sexta-feira, 8 de outubro de 2010

From Paris with Love (2010)

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De Paris com Amor de Pierre Morel e que conta com a participação de John Travolta e Jonathan Rhys Meyers é um filme que, à semelhança da anterior obra do realizador francês, tráz a acção de volta às ruas da capital francesa.
Nesta história temos James Reece (Rhys Meyers) que trabalha na Embaixada Norte-Americana em Paris que se junta ao ultra-violento e maníaco espião Charlie Wax (Travolta) de forma a impedirem um violento atentado terrorista na cidade.
Pelo meio de inúmeras cenas de perseguições pelas ruas da cidade e umas quantas outras mais cómicas para completar a dose de entretenimento ideal, este filme que não vence por um argumento muito elaborado, vence sim pelo ritmo algo "alucinado" e pela interpretação inspirada com que John Travolta nos surpreende.
Ele sim acaba por ser o melhor de todo o filme. Rhys Meyers tem uma interpretação fraca e muito pouco credível como o "tótó" de serviço contrariando todo o registo elaborado com que tem vindo a enriquecer toda a sua carreira, já no entanto Travolta consegue ser o vencedor em todas as frentes deste filme que apenas sobrevive graças às doses de entretenimento, acção e boa disposição que apresenta, apesar da sua temática central ser séria e presente demais para em condições normais ser levada e encarada com tanta ligeireza.
Destaque ainda para a banda-sonora composta por David Buckley, inspirada e potente, muito ao ritmo do próprio filme, e que contribui em muita para acentuar a "aceleração" com que devemos assistir a este filme.
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7 / 10
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

It's Complicated (2009)

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Amar é Complicado de Nancy Meyers é uma simpática e muito divertida comédia romântica que conta com um trio de luxo nos seus protagonistas ou não estivessemos nós a falar de Meryl Streep, Alec Baldwin e Steve Martin secundados entre outros por Rita Wilson, Lake Bell e John Krasinski naquele que é um magnífico papel secundário que consegue retirar umas quantas boas gargalhadas.
Jane (Streep) é uma mulher divorciada e com a sua vida bem encaminhada que um dia se envolve com Jake (Baldwin)... o seu ex-marido e pai dos seus filhos.
O tórrido romance que não dura mais do que dois ou três dias decorre na mesma altura que Jane conhece Adam (Martin) por quem desenvolve uma simpática amizade que parece desenvolver para outros caminhos. Será que, no entanto, Jake vai permitir que avance?...
Este filme que valeu a Meryl Streep a sua enésima nomeação a um Globo de Ouro preza não só pelo excelente conjunto de actores que tem mas especialmente pela enorme química que os interliga de forma a que exista de facto uma ligação forte e séria entre as diversas personagens. Forte, tão forte, que isso para nós enquanto espectadores sente-se e agrada-nos.
Streep é como sempre.... fenomenal. A mulher é de facto uma força da natureza e é impossível pensar numa prestação menos boa que tenha. Aqui, como de costume, entrega-nos um forte papel de uma mulher que procura um rumo para a sua vida que está, aparentemente, já delineada.
Baldwin como o ex-marido "garanhão" (de novo) também consegue ser convincente e ter um papel francamente cómico e divertido com o qual conseguimos facilmente simpatizar.
Por sua vez Martin tem o papel mais "apagado" do trio, algo que para este actor é francamente "estranho" de acontecer. Estamos tão habituados a vê-lo em registos mais expansivos e marcantes que aqui estamos sempre à espera de algo mais que acaba por não chegar.
A surpresa e aquele que consegue agarrar e com força as cenas em que participa é John Krasinski. É escusado descrevê-las ou inumerá-las mas este tipo consegue realmente arrancar-nos algumas das maiores risadas que damos ao longo do filme, não só pelos seus comportamentos como pelo cómico de situação que algumas delas acabam por representar.
A história que acaba por reflectir sobre tantas aspectos entre a família, o divórcio e a reconcialiação, os objectivos e as ambições de vida, e especialmente as mudanças que todos os factores anteriores acabam por representar numa vida estão de uma forma tão harmoniosa interpretados por estes actores que o filme acaba por nos conquistar ao fim de muito pouco tempo.
Qualquer comentário extra que se possa fazer a um filme com a Meryl Streep acaba por ser "desnecessário" pois seja no registo de drama ou no de comédia, é certo que será um que valerá bastante a pena ver. E vale!

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8 / 10
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sunshine (2007)

