sexta-feira, 10 de julho de 2009

Paris, Je T'Aime (2006)

Amor. Morte. Paixão. Dor. Vida. Liberdade. Boémia. Reconciliação. Tudo isto e mais é Paris Je T'Aime que teve como realizadores pessoas tão diferentes como Alfonso Cuarón, Gus Van Sant ou Olivier Assayas entre muitos outros.
A cidade de Paris vista por inúmeros e bem característicos olhares (que até poderiam ser muitos e muitos mais), onde várias histórias de várias pessoas se cruzam. As suas vivências e os seus problemas. As suas alegrias e os seus desgostos. Os seus arrependimentos e as suas reconciliações.
Todos os segmentos aqui presentes são triunfantes nos seus argumentos, no entanto há sempre os preferidos. Aqueles que se destacam entre o BOM. "Place des Victoires" e "14ème Arrondissement" são de longe os mais emotivos e mais pessoais. É por isso que o primeiro se cruza com outra das histórias (não direi qual) e o último encerra o belíssimo filme. Vêm destes dois segmentos também as melhores interpretações de todo o filme. A sempre grande Juliette Binoche que nos entrega mais um papel sentido e sofrido onde as suas emoções não são entregues ao acaso e muito menos gratuitas. É conseguida a sua transmissão da sua dor e da sua perda. A outra grande interpretação deste filme surge de onde, confesso, menos esperava. O one woman show final entregue por Margo Martindale é de facto sentido, entusiasmante e libertador. Foi por isso que escolhi o seu último comentário como grande momento do filme, e depois de o verem decerto irão concordar que foi bem escolhido.
É um filme sério sem ser demasiado triste. É um filme de emoções sem se mostrar pesado. É um filme melancólico sem ser de lágrimas. É um filme humano. É um filme de olhares e de expressões. É um filme sobre o amor, os diferentes tipos de amor, como eles nos marcam, nos alegram, nos magoam e nos salvam, naquela que é a cidade do amor... Paris.




"Carol: Sitting there, alone in a foreign country, far from my job and everyone I know, a feeling came over me. It was like remembering something I'd never known before or had always been waiting for, but I didn't know what. Maybe it was something I'd forgotten or something I've been missing all my life. All I can say is that I felt, at the same time, joy and sadness. But not too much sadness, because I felt alive. Yes, alive. That was the moment I fell in love with Paris. And I felt Paris fall in love with me."


10 / 10

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