terça-feira, 18 de maio de 2010

Copying Beethoven (2006)

Corrigindo Beethoven de Agnieszka Holland reflete sobre os dias em que o compositor compôs a sua grande 9ª Sinfonia bem como a sua também já conhecida relação destrutiva não só para consigo próprio bem como para com todos aqueles que giravam em seu redor.
A interpretar o famoso compositor alemão temos o actor Ed Harris em mais um bem executado desempenho, não chegando no entanto a ser tão inspirado como outros que já desempenhou em filmes como As Horas ou The Truman Show.
Harris consegue transparecer não só a instabilidade física como emocional do compositor sendo que no entanto não consegue com os seus momentos dominar o grande ecrã com uma interpretação de nos encostar à parede. É bom... a personagem consegue ficar real mas... se pensarmos num Gary Oldman em Paixão Imortal como comparação, Ed Harris fica-lhe muito distante na qualidade do papel.
Também falta algo na química, quase inexistente, entre Harris e Diane Kruger, a personagem feminina principal que dá corpo à mulher que o ajudou na execução da tão famosa 9ª Sinfonia.
Ambas as interpretações estão bem executadas mas, entre elas, falta algo que dê o devido brilhantismo à composição conjunta.
Dito isto há também que salientar os pontos fortes do filme. E são eles em primeiríssimo lugar o brilhante e emocionante momento da apresentação da própria 9ª Sinfonia. É uma música inspirada, apresentada num brilhante cenário e que cativa qualquer um. Ainda assim não consegue superar o mesmo momento do referido Paixão Imortal que é aí sim um momento extraordinariamente bem conseguido a todos os níveis.
Um bom trabalho é o do guarda-roupa da autoria de Jany Temime que apesar de não brilhante é, para um filme de época, bem conseguido e uma das peças fundamentais para este tipo de filme.
Este Copiando Beethoven não é um dos melhores filmes de época, e menos será um dos melhores sobre Beethoven pois como já referi fica algo distante de um Paixão Imortal, no entanto consegue dentro do estilo próprio um filme interessante que foca os últimos tempos de vida de Beethoven e a sua relação tempestiva com todos os que giravam à sua volta não deixando no entanto, espaço a explorar e perceber o porquê dessas relações conflituosas.
No entanto, vale a pena ver mais que não seja pela sua beleza estética tanto a nível de cenários, guarda-roupa e fotografia.



7 / 10

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