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Sunshine de Danny Boyle é um filme de ficção científica que conta com a participação de Cillian Murphy, Rose Byrne, Chris Evans, Mark Strong e Michelle Yeoh entre outros onde estes intervenientes estão numa missão no espaço em direcção ao sol que se encontra a morrer, com o objectivo de o reanimar e com isto restituir a vida ao planeta Terra que se encontra ameaçada.
Após uma primeira missão que havia falhado e de onde ninguém, supostamente, havia sobrevivido, uma segunda missão com inúmeros especialistas que além de pensarem na sua missão e nos seus potenciais riscos, vão ter também de lidar com a eventualidade de encontrarem os "restos" da missão inicial.
Típico filme de Danny Boyle em que se sente uma tensão crescente a cada minuto que passa e onde as relações e conflitos humanos, tanto físicos como psicológicos, estão sempre presentes e activos.
Além de um filme de ficção científica, inegável dado o ambiente geral, ele é sobretudo sobre os comportamentos humanos e como eles se despoletam ou adormecem de acordo com as várias situações de dificuldade ou atribulações com que se depara ao longo da vida ou de uma etapa dela.
Aqui temos então uma análise ao comportamento deste grupo de indivíduos que tendo todos eles uma missão em conjunto têm, no entanto, motivos que os movem completamente diferentes. Se para uns o objectivo é preservar a vida acima de tudo, para outros o que conta é o sucesso e integridade da missão. Para outros ainda é salvar o planeta e todos os que nele vivem e finalmente para outros, o único objectivo é poderem salvar aqueles que amam. É neles que pensam. É por eles que se movem.
Sejam interesses individuais sejam colectivos, todos eles possuem algo que os levou a participar neste missão e esperar dela obter resultados práticos e concretos.
Tal como todos os filmes de Danny Boyle também este acaba por se tornar num filme de culto, mas possivelmente o mais discreto deles todos. Aquele que à partida acaba por passar mais despercebido mas que, ainda assim, merece ser visto e retido.
Para chegar a este "patamar" é um facto que o realizador britânico se reuniu de um belo conjunto de actores que compõem as suas personagens no seu melhor, dando-lhes uma vida e vivacidade extrema para serem personagens marcadas e marcantes, e de salientar claro o reencontro entre Boyle e Murphy anos depois do grande 28 Dias Depois.
De referir e destacar ainda os fantásticos efeitos especiais que compõem este espectacular filme bem como a sua intensa banda-sonora da autoria do compositor John Murphy.
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7 / 10
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terça-feira, 5 de outubro de 2010

República (2010)

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República de Jorge Paixão da Costa, é um telefilme português devidido ao meio para se tornar numa mini-série. Honestamente ainda estou para perceber qual esta tendência recente que muito do nosso cinema tem. Tivemos o mesmo com o Salazar, A Vida Privada, com o Amália, iremos ter com o Mistérios de Lisboa e agora... mais este República.
Bom... comentário negativo à parte (que o é sim assumidamente), foi com entusiasmo que vi este telefilme repartido não só pela sua temática como pelo conjunto de actores que me pareceu interessante, algo que apenas foi aguçado graças à enorme publicidade que o filme teve (felizmente já a começam a fazer em larga escala ao produto nacional, o que só me deixa satisfeito).
Tendo como pano de fundo a queda da Monarquia e a Implantação da República em Portugal, os conflitos gerados entre as duas facções e as inúmeras diferenças sociais existentes no país em 1910, este República conta-nos também a história de amor existente entre uma Marquesa e um Oficial apoiante da República.
Assistimos também a todo o processo que levou à fuga da família Real de Portugal bem como à tomada de posse dos primeiros governantes do novo regime num país que, pensavasse à altura, estaria a abrir um novo rumo para a sua História.
Através de um facto Histórico entrelaçado com algumas histórias ficcionadas que adensam a trama este telefilme de Jorge Paixão da Costa é a meu ver uma obra interessante e inovadora na medida em que este período da nossa História é, para a maioria da população, algo de desconhecido.
Com um conjunto de actores conhecidos das nossas televisões e outros mais esporádicos e menos assíduos, fazem parte do elenco actores como Joaquim de Almeida, Helena Costa, Pedro Lamares nos papéis principais juntamente com Carloto Cotta, Sisley Dias, Pedro Efe, João Lagarto, Ana Nave, Fernando Luís ou Ian Velloza a secundá-los. No seu todo os actores complementam-se e conseguem retirar um bom registo de forma geral, mas de todo o lote tenho que destacar os trabalhos de Pedro Lamares e Ana Nave com registos seguros e muito interessantes, e as duas agradáveis surpresas que foram Helena Costa e Sisley Dias com registos seguros e confiantes mostrando assim que a nossa nova geração de actores está com pernas para andar.
Muito bom trabalho também está o de Sílvia Grabowski, autora do guarda-roupa do filme, que recria a meu ver na perfeição o estilo de moda da altura tornando a acção muito credível como aliás é factor presente em todo o filme.
Outro factor positivo é a emergente vontade de alguns cineastas portugueses em fazer cinema de época. É certo que neste caso em concreto inserido no centenário da República Portuguesa mas, ainda assim, é bom perceber que é cinema bem feito e que, como tal, esperemos que tenha pernas para andar e que resulte na produção de uns quantos mais filmes sobre outras tantas temáticas que a nossa rica História tem para oferecer.
Gostei igualmente da banda-sonora de Pedro Janela sendo que, no entanto, parece que em momentos é repentinamente cortada deixando-nos a nós como espectadores com vontade de mais mas... não temos...
O único aspecto essencialmente negativo que encontro nesta produção televisiva é o facto de ser um telefilme (que para mim o é) dividido em dois para dar a ideia de mini-série. Não há qualquer necessidade disso, nem mesmo em audiências pois honestamente dá-me a ideia que mais depressa as perdem do que ganham e faz com que o espectador disperse a atenção de um telefilme que tem no seu todo muita qualidade.
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7 / 10
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

The Book of Eli (2010)

