados prémios de interpretação ou, mesmo não os recebendo pois isso nem sempre significa algo de concreto, estão normalmente na lista daqueles actores que conseguem facilmente convencer-nos com a qualidade do trabalho que têm. Aqui, no entanto, temos a nulidade pegada... McGregor está quase sempre desesperado por mostrar que "acredita" no que experiencia... Clooney muito "preocupado" em ser credível... Bridges não é convincente como um ex-militar hippie.. e à medida que avançamos e vemos o seu estado final... pior ficamos... e quanto a Spacey parece que se limita simplesmente a... "estar lá".
Finalmente, por muita verdade que tenha esta história (ou não) a realidade é que pensamos que será "necessário" falar de um filme que na prática não nos adianta em nada ou de útil.. pouco tem (especialmente se pensarmos que é capaz de ser o maior fiasco na carreira de todos estes actores).
Retirando uma ou outra situação onde ainda dá para sorrir um pouco (honestamente já nem sei onde pois acabei de ver este filme ontem e pessoalmente não tenho nada assim de concreto que possa apelidar de bom... ou menos mau), o que é certo é que todo o filme, sem grandes excepções, é uma nulidade pegada... A falar em pontos positivos... dou os parabéns às cabras que no seu acto de libertação conseguem ser credíveis... ou até àquela que quando morta nos entrega o momento alto de interpretação de todo o filme. Tudo o resto... é perfeitamente dispensável. Para nós e para os actores que neste filme representam.
.
.
2 / 10
.

Sem comentários:

Publicar um comentário