quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Män Som Hatar Kvinnor (2009)

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Millennium 1: Os Homens que Odeiam Mulheres de Niels Arden Oplev foi um dos filmes sensação do cinema Europeu de 2009. Como actores principais temos Noomi Rapace que foi nomeada ao Prémio de Cinema Europeu de Melhor Actriz e ainda Michael Nyqvist.
O início da história versa sobre a vida de duas personagens. Lisbeth Salander (Rapace) uma hacker profissional que trabalha para uma empresa de segurança e se encontra em liberdade condicional por crimes informáticos. Por outro lado temos o alvo da sua pesquisa inicial Mikael Blomkvist (Nyqvist), alto funcionário de um jornal que denuncia grandes esquemas políticas e económicos e que, por isso mesmo, vê a sua liberdade condicionada quando é julgado por acusar injustamente um desses grandes senhores.
Como forma de manter a sua veia de investigação a trabalhar Mikael é contactado por um poderoso membro da família Vanger para descobrir uma sua sobrinha que desapareceu quarenta anos antes da residência da família e que suspeita de ou ter fugido ou sido morta por alguém da própria família.
Mikael embarca nesta arriscada e perigosa aventura onde, mais tarde, irá ter também o apoio directo de Lisbeth e que irão descobrir todos os podres desta poderosa família que passam desde a perturbação mental, ao Nazismo Sueco dos anos 40 e seguintes bem como até ao próprio assassinato e tortura de pessoas, mais concretamente mulheres.
E de facto é disto que muito do filme trata... da violência para com as mulheres. Os exemplos são claros e gritantes. Todos eles. O primeiro indício é logo o facto de assistirmos à quase "obrigação" de Lisbeth fazer espionagem cibernética à vida de Mikael.
Continuamos a encontrar esta violência para com as mulheres quando conhecemos o "tutor" da liberdade condicional de Lisbeth e sobretudo depois de assistirmos às inúmeras violências e violações de que ela é alvo às suas mãos.
A restante história sobre o desaparecido de Harriet Vanger e sobre todas as vítimas que se suspeita terem sido provocadas pela mesma pessoa, apenas confirmam que esta é uma história sobre o ódio... o ódio às mulheres. Diferentes motivos, diferentes situações e diferentes "justificações", mas todas elas versam sobre o ódio e a violência gratuita exercida sobre a mulher.
Mais um filme que confirma a tendência da presença da violência no cinema nórdico e como ela é encarada quase como uma forma disciplinadora e de manutenção da ordem.
É um filme francamente BOM e que apenas deixa um elevado interesse para com os outros dois capítulos desta trilogia que mantém as duas personagens principais em mais uma série de intrigas policiais... e não só.
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8 / 10

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