O Livro de Eli de Albert Hughes e Allen Hughes tem como actor principal esse grande actor que é Denzel Washington, muito bem secundado por Gary Oldman, Jennifer Beals e Mila Kunis.
O filme centra-se num período pós-apocaliptíco onde a vida no planeta se encontra basicamente na extinção e em que a pouca que existe está literalmente na decadência ou sob o jugo de gangs e mafias que controlam os poucos recursos que podem ajudar à sobrevivência.
Pelo meio deparamo-nos com Eli (Washington) que vimos a descobrir transportar algo importante demais para a Humanidade e que tem de esconder de alguns desses gangs que o procuram incansavelmente. Um livro. Um livro considerado importante e perigoso demais se cair nas mãos erradas.
Mãos essas que são "personificadas" pelo líder de um dos gangs... Carnegie (Oldman) que o procura sem olhar a meios e sem se importar sobre de quem tem de prejudicar ou matar para o obter.
Seguindo uma já longa tradição de filmes catástrofe que de tempos a tempos emergem a um ritmo assustador no panorama, este O Livro de Eli não foge, como tantos outros, a alguns lugares comuns que afirmo não lhe tiram interesse.
Podemos aqui, tal como em muitos outros, assistir a um mundo completamente decadente. Sem valores nem princípios e onde a lei do mais forte impera até aos últimos instantes. Temos o controle dos recursos por parte das mafias sobreviventes que para manter o controle e a opressão tudo fazem por mais desumano que seja. Temos o justiceiro, o homem de bem, que tudo sacrifica, incluindo a si próprio, para salvaguardar um último grande tesouro que possa mais tarde vir a salvar a Humanidade, mais que não seja se forma espiritual.
Temos no fundo um panorama totalmente desolador e fétido que chegamos ao ponto de por vezes pensar "será ali que vamos chegar?"... Olhar para imagens das cidades que hoje conhecemos como magnificientes e para a possibilidade do que elas poderiam ser um dia é no mínimo desolador. Morte e destruição é o que vemos povoar os espaços que hoje transbordam vida e confusão.
Com alguns efeitos especiais interessantes e um trabalho de fotografia da autoria de Don Burgess suficientemente bom pois consegue recriar, arrisco dizer de forma perfeita, a imagem e a ideia de um mundo morto e sem esperança.
A pouca que consegue resistir é sem dúvida graças ao magnífico, como sempre, trabalho de Denzel Washington que interpreta aqui o papel de um homem solitário, sem qualquer necessidade ou vontade de criar laços mas com uma missão que é para ele mais importante que a própria vida, e a qual sabemos irá dar por concluída.
De destacar o segmento final do filme pela curiosidade de como a outrora maior prisão do mundo, Alcatraz, seria no momento o maior arquivo de livros e obras de arte de todo o mundo.
Comparando este O Livro de Eli com outro estreado também este ano, A Estrada, será seguro dizer que o que separa este último para melhor é a capacidade de demonstrar o sacrifício e o amor por outro ser humano em todo o seu limite, algo que neste Eli, é inexistente e apenas limitado a situações de maior acção e alguma violência.
Não deixa no entanto de ser um filme bem executado e que sim, faz-nos reflectir em variados assuntos, nomeadamente o potencial que poderíamos retirar de um planeta com que só nos preocupamos para desgatar, bem como com a capacidade que temos de poder fazer uma diferença e empenharmo-nos nalgum tipo de causa e não simplesmente olhar para o outro lado. Não será um filme "maior" mas ao mesmo tempo não deixa de ser um filme muito interessante.



8 / 10

domingo, 3 de outubro de 2010

House of Blood (2006)

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Casa de Sangue de Olaf Ittenbach de su título original House of Blood ou Chain Reaction é daqueles filmes que são tão maus... mas tão maus, que nós acabamos por não perceber bem qual a reacção certa a ter depois de terminar.
É certo que sendo um filme de terror gore, e sim... tem umas cenas um tão ou quanto nojentas demais para serem verdade, não podemos esperar que saia daqui uma obra-prima do cinema deste género que por si só já nos entrega muito poucos exemplares de qualidade, no entanto este é do mais rasca que pode existir.
Um grupo de prisioneiros bem perigosos (mais histéricos que outra coisa) tem um acidente numa estrada deserta onde é envolvida também a viatura de um médico.
Para fugirem da perseguição policial levam o médico como refém e entram floresta dentro até chegarem a uma cabana. Não perdida mas habitada por uma família de esquisitóides, literalmente, que falam um inglês que tentam fazer parecer erudito mas que na realidade mais não é que apalhaçado fruto do facto dos actores serem maioritariamente alemães a falar um mau inglês.... e para cúmulo de tudo o resto ainda vestem roupas ao estilo medieval.
Vimos a descobrir que mais não são que canibais que se transformam em criaturas muito estranhas, mais ainda do que aquilo que já são no estado "normal", e lá tentam escapar (sem sucesso) à morte. O que escapa acaba por lá voltar onde TUDO é repetido numa sessão non-stop de déjà-vu.
O filme é de facto mau. Muito mau. Prova disso são logo os minutos iniciais ao sabor de uma música francamente irritante que não pára... Nunca pára.... Continua pelo filme fora sem nunca terminar. Os actores falam... a música está lá. Os actores calam-se.... A música está lá.... Os actores fogem... a música está lá... Mais parece uma cena num cabaret rasca que não tem fim (felizmente tem).
Algo que se aproveite no filme? Absolutamente nada. Nem mesmo os créditos finais pois levar com todo este filme por mais de hora e meia nem nos faz conseguir respirar de alívio ao vê-los.
O filme é péssimo. Os actores são péssimos (Jürgen Prochnow onde é que te foste meter?), o argumento é do mais rasca que se pode imaginar e até a própria caracterização é básica e pobre. Nada safa isto que é no mínimo um puro tormento e lixo cinematográfico.


