quarta-feira, 13 de março de 2013

The Order (2003)

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O Devorador de Pecados de Brian Helgeland é o filme que voltaria a juntar Heath Ledger e Shannyn Sossamon como dupla protagonista após um dos filmes que maior sucesso deu a ambos A Knight's Tale.
Alex Bernier (Ledger) é um jovem padre membro de uma antiga ordem, que após a morte do líder da mesma é enviado para Roma onde deverá investigar as estranhas circunstâncias em que essa morte ocorreu. Quando inicia a sua investigação e liga a morte do líder da ordem a um estranho ritual do Devorador de Pecados (Benno Fürmann), Alex percebe que alguém fora das normas da Igreja está a prestar os últimos ritos e a absolvição através de práticas ilegais que põem em causa a autoridade da mesma.
Com a ajuda do Padre Thomas (Mark Addy) e de Mara (Sossamon) uma jovem artista por quem se sente atraído e a quem efectuou um exorcismo, Alex irá encontrar um destino bem mais intimidador do que aquele que a sua crise de fé previa.
O argumento também escrito por Helgeland evoca um só por si polémico aspecto que seria o facto de algo ou alguém "operar" para além das normais estabelecidas por uma Igreja Católico milenar e com as suas regras bem vincadas na sociedade. Organização essa que, ao operar fora dos limites estaelecidos, garantia a todos aqueles que se encontram às portas da morte, uma salvação final onde ficariam libertos de todos os crimes e pecados cometidos contra a moral e, por sua vez, contra a Humanidade, podendo desta forma entrar de consciência tranquila num qualquer paraíso que os esperava na vida para além da vida. Os pecados, esses, seriam então suportados por uma figura que se intitularia o Devorador de Pecados que dá título ao filme, que numa constante vida eterna vagueava suportando os pecados, mais ou menos monstruosos, cometidos por aqueles que se disponibilizou a suportar depois de um avultado pagamento que utilizaria para viver num luxo e opulência terrenos.
As ideias aqui expressas são suficientemente apelativas para podermos assistir a um curioso, enigmático e inovador filme cujas premissas não haviam ainda sido exploradas, ou pelo menos não com esta "profundidade", facto que para qualquer apreciador de cinema mistério e com complots religiosos à mistura, é suficiente para despertar a curiosidade existente.
No entanto, e por algo dispersão de argumento e das interpretações que não brilham mesmo com a presença de um Heath Ledger que já ia garantindo o seu lugar no meio, este filme acaba por não funcionar. Não sustenta um elemento de suspense convincente que suporte a trama inicial do início ao fim esquecendo por momentos o próprio assassinato que a todas as descoberta levou, e perde-se com supostos inuendos amorosos que apesar de se confirmarem não demonstram a menor química possível para pensarmos que será a melhor escolha para ambas as personagens.
Dito isto, e à excepção de um ou outro cenário mais bizarro ou do potencial que este filme poderia ter alcançado se tivesse sido melhor pensado (e executado), é uma obra que se perde nas suas intenções e que delas não consegue nunca sair tornando-se banal e sem qualquer tipo de entusiasmo, servindo apenas para os fãs incondicionais do actor australiano que partiu cedo demais.
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4 / 10
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