sábado, 15 de janeiro de 2011

Number Seventeen (1932)

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Número 17 de Alfred Hitchcock conta-nos uma história de suspense onde um grupo de assaltantes combina reunir-se numa casa para dividir o espólio de um assalto. No entanto mal sabem estar a ser seguidos pelo detective que os quer deter e recuperar aquilo que foi roubado.
O que me levou a este filme foi simplesmente o facto de ser uma obra de Hitchcock. Sabendo-o o mestre do suspense e do mistério é natural que sendo esta uma das suas primeiras obras que desperte a atenção para sabermos o quão relevante ela é.
Se o segmento final passado a bordo de um comboio em movimento com perseguições, à época, alucinantes, e que acaba por ser o ponto maior e mais forte do filme, verdade também seja dita que tudo o resto do mesmo acaba por ser algo complicado de digerir.
Retirando as interpretações quase apalhaçadas da grande maioria dos actores, pouco existe que nos prenda a atenção. E, mesmo isto, não deveria ser o aspecto principal do filme que se quer sério e misterioso. Longe, muito longe mesmo, ficam estas intenções que acabam por resultar exactamente no oposto do pretendido.
Como nota também ela negativa existe o facto do filme em muitas sequências se "transportar" para situações em nada relacionadas com aquilo que estamos a ver e também o facto de o som não ser o melhor, aspecto este que, no entanto, podermos ultrapassar se pensarmos na época em que este filme foi realizado e claro nos poucos recursos que, à altura, existiam.
Uma obra de Hitchcock é verdade, mas nem por isso perto das suas melhores que acaba por servir apenas como referência se quisermos conhecer algo daquilo que foi a obra inicial do grande mestre do suspense.
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2 / 10
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