segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Amor Scout (2016)

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Amor Scout de Roberto Pérez Toledo é uma curta-metragem espanhola de ficção que junta Ele (Edgar Córcoles) e Ela (Ángeles Calderón) numa amena e descomprometida conversa sobre o "amanhã" de uma relação - que o espectador supõe como sexual - que poderá surgir.
Ao acordar é descoberto todo um lado mais juvenil de uma jovem mulher que parece pouco interessada no parceiro que tem no seu quarto. Ele, por outro lado, parece interessar-se cada vez mais naquela jovem com quem passou algumas horas. A descoberta do inesperado aproxima-o dela e o seu olhar revela mais que o simples resultado de uma noite de prazer.
Pérez Toledo de quem não me canso afirmar como um dos novos e mais sentimentalmente intensos realizadores espanhóis transforma o escutismo - dela - e a vontade de mudar o mundo - de ambos - como o arranque do motor para uma relação em potência que, por ele, terá toda a abertura para se transformar em algo melhor... afinal, não é esse o sentido do amor verdadeiro?
Do casual ao encanto da descoberta e da vontade de transformar o mundo em algo melhor começando pela formação cívica dos mais jovens - por um lado - e pela construção de um amor - por outro - são os motes principais do enredo desta curta-metragem que apenas "peca" por deixar o espectador levar-se pela imaginação sobre o "e depois", e não consumando nada que certamente se gostaria de confirmar.
Sempre um intenso explorar do lado afectivo, sentimental e claramente também o sexual, Pérez Toledo afirma-se com um contador de histórias sobre aquilo que une as pessoas e principalmente sobre aquilo que elas ocultam e preferem ver escondido do seu mais íntimo, ou seja, uma implícita e não confirmada vontade de amar que se deixa - por vezes - sobrepôr a um medo inconsciente de uma eventual rejeição... do outro, da sociedade e também de si próprio.
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6 / 10
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