segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Remember Me (2010)

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Lembra-te de Mim de Allen Coulter é possivelmente dos grandes filmes que vi nos últimos tempos e, como tal, dos mais complicados para tecer um comentário. Assim sendo, se no final de quem ler isto, tudo o que cá esteja escrito parecer muito "off"... peço-vos que não o estranhem. Falar do que se gosta é, muitas vezes, bastante complicado e muito complexo.
Este filme começa com um assalto e uma morte na Nova York de 1991, que percebemos ir mudar a vida de quem sobrevive para sempre, muda num instante para a mesma cidade mas dez anos depois.
Estamos no Verão... presenciamos uma família a prestar homenagem a alguém que morreu e que, mais tarde, vimos a saber ser o filho e irmão dos presentes. Tyler (Robert Pattinson) o filho mais velho e que vive uma tensa relação com Charles (Pierce Brosnan) um pai austero e ausente tanto para ele como para a sua jovem irmã Caroline (Ruby Jerins). Diane (Lena Olin) a mãe agora casada com outro homem desde que a família não aguentou a morte do filho. Todos eles estão num presente estado de tensão resultado de muita falta de comunicação e afastando progressivo de uns para com os outros e que parece não ter qualquer solução à vista.
Ao mesmo tempo voltamos a centrar-nos na história de Allyson (Emilie de Ravin) a sobrevivente do assalto com que o filme começou e a sua tensa relação com o pai Neil (Chris Cooper), que havia detido Tyler dias antes. Tyler e Allyson vão então conhecer-se, vão gostar um do outro e vão viver em conjunto os fantasmas que assombram as suas vidas até um final totalmente inesperado e surpreendente pela magnitude que alcança.
O filme é do princípio até ao final bom. Simplesmente bom. Como comecei por dizer, passam por vezes tempos sem fim até se encontrar um filme que nos satisfaça na totalidade. Este está lá a 100%.
Assistimos a famílias destruídas pela morte. Magoadas com o que dizem entre si e provavelmente mais ainda com aquilo que fica por dizer. Os silêncios acabam por ser mais mortais do que a própria morte pois vão, aos poucos, destruindo o que de mais bonito existe dentro de cada um. Destrói a sua luz e a sua essência.
Sentimos isto com quase todas as personagens deste filme mas tanto Tyler como Caroline são disto o exemplo perfeito. Dois filhos sobreviventes ao suicídio do seu irmão mais velho e que, de uma ou outra forma se refugiaram num silêncio que vai aos poucos consumindo as suas próprias almas. Tyler com a relação tensa e algo agressiva para com o pai, e Caroline por se sentir afastada do mesmo vão, aos poucos, vivendo vidas isoladas e em silêncio.
Silêncio este que não mata mas os consome. Consome a sua alegria de viver, de sentir e de gostar latentes principalmente nos relatos que nos chegam sobre a vida de Tyler onde as relações esporádicas e sem significado acabam por ser a prática corrente do seu dia-a-dia.
O argumento de Will Fetters é no mínimo excelente. Não querendo revelar qual o seu surpreendente e muito bem elaborado final, do qual vamos tendo algumas pistas mas que passam ao lado visto que estamos mais concentrados nas tensas relações destas duas famílias, não deixo no entanto de dizer que deu a todos estes actores excelentes possibilidades de fazerem sentir um conjunto de emoções que, infelizmente, nem sempre encontramos nos filmes.
E com isto quero dizer que estas mesmas interpretações, retiradas de actores que à partida até poderiam ser suspeitos para o público, são de primeiro nível. Robert Pattinson como Tyler, revela o enorme potencial que tem e que está, em certa medida, desperdiçado em filmes-pipoca que fazem muito furor mas têm pouco conteúdo e que quase votam ao esquecimento grandes filmes e grandes histórias como a que temos aqui. Para aqueles de nós que duvidam das capacidades interpretativas de Pattinson aqui temos a prova que este actor britânico é capaz de nos dar muito bom trabalho ao contrário do mediano a que vamos sendo habituados a ver da sua parte.
Os restantes actores, importantes para o desenvolvimento da história mas secundários na mesma, estão ao nível exigido... muito bons. No entanto seria injusto passar por este comentário sem deixar um pequeno (ou grande) reparo sobre o trabalho de um desses intervenientes. Ruby Jerins, que interpreta Caroline a irmã mais nova de Tyler, é de longe uma jovem actriz para a qual todas as atenções (e esperamos bons trabalhos) estão direccionados. Esta jovem actriz é no mínimo surpreendente ao espelhar quer no seu olhar quer nos seus movimentos tímidos e envergonhados, o medo e o recalcamento emocional que sente para com o amor e a atenção que o seu pai, a quem tanto quer agradar, não lhe dá.
Finalmente (haveria tanto por dizer...) faço um destaque também à igualmente grandiosa banda-sonora da autoria de Marcelo Zarvos que nos últimos quinze minutos do filme, provavelmente os mais intensos, dá a toda esta obra uma dimensão superior que, na minha opinião, coloca este filme algo "esquecido" num patamar dos melhores do ano. Uma pena que esta temporada de prémios que agora começa não o olhe com olhos de quem vê, possivelmente graças aos mesmos momentos finais que lançam este filme para uma dimensão ainda mais séria do que aquela que já havia alcançado.
Resumindo tudo isto... e provavelmente muito mais do que havia por dizer... para aqueles que não querem ver este filme porque a imagem do Robert Pattinson pode estar ligada a outro estilo menor de filmes, tentem ignorar esse aspecto e de coração aberta vê-lo pois com toda a certeza não se irão arrepender da excelente surpresa que vão ter ao verem, sentirem e apreciarem a experiência maior que é este filme.
Para além de uma história de amor... Para além de uma história da solidão... Para além de uma história sobre o silêncio... Para além de uma história de dor... Para além de uma história de uma família, este filme é sem qualquer margem para dúvidas, imperdível.
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"Tyler: If you could hear me, I would say that our finger prints don't fade from the lives we've touched."
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10 / 10
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Virgílio Teixeira

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1917 - 2010
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Curta "The Boleia" premiada no Brasil

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A curta-metragem portuguesa The Boleia de Ricardo de Almeida foi premiada no Fest CineAmazônia, no Brasil com o prémio de Melhor Actor para Dinarte Freitas, naquela que é a primeira edição internacional do festival.
Parabéns ao actor e ao cinema português que está, uma vez mais, de parabéns.
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Como pequena nota de rodapé só me resta deixar a pergunta porque motivo será que se os nossos actores são acarinhados no nosso país e pelos vistos no estrangeiro também, não teremos nós uma Academia de Cinema à semelhança de tantos outros países que premeie o nosso cinema?
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Washington DC Film Critics Awards: vencedores

