terça-feira, 22 de maio de 2018

Simbiosis (2017)

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Simbiosis de Luisma Lostal (Espanha) é uma das mais intrigantes (pela negativa) experiências cinematográficas que tive nos últimos anos. Com o pretexto de observar (ter?) uma experiência sensorial, esta não tão breve quanto deveria curta-metragem baseia toda a sua dinâmica, única e exclusivamente, na observação de dois cavaleiros numa praia que cavalgam de um lado... para o outro.
Quer em câmara lenta ou numa dinâmica normal, com imagem mais ou menos desfocada, o espectador observa largos minutos desta divagação sem fim (ou nexo), na esperança de encontrar um qualquer tipo de luz ao fundo do túnel que, na realidade, nunca irá chegar. É no momento em que essa confirmação chega (durante o filme), que o mesmo se pergunta sobre a pertinência - académica ou não - de uma história sem história, de um fim sem argumento ou de uma acção sem motivação desta "conto" (atrevo-me a chamá-lo de... ainda que não o seja...), e do intuito de um realizador que parece perdido na experimentação e não na dinâmica de poder contar uma história que, de facto, o seja.
Se numa única palavra tivesse de descrever esta "experimentação" em formato de curta-metragem, ela seria apenas... vazio. O vazio.
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