sábado, 21 de outubro de 2017

Cupido in Love (2015)

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Cupido in Love de Roberto Pérez Toledo é uma curta-metragem espanhola de ficção em que Jesús (Pelayo Rocal) um actor desempregado tenta ganhar a vida como demonstrador de perfumes numa grande superfície. Aí reencontra Marcos (Ángel Velasco), estudante de arquitectura por quem tem uma atracção.
Poderá o Cupido ao qual Jesús dá corpo ser a sua salvação para um amor porvir?
O amor não poderia estar mais presente nesta curta-metragem de e com argumento de Pérez Toledo. Estamos na época de São Valentim... experimentam-se perfumes para oferecer às respectivas caras-metade e... temos um "Cupido" de nome "Jesús" presente. Como se todas estas coincidências não fossem já de si suficientes, então o que pensar quando "Jesús" está, também ele, apaixonado por "Marcos", um rapaz que reencontra e a quem nunca teve coragem de o confessar?!
O amor - ou falta dele -, essa constante na obra do realizador espanhol já por várias vezes aqui comentada neste espaço, é novamente o mote para uma história que tem tudo para terminar feliz. Duas almas desencontradas que no dia especial do ano se cruzam. Cruzam-se os olhares, meia dúzia de palavras mais ou menos insinuantes que fazer devir um sentimento por explorar - uma vez que ele já havia nascido num passado recente -, e que agora naquela breve passagem reencontra a tal chama que tende a despertar.
"Jesús" é um Cupido inseguro. Incerto não nos seus sentimentos que parecem (ao espectador) bastante claros, mas sim na sua confissão a quem interessa... um "Marcos" confiante e que se insinua conferindo-lhe a segurança que lhe falta. Como pode este Cupido inseguro ser o mote para espalhar o amor nesta época tão especial? Poderá o próprio deus do amor tremer quando se trata da sua própria felicidade criando o tal paradoxo ou conflito de interesses que o afastam da sua própria felicidade?
Porque o amor está por toda a parte e a todos "toca"... até um deus cuja obra se dedica a espalhar o próprio amor, Cupido in Love é uma curta-metragem sensível com uma pequena dose de confiança emocional e uma interpretação extremamente bem construída de um Pelayo Rocal como um Cupido destinado a espalhar amor por todos aqueles que se cruzam no seu caminho mas igualmente inseguro quando o tal caminho a percorrer... não será por outro que não por ele próprio.
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7 / 10
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