Anunciados os vencedores dos Washington DC Film Critics Awards:
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Filme: The Social Network
Realizador: David Fincher, The Social Network
Actor: Colin Firth, The King's Speech
Actress: Jennifer Lawrence, Winter's Bone
Actor Secundário: Christian Bale, The Fighter
Actriz Secundária: Melissa Leo, The Fighter
Argumento Original: Inception
Argumento Adaptado: The Social Network
Filme Animação: Toy Story 3
Documentário: Exit Through the Gift
Filme Estrangeiro: Biutiful (México)
Direcção Artística: Inception
Fotografia: Inception
Banda-Sonora: Inception
Elenco: The Town
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British Independant Film Awards: vencedores

Divulgados os BIFA onde The King's Speech sai como grande vencedor ao conquistar cinco troféus:
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Filme: The King's Speech
Realizador: Gareth Edwards, Monsters
Douglas Hickox Award (Realizador Revelação): Clio Barnard, The Arbor
Argumento: David Seidler, The King's Speech
Actor: Colin Firth, The King's Speech
Actriz: Carey Mulligan, Never Let Me Go
Actor Secundário: Geoffrey Rush, The King's Speech
Actriz Secundária: Helena Bonham Carter, The King's Speech
Revelação: Joanne Froggatt, In Our Name
Produção: Monsters
Raindance Award: Son of Babylon
Prémio Técnico: Monsters (Efeitos Especiais Visuais)
Documentário: Enemies of the People
Curta-Metragem: Baby
Filme Estrangeiro: Un Prophèt
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domingo, 5 de dezembro de 2010

CinEuphoria Prémios 2011: novos filmes seleccionados

Para os CinEuphoria Prémios 2011 estão seleccionados também os seguintes filmes:
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Edge of Darkness
I Love You Phillip Morris
Predators
Prince of Persia: The Sands of Time
Remember Me
El Secreto de Sus Ojos
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European Film Awards 2010: os vencedores

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Filme: The Ghost Writer
Realizador: Roman Polanski, The Ghost Writer
Actor: Ewan McGregor, The Ghost Writer
Actriz: Sylvie Testud, Lourdes
Argumento: Roman Polanski e Robert Harris, The Ghost Writer
Carlo di Palma Fotografia: Giora Bejach, Lebanon
Montagem: Luc Barnier e Marion Monnier, Carlos
Design de Produção: Albrecht Konrad, The Ghost Writer
Compositor: Alexandre Desplat, The Ghost Writer
Revelação - Prémio FIPRESCI: Lebanon
Documentário: Nostalgia de la Luz
Filme Animação: The Illusionist
Curta-Metragem: Hanoi - Warszawa
Carreira: Bruno Ganz
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sábado, 4 de dezembro de 2010

Parallel Sons (1995)

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Filhos Paralelos de John G. Young considerado pelo que me deu a entender pelo que li sobre o filme, como um dos melhores filmes independentes da última década do século XX é daqueles filmes que, afirmo sem reservas, mais valia a pena não terem sido feitos.
A história centrada na vida de um adolescente em viragem de idade que se encontra numa pequena e desinteressante cidade de um interior ultra conservador dos Estados Unidos e que quer conhecer o mundo e abandonar tão retrogrados costumes.
A vida, dentro e fora de casa, resume-se ao ódio. Percebemos isso quando Seth (Gabriel Mann) revela em conversa a Knowledge (Laurence Mason) que a sua homossexualidade é reprimida e escondida bem como qualquer aceitação de pessoas de outras raças, expresso na proibição que o seu pai auto-impôs de entrar no quarto do filho onde estão espalhados pelas paredes graffitis e textos sobre escravatura por exemplo.
O filme tem alguns aspectos relativamente ao argumento que poderiam ser aproveitados para intensificar uma narrativa mais dramática com que o espectador se pudesse identificar. Quer fosse pela relação entre pai e filho que se nota ser tensa e muito agreste devido às ideias mais inovadoras do filho bem como à crença de velhos valores pelo pai ou mesmo pela homossexualidade do filho ou até do aspecto de ser um lar sem uma presença materna, esta história poderia ter explorado ou todas ou uma dessas vertentes. Infelizmente tudo é abordado de uma forma pouco desenvolvida não chegando nunca a ser explorado qualquer aspecto do filme que o enquadre num rumo com sentido.
As interpretações, de qualquer um dos actores, também não são brilhantes. Tudo muito forçado chegando por vezes ao cúmulo de parecer que se assiste a uma novela mexicana mal dobrada, o que só faz dos seus desempenhos algo muito superficial e sem interesse.
De resto, desde a banda-sonora ao trabalho de fotografia e mesmo edição, todo o filme parece-me muito fraco, independentemente da quantidade de prémios que possa ter ganho por um ou outo festival. Fica, verdadeiramente, aquém daquilo que poderia ter sido caso houvesse concentração em determinados aspectos do filme e não aquela vontade exacerbada de falar em tudo e acabar por não dar em nada.
Globalmente pobre como filme que tem, como único factor "positivo", o facto de abordar muito ao de leve várias temáticas que poderiam ter contribuído para um filme dramático simpático.
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2 / 10
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European Film Awards: lista de preferências para a cerimónia de hoje

Tem lugar hoje a cerimónia de entrega dos European Film Awards em Tallinn na Estónia, transmitida na próxima quarta-feira dia 8 pelas 19 horas na RTP2 para quem estiver interessado em ver. Como já é habitual vou deixar a minha listagem de preferências aqui e amanhã coloco os vencedores para vosso conhecimento. Sendo assim...
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Filme: Lebanon
Actor: Luis Tosar, Celda 211
Actriz: Sylvie Testud, Lourdes
Realizador: Roman Polanski, The Ghost Writer
Argumento: Radu Mihaileanu, Le Concert
Carlo di Palma Fotografia: Caroline Champetier, Des Hommes et des Dieux
Montagem: Arik Lahav-Leibovich, Lebanon
Design de Produção: Markku Pätilä e Jaagup Roomet, Püha Tönu Kiusamine
Compositor: Alexandre Desplat, The Ghost Writer
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

I Love You Phillip Morris (2009)