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1 / 10
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sábado, 2 de outubro de 2010

Gaau Ji (2004)

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Preciosa Iguaria de Fruit Chan que conta com as actrizes Bai Ling e Miriam Yeung Chin Wah nos principais papéis de um filme que apesar de francamente "morno" tem momentos que reviram de facto o nosso estômago.
A Senhora Lee (Chin Wah) a viver os seus dias de meia idade longe do auge que atingiu durante a adolescência na televisão e a sentir o afastamento progressivo do seu marido ouviu falar de uns pastéis misteriosos feitos por Mei (Bai Ling), uma secreta e inconvencional cozinheira residente num bloco que mais parece "social".
Não vou revelar de que são feitos os respectivos pastéis pois rapidamente percebemos os seus ingredientes, no entanto adianto que é no mínimo repugnante pelo grafismo com que os vemos e na naturalidade com que se fala deles ou até mesmo daquilo que se faz para os obter.
Os momentos finais em que vemos em ponto grande são no mínimo perturbantes... safa-nos o facto da imagem ser um pouco desfocada porque senão... era repugnante e asqueroso (e é na mesma...)
Detalhes à parte é interessante verificar o trato de temas como a eterna juventude e os custos infinitos que muito boa gente faz em seu nome, bem como o culto que muitas sociedades hoje em dia têm de que atingindo uma certa idade as pessoas são para colocar à margem de tudo e de todos.
O culto da beleza e do look perfeito associado à sexualidade e como pela conjugação de todos estes factores algumas pessoas estão dispostas a tudo... a sacrificar seja o que fôr inclusivé a sua própria integridade que, no final, se revela ser muito pequena.
Interessante de se ver mas não se torna um dos filmes mais significativos do género de terror grotesco pois apesar de se ver muito daquilo que queremos ver (sim, somos uns voyeuristas), muito fica ainda por mostrar ou pelo menos por tornar ainda mais medonho e asqueroso. Queremos sempre ver mais...

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6 / 10

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Globos de Ouro 2011: previsões de Outubro

Chega um novo mês e com ele novas previsões. Com novos filmes estreados no passado mês de Setembro, que serão listadas de seguida, surgem também novas potenciais nomeações. Assim sendo estrearam até à data:

  • Assalto ao Santa Maria

  • A Bela e o Paparazzo

  • Cinerama

  • Como Desenhar um Círculo Perfeito

  • Contraluz

  • Duas Mulheres

  • Embargo

  • Fantasia Lusitana (doc.)

  • A Ilha da Cova da Moura (doc.)

  • O Inimigo Sem Rosto

  • Marginais

  • Páre, Escute, Olhe (doc.)

  • Perdida Mente

  • A Religiosa Portuguesa

  • Ruínas (doc.)

  • O Último Voo do Flamingo

  • Um Funeral à Chuva
E ainda por estrear temos os seguintes filmes:

  • América

  • Até Onde?

  • O Barão

  • O Cônsul de Bordéus

  • O Filme do Desassossego

  • O Grande Kilapy

  • A Grande Jogada

  • Mistérios de Lisboa

  • Outro Sangue

  • Paixão

  • Quero Ser Uma Estrela

  • Quinze Pontos na Alma

  • Sangue do Meu Sangue
Com isto tudo considerado faço de seguida as minhas previsões para a cerimónia de 2011 dos Globos de Ouro SIC/Caras:
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MELHOR FILME
Como Desenhar um Círculo Perfeito
Embargo
Marginais
A Religiosa Portuguesa
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MELHOR ACTOR
Carlos Paulo (Assalto ao Santa Maria)
Carloto Cotta (A Religiosa Portuguesa)
Joaquim de Almeida (Contraluz)
Rafael Morais (Como Desenhar um Círculo Perfeito)
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MELHOR ACTRIZ
Beatriz Batarda (Duas Mulheres)
Joana de Verona (Como Desenhar um Círculo Perfeito)
Leonor Baldaque (A Religiosa Portuguesa)
Soraia Chaves (A Bela e o Paparazzo)
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Streets of Fire (1984)

