sábado, 30 de junho de 2012

Divina Intervenção (2011)

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Divina Intervenção de Telmo Martins realizador que já nos havia apresentado o muito agradável Um Funeral à Chuva, e regressa aqui com esta curta-metragem em 3D.
Esta história mostra-nos um homem (Hugo Costa Ramos) que procura o local ideal para pôr termo à sua vida. Não conhecemos os motivos... apenas sabemos ser este o seu desejo. Por entre caminhos e desfiladeiros
É quando chega ao local "ideal", ou pelo menos um deles, que outro homem (Luís Dias) aparece do nada e tenta saber os motivos de tal decisão levando-o a desistir do local e seguir caminho até encontrar outro que não esteja "escolhido".
Tinha alguma curiosidade em ver este trabalho por o saber um dos mais recentes do realizador que me tinha impressionado com o Funeral e assim que soube que este já se encontrava disponível online não perdi tempo em ver.
O primeiro aspecto que me desiludiu no filme foi o facto de estar em 3D. Não sou fã desta nova "moda" que faz com que todos os filmes apareçam neste formato que, na minha opinião, em nada beneficia os filmes. Antes pelo contrário. O segundo, e provavelmente o mais importante, é a falta de desenvolvimento que o argumento tem. A história, a melhor explorada nomeadamente nos motivos que levaram o primeiro homem a procurar tão desesperadamente a morte, faria com que esta curta (que seria mais longa) tivesse um desenvolvimento mais interessante e dava também um novo olhar à personagem, o mesmo se aplicando ao segundo homem.
Os actores acabam por sofrer do anterior mal e com pouco conteúdo para enriquecer as suas personagens, não conseguem dar-lhes o devido conteúdo e trabalhar mais nos motivos e nos porquês. Da personagem interpretada por Hugo Costa Ramos pouco ficamos a saber e da personagem de Luís Dias esboçamos apenas um breve sorriso pela sua tão caricata figura.
Se há curtas que vivem muito bem por o serem, esta não é uma delas. A sua reduzida duração não chega para explicar os motivos que levam aqueles dois homens a estar ali naquele local a procura a morte, e a simples justificação de "porque sim" não é suficientemente convincente para nos satisfazer.
Aqui Telmo Martins poderia, tanto a nível de realização como principalmente de argumento, ter dado mais... muito mais, fazendo com que este trabalho não se resumisse a uma simples banalidade.
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3 / 10
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