sábado, 6 de julho de 2013

The Void (2001)

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O Vazio de Gilbert M. Shilton que numa tentativa de filme de intriga científica nos conta através do argumento da autoria de Geri Cudia Barger e do próprio Gilbert M. Shilton, a história de Eva Soderstrom (Amanda Tapping), uma física que descobre os planos de Thomas Abernathy (Malcolm McDowell), um industrialista agiota, se recriar num laboratório um buraco negro.
O plano torna-se bem mais complicado quando o pai de Eva morreu graças à mesma tentativa largos anos antes, também às mãos de Abernathy. Assim, com a ajuda de Price (Adrian Paul), Eva irá tentar pôr um final nos planos do cruel industrial, e possivelmente conseguir assim salvar o planeta.
Normalmente estes filmes ou correm muito bem francamente mal dependendo quase sempre quer da credibilidade dos actores quer do potencial económico com que são feitos e, como tal, os efeitos especiais que lhe estão inerentes serem executados de forma não só realista como convincente. Dito isto, temos logo de início que equacionar o conjunto de actores que deste filme faz parte. Se por um lado é verdade que temos um sempre entusiasmante Malcolm McDowell que é capaz de fazer tremer o próprio Mal com as suas inspiradas e tenebrosas interpretações, não é menos verdade que desde esse grande Laranja Mecânica, os seus desempenhos têm oscilado entre o razoável e o mau de acordo com o tipo de filme em que participa. É um facto que deixa marca mas não é menos verdade que não são suficientemente relevantes para que o recordemos mesmo que ele se enquadre no conjunto de actores que nos faz ter vontade de ver um filme.
Assim, e se considerarmos que McDowell não só tem um desempenho secundário como não é suficientemente credível naquilo que aqui faz, temos obrigatoriamente de passar aos outros dois actores que são aliás os protagonistas. Por um lado temos Amanda Tapping que passará quase despercebida das atenções do público em geral há excepção daqueles que acompanhavam a série Stargate, e por outro temos como seu parceiro Adrian Paul que fez as delícias das tardes de fim-de-semana há largos anos com a sua adaptação televisiva d'O Duelo Imortal mas que, há excepção da referida série, pouco mais tem feito de qualidade ou que nos faça recordar do seu nome.
Dito isto passamos ao segundo aspecto que poderia fazer deste filme algo interessante mas que, tal como o tópico anterior, fica a milhas da qualidade desejada; os efeitos especiais. Se é um facto que esperamos por efeitos de qualidade considerando a temática deste filme, não é menos verdade que eles são muito escassos ao longo do mesmo e, quando aparecem, na verdade deixam-nos com uma sensação de que qualquer um de nós com um computador mais apetrechado poderíamos ter feito aquilo que vimos com pouco esforço, se é que algum. Assim, estes momentos que poderiam ser tensos e com alguma energia que nos fizesse momentaneamente vibrar, acabam por ser apenas mais uns minutos de filme que, na prática, poderíamos ter ignorado se a história fosse coerente e credível algo que, infelizmente, também não é.
No fundo aquilo que temos aqui não é mais do que um daqueles filmes fracotes de sexta-feira à noite que todos gostamos de ver não pela sua qualidade fílmica, mensagem ou desempenhos, mas sim pelo facto de que são bons exemplares de entretenimento que nos impedem de pensar seja no que fôr, limitando-se única e exclusivamente a distraírem-nos depois de uma longa semana. Se os encararmos apenas e só desta forma estamos, seguramente, no bom caminho. Bom caminho esse que se perdeu para todos os profissionais que o fizeram pois... está longe de nele andar.
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2 / 10
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