Estrada de Fogo de Walter Hill foi um dos grandes sucessos cinematográficos dos anos 80 que se tornou num filme de culto e que conta com a participação de um elenco de peso onde se destacam os nomes de Michael Paré, Diane Lane, Willem Dafoe, Rick Morranis, Amy Madigan e Bill Paxton.
Rodado num ambiente muito ao estilo dos anos 50 onde os gangs violentos e o rock'n'roll eram reis, este filme conta-nos a história de Tom Cody (Paré) que regressa à sua cidade natal para resgatar Ellen Aim (Lane) uma cantora de sucesso e sua ex-namorada das mãos de Raven Shaddock (Dafoe) que a raptara quando ela dava um concerto na cidade.
Tom Cody é o exemplo perfeito de um anti-herói na medida em que ele é de facto a figura central do filme, o herói, mas que no entanto assume toda uma postura contrária ao vedetismo que merecia ter. Michael Paré que hoje em dia é herói ele sim de filmes rasca série B, encarnou nesse longinquo ano de 1984, este papel na perfeição dando-lhe uma vida e vivacidade merecedoras de atenção.
Os demais actores também não lhe ficam atrás e são todos estereotipados na perfeição sob aquilo que se espera dum filme desta categoria. Temos Reva (Deborah Van Valkenburgh) a irmã inocente e apaziguadora que apenas pretende a felicidade de Tom. Na cidade temos as personagens caricatas que dão um certo ar manhoso ao local, como é o caso de Clyde (Bill Paxton) e os polícias que de tanta autoridade tentarem exercer acabam por não ter respeito nenhum da parte dos habitantes.
Temos claro, como não poderia deixar de ser uma mulher de armas McCoy, brilhantemente interpretada por uma Amy Madigan, também ela uma actriz de armas e característica de papéis fortes e dominantes. No filme também não podia faltar o "cromo" de serviço, aqui interpretado por Rick Morranis como o agente e novo namorado de Ellen.
Ellen esta que foi interpretada a meu ver na perfeição, considerando que foi totalmente injusta a nomeação ao Razzie de Pior Actriz Secundária do ano, por uma Diane Lane na altura muito em voga, num papel que contribuiu para imortalizá-la como a figura de menina frágil, papel que à época representava em inúmeros filmes.
E falando de tantos heróis, anti-heróis e mulheres de armas falta apenas falar do vilão de serviço, aqui com um carismático Willem Dafoe que com o seu olhar gélido e vago dá uma certa cor e toque pessoal à personagem de Raven Shaddock, líder do gang local.
Filme este que possui um outro ponto forte que é a sua fotografia da autoria de Andrew Laszlo, que ao criar um ambiente em tons cinza e castanhos, dá um ar de uma cidade perdida no meio da violência e do medo que apenas fica mais aguçado com uma banda-sonora muito rockeira da autoria de Ry Cooder, tornando assim este filme num culto que ainda hoje desperta o interesse a muito boa gente, e se tornou um marco do início da década de 80.
Destaco ainda os brilhante segmentos do concerto inicial e do final que dão sem qualquer sombra de dúvida um toque especial ao filme de pura adrenalina. Apesar de playback's, Diane Lane tem aqui dos momentos mais gloriosos de todo o filme.


8 / 10

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Tony Curtis


1925 - 2010

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Merlin and the War of the Dragons (2008)


Merlin e a Batalha dos Dragões de Mark Atkins conta com a participação do actor Jürgen Prochnow num filme que é essencialmente de aventuras e acção passada na mítica época do mago Merlin e da existência de dragões na Terra.
A retratar uma época interessante que pode sempre tornar um filme de orçamento mais ou menos pequeno num pequeno espectáculo de batalhas e de histórias místicas e míticas, este falha basicamente em todas as frentes possíveis e imaginárias.
As interpretações de uma forma geral são fracas, pouco convincentes e pobres. Não há qualquer tipo de expressão por parte dos actores que quase preferem parecer estátuas perfeitas sem emoção e mesmo nisso falham redondamente não conseguindo convencer absolutamente ninguém. Para o comprovar basta pensarmos nas deusas (ou semi) do lago que com o seu ar de femme fatale mais parecem umas saloias sem piada.
Os efeitos especiais, esses são igualmente pobres. A recriação dos poucos feitiços que se vêem no filme são do mais básico que pode existir e, para agravar o que já é mau, ainda é sobreposto à imagem real o que torna tudo do mais sem graça que se pode imaginar.
O mesmo acontece com a recriação dos dragões que mais parecem saídos de um qualquer jogo de computador, inclusive o seu bafo de fogo do qual se vê um pequeno rasto que se deduz matar alguns dos figurantes mas que na realidade nada se vê além de umas quantas cinzas que são lançadas em cena para causar uma "ilusão" mal recriada.
A apreciação geral deste filme não poderia, para mim, ser pior. O filme não tem graça, não é bem interpretado e a sua história mais não é do que algo parecido com uma colagem de histórias e de personagens que aparecem sabe-se lá de onde. Pobre, muito pobre o que só agrava ainda mais a falta de graça ou de estímulo que este filme tem, ou melhor... não tem.


1 / 10

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Arthur Penn


1922 - 2010
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Morrer Como Um Homem aos Oscars



Morrer Como Um Homem de João Pedro Rodrigues foi anunciado como sendo o candidato de Portugal ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2011. Será que é desta que chegamos pelo menos à nomeação?!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Because I Said So (2007)


