sábado, 28 de abril de 2012

Blood: The Last Vampire (2009)

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Blood: O Último Vampiro de Chris Nahon é a adaptação cinematográfica de uma banda-desenhada que nos remete para o Japão dos anos 70 onde Saya (Gianna Jun), uma vampira com mais de quatrocentos anos é enviada para um colégio frequentado por filhos dos militares norte-americanos, como forma de aí descobrir todos aqueles que são adoradores do demónio que pretende dominar o planeta e escravizar a espécie humana.
Saya, de aspecto frágil e no corpo de uma adolescente é uma perigosa e altamente treinada especializada em artes marciais capaz de uma frieza e insensibilidade e rigor que não a fazem demover de encontrar e exterminar todos aqueles que lhe façam frente. Depois de formar amizade com Alice (Allison Miller) no colégio, as duas irão embarcar numa intensa e perigosa viagem que irá colocar a vida de ambas em risco.
Apesar de não ser aquele género de filme que mais me entusiasma ver, hipócrita seria se não dissesse que este é o estilo de filmes que todos nós vemos quando não queremos pensar em grande coisa além de um bom momento de entretenimento em que os aspectos visuais, que passam desde as elaborados coreografias até ao meio envolvente onde o filme decorre, sejam o ponto forte.
Nesta perspectiva, apenas e só, se nos concentrarmos que não vamos ter uma história que nos irá fazer pensar e equacionar nos prós e contras que podem decorrer durante a mesma, teremos então o tipo de filme ideal. Visualmente rico, com um cenário cheio de pequenos detalhes com que podemos enriquecer o olhar e um conjunto de vampiros-monstros prontos para, a qualquer momento, assumir a sua verdadeira identidade, este filme transporta-nos para o cérebro vazio que, na prática, pretendiamos inicialmente ter.
A história em si não nos transporta para nada de novo. A eterna batalha entre o bem e o mal, os vampiros literalmente sedentos de sangue e os humanos que vivem felizes e contentes na sua ignorância ao não saber absolutamente nada do que se passa à sua volta. Dito isto... tudo dito. Ainda assim, a componente visual acaba sempre por levar a melhor e a nossa atenção para com o filme não se perde.
No entanto, o problema com este género acaba por este mesmo... nada de novo. Tudo o que aqui vemos já o tivemos em inúmeros outros filmes logo, o efeito é realmente momentâneo e, depois de terminada a sua duração, estamos exactamente no ponto de partida... Nada de novo.
Vale apenas e só como objecto de entretenimento momentâneo e vence pelas suas sequências de acção que na sua maioria conseguem ser interessantes mas que, ao mesmo tempo, não atingem o seu verdadeiro esplendor devido ao restante filme não atingir nenhum pico de originalidade que se faça afirmar. Para os apreciadores do género, aí sim, acredito que conquiste algum tipo de legião de fãs.
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2 / 10
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