segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Van Helsing (2004)

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Van Helsing de Stephen Sommers é um simpático mas não muito bem conseguido filme de vampiros... Bom... de vampiros, do Drácula (ele próprio), de lobisomens... do Frankentein e com o Van Helsing à mistura numa Roménia do século XIX em que todas estas criaturas mandam e imperam.
Com as participações de Hugh Jackman como Van Helsing e Kate Beckinsale como Anna Valerious uma caçadora das criaturas que atormentam o descanso dos inocentes, este filme passa a um ritmo tão alucinante que a amálgama de história acaba por se tornar numa intensa confusão com inúmeras pontas soltas que jamais se irão remendar.
Dito isto, a acção passa-se no século XIX numa caça ao Conde Drácula que planeia com as suas três mulheres reproduzir que nem coelhos com o fim de dominar o mundo e subjugar toda a raça humana. Como é óbvio no seu caminho estarão Van Helsing e Anna Valerious que não fazem qualquer tipo de cedência na caça ao homem... ao vampiro, querendo portanto exterminá-lo de vez.
O filme não é brilhante e falha em inúmeras frentes nomeadamente no seu confuso argumento que quer contar tudo e algo mais, falha também nas interpretações pouco inspiradas e consistentes da globalidade dos actores que além de estarem quase a ler do cartão que têm em frente, insistem em fazer pobres reproduções de sotaque de habitantes do leste Europeu que mais parece terem aprendido a falar inglês a semana passada.
Os efeitos especiais que acabam por ser um dos aspectos mais positivos deste filme na sua globalidade, denotam também alguma mediocridade e fraqueza ao aparecem certos momentos em que nota uma clara sobreposição de imagens e não uma ilusão de que faz tudo parte do mesmo cenário.
Um aspecto que acaba por ser inevitavelmente positivo é o guarda-roupa pois, considerando que é um filme de época, seria impossível que este fosse feito de uma forma mais "saloia". E claro, se considerarmos que por detrás dele temos o nome de Gabriella Pescucci, já vencedora de um Oscar nesta categoria, em parceria com Carlo Poggioli.
O aspecto que noto como sendo mais positivo deste filme acaba por ser de facto a capacidade de entretenimento que lhe está inerente pois, apesar de muito rudimentar, é daqueles filmes pelos quais nós começamos por detestar devido às suas falhas mas que, ao mesmo tempo, nos impedem de parar de o ver e, como tal, consumi-mo-lo até ao final sem conseguir dele retirar o olhar.
O aspecto mais fraco, para não dizer pior, de todo o filme é mesmo o seu final que se tenta ser sentimental, mas que acaba por ser o mais piroso e absurdo de todo o filme, e sejamos honestos... completamente despropositado e desnecessário.
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4 / 10
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