Porque Sim! de Michael Lehmann é uma simpática comédia romântica com a presença de um agradável elenco onde se destacam as presenças de Diane Keaton, Mandy Moore, Lauren Graham, Gabriel Macht, Piper Perabo, Tom Everett Scott e Stephen Collins.
Daphne Wilder (Keaton) interpreta o papel de uma matriarca que só quer ver as suas filhas casadas e felizes ao contrário daquilo que aconteceu com a própria que acabou divorciada e abandonada pelo marido e com três filhas. Enquanto as duas mais velhas se encontram já casadas, a mais nova Milly (Mandy Moore) vive apenas e só para o trabalho e à espera de encontrar aquele que fará parte da sua vida.
Intrometida como sempre na vida das filhas, Daphne cria um anúncio num site de encontros onde procura um companheiro para a filha, e tudo sem esta saber. No leque inicial de candidatos Daphne gosta de Jason (Everett Scott) e conhece outro Johnny (Macht) que por ser música é encarado como um destruidor de corações.
Aquilo que de início parece eficaz e simples demais para Daphne acaba por se tornar muito complicado quando Johnny pretende de facto conhecer Milly com quem acaba por simpatizar criando entre os dois uma empatia mútua.
Seguindo o exemplo das comédias românticas esta tem também uma história que acaba mais cedo ou mais tarde por gerar um monte de confusões e mal entendidos que lhe dão o ar da sua graça e que o tornam assim num agradável entretenimento sem grandes pretensões ou aspirações.
Gostei de o ver e o conjunto de actores consegue gerar uma química interessante entre si apesar de alguns dos, nomeadamente Lauren Graham e Piper Perabo (as outras duas "filhas" de Keaton) não conseguirem ter interpretações mais dinâmicas ou de algum destaque, habituado que estou a vê-las em prestações mais relevantes.
No entanto o filme é sim engraçado e consegue ter alguns momentos bem agradáveis de comédia como um ou outro mais sério que foca as relações humanas e em concreto a relação de pais para com os seus filhos. É interessante o suficiente para ser uma comédia a ver e para poder dizer que a nomeação que brindou Diane Keaton ao Razzie de Pior Actriz do Ano, foi totalmente injusta.


7 / 10

domingo, 26 de setembro de 2010

Gloria Stuart



1910 - 2010
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sábado, 25 de setembro de 2010

My Fake Fiance (2009)

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A Minha Noiva Falsa de Gil Junger é uma simpática comédia romântica que conta com a participação de Melissa Joan Hart e de Joseph Lawrence nos principais papéis.
Esta história inicia-se quando Jennifer (Hart) combina com Vince (Lawrence) fingirem que gostam um do outro e que vão casar para com o dinheiro que irão receber de presente poderem saldar todas as dívidas que têm e viverem em descanso.
O problema aqui é que não se suportam mutuamente e, como tal, toda a tarefa de poderem enganar todos os seus familiares e amigos vai ser árdua de conseguir.
Inerente a qualquer comédia, e a este género em particular, estão as enésimas atribulações que o par principal tem de passar para fazer crer aos demais que o seu amor é verdadeiro, e como através de todos os seus comentários depreciativos feitos mutuamente não passam apenas de nervos pré-casamento, o que dá a este tipo de filme uma certa graça pelos inúmeros cómicos de situação criados que, correndo o risco de se tornarem graças sem graça, aqui até arriscam e resulta francamente pela positiva.
Igualmente óbvio está que a relação que começa da pior forma possível como muito desdém de parte a parte, acaba inevitavelmente por resultar numa atracção. Inicialmente numa química, mas depois na atracção. Todos nós sabemos como funcionam estes filmes. Já o presenciámos inúmeras vezes. Umas resulta... outras nem por isso... Aqui funciona muito bem e a química sentida entre o par protagonista é de facto sentida e real e nós como espectadores percebemos que apesar de um filme menos conhecido, estamos perante uma simpática comédia que de facto resulta.
E é esta mesma química entre o par principal e aquela criada com os inúmeros secundários que surgem pela hora e meia de filme que ele consegue ser agradável e bem disposto e no qual nós damos por nós a torcer porque tudo resulte na perfeição.
Muito simpático filme com interpretações sólidas e bem conseguidas que o tornam numa comédia agradável com todas as suas pretensões respondidas pela positiva.
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7 / 10
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

The Towering Inferno (1974)

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A Torre do Inferno de John Guillermin é um daqueles filmes catástrofe com um enorme e luxuoso elenco do qual fazem parte nomes como Steve McQueen, Paul Newman, William Holden, Faye Dunaway, Richard Chamberlain, Robert Wagner, Fred Astaire (que foi nomeado ao Oscar de Melhor Actor Secundário) e Jennifer Jones.
Após uma construção rápida com materiais menos próprios, é anunciada a festa de inauguração do edifício de escritórios e habitação mais alto do mundo, onde se espera ter a nata da sociedade presente. No entanto, sem verificação ou controle correcto, aquilo que começa por ser uma pequena chama, rapidamente se transforma num incêndio de grandes proporções que ameaça a segurança de todos aqueles que lá se encontram bem como a integridade do próprio edifício.
Muito célebre na década de 70 esta corrente de filmes catástrofe em que tudo e algo mais é destruído, onde se destacam além deste A Torre do Inferno outros como Terramoto ou Poseidon, são filmes que, rega geral, não se destacam por argumentos muito elaborados. Há sempre a trama amorosa e os demais esquemas a respeito de poupar dinheiro a construir edifícios, barcos ou abrigos, que acabam por ser deficientes e ineficazes mas, fora isso, pouco mais há a dizer no que respeita às histórias.
Assim sendo em que vencem estes filmes? Bom... em duas perspectivas claras... a primeira os efeitos especiais quer sonoros quer visuais que têm. Aí, e para a época, são realmente "reis". Da mesma forma são filmes que conseguem impressionar pelo conjunto de catástrofes a que assistimos em cerca de duas horas, mais ou menos, e na quantidade de destruíção que é projectada para o ecrã.
Em termos de espectáculo este género de filme é um claro vencedor. Prendenos ao ecrã para assistirmos a um sem número de desgraças e destruíção e pensamos apenas no quão mau seria (será?) se realmente algo do estilo acontecesse na realidade. É apenas por aqui que estes filmes se tornam "marcantes".
Por vezes, raras vezes, mas uma ou outra lá acontece, conseguem também ter uma ou outra banda-sonora que fica na memória e que se tornam melodias que reconhecemos mas... muito raramente...
Este A Torre do Inferno não deixa de ser um filme engraçado e bem realizado criando também momentos bem construídos e dredíveis sobre como seria um incêndio de grandes proporções num edifício de grande altura e o quão complicado seria conseguir mantê-lo controlado. Para "cinema catástrofe" está no seu melhor.
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7 / 10
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