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Eu Amo-te Phillip Morris de Glenn Ficarra e John Requa (que também assinam o argumento), é um daqueles filmes que, além de ter o Jim Carrey como actor protagonista, me despertou interesse por o saber "adiado" na estreia nos Estados Unidos devido à sua temática considerada como "inapropriada". O porquê? Simples... Jim Carrey bem como o seu co-protagonista Ewan McGregor interpretam o papel de um casal gay que vive, nada mais nada menos, no Texas. Estes filmes "proibídos" são sempre os mais apetecidos de ver.
Steven Russell (Carrey) é um homem feliz, polícia, casado e pai... Feliz... Aparentemente feliz para todos o que o rodeiam e para a sua comunidade mas que esconde um grande segredo... é gay e tem encontros furtuitos às escondidas para aí sim se sentir completamente realizado.
Dono de uma vida socialmente aceite sente-se, após sofrer um acidente, insatisfeito e como tal irá fazer tudo o que lhe apetecer para viver a sua vida ao máximo.
Além de assumir a sua homossexualidade a todos começa a viver de expedientes e de esquemas que lhe dêem bastante dinheiro para viver uma vida de luxo e de ostentação... até ao dia em que descoberto, é enviado para cumprir pena de prisão de onde continua a efectuar os seus inúmeros esquemas e vigarices sem nunca parar. E é aqui que conhece Phillip Morris (McGregor), o amor da sua vida.
Em primeiro lugar é imprescindível dizer que este é das maiores interpretações que Jim Carrey já teve em toda a sua carreira. É certo que tanto em The Truman Show como no Man on the Moon ele tem trabalhos fenomenais pelos quais chegou a ser falado para Oscar e tendo mesmo chegado a vencer os Globos de Ouro Drama em ambos os papéis mas aqui Carrey tem realmente o papel que o pode(ria) levar ao tanto ambicionado Oscar. Digo poderia pois, não fosse a campanha anti-filme que tem recebido ao longo deste ano, e com alguma campanha ele chegaria lá. Assim tenho as minhas sérias dúvidas sendo que, no entanto, se me enganar recoheço que é um feliz engano.
Jim Carrey que não perde o seu lado cómico, do qual estamos habituados até a ver pelo exagero, mantém aqui o registo mas com uma abordagem do desespero. A sua intepretação, baseada num caso real, mostra-nos um homem com e do qual podemos rir mas que ao mesmo tempo retrata uma completa inadaptação não só aos que o rodeiam como, muito em particular, a si próprio. São os seus comportamentos para se tentar safar de todo o tipo de problemas em que se mete, que mais não são do que reflexos das tentativas de se livrar de si próprio, que carregam essa dimensão mais cómica.
No fundo, todos giram à sua volta. É uma daquelas interpretações que quase não precisa de suporte de ninguém para poder existir. No entanto, há sempre um mas, e o de Carrey é Ewan McGregor (Phillip Morris) por quem Steven se apaixona perdidamente.
McGregor está simplesmente perfeito e altamente credível neste papel que, a haver justiça, seria também nomeado como Actor Secundário. Também para este actor habituado a fazer par romântico com muitas das mais belas actrizes do momento, o seu desempenho aqui é credível ao ponto de percebermos que entre os dois existe uma química real.
Esperemos que agora que finalmente estreia nos Estados Unidos, este filme tenha algum tipo de aceitação e que entre no circuito de prémios da crítica a atribuir até final do mês e que, com alguma sorte, os Globos e os Oscars recompensem o filme de alguma forma.
Para aqueles que ainda não viram o filme e que são apreciadores de Jim Carrey, aqui está uma boa oportunidade de o reverem num BOM desempenho mas num registo totalmente diferente... bom... não totalmente mas com muitas diferenças... daquele a que ele nos habituou.
Carrey está mesmo no seu melhor... Simplesmente imperdível e demasiadamente hilariante. E para quem não acredita, que tome muita atenção ao segmento em que Steven se encontra na clínica a recuperar da sua "doença"... e os minutos seguintes...
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9 / 10
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

National Board of Review: vencedores

Filme: The Social Network
Realizador: David Fincher, The Social Network
Actor: Jesse Eisenberg, The Social Network
Actriz: Lesley Manville, Another Year
Actor Secundário: Christian Bale, The Fighter
Actriz Secundária: Jacki Weaver, Animal Kingdom
Filme Estrangeiro: Des Hommes et des Dieux
Documentário: Waiting for "Superman"
Filme de Animação: Toy Story 3
Elenco: The Town
Revelação: Jennifer Lawrence, Winter's Bone
Realizadores Revelação: Sebastian Junger e Tim Hetherington, Restrepo
Spotlight Award: Sylvain Chomet e Jacques Tati, The Illusionist
Argumento Original: Chris Sparling, Buried
Argumento Adaptado: Aaron Sorkin, The Social Network
Special Filmmaking Achievement Award: Sofia Coppola, Somewhere
William K. Everson Film History Award: Leonard Maltin
NBR Liberdade de Expressão: Fair Game, Conviction e Howl
Design de Producção: Dante Ferretti, Shutter Island
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Top Dez
Another Year
The Fighter
Hereafter
Inception
The King's Speech
Shutter Island
The Town
Toy Story 3
True Grit
Winter's Bone
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Top Filmes Estrangeiros
Io Sono l'Amore
Incendies
Life, Above All
Soul Kitchen
White Material
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Top Documentários
A Film Unfinished
Inside Job
Joan Rivers: A Piece of Work
Restrepo
The Tillman Story
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Edge of Darkness (2010)

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Fora de Controlo de Martin Campbell é um regresso algo interessante de Mel Gibson a grandes papéis que mostram que o homem afinal não está totalmente perdido nem gasto.
A espiral de decadência que começou com esse filme imenso, e infelizmente pouco apreciado, que foi A Paixão de Cristo que Gibson realizou, parece não ter tido fim até agora, altura em que nos presenteia com este filme e em que se fala numa potencial nomeação a Oscar de Melhor Actor, a primeira, lá para 2012.
Aqui Mel Gibson interpreta Thomas Craven, um polícia que assiste ao assassinato da sua única filha, pensando que o ataque se destinava a si, e que entra numa busca sem fim pelos factos que o trouxeram até esta situação. Craven descobre então que Emma (Bojana Novakovic), a sua filha, estagiária numa empresa nuclear e que planeava denunciar uma trama política e empresarial que envolvia armamento nuclear.
O que é que nos resta então depois disto? Uma descoberta quase constante de factos que cada vez mais incriminam os dirigentes da própria empresa bem como alguns políticos de destaque bem como a morte de todos aqueles que, de uma ou outra forma, estiveram envolvidos na tentativa de denúncia do que se passava dentro da mesma.
Como disse Mel Gibson acaba por ser o centro de tudo e de todos neste filme. Toda a trama até praticamente ao final, e não irei revelar os porquês, encontra-se com a sua presença, fazendo deste filme algo que gira em seu redor. A interpretação de Gibson, que não é a melhor da sua carreira, acaba por se tornar no entanto o motor para que tudo funcione desde as demais interpretaçoes até ao próprio argumento e claro as sucessivas sequências de acção e de perseguição que são ainda significativas.
Não é um filme maior, ou sequer daqueles que daqui a um dado número de anos nos iremos lembrar como sendo aquele pelo qual o trabalho de Mel Gibson se irá destacar, ele tem bem melhores e mais intensos. No entanto, este talvez seja recordado como aquele que lhe deu algum "alento" para poder recomeçar uma carreira recheada de bons trabalhos, e dois Oscars, e que já há alguns anos está quase como que "de molho". Não ata nem desata... e quando desata é para títulos e trabalhos que nos surpreendem mas... pela negativa.
Esperemos então que este simpático filme de acção com alguns sentidos momentos de drama seja o suficiente para que, a partir daqui, possamos vir a encontrar Gibson com um registo bem mais agradável e a viver os momentos de fama que, por esta altura, deveria estar a gozar e de uma forma descontraída.
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"Jedburgh: I don't know what it means to have lost a child, but I know what it means never to have had one.
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Thomas Craven: Yeah, got nobody left to bury you."
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7 / 10
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Vicky and Sam (2010)

