segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Near Dark (1987)

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Depois do Anoitecer de Kathryn Bigelow conta-nos a história de Caleb (Adrian Pasdar) um jovem do interior dos Estados Unidos que se apaixona por Mae (Jenny Wright), uma aparente inocente rapariga que mais tarde o morde no pescoço e revela assim ser uma vampira dos "tempos modernos".
Como o amor, à primeira vista, entre ambos é crescente Caleb decide acompanhar Mae e a sua família de marginais naquela que é uma vida nocturna recheada de morte e sangue.
O filme não é em si nada de especial. Uma banalíssima história de amor que tão depressa começa como acaba onde parece ficar muita coisa por contar e filmar. Temos o habitual medo do sol pois pode significar a morte para esta família de vampiros e o típico cliché de que podem fazer tudo pois nada os afectará devido à sua imortalidade.
Ao mesmo tempo temos igualmente alguns clichés e elogios típicos e muito rebatidos sobre a noite e a sua grandiosidade e pelo facto de como ela parece ser o único aspecto reconfortante que esta família pode ter. Por momentos pensamos que vêm dali alguns comentários filosóficos e existencialistas mas acabamos por ficar só a assistir a um ou dois dos actores a olharem no vazio frente a uma câmara de ond percebemos não ir retirar qualquer conteúdo de útil.
Não se percebe bem como ou porquê, mas neste filme ficamos a saber que basta uma transfusão de sangue para conseguir "curar" tal mal fadada doença vampírica. Se o aspecto até poderia ser inovador e interessante, o que é certo é que por nada ser explicado ou elaborado... acaba por se tornar mais cómico e sem sabor do que propriamente interessante e ponto de viragem naquilo que poderia ser algum conteúdo a ter em conta neste fillme.
Finalmente, se considerarmos a realizadora em questão e de quem ela era mulher à altura, é curioso ver que o elenco deste filme contém alguns dos rostos "habitués" dos trabalhos de James Cameron, nomeadamente Bill Paxton, Lance Henriksen e Jenette Goldstein. É engraçado pensarmos nestes pequenos aspectos mas, ao mesmo tempo, se considerarmos as pobres interpretações que estes actores têm, muito pouco ou nada consegue ser suficientemente relevante aqui para ter qualquer tipo de interesse.
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4 / 10
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