sábado, 27 de novembro de 2010

The Brown Bunny (2003)

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The Brown Bunny de Vicent Gallo é, tal como o próprio cartaz indica, um filme produzido, realizado, interpretado, editado e que tem como técnico de fotografia... o próprio Vincent Gallo. A seu lado, e com uma curta e muito explícita participação, temos Chloë Sevigny.
O filme começa logo mal, para mim pelo menos, quando temos cerca de três minutos e meio de uma corrida de motos que parece nunca mais terminar. E depois disto temos um sem número de minutos em que vemos a viagem de Bud Clay (Gallo) de uma ponta à outra dos Estados Unidos para... mais uma corrida de motos. E quando aqui me refiro a acompanhar a viagem dele, não é propriamente vermos paisagens idílicas e de comtemplação norte-americana... é mesmo vermos a viagem pelos olhos dele, que é como quem diz vermos estrada e mais estrada sem parar que quase dá enjoo como se fossemos nós a fazer a dita.
Pelo caminho vai encontrando mulheres com quem tenta compensar uma qualquer carência afectiva, e que nunca chega a ser saldada. As que aparecem lá se encosta... mas fica por ali.
Até que, chegado ao seu destino volta a encontrar Daisy (Sevigny) para aquilo que assistiremos ser o real desfecho desta história que é, digamos, no mínimo bizarra.
Dito isto, e exceptuando o facto de termos a história de um homem que procura o refúgio e o conforto de um lar e de uma companheira que em tempos perdeu (perceberão depois porquê aqueles que se arriscarem a ver este trágico, pelo mau sentido, filme), o ponto "alto" do filme é o seu final em que Vincent Gallo não se poupou a ter uma cena de sexo oral bem explícita como se isso fosse motivo suficiente para salvar aquilo que é uma miséria de filme.
Miséria por ser completamente enfadonho, chato, aborrecido, mau, sem sentido e que, depois de o ver, concluo que mais não foi do que um exercício de um actor que aqui assume múltiplas funções apenas para ver o seu nome (e não só) exposto vezes sem conta ao longo dos créditos iniciais e finais do mesmo.
Uma pobre, fraca e enfadonha experiência cinematográfica é a única coisa que acabamos por retirar disto a que se chama filme que o único ponto positivo que tem é pensarmos que poderia não ter sido feito.
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1 / 10
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