domingo, 6 de novembro de 2011

Je Vous Salue, Marie (1985)

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Eu Vos Saúdo, Maria de Jean-Luc Godard despertou-me o interesse a partir do momento em que era referenciado como um dos primeiros trabalhos de uma então muito jovem actriz chamada Juliette Binoche.
Esta história sobre o nascimento e a criação é uma adaptação da vida de Maria e José e da gravidez espontânea da mesma, muito ao estilo do que conhecemos dos pais de Cristo. A diferença é que aqui Maria é uma jovem estudante que joga basquetebol e José em vez de ser carpinteiro é um modesto taxista. Mudam-se os tempos...
De discussão filosófica a representações da Natureza que encarnam claramente uma ideia de pureza e divino, este filme deambula por um conjunto de composições clássicas que tentam transportar este filme para algo mais místico mas que no fundo acabam mais por pareer imagens sobrepostas umas às outras numa mescla que se torna mais enfadonha do que interessante.
Se a curiosidade para com este filme já havia desaparecido a menos de metade da duração do mesmo, os seus aborrecidos e quase monossilábicos diálogos, bem como a generalidade do argumento verdade seja dita, tornam-no quase impossível de suportar, fazendo com que a sua limitada duração seja uma experiência penosa. Chega a um momento que sentimos o nosso cérebro já a começar a atrofiar.
À excepção da música clássica que ecoa a todo o momento de silêncio entre diálogos, e que são muitos, e das ocasionais filmagens de belíssimos locais naturais, todo este filme foi, para mim, uma experiência verdadeiramente penosa e dolorosa.
É muito bom ser experimentalista e contar histórias mas quando são justificados em nome daquilo que pode ser um bom filme e não apenas sê-lo por pertencer a um reputado realizador.
Para apreciadores e fãs deste realizador compreendo que possa ser uma obra-prima indiscutível, no entanto para apreciadores de cinema que esperam ver um bom filme este deixa muito a desejar... de longe.
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