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Vicky and Sam de Nuno Rocha é uma inteligente e engraçada curta-metragem luso-americana vencedora dos prémios de Melhor Curta-Metragem e Melhor Argumento Original, também da autoria de Nuno Rocha, na edição de 2011 dos Caminhos do Cinema Português que conta a história de três amigos que estão a escrever um argumento sobre dois jovens apaixonados. Jovens esses que entram exactamente no mesmo restaurante em que se encontram e fazem exactamente tudo aquilo que os três amigos estão a falar.
Inteligente, divertida e muito bem pensada, tornando assim agradável ver que a originalidade se encontra bem presentes nos talentos portugueses e que as curtas conseguem ser motivo de bom cinema.
Como tal, e para os interessados, aqui fica a respectiva curta-metragem na íntegra para poderem testemunhar e avaliar.
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7 / 10
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Globos de Ouro SIC/Caras 2011: as últimas previsões do ano

Com a chegada do último mês do ano, chegam também as últimas previsões àquele que é o mais mediático galardão que premeia o cinema português em Portugal.
Como já é habitual vou deixar a lista de filmes estreados até ao início do mês de Dezembro e de seguida farei então as minhas últimas previsões quanto àqueles que acho irem ser nomeados na próxima gala dos Globos de Ouro SIC/Caras em 2011.
Já estreados temos então:
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  • Assalto ao Santa Maria
  • A Bela e o Paparazzo
  • Cinerama
  • Como Desenhar um Círculo Perfeito
  • Contraluz
  • Duas Mulheres
  • Embargo
  • Fantasia Lusitana (doc.)
  • Filme do Desassossego
  • A Ilha da Cova da Moura (doc.)
  • O Inimigo Sem Rosto
  • Marginais
  • Mistérios de Lisboa
  • Páre, Escute, Olhe (doc.)
  • Perdida Mente
  • Quero Ser Uma Estrela
  • A Religiosa Portuguesa
  • Ruínas (doc.)
  • O Último Voo do Flamingo
  • Um Funeral à Chuva
  • Vai com o Vento
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Dito isto, divulgo então as previsões de Dezembro às nomeações para a gala, e são elas:
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MELHOR FILME
Como Desenhar um Círculo Perfeito
Filme do Desassossego
Mistérios de Lisboa
Um Funeral à Chuva
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MELHOR ACTOR
Adriano Luz (Mistérios de Lisboa)
Cláudio da Silva (Filme do Desassossego)
Filipe Costa (Embargo)
Rafael Morais (Como Desenhar um Círculo Perfeito)
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MELHOR ACTRIZ
Beatriz Batarda (Como Desenhar um Círculo Perfeito) e (Duas Mulheres)
Dalila Carmo (Quero Ser Uma Estrela)
Joana de Verona (Como Desenhar um Círculo Perfeito)
Maria João Bastos (Mistérios de Lisboa)
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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Entre Tinieblas (1983)

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Negros Hábitos de Pedro Almodóvar é, como a grande maioria dos filmes do realizador espanhol, uma história de mulheres, de amor, de dor, de sentimentos e de muito humor.
Almodóvar leva-nos até ao interior de um convento onde as suas freiras, com alguns hábitos pouco ortodoxos, estão habituadas a salvar mulheres da rua e de vidas problemáticas. Estas freiras, que são um autêntico carrossel de experiência mais ou menos experiências fora do vulgar, nomeadamente uma viciada em ácidos, outra em cocaína e lésbica, uma que vive uma paixão secreta e não admitida com um padre, uma que escreve contos eróticos e ainda uma outra que criou e tomou conta de um tigre dentro do próprio convento constituem aquilo que é o único reduto de salvamento para essas mesmas mulheres mais despriviligiadas ou em apuros. Até os nomes pelos quais se tratam são pouco ortodoxos... A Esterco (Marisa Paredes), a Perdida (Carmen Maura), a Víbora (Lina Canalejas) e a Rata de Esgoto (Chus Lampreave)...
É a ele que vai parar Yolanda (Cristina Pascual), uma cantora de um clube nocturno após o seu namorado consumidor de cocaína morrer numa overdose. É neste convento que Yolanda conhece então estas freiras com quem desenvolve relações de amizade e apoio e é por ela que a Madre Superiora (Julieta Serrano) desenvolve uma paixão.
Nesta convento, e através das histórias de todas estas freiras que acima de tudo são mulheres, que tomamos conhecimento dos seus sonhos e sentimentos reprimidos por uma ou outra razão. Conhecemos essencialmente o seu coração. Os seus amores e os seus propósitos de vida. Percebemos ao longo do filme o porquê delas serem como são, o porquê de se auto-reprimirem ou de, apesar de serem freiras, levarem estilos de vida tão marginais e fora daquilo que é dito "normal". Vemos que elas são, acima de qualquer outra coisa, mulheres e seres que sentem.
Pedro Almodóvar tem, desde sempre verdade seja dita, uma capacidade imensa de ser um brilhante contador de histórias. E não são umas histórias quaisquer. São histórias com um profundo sentido humano. São as histórias dos sentimentos. Os que as suas personagens admitem sentir e especialmente aqueles que ficam por dizer mas que, com Almodóvar, são perceptíveis aos nossos olhos enquanto espectadores.
Além dos sentimentos, Almodóvar sempre foi um exímio crítico da sociedade e aos elementos que a compõem.  Desde a Igreja, como é aqui o caso à santidade do casamento ou das relações como o reflete na maioria das suas obras, bem como aos novos relacionamentos que na maioria das vezes se encontram escondidos e vividos no segredo.
O elenco do qual sempre se rodeou não poderia deixar de ser do melhor. Julietta Serrano, Marisa Paredes, Carmen Maura e uma muito jovem Cecilia Roth que está aliás praticamente irreconhecível, são alguns dos rostos que dão vida a estas fantásticas, e cheias de vida, personagens que compõem um excêntrico e brilhante filme.
Filme este que, apesar de já ter uns anitos e só agora o ter visto pela primeira vez, contribui para ficar com cada vez maior interesse para descobrir mais e mais desse grande génio que é Almodóvar. Um filme simplesmente imperdível.
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"Madre General: Nada mais parecido com a soberba do que o excesso de humildade."
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8 / 10
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Predators (2010)

