quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Vittorio Storaro homenageado pela Academia Portuguesa de Cinema

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Vittorio Storaro, director de fotografia italiano foi, depois da actriz Vanessa Redgrave, o segundo homenageado pela Academia Portuguesa de Cinema com o diploma de Membro Honorário Internacional, numa cerimónia que decorreu ontem na Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, em Lisboa.
Storaro (Roma, 1940), responsável pela direcção de fotografia de filmes como Apocalypse Now (1979), Reds (!982) ou The Last Emperor (1987) pelos quais recebeu três Oscars da Academia Norte-Americana de Cinema, começou a sua carreira enquanto director de fotografia na longa-metragem I Normanni (1962), de Giuseppe Vari tendo-lhe seguido algumas curtas-metragens até regressar às longas-metragens com Giovinezza Giovinezza (1969), de Franco Rossi e Delitto al Circolo del Tennis (1969), de Franco Rossetti.
Foi logo no início da década seguinte que, em 1970, colaborou com Dario Argento em L'Uccello dalle Piume di Cristallo e com Bernardo Bertolucci em Il Conformista e em Strategia del Regno. No ano seguinte colaborou em Giornata Nera per l'Ariete, de Luigi Bazzoni, Addio Fratello Crudele, de Giuseppe Patroni Griffi e finalmente em Ultimo Tango a Parigi (1972), também de Bertolucci. No mesmo ano chegava Corpo d'Amore, de Fabio Carpi seguido de Malizia (1973), de Salvatore Sampere, Blu Gang e Vissero per Sempre Felici e Ammazzati (1973), de Luigi Bazzoni e Giordano Bruno (1973), de Giuliano Montaldo. Em 1974 participaria na obra protagonizada por Elizabeth Taylor Identikit, de Giuseppe Patroni Griffi à qual se seguiriam Le Orme (1975), de Luigi Bazzoni e Mario Fanelli, Novecento (1976), de Bertolucci, Scandalo (1976), de Salvatore Sampeli, La Luna (1979), de Bertolucci e Agatha (1979), de Michael Apted antes do muldialmente conhecido Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola.
No início da década de oitenta voltaria a colaborar com Coppola em One from the Heart (1981) e em Reds (1981), de Warren Beatty pela qual venceria o seu segundo Oscar. Em 1985 viria a ser director de fotografia do clássico da década Ladyhawke, de Richard Donner ao qual se seguiria Ishtar (1987), de Elaine May e The Last Emperor (1987) que lhe traria o seu terceiro e último - à data - Oscar, bem como Tucker: The Man and His Dream (1988), de Francis Ford Coppola, no colectivo New York Stories (1989), de Woody Allen, Francis Ford Coppola e Martin Scorsese iniciando a década de noventa com Dick Tracy (1990), de Warren Beatty. Ainda em 1990 colaboraria novamente com Bertolucci na direcção de fotografia de The Sheltering SkyLittle Budha (1993), à qual se seguiria uma extensa colaboração na área do documentário. Taxi (1996), de Carlos Saura, Bulworth (1998), de Warren Beatty, Tango (1998), também de Carlos Saura, Goya en Bordeos (1999), novamente com Saura foram as obras que se seguiram. O novo século viria a iniciar-se com a colaboração de Storaro com Mirka (2000), de Rachid Benhadj, Picking Up the Pieces (2000), de Alfonso Arau com quem voltaria a trabalhar em Zapata - El Sueño del Héroe (2004) no mesmo ano em que trabalhou em Exorcist: The Beginning, de Renny Harlin seguido por Dominion (2005), de Paul Schrader, no colectivo All the Invisible Children (2005), de Mehdi Charef, Emir Kusturica, Spike Lee, Kátia Lund, Jordan Scott, Ridley Scott, John Woo e Stefano Veneruso e ainda em Io, Don Giovanni (2009), de Carlos Saura, L'Imbroglio nel Lenzuolo (2010), de Alfonso Arau e Muhammad: The Messenger of God (2015), de Majid Majidi. As suas últimas colaborações cinematográficas devem-se a obras de Woody Allen, Café Society (2016) e Wonder Wheel (2017) tendo por estrear Versace, de Bille August, The Hunchback, de Chuck Russell, Picasso y el Guernica, A Rose in Winter, de Joshua Sinclair e finalmente A Rainy Day in New York novamente com Woody Allen.
Entre os prémios já recebidos por Vittorio Storaro encontram-se os já referidos três Oscars e uma outra nomeação por Dick Tracy, um Emmy por Dune (em 2001), um BAFTA por The Sheltering Sky (em 1991), um prémio Carreira pela American Society of CInematographers, cinco troféus pelo Camerimage, um troféu do Festival Internacional de Cinema de Cannes pelo seu trabalho em Tango (em 1998), o David di Donatello da Academia Italiana de Cinema pelo seu trabalho em The Last Emperor (em 1988), o European Film Award da Academia Europeia de Cinema e o Goya da Academia Espanhola de Cinema por Goya en Burdeos (em 2000) bem como inúmeros outros prémios e nomeações pela crítica especializada norte-americana. A todos estes troféus juntou-se, desde ontem, o Lifetime Achievement Award entregue pela Academia Portuguesa de Cinema.
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