sábado, 26 de novembro de 2011

XX/XY (2002)

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XX/XY de Austin Chick é um filme que conta com a participação de Mark Ruffalo, Kathleen Robertson e Maya Stange numa história que os envolve num trio sentimental e sexual.
Depois de Coles (Ruffalo), Sam (Stange) e Thea (Robertson) estarem envolvidos quer juntos quer à vez, a relação de amizade que tinham vai lentamente desaparecendo criando entre eles pequenos atritos que resultam aos poucos na sua separação.
Dez anos decorridos destes acontecimentos Coles e Sam reencontram-se e estabelecem novamente contacto que termina de novo no seu envolvimento que trará consequências não só para a sua amizade como também nas relações que agora mantêm com os seus respectivos parceiros.
Habituado que estou a ver Mark Ruffalo com interpretações bastante interessantes que mostram o quão bom actor é, não perdi a oportunidade de ver este seu filme, já com alguns anitos em cima, mas confesso que muito pouco me impressionou. À excepção de alguns largos minutos em que entra numa escalada sexual a dois ou a três com as duas actrizes protagonistas, este filme e a sua interpretação mostram os complexos porque muitos atravessam onde a idade avança mas os comportamentos pararam no tempo e numa certa idade como se ainda de crianças se tratassem. A "incapacidade" de crescer e assumir quer compromissos quer responsabilidades é o mote principal desta história que tem como consequência a perda daqueles que os seus intervenientes percebem realmente amar.
O mesmo serve para as duas actrizes principais que embarcam inconscientemente no meu jogo apenas para perceber mais tarde que ele era "alto" demais para nele conseguirem vencer.
Este filme, tanto pelo argumento como pelas interpretações, ou até mesmo a quase insuportável banda-sonora não me impressionaram. O filme, que até é de fácil digestão e não se torna aborrecido em nenhum momento mas demonstra como pessoas com vidas aparentemente estáveis e bem sucedidas podem, a qualquer momento, perder-se e dar asas a caprichos e desejos que se julgavam escondidos e esquecidos.
À excepção dos muito presentes devaneios sexuais a que este grupo de personagens se dá ao longo do filme, quer quando estão ainda em idade de estudantes quer mais tarde quando se reencontram, pouco mais há a acrescentar a este filme que se de início até começa a prometer, rapidamente se perde na banalidade de um argumento que não avança do mesmo ponto no qual começou.
No geral é um filme morno que não tem muito que se lhe diga ou algum momento que consiga realmente impressionar pela positiva ou pela sua originalidade. Não se vê mal e não está mal representado mas ao mesmo tempo também não adianta nada de novo.
Interessante não deixa de ser a fotografia da autoria de Uta Briesewitz que nos seus tons esbatidos e sem "vida" retratam não só a insignificândia e desilusão com que estas personagens caracterizam, de certa forma, as suas próprias vidas mas que no ambiente geral do filme é bem conseguido e aplicado.
O filme na sua globalidade apesar de se visualizar bem e sem grandes problemas consegue, ao acabar, deixar-nos aquela sensação de completa nulidade ou desinteresse por tornar o desfecho das diversas personagens exactamente naquilo que esperamos em que elas se tornem.
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4 / 10
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