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Predadores de Nimród Antal é mais um título de acção que continua a saga previamente conhecida e desta vez transfere a sua localização para outro planeta em vez da habitual Terra.
Planeta este que é uma espécie de reserva onde os respectivos Predadores lançam pessoas com um passado violento na Terra e que aqui servem de presas para os jogos que caça que os extraterrestres decidem efectuar com o fim de obterem os tão ambicionados troféus.
Os humanos em questão pertencem quer à Mafia japonesa como são membros de cartéis da droga, assassinos, violadores, mercenários ou membros de uma qualquer polícia especial e que aqui são nada mais do que presas para puro divertimento dos Predadores.
Entre eles temos Royce (Adrian Brody), Edwin (Topher Grace), Isabelle (Alice Braga) Cuchillo (Danny Trejo) e também a participação de Laurence Fishburne como o único sobrevivente de "caçadas" anteriores e que continua a resistir às investidas dos Predadores.
A história, como já referi, centra-se então na tentativa de resistir e fugir aos Predadores e claro, de tentar também escapar deste novo planeta que mais não é do que um parque de diversão para os mesmos. Como sempre nem tudo é o que parece, e mesmo entre as supostas "vítimas" existem pessoas bem mais perigosas do que aquilo que aparentam ser e nem só os Predadores são o principal perigo.
Não terá, como é óbvio, a carga de suspense que teve o primeiro Predador, mas ainda assim não deixa de ser um excelente filme do género. Recheado de bons momentos de acção, excelentes efeitos especiais e outros tantos de perseguição por parte de seres dos quais qualquer um queria era ter distância, mais não fosse pelo seu aspecto grotesco, este filme é um puro delírio de entretenimento para todos, e em especial para aqueles que sempre gostaram desta saga (Predador I e II e Alien vs. Predador I e II) que, como tal, não o devem perder.
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7 / 10
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domingo, 28 de novembro de 2010

Leslie Nielsen

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1926 - 2010
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My Stepmother Is an Alien (1988)

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A Minha Madrasta é um Extraterrestre de Richard Benjamin é uma extraordinária e divertida comédia com a participação no principal papel de Kim Basinger juntamente com Dan Aykroyd, Alyson Hannigan e Jon Lovitz e, num papel quase de figuração temos uma muito jovem Juliette Lewis.
Celeste (Basinger) é uma habitante de uma galáxia longínqua enviada à Terra com a missão de saber que experiência foi feita por Steven (Aykroyd), um cientista viúvo e pai de Jessie (Hannigan), que pôs em causa a existência de toda a sua galáxia e que a condenou à morte.
Acompanhada de uma terrível mala com um olho, com a voz de Ann Prentiss, que tudo faz para influenciar de forma negativa a simpatia que vai ganhando pela Terra, pelas suas pessoas e pelas próprias experiências por que vai passando, Celeste que tem como missão final destruir todo o planeta vai sentido e experimentando tudo aquilo que faz de nós Humanos...
Esta comédia que fez sucesso nos anos 80 é possivelmente dos trabalhos mais memoráveis de Kim Basinger como também é dos seus melhores. Há excepção de L.A. Confidential que lhe deu o seu primeiro e único Oscar, este filme é aquele que fazia dela uma referência na comédia, e onde consegue demonstrar um genuíno desempenho sem ter de recorrer ao corpo para demonstrar que está a trabalhar.
Kim Basinger mostra a sua graciosidade principalmente pelos cómicos de situação em que se mete e, ao mesmo tempo, pelas reacções que tem, enquanto uma extraterrestre, às mais básicas experiências que todos nós temos diariamente.
Todo o demais elenco está de parabéns pois com maior ou menor relevância fazem um conjunto completo sempre a rondar o humor e o sentimento. O exagero de Jon Lovitz, a impulsividade de Dan Aykroyd ou a inocência de Alyson Hannigan e até mesmo a terrível mala com a sua voz maléfica fazem deste filme uma simples, bonita e verdadeira experiência na comédia que hoje, passados que já estão vinte anos, ainda constitui um prazer por (re)ver.
De destacar como exemplos da mais divertida comédia estão a primeira ida de Celeste ao supermercado onde tomar conhecimento com todos aqueles novos produtos para comer em vez de tirar a bateria do carro para beber algum líquido, e como não poderia deixar de ser a sua primeira experiência sexual com Dan Aykroyd são, de longe, os momentos mais bem dispostos de todo o filme. Não, não esquecer Jon Lovitz que é delirante faça ele o que fizer.
Para os que não conhecem, já está na altura de o verem... Para os que já conhecem o filme... não tardem em revê-lo pois será sem dúvida um recordar de boas lembranças.
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7 / 10
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CinEuphoria Prémios 2011: votação a decorrer

Já a decorrer a segunda edição dos CinEuphoria Prémios referentes aos filmes estreados em Portugal durante o ano de 2010, está aberta a votação para os prémios do público.
Entre os filmes seleccionados na coluna à direita sob a designação de CinEuphoria Prémios 2011 pede-se aos frequentadores do blog que escolham UM nome para cada uma das seguintes categorias: Filme, Actor, Actriz, Actor Secundário e Actriz Secundária, nomes estes a enviar por mensagem/comentário no link disponível por baixo de cada texto colocado no blog.
A votação está disponível até dia 31 de Dezembro e os resultados serão divulgados juntamente com os prémios oficiais do blog no dia 13 de Janeiro de 2011.
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Boa votação e agradeço a todos os que já participarem.
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sábado, 27 de novembro de 2010

The Brown Bunny (2003)

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The Brown Bunny de Vicent Gallo é, tal como o próprio cartaz indica, um filme produzido, realizado, interpretado, editado e que tem como técnico de fotografia... o próprio Vincent Gallo. A seu lado, e com uma curta e muito explícita participação, temos Chloë Sevigny.
O filme começa logo mal, para mim pelo menos, quando temos cerca de três minutos e meio de uma corrida de motos que parece nunca mais terminar. E depois disto temos um sem número de minutos em que vemos a viagem de Bud Clay (Gallo) de uma ponta à outra dos Estados Unidos para... mais uma corrida de motos. E quando aqui me refiro a acompanhar a viagem dele, não é propriamente vermos paisagens idílicas e de comtemplação norte-americana... é mesmo vermos a viagem pelos olhos dele, que é como quem diz vermos estrada e mais estrada sem parar que quase dá enjoo como se fossemos nós a fazer a dita.
Pelo caminho vai encontrando mulheres com quem tenta compensar uma qualquer carência afectiva, e que nunca chega a ser saldada. As que aparecem lá se encosta... mas fica por ali.
Até que, chegado ao seu destino volta a encontrar Daisy (Sevigny) para aquilo que assistiremos ser o real desfecho desta história que é, digamos, no mínimo bizarra.
Dito isto, e exceptuando o facto de termos a história de um homem que procura o refúgio e o conforto de um lar e de uma companheira que em tempos perdeu (perceberão depois porquê aqueles que se arriscarem a ver este trágico, pelo mau sentido, filme), o ponto "alto" do filme é o seu final em que Vincent Gallo não se poupou a ter uma cena de sexo oral bem explícita como se isso fosse motivo suficiente para salvar aquilo que é uma miséria de filme.
Miséria por ser completamente enfadonho, chato, aborrecido, mau, sem sentido e que, depois de o ver, concluo que mais não foi do que um exercício de um actor que aqui assume múltiplas funções apenas para ver o seu nome (e não só) exposto vezes sem conta ao longo dos créditos iniciais e finais do mesmo.
Uma pobre, fraca e enfadonha experiência cinematográfica é a única coisa que acabamos por retirar disto a que se chama filme que o único ponto positivo que tem é pensarmos que poderia não ter sido feito.
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1 / 10
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Arn - Tempelriddaren (2007)

