segunda-feira, 22 de novembro de 2010

The Soloist (2009)

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O Solista de Joe Wright é um sentido drama com a participação de Jamiw Foxx, Robert Downey Jr, e Catherine Keener que nos conta a história de Steve Lopez (Downey Jr.) um colunista de um jornal que precisa desesperadamente de encontrar histórias que contar de forma a agradar os seus editores.
É no meio desta pressão que encontra Nathanial Ayers (Foxx) um sem abrigo com um extraordinário talento para a música, e com sérios demónios pessoais, com quem inicia uma relação de proximidade e de certa foram de amizade.
Este filme de Joe Wright, realizador dos extraordinários Orgulho e Preconceito e Expiação, mais não é do que um relato sobre as existentes injustiças sociais e o quão fundo pode descer um Homem quando elas se lhe deparam.
Ao mesmo tempo dá um retrato sobre o nascer de uma amizade. Como ela pode surgir a partir de um acontecimento mais grave, ou proveitoso para uma das partes, mas que, uma vez existente, pode ser sólida e recompensadora para todos.
Confesso que não sendo este um filme que se possa dizer mau, não foi no entanto um que me deixava aquela memória agradável de quando temos uma excelente experiência cinematográfica. Dos dois filmes que vi anteriormente do realizador este fica muito aquém daquilo que esperava. O principal motivo é o esplendor que os anteriores alcançaram e que aqui simplesmente não existe.
Podemos argumentar, é certo, que a história não pede que tenho qualquer esplendor mas não me refiro a algo opulento mas sim que nos deixe aquela marca especial em que, ao vermos o filme, ficamos a pensar "uau"... Isso acontecia com as anteriores obras do realizador, muito em particular com o filme Expiação que nos deixa, pura e simplesmente, de boca aberta ao percebermos que presenciamos uma obra-prima.
Jamie Foxx tem como habitual um intenso papel e Robert Downey Jr. mostra que é, felizmente, capaz de fazer outro género de filme que não a comédia, algo que já tinhamos percebido mas que está, não se sabe bem porquê, esquecido por parte de quem o dirige em filmes.
Finalmente, aquele que considero ser o ponto mais alto do filme, é de longe a sua banda-sonora que é composta pelo já colaborador de Joe Wright, o italiano vencedor de Oscar Dario Marianelli.
É um filme interessante, com desempenhos acima da média e com os seus pontos altos mas que não chega a convencer na sua globalidade... Possivelmente por ter dois precedentes muito fortes por parte do seu realizador e que aqui, apesar dos pontos positivos, não chega a convencer.
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"Nathanial Ayers: You can't hold down angels."
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7 / 10 (tremido)
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