(500) Days of Summer (2009)

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500 Dias com Summer de Marc Webb é uma muito apelativa comédia dramática que tem nos seus principais papéis, e a dar vida a todo o filme, os actores Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel.
Esta história conta-nos como Tom (Gordon-Levitt) se apaixona por Summer (Deschanel). Dois colegas de trabalho que após alguns encontros sociais casuais começam a desenvolver uma atracção mútua que primeiro passa pela amizade e depois pela relação física e sentimental.
Bom... há que frisar que ele sim apaixona-se... mas ela nem por isso. Não acredita no amor nem que por ele se deva guiar uma relação pois pode terminar a qualquer momento. Por isso, enquanto Tom se apaixona e não vê mais nada nem ninguém além de Summer, ela apenas vive o momento e aproveita aquilo que vai tendo pois, tal como diz a vida real acabará por se "intrometer" no "amor".
Esquecendo os demais actores secundários que, apesar de importantes para fazer ligação com certos momentos do filme não desempenham nenhum papel que roube a atenção dos principais, estes sim têm de ser alvo de uma referência.
Todos nós, ou pelo menos a grande maioria, conhece Joseph Gordon-Levitt desde os bem fadados tempos da magnífica série televisiva Terceiro Calhau a Contar do Sol e sabemos o quanto a sua personagem Tommy (curiosa coincidência) nos fazia rir com o seu recalcamento por ser mais velho e ter ficado com o corpo mais jovem... E todos percebemos o quanta graça e talento tinha já na altura este jovem actor. Não é de surpreender que anos depois, corridos muitos e muitos filmes, que ele apareça e nos surpreenda num magnífico e superior papel como este, pelo qual foi inclusivé nomeado ao Globo de Ouro de Melhor Actor em Comédia este ano. O seu papel como Tom é fresco, revelador de quanto alguém pode amar outra pessoa mesmo que esta aparente ou apresente defeitos e comportamentos que poderiam fazer qualquer um desistir e fugir a sete pés. Conseguimos apreciar a sua paixão e a sua dedicação e por breves, se calhar breves demais, momentos torcemos para que Summer perceba e lhe dê a oportunidade devida.
Quanto a Deschanel confesso que não conheço muito do seu trabalho à excepção de O Acontecimento que não será propriamente uma enorme referência ao seu talento considerando que é um mediano filme de suspense. No entanto posso seguramente afirmar que este seu papel como Summer Finn é sem a menor das dúvidas um excelente trabalho de composição de uma personagem. Seca, fria, distante e a maior parte do tempo descrente e insensível, Deschanel compõe numa só personagem aquilo que muitos de nós são normalmente no que diz respeito aos sentimentos... distantes. Talvez por isso mesmo se consiga em diversas situações colocar na sua pele e perceber quenem tudo, de facto, são mares de rosas.
Aquilo que aqui temos não é uma tradicional história de amor em que depois de inúmeras aventuras e desventuras o par romântico termina junto nem tão pouco vive feliz para sempre... Pelo menos não um com o outro. Temos um filme que nos apresenta os melhores momentos da vida em que parece que uma relação vai funcionar... e depois temos os outros onde a realidade nos bate realmente à porta e nos acorda para que se consiga perceber que afinal nem tudo é cor-de-rosa.
Deixo também um destaque para a excelente banda-sonora do filme e muito em particular para um tema que considero simplesmente divinal. E aqui fica a sua reprodução para aqueles que tiverem paciência e coragem de chegar até aqui neste comentário.
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Antes de passar ao trailer fica o apelo para aqueles que quiserem, em ver este filme. Foge àquilo que tradicionalmente vemos nas comédias românticos ou nas comédias sobre o amor e sobre as relações e, por isso mesmo, ao ser inovador, consegue surpreender pela positiva e tornar-se num dos filmes mais interessantes do ano.
E... mais interessante fica, claro, quando aparece em cena.... Autumn... que é como quem diz... depois do Verão vem sempre o Outono...
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"Tom: People don't realize this, but loneliness is underrated."
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8 / 10
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Legion (2010)

