domingo, 26 de julho de 2009

The Bridges of Madison County (1995)

Clint Eastwood tem o extraordinário dom de me surpreender com excelentes filmes. Há uns anos jamais pensaria de tal forma apesar de já ter criado míticas personagens entre elas Dirty Harry. No entanto foi com este As Pontes de Madison County que me rendi ao seu trabalho.
Clint é um foto-jornalista em trabalho sobre as pontes e Madison County. A sua história e conservação. É aí que conhece Francesca. Uma italiana a viver no interior dos Estados Unidos, casada e com dois filhos. A mãe e dona-de-casa que se anulou em favor da sua família e do seu bem-estar.
Este filme fala da relação sentimental e sexual que nasceu entre os dois e de como o encontro entre duas pessoas pode fazer despertar os sentimentos e os sentidos que há muito estavam esquecidos. As Pontes de Madison County reflete também sobre como há alturas na nossa vida em que tomamos opções ou atitudes que para sempre a vão moldar, e sobre como essas opções podem mudar tudo aquilo que nos rodeia, especialmente a nós próprios.
Além de um fenomenal história de amor e de paixão, é também uma história sobre descoberta pessoal, sobre o desejo, sobre abnegação, sobre entrega e também sobre segredos. Os segredos que escondemos dos outros e especialmente de nós. O segredo de que também estamos vivos e desejosos que reparem em nós. É tudo isto que que nos é descrito através das suas memórias lidas pelos seus filhos depois da sua morte, e que a fantástica Meryl Streep nos entrega numa das suas mais fortes interpretações dos últimos anos e que foi inclusivé nomeada ao Oscar de Melhor Actriz.
Clint Eastwood realizou e interpretou assim mais um grande filme que fala das emoções e sentimentos humanos retirando o melhor dele próprio como principal actor e da grande Meryl Streep como já referi.
Além disto o filme tem também uma excelente luminosidade e cenários fantásticos naturais da região interior dos Estados Unidos acompanhado por uma belíssima banda-sonora composta por Lennie Niehaus.




"Francesca: Robert, please. You don't understand, no-one does. When a woman makes the choice to marry, to have children; in one way her life begins but in another way it stops. You build a life of details. You become a mother, a wife and you stop and stay steady so that your children can move. And when they leave they take your life of details with them. And then you're expected move again only you don't remember what moves you because no-one has asked in so long. Not even yourself. You never in your life think that love like this can happen to you."


10 / 10

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