
quinta-feira, 17 de maio de 2018
Venux (2017)

Sin Titulo. Segundo Movimiento (2016)

quarta-feira, 16 de maio de 2018
El Precio de la Risa (2017)

O argumento de Pablo Urueña recupera um conjunto de imagens da obra do actor e produtor teatral, acompanhadas de todo um leque de testemunhos de actores que trabalharam com ele tais como Emilio Gutiérrez Caba ou alguns dos teóricos do momento como o escritor Javier Lafuente, o director da revista especializade Cinemania, Carlos Marañón ou mesmo do filho cuja vida foi dedicada à Igreja, entre outros que enquadram a sua obra no tempo, na relevância nos dias de hoje onde assumem que alguma da sua filmografia é ainda líder de audiências na televisão espanhola revelando que a importância do seu trabalho é, portanto, intemporal.
Com uma referência às suas origens mais humildes às quais sempre regressou como forma de sentir o apoio e o carinho daqueles para quem o seu trabalho era, de certa forma, dedicado, El Precio de la Risa confere ao espectador uma abordagem fresca, dinâmica e francamente fluída do homem por detrás da obra. Com um claro enfoque nas obras que protagonizou e que se classificavam maioritariamente junto da comédia simples e popular, todos aqueles que deixam o seu testemunho são claros e esclarecidos sobre a sua empatia e proximidade com o grande público, tornando-o num dos rostos mais conhecidos do mesmo sendo abordado em qualquer parte do país em que se encontrasse. Mais, todos referem o drama que sentia quando viajava para fora do país, onde as suas obras não chegavam, e o desconforto causado por não se sentir próximo daqueles com quem se cruzava desejando regressar de imediato.
Todos são ainda claros nos pequenos grandes elementos que caracterizam a sua obra, nomeadamente em aspectos como a constante dicotomia entre campo e cidade e em interpretar homens que, vindos de origens mais humildes, encontram dificuldades nas grandes cidades e na vida que se espera tenham na mesma. Com uma grande aceitação popular nos meios rurais e cidades mais pequenas, Paco Martínez Soria apenas consegue encontrar o reconhecimento do público de Madrid em La Ciudad no es para Mí (1966), de Pedro Lazaga onde a sua personagem encontra na vida citadina uma constante corrupção dos valores morais que encontra no seu meio mais rural.
Para lá de uma análise ao seu percurso cinematográfico, este documentário entrega ainda ao espectador um olhar sobre a sua trajectória teatral onde, dono de uma companhia itinerante, exercia para lá da óbvia função formativa a todo um conjunto de novos actores onde se encontravam o já referido Gutiérrez Caba mas também José Sacristán, por exemplo, e, na qual, se tornava um profissional muito mais exigente e pouco descontraído ao contrário do sentido enquanto profissional de cinema.
Fluído e muito importante enquanto objecto didático e de estudo sobre uma das personagens mais queridas do cinema e do teatro espanhol, El Precio de la Risa é um documentário original ao abordar a História por detrás das histórias e das personagens do cinema do país vizinho e, como tal, indispensável para o conhecimento do mesmo.
En Medio de la Noche (2017)

Ryoko (2018)

terça-feira, 15 de maio de 2018
Untitled Film #1 (2018)

Fuera de Juego (2017)