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O Cavaleiro Templário de Peter Flinth é uma co-produção entre a Suécia, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Alemanha e Reino Unido que foi nomeado ao Prémio do Público como Melhor Filme pela Academia de Cinema Europeu numa história que atravessa a época dos grandes conflitos entre famílias reinantes dos países Escandinavos até às Cruzadas feitas para a Terra Santa e as respectivas lutas entre Cristãos e Muçulmanos.
A história passa-se há cerca de 800 anos quando as fronteiras dos países nórdicos ainda não eram estáveis e onde as lutas de poder entre os diversos povos eram constantes.
Arn Magnusson (Joakim Nätterqvist) foi em criança entregue a um mosteiro como promessa dos seus pais por Deus lhe ter salvo a vida quando havia estado doente. Os monges que aí se encontravam acharam que deveriam fazer dele antes um exímio lutador do que propriamente um servo de Deus e, às mãos de Guilbert (Vincent Perez), um antigo templário agora convertido em monge, Arn torna-se de facto um excelente lutador com capacidades de ser cruzado.
Quando volta a casa apaixona-se por Cecilia (Sofia Helin) prometida a um clã rival e com quem tem um filho. Descobertos, Cecilia é enviada para um convento onde é maltratada pela madre superiora e Arn para as Cruzadas durante um período de vinte anos.
Com este filme temos aqui vários aspectos que fazem parte da História Europeia que, para apreciadores do género, se tornam interessantes, nomeadamente o facto das disputas entre os povos nórdicos terem sido inúmeras e intensas, causando queda de um clã em favor de outro a um ritmo alucinante, o que levou a constantes mutações de fronteiras e domínio de uns povos sobre os outros durante várias décadas.
Outro aspecto curioso de se verificar são as respectivas Cruzadas e muitos dos motivos que levavam jovens de toda a Europa a serem para elas encaminhados. Era quase como um desterro forçado para aqueles que eram, de certa forma, incómodos para as sociedades puritanas em que viviam.
Finalmente é igualmente curioso de assistir a uma história dramática de amor sobre aquele que, como o próprio final do filme indica, ter sido o motor impulsionador da estabilidade das fronteiras da actual Suécia, e como toda a sua vida foi modificada devido a apenas um acto de ciúme e de inveja.
Com a presença de Joakin Nätterqvist, Vincent Perez, Michael Nyqvist, Bibi Andersson e Stellan Skarsgard todos eles com presenças estáveis, regulares e por vezes até arrisco dizer sólidas (mais uns do que outros), o filme "peca" apenas por um pequeno aspecto que se sente em diversos momentos da sua narrativa, ou seja, momentos existe em que ao assistirmos à sua história quase parec feita ao estilo documental de um programa da canal História em que temos uma acção a decorrer e esperamos a qualquer momento ouvir a voz do narrador a contar o que se passa.
Não digo que isto estrague aquilo que temos do filme, pois para o género consegue realmente ser equilibrado mas, cria um certo impasse ou indecisão na fluência da própria narrativa. Fora isto, o filme tem, como disse, interpretações ao nível do que é exigido, um guarda-roupa bem elaborado e inúmeros segmentos de acção que conseguem ser credíveis e entusiasmantes.
Bem dirigido e bem interpretado foi, surpreendentemente, uma agradável experiência ver este filme que, assumo completamente, era um do qual suspeitava que fosse de interesse. E suspeitava principalmente por ser feito quase na íntegra numa língua que consegue ser um pouco difícil de escutar durante um período tão grande... Suécia.. nada contra... mas por vezes torna-se complicado! Bom filme na sua globalidade e um bom investimento para assistir.
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7 / 10
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Deadly Skies (2005)

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Colisão Destruidora de Sam Irvin é daqueles filmes que me faz por um lado pensar no porquê de ficar até tarde a ver este tipo de filme manhoso ao mesmo tempo que penso em "que bom é poder ver disto para distrair".
Dualidades pessoais à parte, este filme conta com aquele que já é para mim o rei dos filmes pimba, Antonio Sabato Jr. e com Rae Dawn Chong (lembram-se dela no Comando?), numa história mais que repetida em que é descoberto um asteroide escondido por detrás de um outro ameaça colidir com a Terra e destruir toda a vidinha que por cá existe.
Madison Tyler (Chong) incrédula contacta com as autoridades competentes para que tomem algum tipo de acção que o evite mas como ninguém acredita nela contacta o renegado da Força Aérea Richard Donovan (Sabato), que este envolvido na construção de um laser capaz de o destruir.
Aqui começam as incansáveis lutas de poder, descobertas de dinheiro escondido que deveria ter servido para acabar o laser, esquemas político-militares e claro tiros... muitos tiros que acompanhados com a vã convicção de que representaram bem neste filme, apenas o torna mais numa comédia trágica e barata do que propriamente em algo digno de se ver que só alguns aguentam... *sigh*
E na verdade além disto não temos muito mais a ver... ou mesmo dizer... Os clichés estão lá todos bem como as cenas repetidas vezes e vezes sem conta em filmes deste estilo onde se tentam fazer piadolas que não têm graça nenhuma, onde se representa mal, onde se aguarda pela destruição do planeta até ao último segundo onde milagrosamente tudo se salva e já está... um filme feito mal e porcamente mas... está feito!
Como tantos outros que passam na TVI (este por acaso não foi), não passa de mais um puro desperdício de tempo e dinheiro que apenas é salvo por aqueles que gostam de ver filmes manhosos para se distraírem e passarem tempo.
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2 / 10
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

The Hurt Locker (2008)

