sábado, 8 de janeiro de 2011

Dead Silence (2007)

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Silêncio Mortal de James Wan é um daqueles filmes de terror que consegue, por diversas ocasiões, mete realmente algum medo.
Normalmente, há sempre excepções à regra é certo, há filmes que por uma ou outra componente conseguem assustar-nos. Filmes de terror que envolvam bonecos/marionetas ou então palhaços são disso prova. Para não ser exagerado, em 98% dos casos se um filme de terror tiver um dos anteriores elementos é quase garantido que vai ser uma experiência perturbadora.
Nesta história temos Jamie (Ryan Kwanten) que regressa à sua cidade natal para descobrir o que está por detrás do assassinato da sua mulher que poderá ter a ver com a própria lenda da cidade relacionada com a morte de uma ventríluqua que enlouqueceu algumas décadas antes.
Dito isto, é certo e sabido que vamos ter a deambular por este filme um conjunto de bonecos com umas caras pouco amistosas, muito ao estilo daquele horripilante que cruza a saga Saw, que nos deixam, no mínimo, agarrados ao sofá com receio do que vai sair daquelas caras tão pouco... "católicas".
Sem revelar o que acontece, pois se o fizesse tirava imediatamente grande parte do interesse e do suspense do filme, mas aquilo que posso adiantar é que tanto a história como o ambiente e atmosfera gerados pela mesma e pela credibilidade dos actores que o representam cria aquilo que muitas vezes falta a estes filmes... o terror.
Tanto o trabalho de fotografia da autoria de John R. Leonetti como a música ambiente (pesado) de Charlie Clouser criam toda uma atmosfera que apenas adensa e nos assusta do início ao final.
Escusado será portanto dizer que, ter um filme pesado do início até ao final e que ainda por cima nos cria uma atmosfera de terror com a presença de marionetas (sim... acabamos por perceber que são mais do que uma...) deixam-nos literalmente em transe durante todo o filme.
E como todo o filme de terror que regra geral não acaba em "bem", este... bom... este também não é excepção e entrega-nos um dos finais mais surpreendentes dos últimos tempos neste género cinematográfico. Perfeitamente alucinante e para com o qual não deixamos de ter o nosso momento de êxtase quando percebemos que afinal... não, não digo... fica para verem...
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7 / 10
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