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Legião de Scott Charles Stewart é um filme de acção com contornos quase biblícos que conta com a participação de Dennis Quaid e Paul Bettany nos papéis principais.
A história do filme decorre na sua quase totalidade num pequeno restaurante de estrada isolada no meio do deserto em que se encontram além do proprietário (Quaid), o seu filho e uma empregada, alguns clientes que esperam para poder avançar para os seus destinos.
O problema começa quando uma "simpática" velhota entra no restaurante e depois da tal simpatia inicial revela ser um pequeno monstro que fere quase mortalmente um dos clientes... É partir daqui que tudo toma o seu rumo. Rumo este que é nem mais nem menos do que a destruíção da raça humana. Deus fartou-se e envia os seus anjos para um extermínio da espécie devido à desilusão que tem para connosco.
Em defesa da espécie, defesa esta merecida ou não fica a cargo de cada um de nós, aparece o Arcanjo Miguel que questiona a atitude de Deus e cá aparece para ajudar a Humanidade a sobreviver... ou pelo menos a criança por nascer, filho da empregada do restaurante que mais parece não estar muito interessada nele.
História à parte, pois as noções e ideias principais acabam por ser estas... o que é que fica realmente deste filme? Bom... simples... Não é de longe um filme especial e inovador em termos de argumento e história porque afinal de contas este género de filme em que ou as sete pragas do Egipto ou algum cataclismo natural provocado pela mão divina com o intuito de destruir os humanos já foi feito milhentas vezes.
Dito isto o que fica é um filme com alguns momentos interessantes em termos de suspense e claro, a eterna acção que são quase sinónimos do género. Além disso é também um filme que apesar de "menor" consegue conter alguns momentos em que nos sentimos enclausurados e com alguma claustrofobia só de pensar que estaríamos ali fechados e tudo em nosso redor estaria repleto de "anjos" que nos queriam simplesmente eliminar.
Acho que neste campo o filme consegue ser interessante, pois a cada passo que avança o espaço "seguro" vai reduzindo drasticamente e cada vez mais percebemos que "não" há grande solução para resolver esta "agressão" divina.
Interessante e bem construída está também a caracterização dos actores... É à custa de filmes como este que eu nunca mais confio em velhinhas com ar terno e simpático nem em vendedores de gelados... *sigh*
Não será um filme de "topo" mas não deixa, no entanto, de estar um filme bem realizado e conseguido que faz justiça ao género, e portanto interessante de ver e apreciar como um bom entretenimento do género de suspense.
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6 / 10
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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Poltergeist (1982)

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Poltergeist de Tobe Hooper é um intenso filme de suspense com a mão de Steven Spielberg pelo meio que conta com a participação de JoBeth Williams, Craig T. Nelson, Beatrice Straight, Zelda Rubinstein que se tornou numa das figuras mais emblemáticas desta trilogia, e a jovem Heather O'Rourke que se tornou numa figura emblemática do cinema fantástico apesar da sua breve carreira, e vida, como actriz.
Este filme transporta-nos para a vida suburbana de uma família, pais e três filhos, que um dia descobrem ter alguma "companhia" sobrenatural a viver com eles. Se de início tudo parecia incrivelmente estranho mas fantástico, rapidamente se apercebem que afinal a presença que têm em casa não é tão simpática quanto inicialmente parecia, antes pelo contrário é bem hostil e pretende bem mais do que eles poderiam pensar.
O filme em si, que é inicialmente uma simpática história sobre a vida de uma família banal que vive ainda os "restos mortais" de uns anos 70 meio hippies, torna-se aos poucos mas de forma intensa numa história algo assustadora. Talvez não tanto nos dias de hoje pois já vimos um sem número de filmes que se calhar nos incomodam mais mas, à altura, foi um sucesso pela sua componente de suspense.
A própria imagem e a sua luminosidade inicial transformam-no subitamente num filme mais negro, escuro e sombrio, o que apenas vem acentuar o próprio clima assustador com que ele nos brinda na segunda metade e até mesmo no surpreendente final.
É inevitável falar como este filme tem uma componente fantástica e horrorizante marcante graças também à mão de Steven Spielberg no filme. Aliás, basta começar por dizer que foi ele próprio que escolheu Heather O'Rourke para o papel principal após um encontro que teve com a jovem actriz, e que teve como resultado final o seu brilhante desempenho de vítima perseguida pelas forças do além que vamos conhecendo ao longo da trilogia.
Ao mesmo tempo, se pensarmos na filmografia e projectos em que Spielberg estava envolvido por estas alturas, temos obrigatoriamente de pensar em títulos como Encontros Imediatos de Terceiro Grau, ET e Salteadores da Arca Perdida, todos eles como uma componente de cinema fantástico bem acentuada e também Tubarão um clássico do cinema de terror. Spielberg esteve por detrás destes emblemáticos títulos, bem como de outros, que mostram vincadamente a sua "veia" para o cinema fantástico e com grandes doses de suspense também.
Poltergeist não seria diferente. Apesar de só ter estado envolvido no projecto como produtor, é impossível não perceber que a sua "mão" trabalhou e influenciou este filme, mais não fosse também pelo facto de que ele próprio esteve envolvido no próprio argumento do filme.
Intenso. Muito intenso, e seguramente o melhor filme da trilogia, este Poltergeist não iria deixar ninguém indiferente. Nem mesmo nos dias de hoje onde o filme já atingiu um estatuto de culto.
E para aqueles que duvidam que este filme é intenso... Vejam-no... E com muita e especial atenção as cenas do quarto em que o pequeno palhaço (não, não é nenhum actor é mesm oum boneco) ganha vida... E depois queixam-se que eles assustem qualquer um de nós...
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"Tangina Barrons: There is no death. It is only a transition to a different sphere of consciousness."
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7 / 10
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