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Estado de Guerra de Kathryn Bigelow foi o filme sensação do ano de 2009 que desde Veneza aos Oscars de Hollywood levou tudo quanto era prémios a que estava nomeada.
Vencedor de seis Oscars na cerimónia de 2010 incluindo Filme e Realizadora, aliás a primeira vez que uma mulher vence esta distinção, e também Argumento Original, Montagem, Som e Efeitos Sonoros, esta história centra-se nos acontecimentos que acompanham o dia-a-dia de um grupo de fuzileiros norte-americanos no Iraque que têm como missão desarmar bombas que se encontram nos locais de combate.
Não fosse isto já preocupante o suficiente, aquilo a que assistimos é à própria vivência quase despreocupada com que estes fuzileiros encaram a sua presença em terreno de combate pois já por lá andam com a mínima das preocupações possível fazendo já do clima de guerra o ritmo normal da sua vida.
Todos eles a viver com dramas pessoais. Com problemas com o que deixaram no país deles e muito em especial, com o facto de uma vez regressados aos Estados Unidos, a única coisa por que anseiam e desejam é voltar de novo para um clima de guerra permanente.
Os traumas que há trinta e tantos anos atrás foram quase silenciados com os veteranos de guerra do Vietname são aqui claramente abordados não tendo sido necessário esperar anos e anos para eles virem ao nosso conhecimento enquanto espectadores. Temos então de novo uma jovem geração norte-americana que, uma vez mais, vive com traumas de guerra e com as "normais" inadaptações à sociedade de onde provêm.
Kathryn Bigelow, que se tornou na primeira mulher a vencer um Oscar como Melhor Realizadora do ano, trouxe este filme que desde que havia estreado e passado por diversos festivais internacionais de cinema conquistou prontamente tanto público como crítica.
O direcção realista e credível que ajudou a criar uma atmosfera muito própria neste filme deram a Bigelow a vantagem necessária para tornar um filme de orçamento "menor" num dos grandes filmes do ano ao qual as grandes interpretações do seu elenco, nomeadamente a de Jeremy Renner que obteve a sua primeira nomeação a um Oscar bem como à grande maioria dos prémios entregues na temporada passada, ajudaram a criar este moderno e bem estruturado filme de guerra.
Também em termos técnicos o filme está bem construído... desde aos efeitos sonoros à construção da própria narrativa de flui de uma forma muito coerente, tudo no filme ajuda a perceber não só o que se passa diariamente com estes fuzileiros como principalmente no seu pensamento, provavelmente até o aspecto mais importante pois é a saber o que pensam, em que circunstâncias e o que sentem, que nos ajuda a formar uma ideia mais real do que é afinal este conflito.
Não sendo propriamente o meu filme preferido de guerra, ou sequer até a época em que deflagrou um conflito que mais me apele a estar informado sobre a mesma, este Estado de Guerra não deixa de ser um muito bom filme do género, e possivelmente o primeiro a despoletar uma série de filmes que se centram sobre o que se passa no Iraque, o que leva ainda hoje a muitos defenderem este conflito e a muito especialmente o que se passa nas mentes desta nova geração que para lá caminha e também como ficam, ou não, afectados a um nível mais psicológico.
Bigelow está de parabéns não só pelo facto de ter sido a primeira mulher na História a receber um Oscar pela realização de um filme mas, muito especialmente, por ter tocado de uma forma mais humanista a vida daqueles que arriscam diariamente as suas vidas deixando de certa forma o conflito em si para um plano secundário.
Não será, para mim, um dos melhores ou maiores filmes do ano mas, no entanto, não deixa de ser um muito bom filme que não devemos deixar passar ao lado.
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8 / 10
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terça-feira, 23 de novembro de 2010

The Kids Are All Right (2010)

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Os Miúdos Estão Bem de Lisa Cholodenko tem sido o filme que mais tem dado que falar dos últimos tempos. O motivo chama-se Annette Bening, uma das actrizes principais do filme que tem aqui o seu grande regresso ao cinema num desempenho que já é falado para todo o tipo de prémios e mais algum nomeadamente a sua potencial vitória nos Oscars.
Além de Bening participam também neste filme Julianne Moore, Mark Ruffalo, Mia Wasikowska e Josh Hutcherson em desempenhos consistentes e todos eles com a sua marca bem presente no filme.
A história gira em torno de Nic (Bening) e Jules (Moore) um casal homossexual com dois filhos Joni e Laser (Wasikowska e Hutcherson), que um dia decidem conhecer o seu pai biológico, que é como quem diz o dador de esperma, Paul (Ruffalo).
Após um encontro algo constrangedor, Paul começa cada vez mais a fazer parte da vida dos filhos e do casal, especialmente na vida de Jules que desenvolve uma relação sexual com ele, acabando depois por gerar todo o tipo de problemas maritais entre Jules e Nic.
Esta comédia dramática que além de um bom argumento da autoria de Lisa Cholodenko e de Stuart Blumberg, e que se centra nas realidades de uma família moderna tem um excelente elenco a dar-lhe vida.
Este elenco que já mencionei tem duas das grandes senhoras do cinema da actualidade e tem em Annette Bening a mais séria e forte aposta aos Oscars de 2011 na categoria de Melhor Actriz. Pelo menos é isto que a imprensa norte-americana tem apregoado aos sete ventos desde há largas semanas até esta data, e algo que, muito em breve, iremos verificar se se concretiza ou não.
Pessoalmente adoro Annette Bening. Note-se que uso sem qualquer reserva a palavra ADORAR. No entanto, Bening não tem aqui uma interpretação digna de ser apoiada para o Oscar de Melhor Actriz. Nem tão pouco ela desempenha o principal papel do filme. Este estaria ao cargo de Julianne Moore que também não tem um desempenho que se possa afirmar capaz de competir para Actriz Principal. Ambos desempenhos são bons e Bening surge como um forte apoio para a prestação de Moore mas nenhuma tem um trabalho dominante ao ponto de competir e ganhar prémios pelos mesmos. Agora, uma coisa é eu achar que não têm esse estofo, os desempenhos e não as actrizes em si que já têm provas mais que dadas, e outra coisa é se de facto vão ou não ser nomeadas a prémios algo que, suspeito, irá acontecer com toda a certeza. Mas depois de ver uma Annette Bening numa Beleza Americana ou uma Julianne Moore num As Horas e num Longe do Paraíso, este filme não será com toda a certeza aquele pelo qual elas irão ser recordadas.
O argumento tem com as suas reviravoltas sucessivas que passam desde a vida familiar normal aos dramas da adolescência e até pelo adultério e pela compreensão daquilo que é o conceito de família e especialmente dos novos tipos de família é, possivelmente, o aspecto mais forte do filme e aquele que terá a meu ver uma justa e potencial nomeação a Oscar.
Da mesma forma a banda-sonora da autoria de Carter Burwell que já foi inclusive nomeada aos World Soundtrack Awards, que junta acordes modernos e animados ao mesmo tempo que nos emociono naquele estrondoso final de filme é também uma forte aposta para dar ao seu compositor a primeira nomeação a Oscar na sua respectiva categoria.
Emocionante e cómico, dramático e alegre, é um filme bonito e bem realizado. Dinâmico e bem disposto mas que pelo excesso de publicidade que tem em aspectos dos quais não sai vencedor pode acabar por ficar um tanto à margem daquilo que nós enquanto espectadores esperamos que ele seja.
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7 / 10
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Caminhos do Cinema Português: premiados de 2010