Partindo do pressuposto de que existe um estereótipo instaurado na sociedade nas mais diversas áreas, desporto incluído, e à qual todos "respondem" aceitando e não questionando, como reagir quando aqui a expressão da sexualidade individual difere desse ideal previamente estabelecido e dominante? A sexualidade, direito civil consagrado na lei, não colide com os interesses ditos "de grupo" quando expresso de acordo com a corrente da maioria mas, no entanto, existe uma (suposta?!) minoria silenciosa que lentamente começa a assumir-se como detentora de direitos igualitários.
Assim, e conhecendo o espectador que o meio desportivo e muito particularmente aquele ligado ao futebol, a grande questão ou pensamento que este documentário pretende levantar e deixar presente na mente do mesmo é a ideia de que todas as formas de descriminação começam na vontade de inferiorizar a diferença. Dito isto, num meio onde a suposta masculinidade prevalece em detrimento dessa diferença, ou da expressão de uma sexualidade não dominante - partimos desta premissa apenas pelo desconhecimento da sexualidade/estereótipo associada ao grupo -, e tendo como ponto de partida que aqueles aqui inseridos "correspondem" ao ideal de família previamente instaurado, Fuera de Juego lança uma última ideia ligada ao facto de que o suicídio é acto que está tantas vezes ligada a este "preconceito de balneário" que inibe os atletas primeiro de se assumirem tal como são e depois agentes que reagem à pressão de pares pela impossibilidade dessa mesma expressão sexual individual.
No entanto, Fuera de Juego revela que lentamente e através de pequenos actos, algumas associações espanholas ligadas ao futebol têm vindo a tentar a sensibilização do grande público nomeadamente através do uso de atacadores multicolores durante as partidas de futebol bem como através do movimento que defende que o insulto - aqui sexual - não é um direito mas sim um acto de violência e agressão psicológica para com os atletas que assumem a sua sexualidade... não dominante. Se na rua não se ofende e agride verbalmente ninguém, o objectivo é então que em campo este insulto também não pode ser permitido.
Se toda esta dinâmica é equacionada num desporto dito "masculino" e, como tal, a questão aqui imposta é a homossexualidade masculina, Fuera de Juego questiona ainda esta expressão de sexualidade no campo feminino ou, por outras palavras, este documentário levanta ainda a questão através da exibição de pequenos elementos ou pensamentos que demonstram que num desporto dito "para homens", a descriminação já se encontra presente quando disputado por mulheres e, sobretudo, se estas se assumirem também como homossexuais estando, dessa forma sujeitas a uma pressão e violência (pelo menos) verbal e psicológica dupla ao serem vistas como "invasoras" de um desporto masculino e ainda pela sua expressão sexual "não dominante".
Se Fuera de Juego revela que a realidade é ainda negra apesar dos enormes progressos que lentamente - muito lentamente - se têm vindo a registar na área desportiva, não deixa de ser uma realidade que o efeito tabu já foi levantado e que os assuntos começam a ser discutidos ainda que com a resistência de muitos dos ditos "poderes instalados". No entanto, tem sido através da constante acção de muitos atletas e de muitas organizações e associações que consciencializam para a aceitação dessa diferença que a temática da homossexualidade no desporto, ainda que não total e livremente debatida, seja já encarada como uma realidade e um elemento presente na vida de muitos.
Quanto a esta documentário enquanto uma peça cinematográfica, aquilo que lhe falta não é tanto a abordagem a esta temática, sempre importante e muito pertinente, mas sim o facto das entrevistas ou mesmo das abordagens à homossexualidade dos atletas não ser levada mais a fundo explanando - para o espectador - através de momentos e experiências de muitos que pudessem estar dispostos a falar na primeira pessoa. Porque um documentário não pode ser apenas a documentação dos factos mas sim os relatos que humanizam as histórias, as experiências, os traumas e a própria violência a que muitos foram sujeitos. Importante enquanto peça cinematográfica que aborde esta questão - talvez - pela primeira vez mas ainda assim apenas um projecto embrião para um assunto que terá certamente ainda muito por abordar e explorar... Talvez a partir daqui exista a vontade de muitos - ou de apenas alguns - em começar a encará-lo como algo realmente relevante (e não apenas "existente") e, como tal, necessário de ser discutido e debatido. Ao realizador Richard Zubelzu os parabéns pela iniciativa e pela coragem de finalmente trazer esta temática à atenção do público.
Ñimbo (2017)

segunda-feira, 14 de maio de 2018
Shortcutz Viseu - Sessão #99


Redención (2016)

domingo, 13 de maio de 2018
sábado, 12 de maio de 2018
quarta-feira, 9 de maio de 2018
Shortcutz Viseu - Sessão #98


terça-feira, 8 de maio de 2018
segunda-feira, 7 de maio de 2018
European Film Awards - Young Audience Award 2018: o vencedor



domingo, 6 de maio de 2018
Bloggers (2017)

