segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Insidious: Chapter 3 (2015)

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Insidious: Capítulo 3 de Leigh Whannell é a prequela e terceiro título da saga Insidious que estreou recentemente em Portugal levando os espectadores ao passado algo distante dos acontecimentos da família Lambert.
Tudo começa com Quinn (Stefanie Scott) que recentemente perdera a sua mãe e a tenta contactar com a ajuda de Elise (Lin Shaye), uma médium de respeito entre aqueles que já necessitaram da sua ajuda. Numa sessão em que Elise se mostra relutante, ambas são contactadas por uma entidade que parece ter encontrado em Quinn um veículo para atormentar o mundo dos vivos levando-os para um lugar obscuro onde as almas permanecem num eterno desassossego.
Conseguirá Quinn finalmente contactar a sua mãe ou será ela a mais recente vítima deste impiedoso demónio?
O realizador e argumentista Leigh Whannell que se tinha saído relativamente bem com os dois títulos anteriores a Insidious: Chapter 3, regressa com o único intuito de tentar facturar um pouco mais rentabilizando esta saga que, como todos adivinhamos, não irá ficar por aqui. Num rumo que se poderia deduzir como (i)lógico, o espectador é levado às origens desta já mítica saga e ao universo dos mundos paralelos onde o bem e o mal vivem com os seus espaços bem definidos sendo que, este último, tente incansavelmente penetrar nas almas daqueles que ainda povoam o mundo dos vivos.
Com segmentos quase tipificados e já pré-estabelecidos em todas as sagas do género, Insidious: Chapter 3 revela-se como um filme banal e que há excepção de um ou outro momento bem conseguido aquando na manifestação da entidade, pouco mais revela como original ou bem estruturado remetendo-se única e exclusivamente para o entretenimento pipoca do qual pouco - ou nenhum - conteúdo retira. A questão que então se coloca ao espectador é se este capítulo era verdadeiramente necessário... e a resposta é um sentido não! Desde recorrer a momentos de graçola fácil que se interligam com o suposto terror, este Capítulo 3 segue a fórmula tradicional dos filmes do género e que se serve da sua hora e meia de duração para explicar as motivações das personagens que mais tarde - nos dois primeiros capítulos - irão aparecer ao espectador sem contribuir verdadeiramente para o essencial de uma obra de terror.
Com personagens gastas como o caso do "Sean" de Dermot Mulroney que poderia ter sido mais desenvolvido para lá do pai viúvo com problemas de afirmação ou até mesmo a "Quinn" de Stefanie Scott que cai no habitual lugar comum da filha que pretende contactar com a mãe recentemente falecida e isto sem esquecer a vizinha psíquica que todos julgam alucinada ou até mesmo o vizinho do lado apaixonado por "Quinn" cujo único propósito na história se prende com as pancadas na parede que afinal não foram dadas por ele, Insidious: Chapter 3 também não contribui com nada de positivo para aquelas personagens que iremos ver no futuro - nos capítulos anteriores - remetendo-as para aquele espaço da justificação das suas motivações e sua respectiva permanência na história.
Entretém mas pouco para lá do filme de terror/pipoca com os momentos tensos devidamente programados que se intercalam com alguns mais ligeiros e de humor sem graça que, todos juntos, pouco contribuem para credibilizar aquilo que foi, na prática, um título dispensável para a saga.
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4 / 10
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