JÚRI OFICIAL
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Grande Prémio Cidade de Coimbra: 48, de Susana de Sousa Dias
Melhor Longa-Metragem: Um Funeral à Chuva, de Telmo Martins
Melhor Curta-Metragem: Vicky & Sam, de Nuno Rocha
Melhor Animação: Viagem a Cabo Verde, de José Miguel Ribeiro
Melhor Documentário: Páre, Escute, Olhe, de Jorge Pelicano
Prémio Revelação: O Conto do Vento, de Cláudio Jordão
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JÚRI CAMINHOS
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Melhor Actor: Ivo Canelas, em Desavergonhadamente Real
Melhor Actriz: Rita Martins, em Efeitos Secundários
Melhor Actor Secundário: Nuno Lopes, em Efeitos Secundários
Melhor Actriz Secundária: Beatriz Batarda, em Como Desenhar um Círculo Perfeito
Melhor Realizador: Gonçalo Galvão Teles, em Senhor X
Melhor Argumento Original: Nuno Rocha, em Vicky & Sam
Melhor Argumento Adaptado: Tiago Sousa, em Embargo
Melhor Fotografia: Pedro Patrocínio e Frederico Miranda, em Memórias de Fogo
Melhor Banda Sonora: Bernardo Sassetti, em Como Desenhar um Círculo Perfeito
Melhor Direcção Artística: Artur Pinheiro, em Como Desenhar um Círculo Perfeito
Melhor Guarda-Roupa: Susana Jacobetty, em Kinotel
Melhor Caracterização: Maria Almeida (Nani), em Kinotel
Melhor Montagem: João Braz, em Fantasia Lusitana
Melhor Som: Pedro Lima, em Viagem a Cabo Verde
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JÚRI ENSAIOS VISUAIS
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Prémio Ensaios Visuais: Sinfonia dos Loucos, de Vasco Mendes
Menção Honrosa: Ida de Retorno, de Lourenço Viana
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JÚRI DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE CINECLUBES
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Prémio D. Quijote: 48, de Susana de Sousa Dias
Menção Honrosa: Senhor X, de Gonçalo Galvão Teles
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JÚRI DE IMPRENSA
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Prémio de Imprensa: Um Funeral à Chuva, de Telmo Martins
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PRÉMIO DO PÚBLICO CHAMA AMARELA
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Um Funeral à Chuva, de Telmo Martins
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Meu Amor e um Emmy

A telenovela da TVI "Meu Amor" venceu esta madrugada o Emmy Internacional para que havia sido nomeada há algumas semanas contra uma produção das Filipinas e outra da Argentina.
É raro mas por vezes acontece e, à primeira, foi de vez. Parabéns aos actores, produtores, argumentista, demais técnicos e também à própria TVI que conseguiu aquilo que até hoje não tinha sido alcançado... uma nomeação e uma vitória. E parabéns também por ter arriscado e apostado na produção nacional em vez de a relegar para segundo, ou terceiro, plano.
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

The Soloist (2009)

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O Solista de Joe Wright é um sentido drama com a participação de Jamiw Foxx, Robert Downey Jr, e Catherine Keener que nos conta a história de Steve Lopez (Downey Jr.) um colunista de um jornal que precisa desesperadamente de encontrar histórias que contar de forma a agradar os seus editores.
É no meio desta pressão que encontra Nathanial Ayers (Foxx) um sem abrigo com um extraordinário talento para a música, e com sérios demónios pessoais, com quem inicia uma relação de proximidade e de certa foram de amizade.
Este filme de Joe Wright, realizador dos extraordinários Orgulho e Preconceito e Expiação, mais não é do que um relato sobre as existentes injustiças sociais e o quão fundo pode descer um Homem quando elas se lhe deparam.
Ao mesmo tempo dá um retrato sobre o nascer de uma amizade. Como ela pode surgir a partir de um acontecimento mais grave, ou proveitoso para uma das partes, mas que, uma vez existente, pode ser sólida e recompensadora para todos.
Confesso que não sendo este um filme que se possa dizer mau, não foi no entanto um que me deixava aquela memória agradável de quando temos uma excelente experiência cinematográfica. Dos dois filmes que vi anteriormente do realizador este fica muito aquém daquilo que esperava. O principal motivo é o esplendor que os anteriores alcançaram e que aqui simplesmente não existe.
Podemos argumentar, é certo, que a história não pede que tenho qualquer esplendor mas não me refiro a algo opulento mas sim que nos deixe aquela marca especial em que, ao vermos o filme, ficamos a pensar "uau"... Isso acontecia com as anteriores obras do realizador, muito em particular com o filme Expiação que nos deixa, pura e simplesmente, de boca aberta ao percebermos que presenciamos uma obra-prima.
Jamie Foxx tem como habitual um intenso papel e Robert Downey Jr. mostra que é, felizmente, capaz de fazer outro género de filme que não a comédia, algo que já tinhamos percebido mas que está, não se sabe bem porquê, esquecido por parte de quem o dirige em filmes.
Finalmente, aquele que considero ser o ponto mais alto do filme, é de longe a sua banda-sonora que é composta pelo já colaborador de Joe Wright, o italiano vencedor de Oscar Dario Marianelli.
É um filme interessante, com desempenhos acima da média e com os seus pontos altos mas que não chega a convencer na sua globalidade... Possivelmente por ter dois precedentes muito fortes por parte do seu realizador e que aqui, apesar dos pontos positivos, não chega a convencer.
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"Nathanial Ayers: You can't hold down angels."
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7 / 10 (tremido)
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domingo, 21 de novembro de 2010

Passengers (2008)

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Passageiros de Rodrigo García é um drama sobrenatural (pensamos nós de início que será muito intenso nesta temática mas acaba por não ser), que tem como actores principais Anne Hathaway e Patrick Wilson. Além destes actores contamos ainda com Dianne Wiest, Andre Braugher e David Morse como secundários que conseguem adensar apenas a trama que pensamos, a certo ponto, ser bem mais complexa do que aquilo que parece.
Claire (Hathaway) é contactada a meio da noite por Perry (Braugher) para dar assistência a um grupo de sobreviventes de um desastre de avião. No meio das consultas que faz conhece Eric (Wilson), que a deixa mais inquieta pois parece que este desenvolveu com o acidente capacidades psíquicas até então inexistentes.
Ao mesmo tempo, e à medida que entrevista os sobreviventes, estes vão desaparecendo misteriosamente, o que lança as suspeitas de Claire recaírem sobre a própria companhia aérea que pretende encobrir algo.
À medida que nos aproximamos do final do filme descobrimos finalmente toda a verdade e ficamos espantados, se bem que a certo ponto desconfiamos, sobre o que realmente se passou e se está a passar com todas estas personagens.
Este filme que passa por um drama e por um contexto poderemos dizer algo sobrenatural tem nos seus principais actores interessantes e credíveis desempenhos que nos fazem crer que está realmente algo de muito estranho a acontecer. Tanto Anne Hathaway como Patrick Wilson têm desempenhos muito bons apesar de percebermos facilmente que este estilo de filme mais sobrenatural não é a "praia" deles.
De todo o elenco tenho, no entanto, de destacar as sentidas e emocionantes interpretações de Dianne Wiest e de Andre Braugher que não vou divulgar quem realmente são para não estragar a surpresa àqueles que ainda não viram o filme.
Destaco também o trabalho de fotografia da autoria de Igor Jadue-Lillo que dá ao filme quase de início ao fim uma atmosfera que nos faz crer que em vez de estarmos com os pés bem assentes na Terra, estamos antes numa outra dimensão mais celeste.
Temos então este Passageiros que mantém um clima de suspense e de suspeita a maior parte do tempo e que, no final, tudo se revela finalmente como uma emocionante história que apenas procura a redenção e a aceitação entre as pessoas numa viagem que, arrisco o cliché, é a própria vida.
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7 / 10
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