IndieLisboa - Festival Internacional de Cinema Independente 2018: os vencedores

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Competição Nacional
Longa-Metragem: Our Madness, de João Viana
Curta-Metragem: Os Mortos, de Gonçalo Robalo
Prémio Novo Talento: Amor, Avenidas Novas, de Duarte Coimbra
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Silvestre
Longa-Metragem: O Processo, de Maria Augusta Ramos
Curta-Metragem: Braguino, de Clément Cogitore
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IndieMusic
Prémio IndieMusic: Matangi/Maya/M.I.A, de Steve Loveridge
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Prémios do Público
Longa-Metragem: O Processo, de Maria Augusta Ramos
Curta-Metragem: Stay Ups, de Joanna Rytel
Prémio do Público IndieJúnior: Professor Sapo, de Anna van der Heide

sábado, 5 de maio de 2018
Festival Internacional de Cine de Piélagos 2018: os vencedores

Secção Oficial
Curta-Metragem Internacional: Bomboné, de Rakan Mayasi (Palestina)
Curta-Metragem da Cantábria: Le Vivre Ensemble, de José Luis Santos
Documentário Curta-Metragem da Cantábria: Testigos Pétreos, de Jacobo Muñoz
Curta-Metragem de Animação: Decorado, de Alberto Vázquez
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Premio Costa Quebrada
Realização: Rodrigo Sorogoyen, Madre
Realização Revelação: Victor Luis Quintero e Sergio Rey Sanchez, El Casamiento
Actor: Daniel Grao, El Alquiler
Actriz: Marta Nieto, Madre
Argumento: Iván Sáinz-Pardo, Ainhoa
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Premio Canallave
Prémio Distribuição MailukiFilms: Abuelo, de Caque Trueba e Juan Trueba
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Premio Valdearenas: Pelayo Lopez - "Cinenterate Cantabria"
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Secções Paralelas
OneSequenceShot: Desaliento, de Pinky Alonso
UnoCortoyRapidito: Rosa, de Zoa Peña e Ana Herrán
NoTeCortesHazTuCorto: Mala, Malísima (Renedo)

Nove de Novembro (2018)

sexta-feira, 4 de maio de 2018
Knock (2018)

Knock de Marcos Cabrero e Jorge Cimiano (Espanha) é uma das curtas-metragens das secções paralelas da nona edição do Piélagos en Corto - Festival Internacional de Cine numa história que revela um sofrimento vivido em silêncio quando o espectador conhece uma mulher (Consuelo Carravilla) que repete ciclicamente pequenos rituais domésticos que, à partida, parecem não fazer sentido até se reconhecer algo de profundo que os mesmos escondem.
Aquilo que aparentemente poderia parecer como uma casa igual a tantas outras, uma mulher habita e faz transparecer um dia igual a tantos outros mas que, na sua essência, assume uma marcante diferença pela expressividade e repetição dos seus actos. Mas esta não é uma repetição qualquer. Tudo, nos seus actos, faz evidenciar um latente desespero que transforma não só os mesmos como os comportamentos daí derivados como angustiantes acções que a lançam num espaço perdido independentemente do seu propósito.
O tempo passa. Passa sem um ritmo próprio o que a faz encontrar-se perdida numa azáfama que não tem fim como, ao mesmo tempo, assume a sua distância de um mundo que gira "lá fora". O seu, no entanto, perde-se num labirinto de pensamentos não compreendidos - eventualmente até pela própria - o que faz dela uma prisioneira primeiro da sua mente, depois do seu espaço e finalmente de, e para, o mundo que se encontra para lá dos seus domínios.
Num registo que oscila entre o controlo e o descontrolo, claro exercício de uma bipolaridade ou doença do foro mental possivelmente não diagnosticado, Knock - numa clara alusão às tentativas de "bater às portas" de uma mente presa em si própria -, esta dupla de jovens realizadores concentra a sua atenção neste que é um tema tantas vezes esquecido e que se "esconde" por detrás de uma vergonha não controlada mas assumida sim num silêncio constrangedor (para a vítima). Interessante sob uma perspectiva de alerta social, a curta-metragem da dupla Cabrero/Cimiano merecia mais tempo e mais exploração deste "dia" como tantos outros de uma mulher nas margens do seus próprio pensamento.
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6 / 10
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Carmen (2018)

Rosa (2018)


Retrato de una Ilusión (2018)


María José (2018)


Maresía (2018)

Le Vivre Ensemble (2017)


Desaliento (2018)


El Rifle de Chéjov (2017)












